Questões de Concurso Comentadas para educa

Foram encontradas 7.363 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3624592 Português
O conceito de dialogismo, conforme Bakhtin, indica que: 
Alternativas
Q3624591 Literatura
Luís Fernando Veríssimo (1936 –2025) foi um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos, reconhecido por suas crônicas, contos e sátiras, marcadas pelo humor refinado e crítica social. Considerando sua produção literária e o lugar de Veríssimo na história da literatura em língua portuguesa, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3624590 Literatura
TEXTO II


Vozes-Mulheres 
Conceição Evaristo

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue e
 fome.


A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade.


(In: Poemas de recordação e outros movimentos, 3.ed., p. 24-25.
Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/24-textos-das-
autoras/923-conceicao-evaristo-vozes-mulheres
Ainda sobre o poema Vozes-Mulheres, Conceição Evaristo, ele reflete uma tradição literária que resgata experiências históricas de sujeitos marginalizados, em especial mulheres negras, articulando memória, resistência e subjetividade. 

Considerando os paradigmas estéticos e movimentos literários da literatura em língua portuguesa, é correto afirmar que o poema:
Alternativas
Q3624589 Português
TEXTO II


Vozes-Mulheres 
Conceição Evaristo

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue e
 fome.


A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade.


(In: Poemas de recordação e outros movimentos, 3.ed., p. 24-25.
Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/24-textos-das-
autoras/923-conceicao-evaristo-vozes-mulheres
No poema lido (Texto II), a autora apresenta a sucessão de vozes femininas de diferentes gerações, culminando na voz da filha:

A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
a fala e o ato. 

Nesse contexto, o ato de recolher a fala simboliza uma dimensão do ser humano relacionada à escrita e à linguagem. Assinale a alternativa que melhor interpreta essa potencialidade humana no poema:
Alternativas
Q3624588 Português
TEXTO II


Vozes-Mulheres 
Conceição Evaristo

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue e
 fome.


A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade.


(In: Poemas de recordação e outros movimentos, 3.ed., p. 24-25.
Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/24-textos-das-
autoras/923-conceicao-evaristo-vozes-mulheres
No texto II, a repetição da expressão “A voz de...” ao longo das estrofes funciona como um recurso textual que contribui tanto para a progressão quanto para a unidade temática do texto.

Considerando os mecanismos de coesão e os fatores de coerência textual, é correto afirmar que essa repetição   
Alternativas
Q3624587 Português
TEXTO II


Vozes-Mulheres 
Conceição Evaristo

A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio.
Ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue e
 fome.


A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
O eco da vida-liberdade.


(In: Poemas de recordação e outros movimentos, 3.ed., p. 24-25.
Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/24-textos-das-
autoras/923-conceicao-evaristo-vozes-mulheres
No poema “Vozes-Mulheres”, de Conceição Evaristo, a seleção lexical e a disposição gráfica dos versos evidenciam uma preocupação que transcende o simples ato de comunicar. Nesse contexto, a linguagem adquire uma função primordial que, segundo os estudos linguísticos de Roman Jakobson, está relacionada:       
Alternativas
Q3624586 Português

Leia o texto abaixo e responda às questão. 


TEXTO I


Reflexões de um burro 


8 de abril


Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa tão interessante, que determinei logo de começar por ela esta crônica. Agora, porém, no momento de pegar na pena, receio achar no leitor menor gosto que eu para um espetáculo, que lhe parecerá vulgar, e porventura torpe. Releve-me a impertinência; os gostos não são iguais. 


Entre a grade do jardim da Praça Quinze de novembro e o lugar onde era o antigo passadiço, ao pé dos trilhos de bonds, estava um burro deitado. O lugar não era próprio para remanso de burros, donde concluí que não estaria deitado, mas caído. Instantes depois, vimos (eu ia com um amigo), vimos o burro levantar a cabeça e meio corpo. Os nossos furavam lhe a pele, os olhos meio mortos fechavam-se de quando em quando. O infeliz cabeceava, mas tão frouxamente, que parecia estar próximo do fim.


Diante do animal havia algum capim espalhado e uma lata com água. Logo, não foi abandonado inteiramente; alguma piedade houve no dono ou quem quer que é que o deixou na praça, com essa última refeição à vista. Não foi pequena ação. Se o autor dela é homem que leia crônicas, e acaso ler esta, receba daqui um aperto de mão. O burro não comeu do capim, nem bebeu da água; estava para outros capins e outras águas, em campos mais largos e eternos.


Meia dúzia de curiosos tinham parado ao pé do animal. Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para espertá-lo, então eu não sei conhecer meninos, porque ele não estava do lado do pescoço, mas justamente lado da anca. Diga-se a do verdade; não o fez — ao menos enquanto ali estive, que foram poucos minutos. Esses poucos minutos, porém, valeram por uma hora ou duas. Se há justiça na terra, valerão por um século, tal foi a descoberta que me pareceu fazer, e aqui deixo recomendada aos estudiosos. 


O que me pareceu, é que o burro fazia exame de consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à água, tinha no olhar a expressão dos meditativos. Era um trabalho interior e profundo. Este remoque popular: por pensar morreu um burro mostra que o fenômeno foi mal entendido dos que a princípio o viram; o pensamento não é a causa da morte, a morte é que o torna necessário. Quanto à matéria do pensamento, não há dúvida que é o exame da consciência. Agora, qual foi o exame da consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion, porventura maior; não decifrei palavras escritas, más idéias íntimas de criatura que não podia exprimi-las verbalmente.


E diria o burro consigo:


“Por mais que vasculhe a consciência, não acho pecado que mereça remorso. Não furtei, não menti, não matei, não caluniei, não ofendi nenhuma pessoa. Em toda a minha vida, se dei três coices, foi o mais, isso mesmo antes de haver aprendido maneiras de cidade e de saber o destino do verdadeiro burro, que é apanhar e calar. Quanto ao zurro, usei dele como linguagem. Ultimamente é que percebi que me não entendiam, e continuei a zurrar por ser costume velho, não com idéia de agravar ninguém. Nunca dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bond, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando a autoridade.


“Passando a ordem mais elevada de ações, não acho em mim a menor lembrança de haver pensado sequer na perturbação da paz pública. Além de ser a minha índole contrária a arruaças, a própria reflexão me diz que, não havendo nenhuma revolução declarando os direitos do burro, tais direitos não existem. Nenhum golpe de Estado foi dado em favor dele; nenhuma coroa os obrigou. Monarquia, democracia, oligarquia, nenhuma forma de governo, teve em conta os interesses dá minha espécie. Qualquer que seja o regímen, ronca o pau. O pau é a minha instituição um pouco temperada pela teima, que é, em resumo, o meu único defeito. Quando não teimava, mordia freio, dando assim um bonito exemplo de submissão e conformidade. Nunca perguntei por sóis nem chuvas; bastava sentir o freguês o tílburi ou o apito do bond, para sair logo. Até aqui os males que não fiz; vejamos os bens que pratiquei.


“A mais de uma aventura amorosa terei servido, levando depressa tílburi e o namorado à casa da namorada — ou simplesmente empacando em lugar onde o moço que ia no bond podia mirar a moça que estava na janela. Não poucos devedores terei conduzido para longe de um credor importuno. Ensinei filosofia a muita gente, esta filosofia que consiste na gravidade do porte e na quietação dos sentidos. Quando algum homem, desses que chamam patuscos, queria fazer rir os amigos, fui sempre em auxílio dele, deixando que me desse tapas e punhadas na cara. Enfim…”


Não percebi o resto, e fui andando, não menos alvoroçado que pesaroso. Contente da descoberta, não podia furtar-me à tristeza de que um burro tão bom pensador ia morrer. A consideração, porém, de que todos os burros devem ter os mesmos dotes principais, fez-me ver que os que ficavam, não seriam menos exemplares que esse. Por que se não investigará mais profundamente o moral do burro? Da abelha já se escreveu que é superior ao homem, e da formiga também, coletivamente falando, isto é, que as suas instituições políticas são superiores às nossas, mais racionais. Por que não sucederá o mesmo ao burro, que é maior? 


Sexta-feira, passando pela Praça Quinze de novembro, achei o animal já morto.


Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver, espetáculo repugnante; mas a infância, como a ciência, é curiosa sem asco. De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim passam os trabalhos desse mundo. Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite. Já é alguma coisa neste final de século. 



Requiescat in pace.


Machado de Assis – “A Semana” (crônicas 1892-1900) Disponível em: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/01/13/cronica-machado-de-assis-reflexoes-de-um-burro/




Releia:

"Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite." (último parágrafo)

No trecho acima, a palavra destacada exerce a função de:  
Alternativas
Q3624584 Português

Leia o texto abaixo e responda às questão. 


TEXTO I


Reflexões de um burro 


8 de abril


Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa tão interessante, que determinei logo de começar por ela esta crônica. Agora, porém, no momento de pegar na pena, receio achar no leitor menor gosto que eu para um espetáculo, que lhe parecerá vulgar, e porventura torpe. Releve-me a impertinência; os gostos não são iguais. 


Entre a grade do jardim da Praça Quinze de novembro e o lugar onde era o antigo passadiço, ao pé dos trilhos de bonds, estava um burro deitado. O lugar não era próprio para remanso de burros, donde concluí que não estaria deitado, mas caído. Instantes depois, vimos (eu ia com um amigo), vimos o burro levantar a cabeça e meio corpo. Os nossos furavam lhe a pele, os olhos meio mortos fechavam-se de quando em quando. O infeliz cabeceava, mas tão frouxamente, que parecia estar próximo do fim.


Diante do animal havia algum capim espalhado e uma lata com água. Logo, não foi abandonado inteiramente; alguma piedade houve no dono ou quem quer que é que o deixou na praça, com essa última refeição à vista. Não foi pequena ação. Se o autor dela é homem que leia crônicas, e acaso ler esta, receba daqui um aperto de mão. O burro não comeu do capim, nem bebeu da água; estava para outros capins e outras águas, em campos mais largos e eternos.


Meia dúzia de curiosos tinham parado ao pé do animal. Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para espertá-lo, então eu não sei conhecer meninos, porque ele não estava do lado do pescoço, mas justamente lado da anca. Diga-se a do verdade; não o fez — ao menos enquanto ali estive, que foram poucos minutos. Esses poucos minutos, porém, valeram por uma hora ou duas. Se há justiça na terra, valerão por um século, tal foi a descoberta que me pareceu fazer, e aqui deixo recomendada aos estudiosos. 


O que me pareceu, é que o burro fazia exame de consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à água, tinha no olhar a expressão dos meditativos. Era um trabalho interior e profundo. Este remoque popular: por pensar morreu um burro mostra que o fenômeno foi mal entendido dos que a princípio o viram; o pensamento não é a causa da morte, a morte é que o torna necessário. Quanto à matéria do pensamento, não há dúvida que é o exame da consciência. Agora, qual foi o exame da consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion, porventura maior; não decifrei palavras escritas, más idéias íntimas de criatura que não podia exprimi-las verbalmente.


E diria o burro consigo:


“Por mais que vasculhe a consciência, não acho pecado que mereça remorso. Não furtei, não menti, não matei, não caluniei, não ofendi nenhuma pessoa. Em toda a minha vida, se dei três coices, foi o mais, isso mesmo antes de haver aprendido maneiras de cidade e de saber o destino do verdadeiro burro, que é apanhar e calar. Quanto ao zurro, usei dele como linguagem. Ultimamente é que percebi que me não entendiam, e continuei a zurrar por ser costume velho, não com idéia de agravar ninguém. Nunca dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bond, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando a autoridade.


“Passando a ordem mais elevada de ações, não acho em mim a menor lembrança de haver pensado sequer na perturbação da paz pública. Além de ser a minha índole contrária a arruaças, a própria reflexão me diz que, não havendo nenhuma revolução declarando os direitos do burro, tais direitos não existem. Nenhum golpe de Estado foi dado em favor dele; nenhuma coroa os obrigou. Monarquia, democracia, oligarquia, nenhuma forma de governo, teve em conta os interesses dá minha espécie. Qualquer que seja o regímen, ronca o pau. O pau é a minha instituição um pouco temperada pela teima, que é, em resumo, o meu único defeito. Quando não teimava, mordia freio, dando assim um bonito exemplo de submissão e conformidade. Nunca perguntei por sóis nem chuvas; bastava sentir o freguês o tílburi ou o apito do bond, para sair logo. Até aqui os males que não fiz; vejamos os bens que pratiquei.


“A mais de uma aventura amorosa terei servido, levando depressa tílburi e o namorado à casa da namorada — ou simplesmente empacando em lugar onde o moço que ia no bond podia mirar a moça que estava na janela. Não poucos devedores terei conduzido para longe de um credor importuno. Ensinei filosofia a muita gente, esta filosofia que consiste na gravidade do porte e na quietação dos sentidos. Quando algum homem, desses que chamam patuscos, queria fazer rir os amigos, fui sempre em auxílio dele, deixando que me desse tapas e punhadas na cara. Enfim…”


Não percebi o resto, e fui andando, não menos alvoroçado que pesaroso. Contente da descoberta, não podia furtar-me à tristeza de que um burro tão bom pensador ia morrer. A consideração, porém, de que todos os burros devem ter os mesmos dotes principais, fez-me ver que os que ficavam, não seriam menos exemplares que esse. Por que se não investigará mais profundamente o moral do burro? Da abelha já se escreveu que é superior ao homem, e da formiga também, coletivamente falando, isto é, que as suas instituições políticas são superiores às nossas, mais racionais. Por que não sucederá o mesmo ao burro, que é maior? 


Sexta-feira, passando pela Praça Quinze de novembro, achei o animal já morto.


Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver, espetáculo repugnante; mas a infância, como a ciência, é curiosa sem asco. De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim passam os trabalhos desse mundo. Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite. Já é alguma coisa neste final de século. 



Requiescat in pace.


Machado de Assis – “A Semana” (crônicas 1892-1900) Disponível em: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/01/13/cronica-machado-de-assis-reflexoes-de-um-burro/




Considerando o texto “Reflexões de um burro” de Machado de Assis, é CORRETO afirmar que o registro predominante apresenta: 
Alternativas
Q3624583 Português

Leia o texto abaixo e responda às questão. 


TEXTO I


Reflexões de um burro 


8 de abril


Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa tão interessante, que determinei logo de começar por ela esta crônica. Agora, porém, no momento de pegar na pena, receio achar no leitor menor gosto que eu para um espetáculo, que lhe parecerá vulgar, e porventura torpe. Releve-me a impertinência; os gostos não são iguais. 


Entre a grade do jardim da Praça Quinze de novembro e o lugar onde era o antigo passadiço, ao pé dos trilhos de bonds, estava um burro deitado. O lugar não era próprio para remanso de burros, donde concluí que não estaria deitado, mas caído. Instantes depois, vimos (eu ia com um amigo), vimos o burro levantar a cabeça e meio corpo. Os nossos furavam lhe a pele, os olhos meio mortos fechavam-se de quando em quando. O infeliz cabeceava, mas tão frouxamente, que parecia estar próximo do fim.


Diante do animal havia algum capim espalhado e uma lata com água. Logo, não foi abandonado inteiramente; alguma piedade houve no dono ou quem quer que é que o deixou na praça, com essa última refeição à vista. Não foi pequena ação. Se o autor dela é homem que leia crônicas, e acaso ler esta, receba daqui um aperto de mão. O burro não comeu do capim, nem bebeu da água; estava para outros capins e outras águas, em campos mais largos e eternos.


Meia dúzia de curiosos tinham parado ao pé do animal. Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para espertá-lo, então eu não sei conhecer meninos, porque ele não estava do lado do pescoço, mas justamente lado da anca. Diga-se a do verdade; não o fez — ao menos enquanto ali estive, que foram poucos minutos. Esses poucos minutos, porém, valeram por uma hora ou duas. Se há justiça na terra, valerão por um século, tal foi a descoberta que me pareceu fazer, e aqui deixo recomendada aos estudiosos. 


O que me pareceu, é que o burro fazia exame de consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à água, tinha no olhar a expressão dos meditativos. Era um trabalho interior e profundo. Este remoque popular: por pensar morreu um burro mostra que o fenômeno foi mal entendido dos que a princípio o viram; o pensamento não é a causa da morte, a morte é que o torna necessário. Quanto à matéria do pensamento, não há dúvida que é o exame da consciência. Agora, qual foi o exame da consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion, porventura maior; não decifrei palavras escritas, más idéias íntimas de criatura que não podia exprimi-las verbalmente.


E diria o burro consigo:


“Por mais que vasculhe a consciência, não acho pecado que mereça remorso. Não furtei, não menti, não matei, não caluniei, não ofendi nenhuma pessoa. Em toda a minha vida, se dei três coices, foi o mais, isso mesmo antes de haver aprendido maneiras de cidade e de saber o destino do verdadeiro burro, que é apanhar e calar. Quanto ao zurro, usei dele como linguagem. Ultimamente é que percebi que me não entendiam, e continuei a zurrar por ser costume velho, não com idéia de agravar ninguém. Nunca dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bond, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando a autoridade.


“Passando a ordem mais elevada de ações, não acho em mim a menor lembrança de haver pensado sequer na perturbação da paz pública. Além de ser a minha índole contrária a arruaças, a própria reflexão me diz que, não havendo nenhuma revolução declarando os direitos do burro, tais direitos não existem. Nenhum golpe de Estado foi dado em favor dele; nenhuma coroa os obrigou. Monarquia, democracia, oligarquia, nenhuma forma de governo, teve em conta os interesses dá minha espécie. Qualquer que seja o regímen, ronca o pau. O pau é a minha instituição um pouco temperada pela teima, que é, em resumo, o meu único defeito. Quando não teimava, mordia freio, dando assim um bonito exemplo de submissão e conformidade. Nunca perguntei por sóis nem chuvas; bastava sentir o freguês o tílburi ou o apito do bond, para sair logo. Até aqui os males que não fiz; vejamos os bens que pratiquei.


“A mais de uma aventura amorosa terei servido, levando depressa tílburi e o namorado à casa da namorada — ou simplesmente empacando em lugar onde o moço que ia no bond podia mirar a moça que estava na janela. Não poucos devedores terei conduzido para longe de um credor importuno. Ensinei filosofia a muita gente, esta filosofia que consiste na gravidade do porte e na quietação dos sentidos. Quando algum homem, desses que chamam patuscos, queria fazer rir os amigos, fui sempre em auxílio dele, deixando que me desse tapas e punhadas na cara. Enfim…”


Não percebi o resto, e fui andando, não menos alvoroçado que pesaroso. Contente da descoberta, não podia furtar-me à tristeza de que um burro tão bom pensador ia morrer. A consideração, porém, de que todos os burros devem ter os mesmos dotes principais, fez-me ver que os que ficavam, não seriam menos exemplares que esse. Por que se não investigará mais profundamente o moral do burro? Da abelha já se escreveu que é superior ao homem, e da formiga também, coletivamente falando, isto é, que as suas instituições políticas são superiores às nossas, mais racionais. Por que não sucederá o mesmo ao burro, que é maior? 


Sexta-feira, passando pela Praça Quinze de novembro, achei o animal já morto.


Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver, espetáculo repugnante; mas a infância, como a ciência, é curiosa sem asco. De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim passam os trabalhos desse mundo. Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite. Já é alguma coisa neste final de século. 



Requiescat in pace.


Machado de Assis – “A Semana” (crônicas 1892-1900) Disponível em: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/01/13/cronica-machado-de-assis-reflexoes-de-um-burro/




Na crônica de Machado de Assis, observe o trecho:



"De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim passam os trabalhos desse mundo. Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite."



Nesse período, a oração destacada exerce a função de:  

Alternativas
Q3624582 Português

Leia o texto abaixo e responda às questão. 


TEXTO I


Reflexões de um burro 


8 de abril


Quinta-feira à tarde, pouco mais de três horas, vi uma coisa tão interessante, que determinei logo de começar por ela esta crônica. Agora, porém, no momento de pegar na pena, receio achar no leitor menor gosto que eu para um espetáculo, que lhe parecerá vulgar, e porventura torpe. Releve-me a impertinência; os gostos não são iguais. 


Entre a grade do jardim da Praça Quinze de novembro e o lugar onde era o antigo passadiço, ao pé dos trilhos de bonds, estava um burro deitado. O lugar não era próprio para remanso de burros, donde concluí que não estaria deitado, mas caído. Instantes depois, vimos (eu ia com um amigo), vimos o burro levantar a cabeça e meio corpo. Os nossos furavam lhe a pele, os olhos meio mortos fechavam-se de quando em quando. O infeliz cabeceava, mas tão frouxamente, que parecia estar próximo do fim.


Diante do animal havia algum capim espalhado e uma lata com água. Logo, não foi abandonado inteiramente; alguma piedade houve no dono ou quem quer que é que o deixou na praça, com essa última refeição à vista. Não foi pequena ação. Se o autor dela é homem que leia crônicas, e acaso ler esta, receba daqui um aperto de mão. O burro não comeu do capim, nem bebeu da água; estava para outros capins e outras águas, em campos mais largos e eternos.


Meia dúzia de curiosos tinham parado ao pé do animal. Um deles, menino de dez anos, empunhava uma vara, e se não sentia o desejo de dar com ela na anca do burro para espertá-lo, então eu não sei conhecer meninos, porque ele não estava do lado do pescoço, mas justamente lado da anca. Diga-se a do verdade; não o fez — ao menos enquanto ali estive, que foram poucos minutos. Esses poucos minutos, porém, valeram por uma hora ou duas. Se há justiça na terra, valerão por um século, tal foi a descoberta que me pareceu fazer, e aqui deixo recomendada aos estudiosos. 


O que me pareceu, é que o burro fazia exame de consciência. Indiferente aos curiosos, como ao capim e à água, tinha no olhar a expressão dos meditativos. Era um trabalho interior e profundo. Este remoque popular: por pensar morreu um burro mostra que o fenômeno foi mal entendido dos que a princípio o viram; o pensamento não é a causa da morte, a morte é que o torna necessário. Quanto à matéria do pensamento, não há dúvida que é o exame da consciência. Agora, qual foi o exame da consciência daquele burro, é o que presumo ter lido no escasso tempo que ali gastei. Sou outro Champollion, porventura maior; não decifrei palavras escritas, más idéias íntimas de criatura que não podia exprimi-las verbalmente.


E diria o burro consigo:


“Por mais que vasculhe a consciência, não acho pecado que mereça remorso. Não furtei, não menti, não matei, não caluniei, não ofendi nenhuma pessoa. Em toda a minha vida, se dei três coices, foi o mais, isso mesmo antes de haver aprendido maneiras de cidade e de saber o destino do verdadeiro burro, que é apanhar e calar. Quanto ao zurro, usei dele como linguagem. Ultimamente é que percebi que me não entendiam, e continuei a zurrar por ser costume velho, não com idéia de agravar ninguém. Nunca dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bond, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando a autoridade.


“Passando a ordem mais elevada de ações, não acho em mim a menor lembrança de haver pensado sequer na perturbação da paz pública. Além de ser a minha índole contrária a arruaças, a própria reflexão me diz que, não havendo nenhuma revolução declarando os direitos do burro, tais direitos não existem. Nenhum golpe de Estado foi dado em favor dele; nenhuma coroa os obrigou. Monarquia, democracia, oligarquia, nenhuma forma de governo, teve em conta os interesses dá minha espécie. Qualquer que seja o regímen, ronca o pau. O pau é a minha instituição um pouco temperada pela teima, que é, em resumo, o meu único defeito. Quando não teimava, mordia freio, dando assim um bonito exemplo de submissão e conformidade. Nunca perguntei por sóis nem chuvas; bastava sentir o freguês o tílburi ou o apito do bond, para sair logo. Até aqui os males que não fiz; vejamos os bens que pratiquei.


“A mais de uma aventura amorosa terei servido, levando depressa tílburi e o namorado à casa da namorada — ou simplesmente empacando em lugar onde o moço que ia no bond podia mirar a moça que estava na janela. Não poucos devedores terei conduzido para longe de um credor importuno. Ensinei filosofia a muita gente, esta filosofia que consiste na gravidade do porte e na quietação dos sentidos. Quando algum homem, desses que chamam patuscos, queria fazer rir os amigos, fui sempre em auxílio dele, deixando que me desse tapas e punhadas na cara. Enfim…”


Não percebi o resto, e fui andando, não menos alvoroçado que pesaroso. Contente da descoberta, não podia furtar-me à tristeza de que um burro tão bom pensador ia morrer. A consideração, porém, de que todos os burros devem ter os mesmos dotes principais, fez-me ver que os que ficavam, não seriam menos exemplares que esse. Por que se não investigará mais profundamente o moral do burro? Da abelha já se escreveu que é superior ao homem, e da formiga também, coletivamente falando, isto é, que as suas instituições políticas são superiores às nossas, mais racionais. Por que não sucederá o mesmo ao burro, que é maior? 


Sexta-feira, passando pela Praça Quinze de novembro, achei o animal já morto.


Dois meninos, parados, contemplavam o cadáver, espetáculo repugnante; mas a infância, como a ciência, é curiosa sem asco. De tarde já não havia cadáver nem nada. Assim passam os trabalhos desse mundo. Sem exagerar o mérito do finado, força é dizer que, se ele não inventou a pólvora, também não inventou a dinamite. Já é alguma coisa neste final de século. 



Requiescat in pace.


Machado de Assis – “A Semana” (crônicas 1892-1900) Disponível em: https://revistamacondo.wordpress.com/2012/01/13/cronica-machado-de-assis-reflexoes-de-um-burro/




No trecho: “Nunca  dei com homem no chão. Quando passei do tílburi ao bond, houve algumas vezes homem morto ou pisado na rua, mas a prova de que a culpa não era minha, é que nunca segui o cocheiro na fuga; deixava-me estar aguardando a autoridade.”, as palavras destacadas pertencem, respectivamente, às seguintes classes gramaticais:

Assinale a alternativa CORRETA.  
Alternativas
Q3624406 Inglês
TEXT 2


ACTIVE LEARNING METHODOLOGIES IN ENGLISH CLASSES: INTERACTION IN A VIRTUAL ENVIRONMENT


The coronavirus pandemic has intensified the creative use of technological resources that significantly promote dynamic communication among learners. This study investigated the contribution of active methodologies in remote English language classes for the interaction between basic level learners. Based on this goal, we analyzed the resources that promote the linguistic development of students through interaction in virtual environments, based on studies on active methodologies on learning, interaction and teaching of foreign languages and sociocultural theory. Data were generated from an online questionnaire applied to students' interactions in the Google Classroom environment, and the field observation journal of synchronous interactions in Google Meet and were analyzed in the light of grounded theory. By contrasting the instruments, we obtained three global categories that emerged from the comparison and contrast between them: flexibility, autonomy, and interaction. The categories showed that creative tasks developed through active methodologies, such as video production, autonomous activities such as prior access to video classes and flexible tasks such as the activities available in the weekly forums, allowed learners to identify possible errors regarding the use of the language and collaborate with colleagues, solving problems collaboratively and answering questions. The results confirm the contributions of active methodologies in the online environment.


KEYWORDS
active methodologies; remote learning; teaching
English; grounded theory; pandemic.
Content extracted and adapted from:
https://www.scielo.br/j/alfa/a/Hm848QBzd7khg59gmzSN5KD/?lang=en 
Consider the following excerpt extracted from Text 2:

“The categories showed that creative tasks developed through active methodologies, such as video production, autonomous activities such as prior access to video classes and flexible tasks such as the activities available in the weekly forums, allowed learners to identify possible errors regarding the use of the language and collaborate with colleagues, solving problems collaboratively and answering questions.”

Now choose the only alternative below that could correctly replace the underlined word preserving its original meaning and use in its original context.
Alternativas
Q3624405 Inglês
TEXT 2


ACTIVE LEARNING METHODOLOGIES IN ENGLISH CLASSES: INTERACTION IN A VIRTUAL ENVIRONMENT


The coronavirus pandemic has intensified the creative use of technological resources that significantly promote dynamic communication among learners. This study investigated the contribution of active methodologies in remote English language classes for the interaction between basic level learners. Based on this goal, we analyzed the resources that promote the linguistic development of students through interaction in virtual environments, based on studies on active methodologies on learning, interaction and teaching of foreign languages and sociocultural theory. Data were generated from an online questionnaire applied to students' interactions in the Google Classroom environment, and the field observation journal of synchronous interactions in Google Meet and were analyzed in the light of grounded theory. By contrasting the instruments, we obtained three global categories that emerged from the comparison and contrast between them: flexibility, autonomy, and interaction. The categories showed that creative tasks developed through active methodologies, such as video production, autonomous activities such as prior access to video classes and flexible tasks such as the activities available in the weekly forums, allowed learners to identify possible errors regarding the use of the language and collaborate with colleagues, solving problems collaboratively and answering questions. The results confirm the contributions of active methodologies in the online environment.


KEYWORDS
active methodologies; remote learning; teaching
English; grounded theory; pandemic.
Content extracted and adapted from:
https://www.scielo.br/j/alfa/a/Hm848QBzd7khg59gmzSN5KD/?lang=en 
Consider that some English words bear strong spelling and semantic similarities to some Brazilian Portuguese words because they share the same etymological root. These words are called "cognates". Based on this, select the only one alternative that correctly
Consider that some English words bear strong spelling and semantic similarities to some Brazilian Portuguese words because they share the same etymological root. These words are called "cognates". Based on this, select the only one alternative that correctly presents 5 examples of English cognate words found in Text 2:
Alternativas
Q3624404 Inglês
TEXT 2


ACTIVE LEARNING METHODOLOGIES IN ENGLISH CLASSES: INTERACTION IN A VIRTUAL ENVIRONMENT


The coronavirus pandemic has intensified the creative use of technological resources that significantly promote dynamic communication among learners. This study investigated the contribution of active methodologies in remote English language classes for the interaction between basic level learners. Based on this goal, we analyzed the resources that promote the linguistic development of students through interaction in virtual environments, based on studies on active methodologies on learning, interaction and teaching of foreign languages and sociocultural theory. Data were generated from an online questionnaire applied to students' interactions in the Google Classroom environment, and the field observation journal of synchronous interactions in Google Meet and were analyzed in the light of grounded theory. By contrasting the instruments, we obtained three global categories that emerged from the comparison and contrast between them: flexibility, autonomy, and interaction. The categories showed that creative tasks developed through active methodologies, such as video production, autonomous activities such as prior access to video classes and flexible tasks such as the activities available in the weekly forums, allowed learners to identify possible errors regarding the use of the language and collaborate with colleagues, solving problems collaboratively and answering questions. The results confirm the contributions of active methodologies in the online environment.


KEYWORDS
active methodologies; remote learning; teaching
English; grounded theory; pandemic.
Content extracted and adapted from:
https://www.scielo.br/j/alfa/a/Hm848QBzd7khg59gmzSN5KD/?lang=en 

Consider the sentence below:



"Active methodologies promote interaction", said the teacher.



Now, choose the alternative below that correctly restates it into reported speech:

Alternativas
Q3624403 Inglês
TEXT 2


ACTIVE LEARNING METHODOLOGIES IN ENGLISH CLASSES: INTERACTION IN A VIRTUAL ENVIRONMENT


The coronavirus pandemic has intensified the creative use of technological resources that significantly promote dynamic communication among learners. This study investigated the contribution of active methodologies in remote English language classes for the interaction between basic level learners. Based on this goal, we analyzed the resources that promote the linguistic development of students through interaction in virtual environments, based on studies on active methodologies on learning, interaction and teaching of foreign languages and sociocultural theory. Data were generated from an online questionnaire applied to students' interactions in the Google Classroom environment, and the field observation journal of synchronous interactions in Google Meet and were analyzed in the light of grounded theory. By contrasting the instruments, we obtained three global categories that emerged from the comparison and contrast between them: flexibility, autonomy, and interaction. The categories showed that creative tasks developed through active methodologies, such as video production, autonomous activities such as prior access to video classes and flexible tasks such as the activities available in the weekly forums, allowed learners to identify possible errors regarding the use of the language and collaborate with colleagues, solving problems collaboratively and answering questions. The results confirm the contributions of active methodologies in the online environment.


KEYWORDS
active methodologies; remote learning; teaching
English; grounded theory; pandemic.
Content extracted and adapted from:
https://www.scielo.br/j/alfa/a/Hm848QBzd7khg59gmzSN5KD/?lang=en 
In the excerpt “Data were generated from an online questionnaire applied to students' interactions in the Google Classroom environment, and the field observation journal of synchronous interactions in Google Meet and were analyzed in the light of grounded theory.”
(extracted from Text 2), we can correctly identify the occurrences of:
Alternativas
Q3624402 Inglês
TEXT 2


ACTIVE LEARNING METHODOLOGIES IN ENGLISH CLASSES: INTERACTION IN A VIRTUAL ENVIRONMENT


The coronavirus pandemic has intensified the creative use of technological resources that significantly promote dynamic communication among learners. This study investigated the contribution of active methodologies in remote English language classes for the interaction between basic level learners. Based on this goal, we analyzed the resources that promote the linguistic development of students through interaction in virtual environments, based on studies on active methodologies on learning, interaction and teaching of foreign languages and sociocultural theory. Data were generated from an online questionnaire applied to students' interactions in the Google Classroom environment, and the field observation journal of synchronous interactions in Google Meet and were analyzed in the light of grounded theory. By contrasting the instruments, we obtained three global categories that emerged from the comparison and contrast between them: flexibility, autonomy, and interaction. The categories showed that creative tasks developed through active methodologies, such as video production, autonomous activities such as prior access to video classes and flexible tasks such as the activities available in the weekly forums, allowed learners to identify possible errors regarding the use of the language and collaborate with colleagues, solving problems collaboratively and answering questions. The results confirm the contributions of active methodologies in the online environment.


KEYWORDS
active methodologies; remote learning; teaching
English; grounded theory; pandemic.
Content extracted and adapted from:
https://www.scielo.br/j/alfa/a/Hm848QBzd7khg59gmzSN5KD/?lang=en 
Which of the following items correctly presents examples of active methodology tasks mentioned in text 2?
Alternativas
Q3624401 Inglês
TEXT 2


ACTIVE LEARNING METHODOLOGIES IN ENGLISH CLASSES: INTERACTION IN A VIRTUAL ENVIRONMENT


The coronavirus pandemic has intensified the creative use of technological resources that significantly promote dynamic communication among learners. This study investigated the contribution of active methodologies in remote English language classes for the interaction between basic level learners. Based on this goal, we analyzed the resources that promote the linguistic development of students through interaction in virtual environments, based on studies on active methodologies on learning, interaction and teaching of foreign languages and sociocultural theory. Data were generated from an online questionnaire applied to students' interactions in the Google Classroom environment, and the field observation journal of synchronous interactions in Google Meet and were analyzed in the light of grounded theory. By contrasting the instruments, we obtained three global categories that emerged from the comparison and contrast between them: flexibility, autonomy, and interaction. The categories showed that creative tasks developed through active methodologies, such as video production, autonomous activities such as prior access to video classes and flexible tasks such as the activities available in the weekly forums, allowed learners to identify possible errors regarding the use of the language and collaborate with colleagues, solving problems collaboratively and answering questions. The results confirm the contributions of active methodologies in the online environment.


KEYWORDS
active methodologies; remote learning; teaching
English; grounded theory; pandemic.
Content extracted and adapted from:
https://www.scielo.br/j/alfa/a/Hm848QBzd7khg59gmzSN5KD/?lang=en 
According to Text 2, what were the global categories that emerged from the analysis section?
Alternativas
Q3624400 Inglês
TEXT 2


ACTIVE LEARNING METHODOLOGIES IN ENGLISH CLASSES: INTERACTION IN A VIRTUAL ENVIRONMENT


The coronavirus pandemic has intensified the creative use of technological resources that significantly promote dynamic communication among learners. This study investigated the contribution of active methodologies in remote English language classes for the interaction between basic level learners. Based on this goal, we analyzed the resources that promote the linguistic development of students through interaction in virtual environments, based on studies on active methodologies on learning, interaction and teaching of foreign languages and sociocultural theory. Data were generated from an online questionnaire applied to students' interactions in the Google Classroom environment, and the field observation journal of synchronous interactions in Google Meet and were analyzed in the light of grounded theory. By contrasting the instruments, we obtained three global categories that emerged from the comparison and contrast between them: flexibility, autonomy, and interaction. The categories showed that creative tasks developed through active methodologies, such as video production, autonomous activities such as prior access to video classes and flexible tasks such as the activities available in the weekly forums, allowed learners to identify possible errors regarding the use of the language and collaborate with colleagues, solving problems collaboratively and answering questions. The results confirm the contributions of active methodologies in the online environment.


KEYWORDS
active methodologies; remote learning; teaching
English; grounded theory; pandemic.
Content extracted and adapted from:
https://www.scielo.br/j/alfa/a/Hm848QBzd7khg59gmzSN5KD/?lang=en 
What was the main focus of the study presented in Text 2?
Alternativas
Q3624399 Inglês

TEXT 1



The Exploration of Duolingo Application for Vocabulary Building and Pronunciation of Pre-Service Teachers




Betri Virga Erizara, Suciana Wijirahayu English Education Program, Universitas Muhammadiyah Prof. DR. HAMKA, Indonesia DOI: 10.37729/scripta.v11i1.5081




Abstract: Teaching and learning vocabulary and pronunciation is challenging for foreign language learning. Currently, the majority of vocabulary and pronunciation teaching in the classroom employs traditional and uninspiring approaches. Conversely, gamification-based technology in the educational environment is believed to facilitate learners’ progress and skills. This study aims to investigate the potential of gamification-based technology media, specifically Duolingo, to enhance prospective English teachers’ English vocabulary and pronunciation skills. This study employed a quantitative approach. The study was conducted at a private university in Jakarta with 72 students as participants. The results of this study indicate that most participants perceive learning a foreign language, particularly vocabulary and pronunciation, through Duolingo as relatively straightforward due to the numerous conversation exercises with diverse vocabulary. Several findings corroborate this regarding Duolingo’s facilities, which include ease of access, variety of topics and information, and a positive effect on learners’ motivation and enthusiasm for learning English. This research implies that Duolingo is an effective tool to support learners in learning foreign languages, especially vocabulary development and English pronunciation, which is easy and enjoyable.

Read the sentence below:

"Duolingo has a variety of topics. It positively affects learners’ motivation."

Now, choose the only one alternative that correctly combine these two ideas using the appropriate conjunction:
Alternativas
Q3624398 Inglês

TEXT 1



The Exploration of Duolingo Application for Vocabulary Building and Pronunciation of Pre-Service Teachers




Betri Virga Erizara, Suciana Wijirahayu English Education Program, Universitas Muhammadiyah Prof. DR. HAMKA, Indonesia DOI: 10.37729/scripta.v11i1.5081




Abstract: Teaching and learning vocabulary and pronunciation is challenging for foreign language learning. Currently, the majority of vocabulary and pronunciation teaching in the classroom employs traditional and uninspiring approaches. Conversely, gamification-based technology in the educational environment is believed to facilitate learners’ progress and skills. This study aims to investigate the potential of gamification-based technology media, specifically Duolingo, to enhance prospective English teachers’ English vocabulary and pronunciation skills. This study employed a quantitative approach. The study was conducted at a private university in Jakarta with 72 students as participants. The results of this study indicate that most participants perceive learning a foreign language, particularly vocabulary and pronunciation, through Duolingo as relatively straightforward due to the numerous conversation exercises with diverse vocabulary. Several findings corroborate this regarding Duolingo’s facilities, which include ease of access, variety of topics and information, and a positive effect on learners’ motivation and enthusiasm for learning English. This research implies that Duolingo is an effective tool to support learners in learning foreign languages, especially vocabulary development and English pronunciation, which is easy and enjoyable.

Which of the following sentences is the only one correctly expressed in passive voice?
Alternativas
Q3624397 Inglês

TEXT 1



The Exploration of Duolingo Application for Vocabulary Building and Pronunciation of Pre-Service Teachers




Betri Virga Erizara, Suciana Wijirahayu English Education Program, Universitas Muhammadiyah Prof. DR. HAMKA, Indonesia DOI: 10.37729/scripta.v11i1.5081




Abstract: Teaching and learning vocabulary and pronunciation is challenging for foreign language learning. Currently, the majority of vocabulary and pronunciation teaching in the classroom employs traditional and uninspiring approaches. Conversely, gamification-based technology in the educational environment is believed to facilitate learners’ progress and skills. This study aims to investigate the potential of gamification-based technology media, specifically Duolingo, to enhance prospective English teachers’ English vocabulary and pronunciation skills. This study employed a quantitative approach. The study was conducted at a private university in Jakarta with 72 students as participants. The results of this study indicate that most participants perceive learning a foreign language, particularly vocabulary and pronunciation, through Duolingo as relatively straightforward due to the numerous conversation exercises with diverse vocabulary. Several findings corroborate this regarding Duolingo’s facilities, which include ease of access, variety of topics and information, and a positive effect on learners’ motivation and enthusiasm for learning English. This research implies that Duolingo is an effective tool to support learners in learning foreign languages, especially vocabulary development and English pronunciation, which is easy and enjoyable.

Consider the sentence that follows, extracted from Text 1:

Conversely, gamification-based technology in the educational environment is believed to facilitate learners’ progress and skills

Now, choose the alternative below in which the underlined word (“Conversely”) is correctly classified:
Alternativas
Respostas
1241: A
1242: A
1243: B
1244: C
1245: B
1246: C
1247: A
1248: C
1249: D
1250: B
1251: A
1252: D
1253: B
1254: A
1255: C
1256: D
1257: B
1258: A
1259: C
1260: D