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Q3885797 Administração Pública
Acerca dos tipos de documentos oficiais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3885796 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Eu nunca imaginei que escreveria sobre eutanásia. Sempre enxerguei o direito à vida como algo absoluto, intocável, um valor que não se negocia. Mas, quando a vida passa a ser apenas dor, quando o sorriso já não aparece e os dias se tornam uma repetição silenciosa de sofrimento, comecei a me perguntar: é possível falar sobre eutanásia sem que isso signifique desistir da vida?


Essa reflexão começou há cerca de dois meses, quando minha mãe recebeu o diagnóstico de câncer no fígado em estágio irreversível. Até então, eu conhecia o câncer pela ótica das histórias de luta: pessoas encarando quimioterapia, celebrando cada pequena vitória, vivendo o brilho da esperança. Mas agora eu vejo o outro lado– aquele que raramente aparece nas conversas. O lado dos corredores silenciosos da ala paliativa, onde minha mãe está. Um espaço em que a medicina já não busca curar, mas apenas aliviar, suavizar o inevitável.


Ali, alta não significa voltar para casa; significa partir. E, como filho, vivo um dilema que não sei explicar completamente. Eu tento ser forte o suficiente para sustentar emocionalmente a minha mãe, enquanto sustento também uma mentira: digo que ela vai melhorar, que logo sairá dali. Digo isso a ela– e a mim mesmo– porque é a única forma de manter viva a esperança que ainda resta. Mas, por dentro, estou despedaçado.


Sinto que estou vivendo um tipo de luto com minha mãe ainda viva. É um luto estranho, silencioso, que não tem começo nem fim definido. Eu a abraço todos os dias sabendo que o tempo está escapando pelos dedos, e me dói perceber que, embora ela ainda esteja aqui, já estou me despedindo dela em pequenas parcelas. Cada olhar mais cansado, cada gesto mais frágil, cada frase interrompida pela dor– tudo isso pesa como se eu estivesse perdendo um pedaço de nós antes da hora. [...]


Diante de tudo o que estou vivendo, sinto que o Brasil precisa começar a discutir a eutanásia com serie dade e humanidade. Não como uma fuga, mas como um possível gesto de dignidade para aqueles que já não têm escolha sobre nada, exceto talvez sobre como desejam partir. A dor que sinto todos os dias me ensinou algo que nunca imaginei aprender: amar também é querer que o sofrimento acabe. Talvez seja justamente esse amor, esse luto em vida, essa despedida contínua, que nos obrigue a enfrentar a pergunta que hoje me acompanha em silêncio: quando a vida deixa de ser vida, não deveríamos ao menos conversar sobre outras possibilidades?


(Adaptado de: RAMALHO, Fábio. Até que ponto preservar a vida é apenas prolongar a dor? Folha de S.Paulo, 23 nov. 2025. A4. Opinião.)

Em relação às figuras de linguagem empregadas no texto, assinale a alternativa correta.


Alternativas
Q3885795 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Eu nunca imaginei que escreveria sobre eutanásia. Sempre enxerguei o direito à vida como algo absoluto, intocável, um valor que não se negocia. Mas, quando a vida passa a ser apenas dor, quando o sorriso já não aparece e os dias se tornam uma repetição silenciosa de sofrimento, comecei a me perguntar: é possível falar sobre eutanásia sem que isso signifique desistir da vida?


Essa reflexão começou há cerca de dois meses, quando minha mãe recebeu o diagnóstico de câncer no fígado em estágio irreversível. Até então, eu conhecia o câncer pela ótica das histórias de luta: pessoas encarando quimioterapia, celebrando cada pequena vitória, vivendo o brilho da esperança. Mas agora eu vejo o outro lado– aquele que raramente aparece nas conversas. O lado dos corredores silenciosos da ala paliativa, onde minha mãe está. Um espaço em que a medicina já não busca curar, mas apenas aliviar, suavizar o inevitável.


Ali, alta não significa voltar para casa; significa partir. E, como filho, vivo um dilema que não sei explicar completamente. Eu tento ser forte o suficiente para sustentar emocionalmente a minha mãe, enquanto sustento também uma mentira: digo que ela vai melhorar, que logo sairá dali. Digo isso a ela– e a mim mesmo– porque é a única forma de manter viva a esperança que ainda resta. Mas, por dentro, estou despedaçado.


Sinto que estou vivendo um tipo de luto com minha mãe ainda viva. É um luto estranho, silencioso, que não tem começo nem fim definido. Eu a abraço todos os dias sabendo que o tempo está escapando pelos dedos, e me dói perceber que, embora ela ainda esteja aqui, já estou me despedindo dela em pequenas parcelas. Cada olhar mais cansado, cada gesto mais frágil, cada frase interrompida pela dor– tudo isso pesa como se eu estivesse perdendo um pedaço de nós antes da hora. [...]


Diante de tudo o que estou vivendo, sinto que o Brasil precisa começar a discutir a eutanásia com serie dade e humanidade. Não como uma fuga, mas como um possível gesto de dignidade para aqueles que já não têm escolha sobre nada, exceto talvez sobre como desejam partir. A dor que sinto todos os dias me ensinou algo que nunca imaginei aprender: amar também é querer que o sofrimento acabe. Talvez seja justamente esse amor, esse luto em vida, essa despedida contínua, que nos obrigue a enfrentar a pergunta que hoje me acompanha em silêncio: quando a vida deixa de ser vida, não deveríamos ao menos conversar sobre outras possibilidades?


(Adaptado de: RAMALHO, Fábio. Até que ponto preservar a vida é apenas prolongar a dor? Folha de S.Paulo, 23 nov. 2025. A4. Opinião.)

Acerca dos recursos linguístico-semânticos utilizados no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. A conjunção “mas”, nas três ocorrências nos dois primeiros parágrafos, apresenta o mesmo efeito de sentido: opor as informações ditas anteriormente.

II. No período composto “É um luto estranho, silencioso, que não tem começo nem fim definido”, o termo “nem” expressa adição de ideia.

III. No trecho “e me dói perceber que, embora ela ainda esteja aqui, já estou me despedindo dela em pequenas parcelas”, a oração entre vírgulas é explicativa.

IV. Na oração “quando a vida deixa de ser vida”, há um efeito de sentido condicional em relação ao período posterior.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3885794 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Eu nunca imaginei que escreveria sobre eutanásia. Sempre enxerguei o direito à vida como algo absoluto, intocável, um valor que não se negocia. Mas, quando a vida passa a ser apenas dor, quando o sorriso já não aparece e os dias se tornam uma repetição silenciosa de sofrimento, comecei a me perguntar: é possível falar sobre eutanásia sem que isso signifique desistir da vida?


Essa reflexão começou há cerca de dois meses, quando minha mãe recebeu o diagnóstico de câncer no fígado em estágio irreversível. Até então, eu conhecia o câncer pela ótica das histórias de luta: pessoas encarando quimioterapia, celebrando cada pequena vitória, vivendo o brilho da esperança. Mas agora eu vejo o outro lado– aquele que raramente aparece nas conversas. O lado dos corredores silenciosos da ala paliativa, onde minha mãe está. Um espaço em que a medicina já não busca curar, mas apenas aliviar, suavizar o inevitável.


Ali, alta não significa voltar para casa; significa partir. E, como filho, vivo um dilema que não sei explicar completamente. Eu tento ser forte o suficiente para sustentar emocionalmente a minha mãe, enquanto sustento também uma mentira: digo que ela vai melhorar, que logo sairá dali. Digo isso a ela– e a mim mesmo– porque é a única forma de manter viva a esperança que ainda resta. Mas, por dentro, estou despedaçado.


Sinto que estou vivendo um tipo de luto com minha mãe ainda viva. É um luto estranho, silencioso, que não tem começo nem fim definido. Eu a abraço todos os dias sabendo que o tempo está escapando pelos dedos, e me dói perceber que, embora ela ainda esteja aqui, já estou me despedindo dela em pequenas parcelas. Cada olhar mais cansado, cada gesto mais frágil, cada frase interrompida pela dor– tudo isso pesa como se eu estivesse perdendo um pedaço de nós antes da hora. [...]


Diante de tudo o que estou vivendo, sinto que o Brasil precisa começar a discutir a eutanásia com serie dade e humanidade. Não como uma fuga, mas como um possível gesto de dignidade para aqueles que já não têm escolha sobre nada, exceto talvez sobre como desejam partir. A dor que sinto todos os dias me ensinou algo que nunca imaginei aprender: amar também é querer que o sofrimento acabe. Talvez seja justamente esse amor, esse luto em vida, essa despedida contínua, que nos obrigue a enfrentar a pergunta que hoje me acompanha em silêncio: quando a vida deixa de ser vida, não deveríamos ao menos conversar sobre outras possibilidades?


(Adaptado de: RAMALHO, Fábio. Até que ponto preservar a vida é apenas prolongar a dor? Folha de S.Paulo, 23 nov. 2025. A4. Opinião.)

Sobre as características do gênero de texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3885793 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Eu nunca imaginei que escreveria sobre eutanásia. Sempre enxerguei o direito à vida como algo absoluto, intocável, um valor que não se negocia. Mas, quando a vida passa a ser apenas dor, quando o sorriso já não aparece e os dias se tornam uma repetição silenciosa de sofrimento, comecei a me perguntar: é possível falar sobre eutanásia sem que isso signifique desistir da vida?


Essa reflexão começou há cerca de dois meses, quando minha mãe recebeu o diagnóstico de câncer no fígado em estágio irreversível. Até então, eu conhecia o câncer pela ótica das histórias de luta: pessoas encarando quimioterapia, celebrando cada pequena vitória, vivendo o brilho da esperança. Mas agora eu vejo o outro lado– aquele que raramente aparece nas conversas. O lado dos corredores silenciosos da ala paliativa, onde minha mãe está. Um espaço em que a medicina já não busca curar, mas apenas aliviar, suavizar o inevitável.


Ali, alta não significa voltar para casa; significa partir. E, como filho, vivo um dilema que não sei explicar completamente. Eu tento ser forte o suficiente para sustentar emocionalmente a minha mãe, enquanto sustento também uma mentira: digo que ela vai melhorar, que logo sairá dali. Digo isso a ela– e a mim mesmo– porque é a única forma de manter viva a esperança que ainda resta. Mas, por dentro, estou despedaçado.


Sinto que estou vivendo um tipo de luto com minha mãe ainda viva. É um luto estranho, silencioso, que não tem começo nem fim definido. Eu a abraço todos os dias sabendo que o tempo está escapando pelos dedos, e me dói perceber que, embora ela ainda esteja aqui, já estou me despedindo dela em pequenas parcelas. Cada olhar mais cansado, cada gesto mais frágil, cada frase interrompida pela dor– tudo isso pesa como se eu estivesse perdendo um pedaço de nós antes da hora. [...]


Diante de tudo o que estou vivendo, sinto que o Brasil precisa começar a discutir a eutanásia com serie dade e humanidade. Não como uma fuga, mas como um possível gesto de dignidade para aqueles que já não têm escolha sobre nada, exceto talvez sobre como desejam partir. A dor que sinto todos os dias me ensinou algo que nunca imaginei aprender: amar também é querer que o sofrimento acabe. Talvez seja justamente esse amor, esse luto em vida, essa despedida contínua, que nos obrigue a enfrentar a pergunta que hoje me acompanha em silêncio: quando a vida deixa de ser vida, não deveríamos ao menos conversar sobre outras possibilidades?


(Adaptado de: RAMALHO, Fábio. Até que ponto preservar a vida é apenas prolongar a dor? Folha de S.Paulo, 23 nov. 2025. A4. Opinião.)

Sobre o processo de formação das palavras e das expressões, considere as afirmativas a seguir.

I. A palavra “eutanásia” é um estrangeirismo incorporado à língua portuguesa.

II. A palavra “emocionalmente” forma-se pelo acréscimo de sufixo, formando um advérbio.

III. Os termos “intocável” e “irreversível” possuem prefixos semelhantes com sentido de negação.

IV. Os termos “seriedade” e “humanidade” são formados por derivação sufixal.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3885792 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Pessoa com Deficiência, presidida pelo deputado Evandro Araújo (PSD), aprovou um projeto de lei (PL) que limita a disponibilização de doces, chocolates, balas, salgadinhos e similares nas gôndolas de mercados, farmácias e outros estabelecimentos. A iniciativa foi uma das três proposições apreciadas pelo colegiado durante reunião realizada na sala Arnaldo Busato.


De autoria dos deputados Ana Júlia (PT) e Requião Filho (PDT), o PL 379/2025 proíbe a exposição dos pro dutos em gôndolas localizadas a menos de dois metros dos caixas de pagamento ou sujeitos à formação de filas, bem como limita a disponibilização nas prateleiras situadas em uma altura inferior a 1,5 metro, em qualquer área do estabelecimento. Se sancionada, a legislação será aplicável a todos os estabelecimentos varejistas que comercializem os produtos em questão.


Tramitando desde maio de 2025 na Alep, a proposição visa proteger a saúde infantil de práticas de marketing que exploram a vulnerabilidade das crianças, justifica Ana Júlia. A parlamentar destaca o risco de problemas de saúde associados ao consumo excessivo de açúcar, como obesidade, diabetes tipo 2, cáries dentárias e distúrbios metabólicos. Além disso, ela aponta o risco de desenvolvimento de hábitos de consumo compulsivos.


Relator do projeto, o deputado Evandro Araújo (PSD) frisou a sua compatibilidade com o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e com a proteção da criança e do adolescente. "Contribui com práticas responsáveis e saudáveis no ambiente comercial", reforçou.


(Adaptado de: BOTTAMEDI, Felipe. Avança PL que proíbe a exposição de doces, balas e salgadinhos nas gôndolas próximas aos caixas de pagamento nos mercados do Paraná. Curitiba. 09/12/2025. https://www.assembleia.pr.leg.br/comunicacao/noticias)

Assinale a alternativa que indica, corretamente, o sentido da expressão destacada em “Além disso, ela aponta o risco de desenvolvimento de hábitos de consumo compulsivos”.
Alternativas
Q3885791 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Pessoa com Deficiência, presidida pelo deputado Evandro Araújo (PSD), aprovou um projeto de lei (PL) que limita a disponibilização de doces, chocolates, balas, salgadinhos e similares nas gôndolas de mercados, farmácias e outros estabelecimentos. A iniciativa foi uma das três proposições apreciadas pelo colegiado durante reunião realizada na sala Arnaldo Busato.


De autoria dos deputados Ana Júlia (PT) e Requião Filho (PDT), o PL 379/2025 proíbe a exposição dos pro dutos em gôndolas localizadas a menos de dois metros dos caixas de pagamento ou sujeitos à formação de filas, bem como limita a disponibilização nas prateleiras situadas em uma altura inferior a 1,5 metro, em qualquer área do estabelecimento. Se sancionada, a legislação será aplicável a todos os estabelecimentos varejistas que comercializem os produtos em questão.


Tramitando desde maio de 2025 na Alep, a proposição visa proteger a saúde infantil de práticas de marketing que exploram a vulnerabilidade das crianças, justifica Ana Júlia. A parlamentar destaca o risco de problemas de saúde associados ao consumo excessivo de açúcar, como obesidade, diabetes tipo 2, cáries dentárias e distúrbios metabólicos. Além disso, ela aponta o risco de desenvolvimento de hábitos de consumo compulsivos.


Relator do projeto, o deputado Evandro Araújo (PSD) frisou a sua compatibilidade com o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e com a proteção da criança e do adolescente. "Contribui com práticas responsáveis e saudáveis no ambiente comercial", reforçou.


(Adaptado de: BOTTAMEDI, Felipe. Avança PL que proíbe a exposição de doces, balas e salgadinhos nas gôndolas próximas aos caixas de pagamento nos mercados do Paraná. Curitiba. 09/12/2025. https://www.assembleia.pr.leg.br/comunicacao/noticias)

Sobre a pontuação utilizada no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. No trecho “limita a disponibilização de doces, chocolates, balas, salgadinhos e similares”, as vírgulas servem para enumerar termos de mesma função sintática.

II. No fragmento “Se sancionada, a legislação será aplicável”, a vírgula separa um aposto explicativo.

III. No trecho “Relator do projeto, o deputado Evandro Araújo (PSD)”, a vírgula foi usada para separar um vocativo.

IV. Em "Contribui com práticas responsáveis e saudáveis no ambiente comercial", as aspas indicam um discurso direto.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3885790 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Pessoa com Deficiência, presidida pelo deputado Evandro Araújo (PSD), aprovou um projeto de lei (PL) que limita a disponibilização de doces, chocolates, balas, salgadinhos e similares nas gôndolas de mercados, farmácias e outros estabelecimentos. A iniciativa foi uma das três proposições apreciadas pelo colegiado durante reunião realizada na sala Arnaldo Busato.


De autoria dos deputados Ana Júlia (PT) e Requião Filho (PDT), o PL 379/2025 proíbe a exposição dos pro dutos em gôndolas localizadas a menos de dois metros dos caixas de pagamento ou sujeitos à formação de filas, bem como limita a disponibilização nas prateleiras situadas em uma altura inferior a 1,5 metro, em qualquer área do estabelecimento. Se sancionada, a legislação será aplicável a todos os estabelecimentos varejistas que comercializem os produtos em questão.


Tramitando desde maio de 2025 na Alep, a proposição visa proteger a saúde infantil de práticas de marketing que exploram a vulnerabilidade das crianças, justifica Ana Júlia. A parlamentar destaca o risco de problemas de saúde associados ao consumo excessivo de açúcar, como obesidade, diabetes tipo 2, cáries dentárias e distúrbios metabólicos. Além disso, ela aponta o risco de desenvolvimento de hábitos de consumo compulsivos.


Relator do projeto, o deputado Evandro Araújo (PSD) frisou a sua compatibilidade com o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e com a proteção da criança e do adolescente. "Contribui com práticas responsáveis e saudáveis no ambiente comercial", reforçou.


(Adaptado de: BOTTAMEDI, Felipe. Avança PL que proíbe a exposição de doces, balas e salgadinhos nas gôndolas próximas aos caixas de pagamento nos mercados do Paraná. Curitiba. 09/12/2025. https://www.assembleia.pr.leg.br/comunicacao/noticias)

Acerca dos termos e expressões empregados no texto, considere as afirmativas a seguir.

I. A palavra “marketing” está grafada em itálico por ser um neologismo pertencente ao campo semântico da informática.

II. O termo “colegiado”, no contexto em que foi utilizado, está em desuso na norma-padrão da língua portuguesa.

III. As siglas são abreviações que evitam a repetição de termos e agilizam a escrita e a leitura do texto.

IV. Os termos “gôndolas” e “prateleiras” têm sentidos semelhantes, ou seja, são sinônimos nesse contexto.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3885789 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.


A Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Pessoa com Deficiência, presidida pelo deputado Evandro Araújo (PSD), aprovou um projeto de lei (PL) que limita a disponibilização de doces, chocolates, balas, salgadinhos e similares nas gôndolas de mercados, farmácias e outros estabelecimentos. A iniciativa foi uma das três proposições apreciadas pelo colegiado durante reunião realizada na sala Arnaldo Busato.


De autoria dos deputados Ana Júlia (PT) e Requião Filho (PDT), o PL 379/2025 proíbe a exposição dos pro dutos em gôndolas localizadas a menos de dois metros dos caixas de pagamento ou sujeitos à formação de filas, bem como limita a disponibilização nas prateleiras situadas em uma altura inferior a 1,5 metro, em qualquer área do estabelecimento. Se sancionada, a legislação será aplicável a todos os estabelecimentos varejistas que comercializem os produtos em questão.


Tramitando desde maio de 2025 na Alep, a proposição visa proteger a saúde infantil de práticas de marketing que exploram a vulnerabilidade das crianças, justifica Ana Júlia. A parlamentar destaca o risco de problemas de saúde associados ao consumo excessivo de açúcar, como obesidade, diabetes tipo 2, cáries dentárias e distúrbios metabólicos. Além disso, ela aponta o risco de desenvolvimento de hábitos de consumo compulsivos.


Relator do projeto, o deputado Evandro Araújo (PSD) frisou a sua compatibilidade com o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e com a proteção da criança e do adolescente. "Contribui com práticas responsáveis e saudáveis no ambiente comercial", reforçou.


(Adaptado de: BOTTAMEDI, Felipe. Avança PL que proíbe a exposição de doces, balas e salgadinhos nas gôndolas próximas aos caixas de pagamento nos mercados do Paraná. Curitiba. 09/12/2025. https://www.assembleia.pr.leg.br/comunicacao/noticias)

Sobre as características da linguagem empregada no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903327 Sociologia
Em seu livro Vigiar e punir, Michel Foucault descreve as modificações no sistema penal ocidental até o estabelecimento do que ele chamou de sociedade disciplinar. Sobre o conceito de sociedade disciplinar, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903326 Geografia
A ____________ diz respeito ao movimento diário de ida e retorno realizado por indivíduos em direção a outros municípios com o propósito de trabalhar ou estudar. Esse deslocamento é muito comum nas regiões metropolitanas como resultado da segregação urbana e da concentração de serviços nas grandes cidades. Com base nos conhecimentos sobre dinâmicas populacionais, assinale a alternativa que preenche, corretamente, a lacuna.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903323 Biologia

Leia o texto a seguir.



[...] as células humanas normais – quer em cultura ou no corpo humano – não podem crescer indefinidamente como acontece com células cancerosas. Elas se dividem somente um número finito de vezes, depois param de crescer e começam a morrer. [...].


SKLOOT, Rebecca. A vida imortal de Henrietta Lacks. Trad. Ivo Korytowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p 273-5.


O texto é um trecho do livro que conta a história de Henrietta Lacks, mulher negra que recebeu diagnóstico de câncer de útero em 1950. Ao passar por exames médicos, uma amostra de células de tumor foi coletada sem seu consentimento e estas células passaram a ser cultivadas em laboratório, dando origem à linhagem celular HeLa (referente ao seu nome). Em meios de cultura, as células HeLa multiplicam-se sem parar e têm sido utilizadas em laboratórios do mundo inteiro até os dias atuais.


Com base nos conhecimentos sobre o ciclo celular, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903322 Português
Leia o trecho da biografia de Henrietta Lacks.
Em 29 de janeiro de 1951, David Lacks estava sentado ao volante de seu velho Buick observando a chuva cair. Estava estacionado sob um enorme carvalho diante do Hospital Johns Hopkins com três de seus filhos – dois ainda de fralda – esperando a mãe deles, Henrietta. Minutos antes, ela saltara do carro, cobrira a cabeça com a jaqueta e entrara correndo no hospital, passando pelo banheiro das ‘pessoas de cor’, o único que ela estava autorizada a usar. No prédio ao lado, sob um elegante teto de cobre em forma de cúpula, uma estátua de mármore de Jesus de mais de três metros se erguia, braços abertos, recepcionando as pessoas onde um dia já fora a entrada principal do Johns Hopkins. Nunca ninguém da família de Henrietta consultara um médico do hospital sem antes parar na estátua de Jesus para depositar flores a seus pés, entoar uma prece e esfregar seu dedão do pé para dar sorte. Mas naquele dia Henrietta não parou.
SKLOOT, Rebecca. A vida imortal de Henrietta Lacks. Trad. Ivo Korytowski. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Em relação ao trecho, considere as afirmativas a seguir.
I. A expressão “pessoas de cor”, utilizada para fazer referência a pessoas pretas durante períodos de segregação racial, revela que Henrietta era pessoa preta.
II. Os verbos no pretérito mais-que-perfeito “saltara”, “cobrira”, “entrara” marcam ações de Henrietta que são anteriores àquela presente em “naquele dia Henrietta não parou”.
III. O conectivo “mas” acrescenta uma ideia de concessão que confirma a regularidade das ações de Henrietta na frase “Mas naquele dia Henrietta não parou”.
IV. Em “com três de seus filhos”, no segundo período do texto, devido ao uso das preposições, fica explícito que o casal David e Henrietta Lacks tinha apenas três filhos.
Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903321 Saúde Pública
No século XVII, o Palácio de Versalhes, próximo a Paris, não tinha banheiros. Os excrementos humanos eram despejados pelas janelas do palácio. Os belos e enormes jardins eram usados como vasos sanitários. Os banhos eram realizados em uma única tina, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa, seguido dos outros membros da casa, por ordem de idade, finalizando com os bebês. A água ficava tão suja que era possível “perder” um bebê lá dentro. Foi somente depois de uma epidemia de cólera que os hábitos de higiene melhoraram na França.

Com base no exposto, considere as afirmativas a seguir.

I. Vibrio cholerae é a bactéria causadora da cólera, provida de parede celular e cujo modo de transmissão é dado por ingestão de água ou alimentos contaminados.

II. A precariedade sanitária de Paris foi resolvida no final do século XIX, com a reforma urbana de Haussmann, que implicou, dentre outras coisas, no alargamento de ruas e avenidas e implantação de redes de esgoto.

III. Os indivíduos infectados com Vibrio cholerae apresentam diarreia acentuada com a liberação de vibriões em suas fezes.

IV. Paris continuou uma cidade insalubre até meados do século XX, pois a reforma urbana restringiu-se às áreas ocupadas pelas elites agrárias na periferia.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903320 Biologia
A poliomielite é uma doença contagiosa viral, causada pelo poliovírus. A transmissão ocorre em crianças e adultos por contato com secreções eliminadas pela boca e fezes, além de objetos, água e alimentos contaminados. Existem duas vacinas contra a pólio, sendo a primeira criada em 1955 por Jonas Salk, utilizando células HeLa para o seu desenvolvimento. Sete anos após, Albert Sabin criou outro modelo de vacina, a Sabin (gotinha). Ambas imunizam contra três tipos do vírus. Com base nos conhecimentos sobre imunização, considere as afirmativas a seguir.
I. As vacinas podem ser produzidas com fatores de virulência ou porções de anticorpos incapazes de desencadear doenças.
II. A baixa frequência de mutação do poliovírus é uma das causas que faz com que as vacinas da poliomielite sejam as mesmas utilizadas regularmente.
III. Após a vacinação, um indivíduo, ao entrar em contato com o microrganismo patogênico, apresentará mecanismo de defesa.
IV. O soro é um tipo de imunizante que desencadeia uma resposta rápida do organismo a um antígeno.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903317 Biologia
Gambás (Metatheria, ordem Didelphimorphia) e ratazanas (Eutheria, ordem Rodentia) são animais que ocorrem regularmente em ambientes urbanos. Embora tenham características em comum, algumas são específicas de cada um dos grupos aos quais pertencem.

Com base nos conhecimentos sobre Eutheria e Metatheria, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.

(  ) Os Eutheria apresentam placenta altamente eficiente para a troca de nutrientes.

(  ) Nos Metatheria, os filhotes nascem com desenvolvimento completo.

(  ) Eutheria e Metatheria compartilham a presença de marsúpio.

(  ) No grupo Metatheria, o desenvolvimento do embrião ocorre de modo ovíparo.

(  ) Os Metatheria são mamíferos cuja placenta é rudimentar ou inexistente.

Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903308 Literatura

Leia o poema O Quinto Império, de Fernando Pessoa, a seguir, e responda à questão abaixo.


Triste de quem vive em casa,

Contente com o seu lar,

Sem que um sonho, no erguer de asa,

Faça até mais rubra a brasa

Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!

Vive porque a vida dura.

Nada na alma lhe diz

Mais que a lição da raiz —

Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem

No tempo que em eras vem.

Ser descontente é ser homem.

Que as forças cegas se domem

Pela visão que a alma tem!

E assim, passados os quatro

Tempos do ser que sonhou,

A terra será teatro

Do dia claro, que no atro

Da erma noite começou.

Grécia, Roma, Cristandade,

Europa — os quatro se vão

Para onde vai toda idade.

Quem vem viver a verdade

Que morreu D. Sebastião?


PESSOA, Fernando. Melhores poemas de Fernando Pessoa. Seleção Teresa Rita Lopes. 12. ed. São Paulo: Global, 2004, p. 54-55. 

Com base no poema O Quinto Império, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903307 Português

Leia o poema O Quinto Império, de Fernando Pessoa, a seguir, e responda à questão abaixo.


Triste de quem vive em casa,

Contente com o seu lar,

Sem que um sonho, no erguer de asa,

Faça até mais rubra a brasa

Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz!

Vive porque a vida dura.

Nada na alma lhe diz

Mais que a lição da raiz —

Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem

No tempo que em eras vem.

Ser descontente é ser homem.

Que as forças cegas se domem

Pela visão que a alma tem!

E assim, passados os quatro

Tempos do ser que sonhou,

A terra será teatro

Do dia claro, que no atro

Da erma noite começou.

Grécia, Roma, Cristandade,

Europa — os quatro se vão

Para onde vai toda idade.

Quem vem viver a verdade

Que morreu D. Sebastião?


PESSOA, Fernando. Melhores poemas de Fernando Pessoa. Seleção Teresa Rita Lopes. 12. ed. São Paulo: Global, 2004, p. 54-55. 

Sobre a forma do poema, considere as afirmativas a seguir.
I. O poema constitui-se de métrica irregular e todos os versos são octossílabos.
II. Observa-se o uso de anáfora e de paralelismos sintáticos nas três primeiras estrofes.
III. Há regularidade nas rimas de cada estrofe: o primeiro, o terceiro e o quarto versos rimam entre si; e o segundo verso rima com o quinto.
IV. Há no verso “Ter por vida a sepultura” tanto uma metonímia quanto uma antítese.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903305 História

Leia o texto a seguir e responda à questão.


Um homem, um lobo, uma cabra e um repolho têm que atravessar um rio em um pequeno barco. No barco, o homem só pode levar ou o lobo, ou a cabra, ou o repolho, e ele não pode deixar, do lado do rio, o lobo sozinho com a cabra, nem a cabra sozinha com o repolho. Como fazer esta travessia?

Alcuino, Proposições para Instruir os Jovens in WELLS. D. Jogos e Matemática: NYC: Cambridge Press, 2012, p. 3


Alcuíno, autor do texto, foi um matemático, filósofo, poeta e bispo de York que se estabeleceu em Aachen, no Império Carolíngio. 

Com base nos conhecimentos sobre o Império Carolíngio, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: COPS-UEL Órgão: UEL Prova: COPS-UEL - 2024 - UEL - Conhecimentos Gerais |
Q3903298 Ciências
Leia o texto a seguir.
A ciência normal, atividade que consiste em solucionar quebra-cabeças, é um empreendimento altamente cumulativo, extremamente bem-sucedido no que toca ao seu objetivo, a ampliação contínua do alcance e da precisão do conhecimento científico. [...] A ciência normal não se propõe descobrir novidades no terreno dos fatos ou da teoria; quando é bem-sucedida, não as encontra.
KUHN, Thomas. A Estrutura das Revoluções Científicas. São Paulo: Perspectiva, 1996, p. 77.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre revoluções científicas em Kuhn, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: A
44: D
45: E
46: A
47: B
48: C
49: E
50: E
51: B
52: B
53: A
54: D
55: E
56: A
57: E
58: C
59: D
60: D