Questões de Concurso
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I. A harmonia no mundo e na natureza é o resultado de um conflito constante entre os opostos, de uma luta entre forças contrárias, tais como dia-noite, inverno-verão, guerra-paz.
II. As mudanças na natureza são aparentes e ilusórias, pois as essências permanecem as mesmas, eternas, imóveis, imutáveis e indivisíveis.
III. A natureza tem como princípio fundamental a água, que é a origem e a essência de todas as coisas e a causa das mudanças e das transformações.
IV. Na natureza tudo está em constante movimento, em um contínuo devir, de tal maneira que todas as coisas, a todo momento, estão mudando e se transformando.
Assinale a alternativa correta.
Pretende, Doroteu, o nosso Chefe Erguer uma Cadeia majestosa, Que possa escurecer a velha fama Da Torre de Babel, e mais dos grandes, Custosos edifícios, que fizeram, Para sepulcros seus, os Reis do Egito. Talvez, prezado Amigo, que imagine Que neste monumento se conserve, Eterna a sua glória; bem que os povos Ingratos não consagrem ricos bustos, Nem montadas estátuas ao seu nome. Desiste, louco Chefe, dessa empresa: Um soberbo edifício levantado Sobre ossos de inocentes, construído Com lágrimas dos pobres, nunca serve De glória ao seu autor, mas sim de opróbrio. Desenha o nosso Chefe sobre a banca Desta forte Cadeia o grande risco À proporção do gênio, e não das forças Da terra decadente, aonde habita.
GONZAGA, Tomás Antônio. Cartas chilenas. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 60.
Com base na obra Cartas chilenas e nos conhecimentos sobre a Conjuração Mineira, considere as afirmativas a seguir.
I. Um dos estopins da Conjuração Mineira foi a ameaça de cobrança da “derrama” pela Coroa Portuguesa.
II. A menção à Torre de Babel e aos sepulcros dos Reis do Egito mostra o desejo do eu-lírico de que a construção da Cadeia assegure glória eterna ao Chefe.
III. O poema apresenta irregularidade métrica, uma vez que os versos se alternam entre decassílabos e hendecassílabos.
IV. A menção a “ossos de inocentes” e a “lágrimas de pobres” refere-se ao uso de trabalho forçado na construção da Cadeia.
Assinale a alternativa correta.
I. Em vez de uma análise suavizada da realidade nacional, Oswald de Andrade propõe um desmascaramento do Brasil, uma vez que a peça se vale de procedimentos como a paródia, a metalinguagem e a crítica mordaz ao passado.
II. Ao dar às personagens os nomes de Heloísa e Abelardo, Oswald de Andrade abandona a verossimilhança do drama realista, porquanto parodia o encontro amoroso desse casal trágico do século XII.
III. O fato de as personagens serem nomeadas Heloísa e Abelardo aponta para as características do Romantismo, que influenciou fortemente Oswald de Andrade e o Modernismo brasileiro.
IV. O traço mais característico do Modernismo brasileiro em O Rei da Vela é o fato de se apresentar como um texto dramático, uma vez que esse gênero se desenvolveu no Brasil a partir do século XX.
Assinale a alternativa correta.
Leia a seguinte passagem do 2º. Ato de O Rei da Vela (1937), de Oswald de Andrade.
ABELARDO I — O catolicismo declara que esta vida é um simples trânsito. De modo que os que passaram mal, trabalhando para os outros, devem se resignar. Comerão no céu...
HELOÍSA — E os outros?
ABELARDO I — Os outros não precisam nem acreditar. Podem até adotar o ceticismo ioiô. A vida é um eterno ir e vir... ioiô...
HELOÍSA — E quando enrosca?
ABELARDO I — Aí apela-se para Schopenhauer. E imediatamente adota-se a filosofia do tiro no ouvido... Deve doer, não? O mundo então é uma miséria. Como Deus não existe mais. Só há um remédio. O salto no Nirvana.
HELOÍSA — Por isso é que você se aniquilou em mim...
ABELARDO I — De fato, a minha vida enroscou na sua, Heloísa. Num momento grave, em que é preciso lutar e vencer. Sem piedade. De uma maneira fascista mesmo. Vou me aliar ao Perdigoto e ao Bensaúde. Eles têm utilidade.
HELOÍSA — Você disse que aqui isso não seria possível.
ABELARDO I — Tenho estudado melhor. Somos parte de um todo ameaçado — o mundo capitalista. Se os banqueiros imperialistas quiserem... Você sabe, há um momento em que a burguesia abandona a sua velha máscara liberal. Declara-se cansada de carregar nos ombros os ideais de justiça da humanidade, as conquistas da civilização e outras besteiras! Organiza-se como classe. Policialmente. Esse momento já soou na Itália e implanta-se pouco a pouco nos países onde o proletariado é fraco ou dividido...
ANDRADE, Oswald. O Rei da Vela. 2. Ed. São Paulo: Globo, 2003, p. 89-90
Com base no trecho e nos conhecimentos sobre a obra, considere as afirmativas a seguir.
I. Para Abelardo I, o catolicismo levaria à resignação durante a vida em favor de uma recompensa após a morte.
II. A referência ao momento que “já soou na Itália” diz respeito à influência que a vanguarda futurista exercia sobre a literatura modernista brasileira.
III. Diferentemente do catolicismo, o “ceticismo ioiô”, para o qual a vida é um “eterno ir e vir”, retiraria o trabalhador da resignação e o emanciparia.
IV. Representante da burguesia, Abelardo I abandona sua máscara liberal ao propor aliar-se com fascistas e ao tratar como besteiras “os ideais de justiça da humanidade”.
Assinale a alternativa correta.
[...] Você deve aprender a baixar a cabeça E dizer sempre:"Muito obrigado" São palavras que ainda te deixam dizer Por ser homem bem disciplinado Deve pois só fazer pelo bem da Nação Tudo aquilo que for ordenado Pra ganhar um Fuscão no juízo final E diploma de bem comportado Você merece, você merece Tudo vai bem, tudo legal Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé Se acabarem com o teu Carnaval? Você merece, você merece Tudo vai bem, tudo legal E um Fuscão no juízo final Você merece, você merece E diploma de bem comportado Você merece, você merece Esqueça que está desempregado Você merece, você merece Tudo vai bem, tudo legal
Gonzaguinha – Comportamento geral. www.letras.mus
A canção de Gonzaguinha, lançada em 1972, durante a ditadura militar brasileira, critica a submissão e a passividade das pessoas ante as condições sociais injustas em que viviam. Esse tipo de comportamento foi questionado por Kant em seu texto Resposta à questão: o que é o esclarecimento? Com base na canção e nos conhecimentos sobre o esclarecimento em Kant, assinale a alternativa correta.
[...] Quando o Di Cavalcanti tomou sete facadas, o crime se consumou ali com a ajuda daqueles braços, mas aquela faca vinha sendo afiada de muito tempo passado. [...] Quando a população de democratas cresce subitamente após os acontecimentos trágicos do domingo, podemos perguntar onde se ocultavam então tantas vocações democráticas. Quando um policial foi arrancado do seu cavalo por mãos brutas e espancado, outro espancamento, o da lei, já ocorrera no ano de 2016. Quando nos preparamos para lembrar sempre – e assim o faremos – o dia 8 de janeiro de 2023, seria bom para nossa memória cansada lembrar também das datas de 17 de abril e 31 de agosto, ambas de 2016. Quando nos horrorizamos com a podridão da chusma transportada e remunerada deste janeiro brasiliense, poderíamos gastar um tanto do nosso horror para recordar como tudo isso começou. Quando a lembrança capengueia, podemos reativá-la com a voz firme e forte de quem sofreu primeiro as consequências disso que o Brasil sofre agora.
www.brasildefato.com.br
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
Com relação aos componentes que podem fazer parte do sistema público de esgotamento sanitário, assinale a alternativa correta.
A partir dessa situação, considere as afirmativas a seguir.
I. Os municípios devem incentivar práticas de reciclagem e compostagem, a fim de aumentar a destinação e reduzir a massa de resíduos que será disposta no aterro sanitário, aumentando a vida útil dos aterros e reduzindo os passivos ambientais.
II. As lâmpadas, pilhas e baterias encontradas nos RSU podem ser classificadas como resíduos classe IIA, não perigosos e não inertes, segundo a NBR 10.004/04. Os resíduos recicláveis, como papel, plástico e papelão, são considerados resíduos IIB, não perigosos e inertes.
III. Toda massa de RSU coletada deve ser incinerada sem aproveitamento energético. Essa prática, apesar da emissão de gases tóxicos, reduz a massa de resíduos e evita o problema das grandes áreas ocupadas pelos aterros sanitários.
IV. O aterro sanitário é uma alternativa ambientalmente correta para a disposição final dos rejeitos, pois promove o confinamento estanque e estável da massa de resíduos, evitando a percolação de lixiviados e controlando a emissão dos gases gerados.
Assinale a alternativa correta
Diante desse cenário e com base na Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), estabelecida pela Lei Federal n° 12.305/2010, assinale a alternativa correta.
( ) O lançamento in natura do esgoto sanitário em um corpo hídrico poderá ocasionar a redução do oxigênio dissolvido, seguida da mortandade de organismos aquáticos, e a eutrofização, com o crescimento exagerado de algas.
( ) A resolução CONAMA n°430/2011apresenta dois critérios quanto ao lançamento de esgotos tratados em corpos hídricos. Primeiro, deve-se verificar se o efluente tratado atende à qualidade mínima de lançamento; em seguida, se não haverá alteração da classe do corpo receptor, após a zona de mistura.
( ) De acordo com a NBR 12.208/1992 e a NBR 12.209/1993, os processos preliminares em uma estação de tratamento de esgoto são o decantador primário e as lagoas facultativas.
( ) Os processos de tratamento biológico com aeração mecanizada têm como objetivo aumentar a biomassa do meio, reduzir o Tempo de Detenção Hidráulico (TDH) e, consequentemente, reduzir a área da planta de uma ETE.
( ) Os decantadores secundários são estruturas que devem ser instaladas após processos de tratamento de esgoto que produzem grande quantidade de biomassa, como os reatores anaeróbios e as lagoas facultativas.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
(I) Sólidos grosseiros
(II) Sólidos em suspensão
(III) Matéria orgânica em suspensão
(IV) Patógenos
(V) Nitrogênio
(A) Cloração
(B) Decantador primário
(C) Lodos ativados
(D) Desarenador
(E) Gradeamento
Assinale a alternativa que contém a associação correta
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o sistema de tratamento de água adequado para a condição do manancial apresentado.
( ) A floculação é a operação unitária responsável pela desestabilização química das partículas coloidais presentes na água bruta, preparando-as para o processo de coagulação, que é o processo físico no qual as partículas coloidais são postas em contato umas com as outras, de modo a viabilizar o aumento de seu tamanho físico.
( ) O objetivo do sistema de tratamento de água é adequar a água bruta de um manancial aos níveis de potabilidade exigidos pela portaria n° 888/2021 do Ministério da Saúde e em consonância com a resolução CONAMA n° 357/2005.
( ) O pH é um parâmetro químico de grande importância para uma estação de tratamento de água. Nos processos de coagulação e desinfecção por cloro, este parâmetro deve ser controlado, a fim de aumentar a eficiência destes processos.
( ) Os processos de filtração e desinfecção são as duas barreiras sanitárias de uma estação de tratamento de água.
( ) Em um filtro, quanto maior a granulometria do meio filtrante, menor será a taxa de filtração, maior a perda de carga e maior a eficiência.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Em relação a essas duas leis, considere as afirmativas a seguir.
I. A redação do Novo Marco Legal do Saneamento estabelece que os contratos de prestação dos serviços públicos de saneamento básico deverão definir metas de universalização que garantam atendimento de 99% da população com água potável e 90% com coleta e tratamento de esgotos até 31 de dezembro de 2033.
II. É facultativo, aos titulares dos serviços de saneamento, elaborar os planos de saneamento básico, estabelecer metas e indicadores de desempenho e definir os parâmetros a serem adotados para a garantia do atendimento à população.
III. A partir do Novo Marco Legal, a atuação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), nas competências de regulação dos serviços públicos de saneamento básico, passou a ser mais restrita, se comparada ao texto original da Lei Federal nº 11.445/2007.
IV. São considerados serviços básicos de saneamento o conjunto de serviços públicos, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos e a drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.
Assinale a alternativa correta.
I. Para excluir uma pasta do Windows é necessário antes excluir os arquivos contidos nela.
II. Dentro de uma mesma pasta do Windows, é possível haver dois arquivos com o mesmo nome, desde que possuam extensões diferentes.
III. Selecionar um arquivo e, em seguida, clicar na tecla Delete enquanto a tecla Shift é mantida pressionada, permite excluir esse arquivo permanentemente, ou seja, sem enviá-lo para a Lixeira.
IV. A ação “Pressionar a tecla Ctrl, em seguida clicar com o botão esquerdo do mouse sobre um arquivo em determinada pasta e arrastar este arquivo para outra pasta, enquanto a tecla Ctrl é mantida pressionada”, irá criar uma cópia desse arquivo na pasta destino, preservando o arquivo na pasta de origem.
Assinale a alternativa correta.
(I) Ctrl + T
(II) Ctrl + N
(III) Ctrl + W
(IV) Alt + F4
(A) Abrir uma nova janela do navegador.
(B) Abrir uma nova guia na janela atual.
(C) Fechar a guia que está em foco.
(D) Fechar a janela atual.
Assinale a alternativa que contém a associação correta.
I. A opção “Notas de Rodapé” está na Guia Revisão.
II. A opção “Configurar Página” está na Guia Design.
III. A opção “Parágrafo” está na Guia Página Inicial.
IV. A opção “Tabelas” está na Guia Inserir.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Areia movediça
Alargar praias para conter erosão costeira é defensável, mas pode revelar-se trabalho de Sísif
Salvo raras exceções, a população se beneficia com alterações da paisagem natural e apoia a construção de usinas de energia ou pontes e viadutos rodoviários. Quando se trata de alargar praias com toneladas de areia, nem preservacionistas criticam tais iniciativas– embora elas figurem entre os usos pouco sustentáveis de dinheiro público.
Levantamento da Folha detectou 24 megaprojetos para engordar praias, do Ceará a Santa Catarina, alguns já concluídos, outros em planejamento ou execução. Tudo somado, desde 2018, está uma montanha de 24,5 milhões de m3 de sílica, o suficiente para encher 12 estádios do Maracanã.
Comparado com o volume total dos mares da Terra (1,3 bilhão de Km3), e considerando que 1Km3 equivale a 1 bilhão de m3, a areia mobilizada nos empreendimentos balneários de fato não se qualifica nem como a proverbial gota no oceano. Já os recursos investidos, de R$ 1,8 bilhão, fazem diferença para os 21 municípios envolvidos.
Pode-se argumentar que o benefício em qualidade de vida compensa os custos, diluídos entre centenas de milhares de cidadãos. Ocorre que esse gênero de intervenção contém apenas temporariamente a contínua erosão marinha. Mesmo com obras complementares de enrocamento, exige-se reposição de areia. Mais dinheiro público se esvai com as ondas e a maré. Isso sem mencionar os casos em que se acelera o processo erosivo, como o da praia de Ponta Negra, em Natal (RN), em que uma obra incompleta solapou a tentativa de proteger o calçadão.
O problema da erosão marinha é generalizado no litoral brasileiro, e o enfrentamento fica a cargo de prefeituras ou governos estaduais, que não orçam recursos necessários para manutenção. Tendo em vista que os dados só vão piorar com a elevação do nível do mar, a questão demanda coordenação em nível federal.
Uma estratégia nessa direção se esboça com o prometido acréscimo da erosão costeira no Plano Nacional de Mudança do Clima, ora em revisão pelo Planalto. É um dos temas candentes no capítulo de adaptação para preparar a infraestrutura e o poder público para o aumento da temperatura e dos eventos extremos que ele acarreta, como ressacas portentosas. Mais que apenas alargar praias, governantes necessitam prevenir a possibilidade de que algumas delas terminem riscadas do mapa.
(Folha de S. Paulo. 07 de janeiro de 2024. Editorial. A2. Opinião)
Leia o texto a seguir e responda à questão.
Areia movediça
Alargar praias para conter erosão costeira é defensável, mas pode revelar-se trabalho de Sísif
Salvo raras exceções, a população se beneficia com alterações da paisagem natural e apoia a construção de usinas de energia ou pontes e viadutos rodoviários. Quando se trata de alargar praias com toneladas de areia, nem preservacionistas criticam tais iniciativas– embora elas figurem entre os usos pouco sustentáveis de dinheiro público.
Levantamento da Folha detectou 24 megaprojetos para engordar praias, do Ceará a Santa Catarina, alguns já concluídos, outros em planejamento ou execução. Tudo somado, desde 2018, está uma montanha de 24,5 milhões de m3 de sílica, o suficiente para encher 12 estádios do Maracanã.
Comparado com o volume total dos mares da Terra (1,3 bilhão de Km3), e considerando que 1Km3 equivale a 1 bilhão de m3, a areia mobilizada nos empreendimentos balneários de fato não se qualifica nem como a proverbial gota no oceano. Já os recursos investidos, de R$ 1,8 bilhão, fazem diferença para os 21 municípios envolvidos.
Pode-se argumentar que o benefício em qualidade de vida compensa os custos, diluídos entre centenas de milhares de cidadãos. Ocorre que esse gênero de intervenção contém apenas temporariamente a contínua erosão marinha. Mesmo com obras complementares de enrocamento, exige-se reposição de areia. Mais dinheiro público se esvai com as ondas e a maré. Isso sem mencionar os casos em que se acelera o processo erosivo, como o da praia de Ponta Negra, em Natal (RN), em que uma obra incompleta solapou a tentativa de proteger o calçadão.
O problema da erosão marinha é generalizado no litoral brasileiro, e o enfrentamento fica a cargo de prefeituras ou governos estaduais, que não orçam recursos necessários para manutenção. Tendo em vista que os dados só vão piorar com a elevação do nível do mar, a questão demanda coordenação em nível federal.
Uma estratégia nessa direção se esboça com o prometido acréscimo da erosão costeira no Plano Nacional de Mudança do Clima, ora em revisão pelo Planalto. É um dos temas candentes no capítulo de adaptação para preparar a infraestrutura e o poder público para o aumento da temperatura e dos eventos extremos que ele acarreta, como ressacas portentosas. Mais que apenas alargar praias, governantes necessitam prevenir a possibilidade de que algumas delas terminem riscadas do mapa.
(Folha de S. Paulo. 07 de janeiro de 2024. Editorial. A2. Opinião)