Foram encontradas 265 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3234966 Legislação de Trânsito
Com base no Código de Trânsito Brasileiro, assinale a alternativa que corresponda com o conceito de “via coletora”:
Alternativas
Q3234965 Legislação de Trânsito
Com base na Resolução 973/2022 do CONTRAN assinale a alternativa correta acerca do significado da placa abaixo:

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q3234964 Legislação de Trânsito

De acordo com a Resolução 973/2022 do CONTRAN a imagem abaixo se classifica como qual tipo de semáforo?



Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q3234952 Português
Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?

Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.

A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população.

Segundo o levantamento da UFMG, não consumir feijão está associado a uma chance 10% maior de desenvolver excesso de peso e 20% maior de obesidade, em relação à parcela da população que consome o produto com alguma frequência.

A importância histórica, nutricional e social do feijão

"O feijão surgiu de uma miscigenação das nossas heranças culinárias", observa a nutricionista Fernanda Serra Granado, que pesquisou o tema em seu doutorado na UFMG.

Segundo ela, a leguminosa já era um alimento nativo na América, conhecido pelos indígenas, que consumiam os grãos sem caldo, mesmo antes da colonização portuguesa.

Os portugueses acrescentaram o caldo, uma solução encontrada pelas senhoras europeias para umedecer a comida nativa, que elas consideravam muito seca. Trazidos ao Brasil escravizados, os africanos também consumiam o alimento, adicionando seus saberes ao preparo.

Mas a construção do feijão como um símbolo nacional só vai acontecer bem mais para frente, durante o Modernismo Brasileiro dos anos 1920.

 "Aí ele é expresso em poesia, em músicas e é reconhecido como esse símbolo identitário da nossa tradição culinária", diz Granado. Em termos nutricionais, o feijão é rico em proteínas e minerais, incluindo o ferro, além das vitaminas C e do complexo B (à exceção da B12, de origem animal) e fibras solúveis e insolúveis, importantes para o bom funcionamento da digestão.

"Além de ter um excelente perfil nutritivo e ser importante para manutenção da saúde da população, o feijão é um marcador de qualidade da dieta", afirma a pesquisadora.

"Isso porque o indivíduo, quando consome feijão, acaba complementando o prato com outros alimentos saudáveis, como arroz, vegetais, salada e uma proteína animal. Então, em geral, o feijão é um dos componentes de uma refeição nutricionalmente equilibrada."

O que explica a queda de consumo nos últimos anos

Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora.

"Na década de 1980, há a entrada das grandes transnacionais de alimentos no Brasil e o avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho, o que causa uma modificação no perfil de consumo da população, com os ultraprocessados sendo percebidos como uma solução prática para o dia a dia", observa a nutricionista.

"Com o passar do tempo, há também uma perda de práticas culinárias, da habilidade em si de preparar os alimentos, com a tradição de receitas que passavam entre gerações que começa a se perder."

Um terceiro fator que pesa na redução de consumo do feijão é o aumento de preços do produto, observa a especialista.

Em 11 anos, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2023, o feijão carioca acumula alta de preços de 122% e o feijão preto, de 186%, comparado a uma inflação geral de 89% no período, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ou seja, em pouco mais de uma década, o feijão carioca dobrou de preço e o feijão preto, quase triplicou.

Um dos fatores que explica esse encarecimento é a perda de espaço da produção agrícola de feijão para commodities como a soja e o milho, explica Granado.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de feijão no Brasil na safra 2022-2023 deverá ser de apenas 859 mil hectares, a menor da série histórica com início em 1976. O número representa uma redução de 65% em relação ao momento de auge, na safra 1981/1982.

"O produtor acaba abandonando a produção de feijão e outros alimentos que possuem valor agregado menor em comparação a commodities como soja e milho, que têm safras muito mais lucrativas, com demanda internacional", observa Granado.

Por fim, com relação à queda maior do consumo entre as mulheres, a especialista avalia que isso pode ser fruto da dupla jornada, que pode estar fazendo com que elas optem com mais frequência pela conveniência dos ultraprocessados.


(Por Thais Carrança - BBC News Brasil em São Paulo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c90935j2k8 go).
No trecho "Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora", os travessões desempenham uma função específica na estrutura da frase.

Assinale a alternativa que descreve corretamente essa função:
Alternativas
Q3234948 Português
Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?

Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.

A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população.

Segundo o levantamento da UFMG, não consumir feijão está associado a uma chance 10% maior de desenvolver excesso de peso e 20% maior de obesidade, em relação à parcela da população que consome o produto com alguma frequência.

A importância histórica, nutricional e social do feijão

"O feijão surgiu de uma miscigenação das nossas heranças culinárias", observa a nutricionista Fernanda Serra Granado, que pesquisou o tema em seu doutorado na UFMG.

Segundo ela, a leguminosa já era um alimento nativo na América, conhecido pelos indígenas, que consumiam os grãos sem caldo, mesmo antes da colonização portuguesa.

Os portugueses acrescentaram o caldo, uma solução encontrada pelas senhoras europeias para umedecer a comida nativa, que elas consideravam muito seca. Trazidos ao Brasil escravizados, os africanos também consumiam o alimento, adicionando seus saberes ao preparo.

Mas a construção do feijão como um símbolo nacional só vai acontecer bem mais para frente, durante o Modernismo Brasileiro dos anos 1920.

 "Aí ele é expresso em poesia, em músicas e é reconhecido como esse símbolo identitário da nossa tradição culinária", diz Granado. Em termos nutricionais, o feijão é rico em proteínas e minerais, incluindo o ferro, além das vitaminas C e do complexo B (à exceção da B12, de origem animal) e fibras solúveis e insolúveis, importantes para o bom funcionamento da digestão.

"Além de ter um excelente perfil nutritivo e ser importante para manutenção da saúde da população, o feijão é um marcador de qualidade da dieta", afirma a pesquisadora.

"Isso porque o indivíduo, quando consome feijão, acaba complementando o prato com outros alimentos saudáveis, como arroz, vegetais, salada e uma proteína animal. Então, em geral, o feijão é um dos componentes de uma refeição nutricionalmente equilibrada."

O que explica a queda de consumo nos últimos anos

Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora.

"Na década de 1980, há a entrada das grandes transnacionais de alimentos no Brasil e o avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho, o que causa uma modificação no perfil de consumo da população, com os ultraprocessados sendo percebidos como uma solução prática para o dia a dia", observa a nutricionista.

"Com o passar do tempo, há também uma perda de práticas culinárias, da habilidade em si de preparar os alimentos, com a tradição de receitas que passavam entre gerações que começa a se perder."

Um terceiro fator que pesa na redução de consumo do feijão é o aumento de preços do produto, observa a especialista.

Em 11 anos, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2023, o feijão carioca acumula alta de preços de 122% e o feijão preto, de 186%, comparado a uma inflação geral de 89% no período, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ou seja, em pouco mais de uma década, o feijão carioca dobrou de preço e o feijão preto, quase triplicou.

Um dos fatores que explica esse encarecimento é a perda de espaço da produção agrícola de feijão para commodities como a soja e o milho, explica Granado.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de feijão no Brasil na safra 2022-2023 deverá ser de apenas 859 mil hectares, a menor da série histórica com início em 1976. O número representa uma redução de 65% em relação ao momento de auge, na safra 1981/1982.

"O produtor acaba abandonando a produção de feijão e outros alimentos que possuem valor agregado menor em comparação a commodities como soja e milho, que têm safras muito mais lucrativas, com demanda internacional", observa Granado.

Por fim, com relação à queda maior do consumo entre as mulheres, a especialista avalia que isso pode ser fruto da dupla jornada, que pode estar fazendo com que elas optem com mais frequência pela conveniência dos ultraprocessados.


(Por Thais Carrança - BBC News Brasil em São Paulo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c90935j2k8 go).
Considerando o estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG e as tendências observadas nos hábitos alimentares dos brasileiros, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta:
Alternativas
Q3234945 Português
Matéria de poesia

Todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para poesia
O homem que possui um pente
e uma árvore serve para poesia

Terreno de 10 x 20, sujo de mato — os que
nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
servem para poesia

Um chevrolé gosmento
Coleção de besouros abstêmios
O bule de Braque sem boca
são bons para poesia

As coisas que não levam a nada
têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo tem seu lugar
na poesia ou na geral.

(Disponivel em: https://letraselivros.com.br/livro/marina-colasanticronicas-do-cotidiano/) 

Considerando o trecho acima, identifique de que forma o autor faz uso de estrangeirismos no poema e justifique sua escolha, levando em conta o contexto poético de Manoel de Barros.

"Um chevrolé gosmento Coleção de besouros abstêmios O bule de Braque sem boca são bons para poesia"
Alternativas
Q3234942 Português
Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
A partir da análise do contexto geral da crônica "Eu Sei, Mas Não Devia", de Marina Colassanti, identifique a mensagem central sobre o hábito de se acostumar com situações adversas na vida, levando em consideração as nuances e implicações filosóficas apresentadas pela autora.
Alternativas
Q3234941 Português
Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
A respeito das classes de palavras variáveis e invariáveis presentes no texto, leia o trecho destacado abaixo, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
"A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão." 
Alternativas
Q3234939 Português
Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos. 

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
O texto apresenta características típicas de uma crônica jornalística, pois faz uma reflexão sobre aspectos cotidianos da vida urbana. A estrutura narrativa e descritiva, assim como a linguagem acessível e direta, são características comuns desse gênero textual. Qual das seguintes afirmações sobre o gênero crônica é FALSA?
Alternativas
Q3233753 Fisioterapia
A fisioterapia respiratória é essencial para otimizar o funcionamento do sistema respiratório e tratar as afecções pulmonares, como atelectasia. Analise as sentenças e marque apenas a alternativa correta:

I - manobras de percussão torácica são sufuciente para limpeza de vias aéreas;
II - o uso de cpap associado ao posicionamento no leito, com peep de 10cmh²o é indicado para expansão brônquica;
III – padrões ventilatórios reexpansivos são utilizados como forma de promover respiração profunda.
IV - o shaker é contra-indicado no tratamento de atelectasias devido às vibrações produzidas na caixa torácia.
V - terapias com pressão positiva só pode ser utilizado em ambiente hospitalar. 
Alternativas
Q3233752 Fisioterapia
Amputação é a remoção total ou parcial de um membro do corpo e o nível de amputação classifica o coto. na amputação abaixo do joelho, qual prótese é recomendada para desenvolver a marcha?
Alternativas
Q3233751 Fisioterapia
A Drenagem Linfática Manual é indicada para tratar diversas afecções do sistema circulatório nos membros inferiores. Diante disso, assinale a sentença falsa:
Alternativas
Q3233750 Fisioterapia
Caso Clínico: Jovem, 16 anos, durante festa de debutantes da irmã pulou em piscina e sofreu lesão total à nível C5 de vértebra cervical. Quais achados neurológicos podem ser encontrados no caso descrito acima? Marque apenas uma alternativa correta:
Alternativas
Q3233749 Fisioterapia
No pós operatório, o fisioterapeuta pode utilizar de diferentes técnicas para ajudar o corpo e suas estruturas a desenvolver a marcha, independente ou com auxílio. Assinale como (V) para as verdadeiras e (F) para as sentenças Falsas abaixo:

( ) a Hidroterapia é indicada no processo de fortalecimento muscular sem carga sobre o membro afetado;
( ) O andador fixo é o auxiliar de marcha mais indicado no pós-operatório de idosos;
( ) o fortalecimento de tronco é pouco efetivo para retorno da marcha;
( ) a Eletroestimuação funcional – FES, pode ser utilizada para uma contração muscular mais eficiente e forte
( ) o controle da dor é fundamental para a evolução do treinamento de marcha.



Marque a sequência com as sentenças corretas
Alternativas
Q3233748 Fisioterapia
Após menistectomia parcial de joelho de adulto jovem, sem comorbidades, é liberada a descarga de peso parcial sob o membro operado em poucas semanas. Assinale apenas uma afirmação correta sobre a indicação de dispositivos auxiliadores de marcha na reabilitação em pós operatório de joelho, quando liberada a descarga de peso parcial no membro acometido:
Alternativas
Q3233747 Fisioterapia
Paciente com queixa álgica intensa em região lombar baixa à Direita, com irradiação até fossa poplítea de joelho D e marcha claudicante. Classifique as condutas descritas abaixo como recursos de Eletroterapia (1) e recursos de Cinesioterapia (2).

( ) alongamento de músculos da cadeia muscular posterior;
( ) isometria de flexores de joelho D;
( ) TENS Burst em região de glúteo médio e piriforme
( ) uso de faixas elásticas para fortalecimento de quadril;
( ) Laserterapia de baixa frequência no músculo Piriforme;



Marque a sequência correta:
Alternativas
Q3233746 Fisioterapia
Assinale a alternativa ERRADA sobre Eletroterapia:
Alternativas
Q3233745 Fisioterapia
A articulação do ombro é formada pela cabeça do úmero que se encaixa na cavidade glenóide da escápula. Durante o movimento de Abdução de ombro, a clavícula realiza um movimento de retração, a escápula desliza na direção látero-superior, ocorre uma elevação da articulação esternoclavicular e o úmero desliza na cavidade glenóide no eixo frontal. Analise as sentenças e classifique-as como (V) para as verdadeiras e (F) para as Falsas:

( ) o movimento da escápula para o lado e para cima é realizado pelos músculos supra-espinhoso e deltoide.

( ) o principal músculo atuante na abdução de ombro é o Deltóide;

( ) o ritmo gleno-umeral, também conhecida como ritmo escapuloumeral, é um movimento coordenado entre a articulação escápulo-torácica e a articulação gleno-umeral, que permite abdução e elevação total do ombro;

( ) O manguito rotador é composto por quatro músculos, sendo eles: Subescapular, Supraespinhoso, Infraespinhoso e Peitoral menor;

( ) dor durante o movimento de abdução de ombro podem ter várias causas, como a Lesão do manguito rotador. Neste caso, o tendão mais frequentemente acometido é o tendão do Subescapular.


Marque a sequência correta:
Alternativas
Q3233744 Fisioterapia
Paciente homem, 40 anos, casado, portador de HAS e DM tipo 2, cabelereiro, canhoto, com diagnóstico nosológico de Síndrome do Túnel do Carpo em mão Esquerda, chega ao consultório com edema local, alteração de sensibilidade, limitação articular em punho E, dor grau 8 na END, força muscular grau 3 para todos os movimentos – realizados com dor intermitente, mesmo em repouso. Assinale a alternativa terapêutica mais indicada para controle da dor:
Alternativas
Q3233743 Fisioterapia
Em marchas patológicas, o treinamento da fisioterapia vai desde técnicas para estímulo muscular e ganho de equilíbrio até o uso de dispositivos auxiliadores de marcha. Associe as afirmações e classifique-as conforme se encaixem em ÓRTESES ( 1 ), PRÓTESES ( 2 ) OU DISPOSITIVOS AUXILIADORES DE MARCHA ( 3 ):

( ) são classificadas em estáticas ou passivas e dinâmicas ou funcionais;
( ) as muletas tipo canadenses são bastante utilizadas em P.O. de membros inferiores;
( ) são divididas em exoesqueléticas ou convencionais ou endoesqueléticas ou modulares;
( ) em lesões de membros inferiores é recomendado utilizar muleta tipo axilar do lado oposto ao lesionado;
( ) tem o objetivo de substituir a função do membro ausente , ou parte dele como nas amputações;
( ) Na tenossinovite de Quervain, a mais indicada para tratamento é a nomeada “Antebraço, punho e polegar”;
Alternativas
Respostas
201: B
202: C
203: B
204: C
205: C
206: A
207: B
208: D
209: E
210: D
211: C
212: E
213: E
214: A
215: B
216: A
217: D
218: A
219: B
220: C