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Q3828579 Enfermagem
O câncer compreende um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento desordenado de células, podendo acometer diferentes órgãos e tecidos. O Técnico em Enfermagem atua no apoio à assistência, na orientação ao paciente e no reconhecimento de sinais e sintomas que exigem encaminhamento oportuno. Considerando o câncer, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3828578 Enfermagem
Os fundamentos de nutrição são essenciais para a promoção da saúde, prevenção de doenças e recuperação do estado nutricional dos indivíduos. O Técnico em Enfermagem atua no acompanhamento do estado nutricional, na orientação básica e na observação de sinais relacionados à alimentação e à nutrição. Analise as afirmativas abaixo.

I. A alimentação equilibrada deve fornecer energia e nutrientes em quantidades adequadas às necessidades do organismo.
II. A desnutrição e a obesidade são condições que podem estar relacionadas a hábitos alimentares inadequados.
III. O Técnico em Enfermagem é responsável por prescrever dietas terapêuticas de forma autônoma.
IV. A observação da aceitação alimentar do paciente contribui para a identificação de possíveis riscos nutricionais.


Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3828577 Enfermagem
As bacterioses são doenças causadas por bactérias patogênicas e representam importante problema de saúde pública, podendo ser transmitidas por diferentes vias e exigir medidas específicas de prevenção e controle. O Técnico em Enfermagem atua no reconhecimento de sinais, na orientação aos pacientes e no apoio às ações de prevenção. Considerando as bacterioses, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3828576 Enfermagem
A Enfermagem em urgência e emergência envolve a prestação de cuidados imediatos a pacientes em situação de risco iminente de vida, exigindo atuação rápida, organizada e baseada em protocolos assistenciais. O Técnico em Enfermagem integra a equipe de atendimento, executando cuidados compatíveis com sua formação e atribuições. Analise as afirmativas abaixo.

I. O Técnico em Enfermagem pode atuar no monitoramento dos sinais vitais e na observação contínua do paciente em situação de urgência.

II. O apoio aos procedimentos de estabilização do paciente faz parte da atuação do Técnico em Enfermagem em urgência e emergência.

III. A comunicação imediata de alterações clínicas à equipe de saúde é uma atribuição do Técnico em Enfermagem nesse contexto.

IV. O Técnico em Enfermagem pode prescrever condutas terapêuticas e definir o plano de atendimento em situações de emergência.


Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3828575 Enfermagem
A Enfermagem em centro cirúrgico envolve a organização do ambiente, a aplicação de técnicas assépticas, a conferência de materiais e equipamentos e a adoção de medidas que garantam a segurança do paciente e a prevenção de infecções durante os procedimentos cirúrgicos. A Enfermagem em centro cirúrgico exige do Técnico em Enfermagem o cumprimento rigoroso de normas técnicas e protocolos institucionais relacionados à organização do ambiente, à segurança do paciente e à prevenção de infecções. Considerando a Enfermagem em centro cirúrgico, analise as afirmativas a seguir.

(__) O preparo adequado da sala cirúrgica contribui para a segurança do paciente e para a prevenção de infecções.
(__) A manutenção da técnica asséptica é fundamental durante todas as fases do procedimento cirúrgico.
(__) O Técnico em Enfermagem pode transitar livremente entre áreas limpas e contaminadas do centro cirúrgico sem comprometer a assepsia.
(__) A conferência de materiais e equipamentos deve ser realizada antes do início do procedimento cirúrgico.


Assinale a alternativa CORRETA, indicando as afirmativas VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), "de cima para baixo". 
Alternativas
Q3828574 Enfermagem
A Enfermagem em ginecologia e obstetrícia compreende cuidados à saúde da mulher nos diferentes ciclos da vida, incluindo o acompanhamento do pré-natal, a assistência ao parto e os cuidados no puerpério, além de ações de prevenção, promoção da saúde e vigilância de sinais que indiquem possíveis intercorrências. A Enfermagem em ginecologia e obstetrícia envolve cuidados à saúde da mulher nos diferentes ciclos da vida, incluindo o período gestacional, o parto e o puerpério, bem como ações de prevenção e promoção da saúde. O Técnico em Enfermagem atua no apoio à assistência, seguindo protocolos e orientações da equipe de saúde. Considerando a Enfermagem em ginecologia e obstetrícia, analise as afirmativas abaixo.

(__) Os cuidados no acompanhamento do pré-natal incluem a observação de sinais e sintomas que indiquem possíveis intercorrências gestacionais.

(__) O Técnico em Enfermagem pode realizar procedimentos obstétricos invasivos de forma autônoma, sem supervisão profissional.

(__) A orientação à gestante sobre sinais de alerta durante a gravidez contribui para a prevenção de complicações.

(__) Os cuidados no puerpério incluem a observação de sangramentos, sinais de infecção e das condições gerais da puérpera.

Assinale a alternativa CORRETA, indicando as afirmativas VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), "de cima para baixo".
Alternativas
Q3828573 Enfermagem
O Programa Nacional de Imunizações − PNI é responsável pela organização, coordenação e execução das ações de imunização no Brasil, visando ao controle, à eliminação e à erradicação de doenças imunopreveníveis. O Técnico em Enfermagem atua diretamente nas atividades de imunização, seguindo normas e protocolos oficiais. Analise as afirmativas abaixo.

I. A manutenção da cadeia de frio é essencial para garantir a eficácia e a segurança dos imunobiológicos.
II. O registro adequado das vacinas aplicadas contribui para o acompanhamento do esquema vacinal e para a vigilância em saúde.
III. O Técnico em Enfermagem pode aplicar vacinas sem observar o prazo de validade, desde que o frasco esteja lacrado.
IV. As ações do Programa Nacional de Imunizações incluem atividades de vacinação de rotina e campanhas de imunização. 


Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3828572 Enfermagem
A Enfermagem em saúde do idoso envolve cuidados voltados à promoção da autonomia, à prevenção de agravos, ao acompanhamento de doenças crônicas e à manutenção da qualidade de vida. O Técnico em Enfermagem atua na assistência direta, na observação clínica e na orientação ao idoso e à família, respeitando as especificidades do processo de envelhecimento. A Enfermagem em saúde do idoso envolve cuidados direcionados à promoção da autonomia, à prevenção de agravos e à manutenção da qualidade de vida dessa população. O Técnico em Enfermagem atua na assistência direta, na observação clínica e na orientação ao idoso e à família. Considerando a Enfermagem em saúde do idoso, analise as afirmativas abaixo.

(__) A avaliação do risco de quedas é uma medida importante na prevenção de acidentes entre idosos.
(__) O envelhecimento é um processo natural que pode estar associado a alterações fisiológicas e funcionais.
(__) O cuidado ao idoso limita-se ao tratamento de doenças agudas, não incluindo ações de promoção da saúde.
(__) A orientação ao idoso sobre o uso correto de medicamentos contribui para a segurança do tratamento.


Assinale a alternativa CORRETA, indicando as afirmativas VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), "de cima para baixo".
Alternativas
Q3828571 Enfermagem
O Atendimento Pré-hospitalar − APH compreende o conjunto de ações realizadas fora do ambiente hospitalar com o objetivo de prestar assistência imediata à vítima, reduzir agravos e preservar a vida até a chegada ao serviço de saúde. O Técnico em Enfermagem pode atuar nesse contexto, respeitando protocolos e limites de atuação profissional. Considerando o Atendimento Pré-hospitalar − APH, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3828570 Enfermagem
A Enfermagem em clínica cirúrgica compreende os cuidados prestados ao paciente nos períodos pré e pós-operatório, envolvendo observação clínica, execução de procedimentos, orientação ao paciente e ações voltadas à prevenção de complicações e à segurança do cuidado, em articulação com a equipe de saúde. A Enfermagem em clínica cirúrgica envolve cuidados prestados ao paciente nos períodos pré e pós-operatório, com foco na recuperação, na prevenção de complicações e na segurança do cuidado. O Técnico em Enfermagem atua diretamente na observação clínica, na execução de procedimentos e no apoio à equipe de saúde. Considerando a Enfermagem em clínica cirúrgica, analise as afirmativas abaixo.

(__) A observação do paciente no pós-operatório inclui o monitoramento de sinais vitais e a identificação precoce de possíveis complicações.

(__) A orientação ao paciente sobre cuidados pós-operatórios deve ser realizada pelo Técnico em Enfermagem conforme prescrição e orientação da equipe de saúde.

(__) A administração de medicamentos no período pós-operatório pode ser realizada sem prescrição, desde que o paciente relate dor.

(__) A manutenção da integridade da ferida operatória contribui para a prevenção de infecções e complicações cirúrgicas.

Assinale a alternativa CORRETA, indicando as afirmativas VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F), "de cima para baixo". 
Alternativas
Q3828569 Enfermagem
A coleta de sangue é um procedimento rotineiro na prática do Técnico em Enfermagem e deve ser realizada com técnica adequada, observando normas de segurança, identificação correta do paciente e acondicionamento apropriado do material coletado. Considerando a coleta de sangue, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3828568 Noções de Primeiros Socorros
Os primeiros socorros consistem em medidas iniciais prestadas a uma vítima em situação de urgência, com o objetivo de preservar a vida, evitar o agravamento das lesões e promover condições seguras até a chegada de atendimento especializado. O Técnico em Enfermagem deve atuar dentro de seus limites técnicos e legais. Analise as afirmativas abaixo.

I. A avaliação inicial da vítima inclui a verificação do nível de consciência, da respiração e da circulação.
II. O controle de hemorragias é uma medida prioritária nos primeiros socorros para evitar o agravamento do quadro clínico.
III. O Técnico em Enfermagem deve realizar manobras avançadas de suporte de vida sem treinamento ou protocolo específico.
IV. A imobilização adequada de fraturas contribui para a prevenção de lesões adicionais durante o atendimento inicial.


Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3828563 Noções de Informática
O sistema operacional Windows é amplamente utilizado em computadores pessoais e oferece diversos recursos para organização de arquivos, execução de programas e interação com o usuário. Considerando o ambiente Windows, analise as afirmativas a seguir:

I. O Windows permite que vários programas sejam executados simultaneamente, possibilitando ao usuário alternar entre eles por meio da barra de tarefas.

II. A Área de Trabalho é um espaço reservado exclusivamente para arquivos do sistema, não sendo possível ao usuário armazenar atalhos ou pastas pessoais.

III. O Explorador de Arquivos é a ferramenta utilizada para localizar, copiar, mover, renomear e excluir arquivos e pastas no Windows.

IV. O Painel de Controle e as Configurações do Windows permitem ao usuário alterar aspectos do sistema, como idioma, dispositivos, contas e opções de acessibilidade.

V. O Windows impede a personalização da interface gráfica, não permitindo alteração de plano de fundo, cores ou temas visuais.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3828561 Português
A surpreendente rotina de sono que era a regra na Idade Média (e por que a abandonamos)


Por volta das onze horas da noite de treze de abril de 1699, em uma aldeia do norte da Inglaterra, Jane Rowth, de nove anos, despertou ao lado da mãe. A mulher levantou-se, foi até a lareira e começou a fumar o cachimbo, quando dois homens surgiram à janela e a chamaram para acompanhá-los. Jane relataria depois que a mãe parecia esperá-los. Antes de sair, sussurrou à filha que ficasse deitada e que voltaria pela manhã. Não voltou: foi assassinada naquela noite, e o crime jamais foi esclarecido.

No início dos anos 1990, o historiador Roger Ekirch encontrou o depoimento de Jane no Escritório de Registros Públicos de Londres, ao pesquisar a história das horas noturnas. Ele via nos registros judiciais fontes privilegiadas para compreender hábitos cotidianos. Até então, acreditava que o sono fosse uma constante biológica, sem grandes variações históricas. O testemunho de Jane o fez rever essa ideia: ela mencionava ter acordado do primeiro sono como algo absolutamente normal, o que sugeria uma noite dividida em duas partes.

A partir daí, Ekirch encontrou inúmeras referências ao chamado sono bifásico. Não era exclusivo da Inglaterra: na França e na Itália também. Há indícios do hábito na África, na Ásia, na Austrália, no Oriente Médio e no Brasil. Um registro do Rio de Janeiro, de 1555, relata que os tupinambás comiam após o primeiro sono; no século 19, textos de Mascate, em Omã, descrevem o recolhimento antes das vinte e duas horas. Para Ekirch, o sono em dois períodos foi dominante por milênios, com referências desde A Odisseia, do século 8 a.C., até o início do século 20.

No século 17, a rotina noturna começava cedo. Entre vinte e uma e vinte e três horas, quem podia, deitava-se em colchões simples; os mais pobres dormiam sobre plantas ou no chão. Dormir em conjunto era comum, exigindo regras de conduta e posições definidas na cama. Após cerca de duas horas, muitos despertavam naturalmente para a vigília, que se estendia da noite até por volta de uma hora da manhã. Esse intervalo era usado para diversas tarefas: alimentar o fogo, cuidar de animais, remendar roupas, preparar materiais domésticos. Também havia espaço para práticas religiosas, reflexões, conversas e intimidade entre casais, quando a exaustão do trabalho já havia diminuído.

Depois desse período acordado, retornava-se à cama para o segundo sono, considerado o sono da manhã, que durava até o amanhecer. Ekirch aponta referências ao sistema desde a Antiguidade, em autores como Plutarco, Pausânias, Lívio e Virgílio. Entre cristãos, a vigília ganhou importância: no século 6, São Bento  determinava que monges se levantassem à meia-noite para orações, prática que se difundiu para além dos mosteiros.

A divisão do sono também ocorre no mundo animal. Muitas espécies repousam em períodos separados, adaptando-se às condições ambientais. O lêmure-de-cauda-anelada, por exemplo, apresenta padrões semelhantes aos humanos pré-industriais. Para o pesquisador David Samson, da Universidade de Toronto, essa diversidade entre primatas levanta a hipótese de que humanos também tenham evoluído para um sono segmentado.

Ekirch encontrou respaldo científico ao conhecer, em 1995, um experimento conduzido por Thomas Wehr, nos Estados Unidos. Quinze homens, submetidos a redução da exposição à luz, passaram a dormir em dois períodos separados por vigília após algumas semanas. A melatonina indicou ajuste biológico do ritmo circadiano. Mais tarde, Samson observou padrão semelhante em uma comunidade sem eletricidade em Madagascar, sugerindo que o sono bifásico persiste em regiões remotas.

Para Ekirch, o abandono desse modelo a partir do século 19 se relaciona à Revolução Industrial. A expansão da iluminação artificial permitiu ficar acordado até mais tarde, sem alterar a exigência de acordar cedo, comprimindo o descanso. O primeiro sono se prolongou, o segundo se reduziu, até desaparecer. Embora experimentos indiquem que a luz artificial, isoladamente, talvez não explique tudo, no fim do século 20 o sono segmentado havia sido esquecido.

Essa mudança também alterou comportamentos e expectativas. Acordar cedo passou a ser sinônimo de produtividade, e despertares noturnos se tornaram fonte de ansiedade. Ekirch observa que saber que acordar no meio da noite já foi normal pode aliviar parte desse pânico, sem minimizar os distúrbios do sono atuais. Ele ressalta que o abandono do sono bifásico não implica, necessariamente, pior qualidade de descanso. Em muitos aspectos, o século 21 oferece condições mais seguras e confortáveis: menos riscos, mais conforto, menos ameaças físicas. Assim, embora possamos ter perdido conversas noturnas e reflexões da vigília, ganhamos noites mais protegidas e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgjnpv845dxo.adaptado.

Antes de sair, sussurrou à filha que "ficasse" deitada e que "voltaria" pela manhã.

Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:

Alternativas
Q3828559 Português
A surpreendente rotina de sono que era a regra na Idade Média (e por que a abandonamos)


Por volta das onze horas da noite de treze de abril de 1699, em uma aldeia do norte da Inglaterra, Jane Rowth, de nove anos, despertou ao lado da mãe. A mulher levantou-se, foi até a lareira e começou a fumar o cachimbo, quando dois homens surgiram à janela e a chamaram para acompanhá-los. Jane relataria depois que a mãe parecia esperá-los. Antes de sair, sussurrou à filha que ficasse deitada e que voltaria pela manhã. Não voltou: foi assassinada naquela noite, e o crime jamais foi esclarecido.

No início dos anos 1990, o historiador Roger Ekirch encontrou o depoimento de Jane no Escritório de Registros Públicos de Londres, ao pesquisar a história das horas noturnas. Ele via nos registros judiciais fontes privilegiadas para compreender hábitos cotidianos. Até então, acreditava que o sono fosse uma constante biológica, sem grandes variações históricas. O testemunho de Jane o fez rever essa ideia: ela mencionava ter acordado do primeiro sono como algo absolutamente normal, o que sugeria uma noite dividida em duas partes.

A partir daí, Ekirch encontrou inúmeras referências ao chamado sono bifásico. Não era exclusivo da Inglaterra: na França e na Itália também. Há indícios do hábito na África, na Ásia, na Austrália, no Oriente Médio e no Brasil. Um registro do Rio de Janeiro, de 1555, relata que os tupinambás comiam após o primeiro sono; no século 19, textos de Mascate, em Omã, descrevem o recolhimento antes das vinte e duas horas. Para Ekirch, o sono em dois períodos foi dominante por milênios, com referências desde A Odisseia, do século 8 a.C., até o início do século 20.

No século 17, a rotina noturna começava cedo. Entre vinte e uma e vinte e três horas, quem podia, deitava-se em colchões simples; os mais pobres dormiam sobre plantas ou no chão. Dormir em conjunto era comum, exigindo regras de conduta e posições definidas na cama. Após cerca de duas horas, muitos despertavam naturalmente para a vigília, que se estendia da noite até por volta de uma hora da manhã. Esse intervalo era usado para diversas tarefas: alimentar o fogo, cuidar de animais, remendar roupas, preparar materiais domésticos. Também havia espaço para práticas religiosas, reflexões, conversas e intimidade entre casais, quando a exaustão do trabalho já havia diminuído.

Depois desse período acordado, retornava-se à cama para o segundo sono, considerado o sono da manhã, que durava até o amanhecer. Ekirch aponta referências ao sistema desde a Antiguidade, em autores como Plutarco, Pausânias, Lívio e Virgílio. Entre cristãos, a vigília ganhou importância: no século 6, São Bento  determinava que monges se levantassem à meia-noite para orações, prática que se difundiu para além dos mosteiros.

A divisão do sono também ocorre no mundo animal. Muitas espécies repousam em períodos separados, adaptando-se às condições ambientais. O lêmure-de-cauda-anelada, por exemplo, apresenta padrões semelhantes aos humanos pré-industriais. Para o pesquisador David Samson, da Universidade de Toronto, essa diversidade entre primatas levanta a hipótese de que humanos também tenham evoluído para um sono segmentado.

Ekirch encontrou respaldo científico ao conhecer, em 1995, um experimento conduzido por Thomas Wehr, nos Estados Unidos. Quinze homens, submetidos a redução da exposição à luz, passaram a dormir em dois períodos separados por vigília após algumas semanas. A melatonina indicou ajuste biológico do ritmo circadiano. Mais tarde, Samson observou padrão semelhante em uma comunidade sem eletricidade em Madagascar, sugerindo que o sono bifásico persiste em regiões remotas.

Para Ekirch, o abandono desse modelo a partir do século 19 se relaciona à Revolução Industrial. A expansão da iluminação artificial permitiu ficar acordado até mais tarde, sem alterar a exigência de acordar cedo, comprimindo o descanso. O primeiro sono se prolongou, o segundo se reduziu, até desaparecer. Embora experimentos indiquem que a luz artificial, isoladamente, talvez não explique tudo, no fim do século 20 o sono segmentado havia sido esquecido.

Essa mudança também alterou comportamentos e expectativas. Acordar cedo passou a ser sinônimo de produtividade, e despertares noturnos se tornaram fonte de ansiedade. Ekirch observa que saber que acordar no meio da noite já foi normal pode aliviar parte desse pânico, sem minimizar os distúrbios do sono atuais. Ele ressalta que o abandono do sono bifásico não implica, necessariamente, pior qualidade de descanso. Em muitos aspectos, o século 21 oferece condições mais seguras e confortáveis: menos riscos, mais conforto, menos ameaças físicas. Assim, embora possamos ter perdido conversas noturnas e reflexões da vigília, ganhamos noites mais protegidas e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgjnpv845dxo.adaptado.

O "lêmure-de-cauda-anelada", por exemplo, apresenta padrões semelhantes aos humanos pré-industriais.

Em relação aos elementos morfológicos que compõem o substantivo destacado, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q3828555 Português
A surpreendente rotina de sono que era a regra na Idade Média (e por que a abandonamos)


Por volta das onze horas da noite de treze de abril de 1699, em uma aldeia do norte da Inglaterra, Jane Rowth, de nove anos, despertou ao lado da mãe. A mulher levantou-se, foi até a lareira e começou a fumar o cachimbo, quando dois homens surgiram à janela e a chamaram para acompanhá-los. Jane relataria depois que a mãe parecia esperá-los. Antes de sair, sussurrou à filha que ficasse deitada e que voltaria pela manhã. Não voltou: foi assassinada naquela noite, e o crime jamais foi esclarecido.

No início dos anos 1990, o historiador Roger Ekirch encontrou o depoimento de Jane no Escritório de Registros Públicos de Londres, ao pesquisar a história das horas noturnas. Ele via nos registros judiciais fontes privilegiadas para compreender hábitos cotidianos. Até então, acreditava que o sono fosse uma constante biológica, sem grandes variações históricas. O testemunho de Jane o fez rever essa ideia: ela mencionava ter acordado do primeiro sono como algo absolutamente normal, o que sugeria uma noite dividida em duas partes.

A partir daí, Ekirch encontrou inúmeras referências ao chamado sono bifásico. Não era exclusivo da Inglaterra: na França e na Itália também. Há indícios do hábito na África, na Ásia, na Austrália, no Oriente Médio e no Brasil. Um registro do Rio de Janeiro, de 1555, relata que os tupinambás comiam após o primeiro sono; no século 19, textos de Mascate, em Omã, descrevem o recolhimento antes das vinte e duas horas. Para Ekirch, o sono em dois períodos foi dominante por milênios, com referências desde A Odisseia, do século 8 a.C., até o início do século 20.

No século 17, a rotina noturna começava cedo. Entre vinte e uma e vinte e três horas, quem podia, deitava-se em colchões simples; os mais pobres dormiam sobre plantas ou no chão. Dormir em conjunto era comum, exigindo regras de conduta e posições definidas na cama. Após cerca de duas horas, muitos despertavam naturalmente para a vigília, que se estendia da noite até por volta de uma hora da manhã. Esse intervalo era usado para diversas tarefas: alimentar o fogo, cuidar de animais, remendar roupas, preparar materiais domésticos. Também havia espaço para práticas religiosas, reflexões, conversas e intimidade entre casais, quando a exaustão do trabalho já havia diminuído.

Depois desse período acordado, retornava-se à cama para o segundo sono, considerado o sono da manhã, que durava até o amanhecer. Ekirch aponta referências ao sistema desde a Antiguidade, em autores como Plutarco, Pausânias, Lívio e Virgílio. Entre cristãos, a vigília ganhou importância: no século 6, São Bento  determinava que monges se levantassem à meia-noite para orações, prática que se difundiu para além dos mosteiros.

A divisão do sono também ocorre no mundo animal. Muitas espécies repousam em períodos separados, adaptando-se às condições ambientais. O lêmure-de-cauda-anelada, por exemplo, apresenta padrões semelhantes aos humanos pré-industriais. Para o pesquisador David Samson, da Universidade de Toronto, essa diversidade entre primatas levanta a hipótese de que humanos também tenham evoluído para um sono segmentado.

Ekirch encontrou respaldo científico ao conhecer, em 1995, um experimento conduzido por Thomas Wehr, nos Estados Unidos. Quinze homens, submetidos a redução da exposição à luz, passaram a dormir em dois períodos separados por vigília após algumas semanas. A melatonina indicou ajuste biológico do ritmo circadiano. Mais tarde, Samson observou padrão semelhante em uma comunidade sem eletricidade em Madagascar, sugerindo que o sono bifásico persiste em regiões remotas.

Para Ekirch, o abandono desse modelo a partir do século 19 se relaciona à Revolução Industrial. A expansão da iluminação artificial permitiu ficar acordado até mais tarde, sem alterar a exigência de acordar cedo, comprimindo o descanso. O primeiro sono se prolongou, o segundo se reduziu, até desaparecer. Embora experimentos indiquem que a luz artificial, isoladamente, talvez não explique tudo, no fim do século 20 o sono segmentado havia sido esquecido.

Essa mudança também alterou comportamentos e expectativas. Acordar cedo passou a ser sinônimo de produtividade, e despertares noturnos se tornaram fonte de ansiedade. Ekirch observa que saber que acordar no meio da noite já foi normal pode aliviar parte desse pânico, sem minimizar os distúrbios do sono atuais. Ele ressalta que o abandono do sono bifásico não implica, necessariamente, pior qualidade de descanso. Em muitos aspectos, o século 21 oferece condições mais seguras e confortáveis: menos riscos, mais conforto, menos ameaças físicas. Assim, embora possamos ter perdido conversas noturnas e reflexões da vigília, ganhamos noites mais protegidas e previsíveis.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgjnpv845dxo.adaptado.
Depois desse período acordado, retornava-se à cama para o segundo sono, considerado o sono da manhã, que durava até o amanhecer.
Para Ekirch, o abandono desse modelo a partir do século 19 se relaciona à Revolução Industrial.
Em relação aos mecanismos de coesão textual, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3828532 Enfermagem
A formação dos profissionais de nível técnico que atuarão na saúde deve contemplar especificidades do envelhecimento populacional, conforme determinação legal. Sobre a inclusão de conteúdos de Gerontologia e Geriatria nos currículos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3828525 Direito Administrativo
A administração pública pode rescindir unilateralmente o contrato do Agente Comunitário de Saúde em situações específicas previstas em lei. Assinale a alternativa CORRETA que descreve uma causa justa para a rescisão do vínculo relacionada à residência do agente.
Alternativas
Q3828522 Enfermagem
As viroses constituem importante grupo de agravos acompanhados na Atenção Básica, exigindo ações de prevenção, identificação precoce de sinais e orientação adequada à população. O Técnico de Enfermagem da Estratégia Saúde da Família atua nesse contexto conforme protocolos institucionais e orientações da equipe multiprofissional. Considerando as atribuições do Técnico de Enfermagem relacionadas às viroses, analise as proposições a seguir.

I. Atuar na orientação da população sobre medidas de prevenção, observar sinais e sintomas e comunicar à equipe de saúde situações identificadas durante o acompanhamento.
II. Prescrever medicamentos antivirais, definir esquemas terapêuticos e acompanhar a resposta clínica do usuário de forma autônoma.
III. Apoiar ações educativas, participar da vigilância de casos suspeitos e colaborar com o registro das informações conforme protocolos.
IV. Realizar diagnóstico etiológico das viroses, interpretar exames laboratoriais e confirmar casos sem necessidade de avaliação médica.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q3828521 Enfermagem
O cuidado à saúde da pessoa idosa na Atenção Básica envolve ações contínuas de acompanhamento, prevenção de agravos e identificação precoce de alterações no estado de saúde. O Técnico de Enfermagem da Estratégia Saúde da Família atua nesse cuidado conforme protocolos institucionais e orientações da equipe multiprofissional. Considerando as atribuições do Técnico de Enfermagem nesse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
3881: C
3882: A
3883: C
3884: C
3885: C
3886: D
3887: D
3888: B
3889: A
3890: D
3891: C
3892: B
3893: B
3894: D
3895: C
3896: A
3897: B
3898: C
3899: D
3900: C