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Q3978689 Matemática
A Secretaria de Obras e Urbanismo da Prefeitura está projetando a instalação de uma nova rede de drenagem pluvial em um parque municipal. Para isso, será necessário conectar três pontos de captação de água da chuva, formando um triângulo retângulo, conforme ilustrado no projeto abaixo:
• O ponto A está localizado na entrada principal do parque;
• O ponto B está localizado no quiosque central;
• O ponto C está localizado no playground.
Sabendo-se que a distância entre o ponto A e o ponto B é de 60 metros, que a distância entre o ponto B e o ponto C é de 80 metros e que o ângulo formado entre os segmentos AB e BC é reto (90°), a equipe de engenharia precisa instalar uma tubulação ligando diretamente o ponto A ao ponto C, passando por baixo da área de preservação ambiental, sem interferir na superfície. Qual será o comprimento dessa tubulação? 
Alternativas
Q3978688 Matemática
A Secretaria Municipal de Saúde de Andradas iniciou uma campanha de combate à dengue em um bairro com alto índice de infestação do mosquito Aedes aegypti. No primeiro dia de ação, as equipes de agentes de endemias conseguiram vistoriar 35% das 1.200 residências existentes no bairro, eliminando focos e orientando moradores.
No segundo dia, com o reforço de mais agentes, foi possível vistoriar 40% das residências que ainda não haviam sido vistoriadas no primeiro dia. Quantas casas ainda precisam ser vistoriadas após esses dois dias de campanha?
Alternativas
Q3978687 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
<https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/ser-sofista-e-insulto
na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
defender/>
No segmento “Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira...”, o termo “anuência” introduz uma ideia decisiva para a leitura do período, pois sugere uma postura institucional diante da imagem atribuída aos sofistas. Considerando o sentido assumido pela palavra no contexto, assinale a alternativa em que o vocábulo proposto pode substituí-la sem alteração relevante de significado. 
Alternativas
Q3978686 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
<https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/ser-sofista-e-insulto
na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
defender/>
No período “Platão nunca os perdoou.”, o autor retoma, por meio de um pronome, um referente previamente mencionado no texto, evitando repetição lexical e mantendo a coesão. Considerando a função que esse termo desempenha na estrutura da oração, assinale a alternativa que apresenta a classificação sintática correta de “os”.
Alternativas
Q3978685 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
<https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/ser-sofista-e-insulto
na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
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Ao comentar a etimologia de “escola” como derivada de um termo grego ligado ao ócio, o texto delineia uma relação entre condições materiais e acesso à formação intelectual. À luz dessa discussão, analise as assertivas:
I. O ócio é apresentado como disponibilidade socialmente condicionada, vinculada a renda e bens que permitem leitura e debates.
II. A condição de escravizado é descrita como rotina extenuante, incompatível com uma educação elaborada e contínua.
III. O ócio é definido como efeito do desinteresse ateniense por política, o que explica a marginalização do estudo sistemático.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3978684 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
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na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
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No fecho do texto, após a discussão acerca da máxima “o homem é a medida de todas as coisas”, o autor descreve um mecanismo contemporâneo que personaliza conteúdos e recomendações conforme o histórico de cada usuário. À luz dessa descrição, assinale a alternativa que interpreta corretamente a relação proposta. 
Alternativas
Q3978683 Português
Texto para a questão

Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

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Considere o período: “Estes ‘novos ricos’ tinham posses, mas careciam de tradição.” À luz do encadeamento entre as duas informações articuladas pela conjunção, assinale a alternativa que identifica corretamente a circunstância expressa por “mas”. 
Alternativas
Q3978682 Português
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Ser sofista é insulto na filosofia. Mas você escolheria um deles ou Sócrates para te defender? 

        Ser um sofista é um insulto no meio filosófico. Por quê? Consideramos a filosofia que vale a pena como a derivada de Sócrates e de Platão, inimigos declarados dos sofistas. Assim, aprendemos sobre um time pela visão de torcedores inimigos. Sofismas/sofistas equivalem a um pensamento ardiloso, sem compromisso com a verdade. 

        Nosso termo “escola” deriva de uma palavra grega para ócio. Se você fosse um escravizado na Atenas do século 5 a.C., trabalharia o dia todo e nunca teria tempo para uma educação elaborada. Ter ócio era ter renda e bens suficientes que permitissem atividades como leitura e debates. Um bom exemplo é Platão, membro da elite ateniense que não apenas conseguiu uma excelente educação, mas ainda podia passar tempo fazendo atividades físicas que permitissem ao jovem ser chamado pelo apelido de “ombros largos”, em grego, Platão.

        E Sócrates? Não era rico, pelo que sabemos, mas vivia em banquetes ofertados por seus alunos eupátridas (os “bem-nascidos”), como Alcebíades e Platão. 

        Educados, atletas, debatedores em banquetes fartos, o grupo nunca cobraria para pensar. Nunca precisaram. Estavam acima dos boletos. Seus olivais e vinhedos eram cultivados por muitos braços e eles se dedicavam ao debate por diálogos. 

        A expansão comercial ateniense (e das outras cidades) fez crescer um grupo ligado ao comércio, manufaturas, engenharia naval e outras atividades menos tradicionais. Estes “novos ricos” tinham posses, mas careciam de tradição. Precisavam educar filhos e ter formação para os debates públicos na fervilhante política ática. Surgem os sofistas. 

        Eram “pensadores de aluguel”, advogados, professores, escritores que cobravam pelos seus serviços. Viviam deles. Não tendo terras como a família de Platão, comiam a partir do que conseguiam em troca do treino da retórica. Muitos advogados sofistas defendiam um cliente e não um “logos” supremo.

        Vejam a frase do sofista Protágoras: “o homem é a medida de todas as coisas”. Parece puro antropocentrismo helênico. Porém, ela introduz um relativismo interpretativo (hermenêutico, se preferirem) importante. Se o homem é a medida, cada homem determina uma nova medida, cada caso é um caso, cada verdade pertence ao sujeito. 

        Para a elite tradicional, eram “cérebros de aluguel”, falantes hábeis a peso de ouro. Para os sofistas, talvez, Platão tivesse uma liberdade que não vinha da sua convicção ética, todavia dos seus bens. 

        Sócrates, o amigo de gente rica, aceitou a pena capital. O quadro famoso de David mostra o velho mestre cercado por apoiadores e há treze pessoas na imagem, como Jesus na Santa Ceia. Morreu por aquilo que acreditava. Sócrates foi associado à virtude e à coerência. Foi oferecida a ele a chance de fugir e o homem mais sábio da Grécia (segundo o oráculo), disse que precisava morrer para cumprir a lei e para mostrar que suas ideias valiam mais do que sua vida. Quem, simbolicamente, teria amassado a cicuta que Sócrates bebeu? Demagogos e, claro, sofistas. 

        De vendidos e venais, os sofistas passaram a assassinos calculistas. Platão nunca os perdoou e fez um diálogo importante chamado “Sofista”. Dali em diante, com anuência do Cristianismo, sofistas eram os amigos da mentira, astutos, e, como Lúcifer, enganadores.

        É difícil imaginar quem seriam os herdeiros de Sócrates e de Jesus no mundo de hoje. Eu apontaria com mais facilidade quem seria filho do realismo sofista: é o algoritmo. Ele determina que cada usuário é a medida de todas as coisas. Ele indica produtos sem preconceito, de livros sofisticados a cremes depilatórios, tudo a partir do seu perfil de compras. Ele mostra vídeos da cena que você, há pouco, viu com atenção. 

        O algoritmo não tem valores prévios senão a sobrevivência do mercado. O internauta é a medida de todas as coisas e seu histórico de navegação determina a verdade que o algoritmo reforça. Nossa esperança é gente que pensa fora das redes, mas... como serão analisados? Aliás, seriam vistos? 

Leandro Karnal. Disponível em 
<https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/ser-sofista-e-insulto
na-filosofia-mas-voce-escolheria-um-deles-ou-socrates-para-te
defender/>
No primeiro parágrafo, o autor explica por que “sofista” se cristalizou como termo depreciativo no léxico filosófico. Considerando a argumentação explicitada, assinale a alternativa que traduz o fundamento dessa depreciação. 
Alternativas
Q3978293 Direito Previdenciário
Uma auxiliar de limpeza apresenta síndrome do túnel do carpo após anos de movimentos repetitivos. A empresa nunca emitiu CAT. Considerando o NTEP, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3978292 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma médica residente, após 18 meses de plantões intensos, relata ao seu orientador que "não consegue mais se importar com os pacientes", sente-se emocionalmente esgotada e acredita que seu trabalho não tem valor algum. Apresenta irritabilidade constante e tem faltado às reuniões de equipe. Com base no modelo de Maslach, os três componentes centrais da Síndrome de Burnout identificados neste caso são: 
Alternativas
Q3978291 Segurança e Saúde no Trabalho
No contexto do gerenciamento de riscos ocupacionais, a NR-1 determina que as organizações devem implementar o PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos). Sobre a relação entre o PGR e a proteção à saúde do trabalhador, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3978290 Segurança e Saúde no Trabalho
Um médico examinador, ao realizar o exame periódico de um trabalhador exposto a níveis de pressão sonora acima dos limites de tolerância, identifica um agravamento do limiar auditivo em relação ao exame de referência. Segundo a NR-7 (PCMSO), diante da confirmação da perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados (PAINPSE), a conduta imediata, além da emissão da CAT, deve ser:
Alternativas
Q3978289 Segurança e Saúde no Trabalho
São as principais causas de afastamentos por acidentes de trabalho, no Brasil:
Alternativas
Q3978288 Segurança e Saúde no Trabalho
O Ministério da Saúde discorre que o processo saúdedoença dos trabalhadores tem relação direta com o seu trabalho; e não deve ser reduzido a uma relação monocausal entre doença e um agente específico; ou multicausal, entre a doença e um grupo de fatores de riscos (físicos, químicos, biológicos, mecânicos), presentes no ambiente de trabalho. Saúde e doença estão condicionados e determinados pelas condições de vida das pessoas e são expressos entre os trabalhadores também:
Alternativas
Q3978287 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com o Ministério da Saúde, a Saúde do Trabalhador é uma área estratégica da saúde pública e parte integrante do campo da Saúde Coletiva, com foco na promoção da saúde e na prevenção de agravos relacionados às condições de trabalho. Reconhecendo o trabalho como determinante social da saúde, essa área busca assegurar a atenção integral à saúde da população trabalhadora em seus diversos contextos. Um dos objetivos da Saúde do Trabalhador, de acordo com o Ministério da Saúde, é avaliar os efeitos das ações adotadas para:
Alternativas
Q3978286 Segurança e Saúde no Trabalho
O Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, estabelecido pela Norma Regulamentadora nº 7, define as diretrizes para a preservação da saúde do conjunto de trabalhadores de uma organização. No que tange aos exames médicos previstos e à emissão do Atestado de Saúde Ocupacional, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3978285 Segurança e Saúde no Trabalho
A vigilância em saúde do trabalhador compreende um conjunto de ações que buscam o controle dos riscos nos ambientes de labor e a detecção precoce de alterações biológicas decorrentes da exposição ocupacional. Analise as afirmativas a seguir:

I. A vigilância epidemiológica das doenças e agravos relacionados ao trabalho utiliza o Sistema de Informação de Agravos de Notificação para o monitoramento de casos suspeitos ou confirmados de doenças ocupacionais.
II. O monitoramento biológico da exposição a agentes químicos deve seguir os Índices Biológicos de Exposição estabelecidos na Norma Regulamentadora número sete, utilizando indicadores que reflitam a absorção ou o efeito biológico.
III. A inspeção sanitária nos locais de trabalho é uma ação de vigilância que deve priorizar a punição pecuniária imediata do empregador em detrimento da análise técnica dos processos produtivos e dos fatores de risco.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3978284 Segurança e Saúde no Trabalho
O diagnóstico de patologias relacionadas ao trabalho exige que o Médico do Trabalho utilize critérios epidemiológicos e clínicos para estabelecer a relação entre o agravo e a exposição ambiental. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

( ) A Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, atualizada pelo Ministério da Saúde, serve como guia para a notificação compulsória, mas não esgota as possibilidades de reconhecimento de nexo causal pelo perito médico.
( ) O transtorno de esgotamento profissional, conhecido como Síndrome de Burnout, é classificado como uma doença do trabalho vinculada a fatores psicossociais, sendo dispensável a comprovação de nexo com a organização do labor.
( ) A perda auditiva induzida por ruído ocupacional caracteriza-se por ser neurossensorial, geralmente bilateral, irreversível e com progressão cessada imediatamente após a interrupção da exposição aos níveis de pressão sonora elevados.
( ) O nexo técnico epidemiológico previdenciário estabelece uma presunção relativa de causalidade entre a atividade econômica da empresa e a doença, baseada no agrupamento de benefícios por incapacidade e códigos de patologia.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3978283 Direito Previdenciário
A caracterização de um acidente de trabalho exige a análise técnica do nexo entre a lesão e a atividade laboral, considerando inclusive as situações de concausalidade previstas na legislação previdenciária vigente. No que se refere às situações equiparadas ao acidente de trabalho por lei, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3978282 Saúde Pública
A compreensão do processo saúde-doença evoluiu do modelo biomédico centrado na cura para modelos multicausais que consideram a complexa interação entre o hospedeiro, o agente etiológico e o meio ambiente. No contexto da determinação social da saúde, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
481: B
482: A
483: A
484: B
485: C
486: B
487: D
488: D
489: B
490: B
491: A
492: C
493: D
494: A
495: C
496: D
497: B
498: C
499: A
500: B