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PEREIRA, P. Ondina. Psicanálise e Filosofia: uma relação entre experiência psicanalítica e atividade filosófica In: Psychê - Ano VIII - nº 14 - São Paulo - jul-dez/2004 — p. 10
Segundo Sofia Vanni Rovighi, “o inconsciente já passara a fazer parte da doutrina de alguns filósofos” – nesse sentido, o inconsciente de Freud apresenta a novidade de não ser a mera negação do consciente, mas é inconsciente ativo e onipotente e se aproxima bastante da concepção de “vontade” em
NIETZSCH, Friedrich. Humano, demasiado humano. Cia da letras, 2005, p.150
Considerando a perspectiva da filosofia de Nietzsche e o contexto filosófico apresentado no texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Os socialistas querem o bem-estar para o maior número de pessoas.
PORÉM
Se a pátria permanente desse bem-estar, o Estado perfeito, fosse alcançada, esse próprio bem-estar destruiria o terreno em que brota o intelecto, em outras palavras: a humanidade se tornaria fraca demais para produzir o gênio se esse Estado fosse alcançado. .
A respeito das asserções apresentadas acima, assinale a opção correta
Glauco — Talvez não conseguíssemos fazê-lo numa breve discussão.
Sócrates — Talvez. E acredito até que teríamos chegado a um mais alto grau de evidência se tivéssemos podido discorrer apenas a respeito desse ponto e não existissem muitas outras questões a tratar, para vermos em que difere a vida do homem justo da do homem injusto.
Glauco — De que iremos tratar depois disso?
Sócrates — O que vem logo a seguir? Como estabelecemos que são filósofos aqueles que podem chegar ao conhecimento [...]
Platão. A República, Livro VI.
Considerando a perspectiva dos diálogos platônicos e o contexto filosófico apresentado no texto acima, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
São filósofos aqueles que podem chegar ao conhecimento do imutável.
PORQUE
É possível que uma alma covarde e inferior exerça relação com a verdadeira filosofia. A respeito das asserções apresentadas acima, assinale a opção correta.
HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do espírito. Vozes, 1992, p. 31.
Para Hegel, a verdade última de seu “Ser” se encontra na articulação que cada coisa concreta exerce com o “espírito absoluto” – a essa articulação Hegel chamou
KANT. Emanuel. Crítica da razão pura. p.10. Disponível em <https://www.dca.fee.unicamp.br/~gudwin/ftp/ia005/critica_da_razao_pura.pdf> acesso 29 de set. 21.
.
Sob inspiração do fragmento acima e no conjunto da filosofia Kantiana, diz-se que Kant não se perguntava apenas pela possibilidade da ciência, mas também como é possível
Considerando a filosofia cartesiana, avalie as afirmações a seguir.
I. Para Descartes, o Ser e sua estrutura são criações arbitrárias de Deus. II. Estão entre os princípios dessa filosofia: Dúvida metódica e o cogito. III. A bondade não implica uma livre decisão da vontade. IV. O pensar enquanto tal, não possui e não implica segurança ontológica.
É correto apenas o que se afirma em
Com relação ao logos em Heráclito de Éfeso, assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas a seguir:
Referindo-se ao estilo ________________, Heidegger opina que, em vez de ser denominado de “____________”, Heráclito poderia e deveria ter sido chamado de “_______________”, pois o que ele escreve no seu estilo _______________, “clarifica e faz brilhar a linguagem do pensar”. Esta claridade, porém, é uma claridade sui generis, pois tem o fascínio e o enigma dos relâmpagos. De um modo fugaz e efêmero, os relâmpagos, com seus repetidos clarões, iluminam a escuridão da noite, mas não conseguem transformá-la na claridade do dia.
Aristóteles. A Política. Vega, 1998, p. 26. Disponível em <http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_aristotele s_a_politica.pdf> acesso em 28 Set. 21.
Inspirado (a) pelo texto acima, somado com seus conhecimentos sobre o assunto, relacione corretamente as colunas conforme algumas asserções conceituais de Aristóteles implicadas em “polis/política” na obra A Política:
1. CIDADE. 2. COMUNIDADE. 3. O HOMEM. 4. FAMÍLIA. 5. ALDEIA.
a. É uma certa forma de comunidade. b. É uma comunidade formada de acordo com a natureza. c. É por natureza, um ser vivo político. d. Constituída em vista de algum bem. e. É a primeira comunidade formada por várias famílias.
Cannabrava, Euryalo. Nietzsche - "La Naissance de la Philosophie" - 1938* * Publicado no Diário de Pernambuco. Pernambuco, Domingo, 14 de Maio de 1939, p. 8. (Arquivo DP/D.A. Press, em 28/07/2016). Cadernos Nietzsche [online].2016, v. 37, n. 2 [Acessado 27 Setembro 2021], pp. 159-165. Disponível em:<https://doi.org/10.1590/2316-82422015v3702eca>.
Das alternativas a seguir, somente uma não caracteriza sem equívocos as ideias de Tales de Mileto.
De acordo com I.M. Copi, uma dessas falácias de relevância é o Argumentum ad Hominem. Em relação a essa falácia está incorreto afirmar que
Em relação à Metafísica, no contexto do pensamento aristotélico, está incorreto afirmar que
“Chamo transcendental a todo o conhecimento que em geral se ocupa menos dos objetos, que do nosso modo de os conhecer, na medida em que este deve ser possível a priori.” In: KANT, Immanuel. Crítica da Razão Pura. 5.ed. Tradução de Manuela Pinto dos Santos e Alexandre Fradique Morujão. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. § B25
No trecho acima, Kant define o sentido do termo transcendental. Nesse sentido, é correto afirmar que o transcendental é
“O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositadamente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.” In: ADORNO, T.W.; HORKHEIMER, Max. Dialética do esclarecimento: fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985.p.114
No trecho acima, os filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer refletem sobre a Indústria Cultural. De acordo com os autores, uma das consequências disso é
Quando Hegel afirma que estamos em um momento de nascimento e trânsito para uma nova época, está se referindo
I. Fonte histórica, documento, registro, vestígio são todos termos correlatos para definir tudo aquilo produzido pela humanidade no tempo e no espaço.
II. Fontes podem corresponder à herança material e imaterial deixada pelos antepassados que servem de base para a construção do conhecimento histórico.
III. O termo mais clássico para conceituar a fonte histórica é documento. Palavra, no entanto, que, devido às concepções da escola metódica, ou positivista, está atrelada a uma gama de ideias preconcebidas, significando não apenas o registro escrito, mas principalmente o registro oficial.
IV. Vestígio é a palavra atualmente preferida pelos historiadores que defendem que a fonte histórica é mais do que o documento oficial: que os mitos, a fala, o cinema, a literatura, tudo isso, como produtos humanos, torna-se fonte para o conhecimento da história.
V. No mundo ocidental, as primeiras ideias sistematizadas acerca da natureza das fontes históricas surgiram entre o século XVIII e o início do XIX, com os eruditos franceses que começaram a sistematizar a História escrita e, logo, a valorizar o documento.
PINSKY, Carla Bassanezi (org.). Fontes históricas. São Paulo: Contexto, 2005.
Excerto I
[...] é importante destacar a proposta curricular que integra o ensino médio à formação técnica (entendendo-se essa integração em novos moldes). Essa proposta, além de estabelecer o diálogo entre os conhecimentos científicos, tecnológicos, sociais e humanísticos e conhecimentos e habilidades relacionadas ao trabalho, além de superar o conceito da escola dual e fragmentada, pode representar, em essência, a quebra da hierarquização de saberes e colaborar, de forma efetiva, para a educação brasileira como um todo, no desafio de construir uma nova identidade para essa última etapa da educação básica (PACHECO, 2010, p.22).
Excerto II
[...] a integração curricular é um conceito em disputa, cujas diretrizes, embora fornecidas por documentos institucionais, produziram interpretações que estão longe de serem unívocas.
Excerto III
[...] A ausência do livro didático aliada a reflexões que apontavam para as dimensões do trabalho, das técnicas, da tecnologia e da ciência ao longo das aulas de História provocaram a surpresa e a quebra de expectativas na futura docente.
ALVES, João Victor Caetano. O Ensino de História entre a Integração Curricular, a Cultura Escolar e a Tradição dos Livros Didáticos: Reflexões de uma Experiência do Projeto Pibid no IFSP – Campus Guarulhos Instituto Federal de São Paulo in ANPUH -BRASIL - 31º Simpósio Nacional de História Rio de Janeiro/RJ, 2021.
A partir destes excertos proceda a análise dos itens, julgue-os e assinale a alternativa correta:
I. A integração curricular proposta a partir do currículo integrado para ensino de História na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica deve ser diferenciada da proposta pedagógica efetivada nas escolas regulares considerando-se o perfil profissional integrado à terminal idade da educação básica.
II. A escolha por abordar as temáticas históricas a partir das dimensões do trabalho, das técnicas, da tecnologia e da ciência ao longo das aulas de História correspondem a uma dentre outras possibilidades e estratégias que podem ser tomadas em se tratando do ensino de História para Cursos Técnicos.
III. O Ensino de História posto nos Institutos Federais deve ater-se a Base Nacional Comum Curricular sendo que as especificidades de cada curso no que concerne à abordagem histórica passa a ficar sob a função do professor específico da formação profissional.
IV. A integração curricular entre História e determinada formação profissional constitui, ao mesmo tempo, um desafio e uma possibilidade na medida em que na formação inicial dos profissionais da educação/historiadores, aparentemente, esta abordagem causa certo assombro e frustração.
V. A integração curricular proposta nos Institutos Federais conflita com as atribuições dos historiadores prevista na LEI Nº 14.038, DE 17 de agosto de 2020, que dispõe sobre a regulamentação da profissão de Historiador e dá outras providências, gerando interpretações paradoxais.
I. Conforme Odair Giraldin (2002), Porto Real teve sua fundação em princípio do século XVIII, dentro do processo de intensificação da mineração na região, Pontal, ao contrário, nasceu na decadência desta atividade, como uma forma de incentivar o comércio fluvial pelo Tocantins até Belém do Pará, tornando-se assim uma outra alternativa econômica para o norte de Goiás.
II. O Príncipe Regente, D. João, através da Carta Régia de 05 de agosto de 1811, ofereceu vantagens para quem quisesse estabelecer-se às margens do rio Tocantins, visando, com isso, favorecer o comércio com Belém do Pará. Entre as vantagens oferecidas, agraciava os moradores com os mesmos privilégios dados aos moradores da capitania de Minas Gerais, em relação ao Rio Doce.
III. Sobre a fundação de Porto Real destaca a organização de várias expedições para explorar o rio e criar as condições necessárias à navegação do Tocantins. Argui como principal obstáculo as populações indígenas que habitavam suas margens, as quais mantinhamse distantes das possibilidades de um convívio pacífico.
IV. Dentre as medidas tomadas pelo governador de Goiás, Tristão da Cunha Menezes, para criar melhores condições para os navegantes, estava a fundação, em 1791, de Porto Real, inicialmente apenas um destacamento militar localizado à margem do rio, de onde deveriam partir as embarcações em direção a Belém do Pará.
V. O destacamento de Porto Real objetivava servir também como uma forma de proteção contra os ataques indígenas, principalmente dos Xerente, e, ao mesmo tempo, funcionar como um posto de controle do comércio com Belém.
Fonte: Giraldin, O – “Pontal e Porto Real: dois arraiais do norte de Goiás e os conflitos com os Xerente nos séculos XVIII e XIX”. Revista Amazonense de História, v. 1. n.1 jan/dez/ 2002, pp. 131-146