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Analise as proposições abaixo:
1-A Copa do Mundo do Catar foi realizada entre os dias 20 de novembro e 18 de dezembro. A seleção campeã foi a Argentina que disputou a final, no Estádio Lusail, contra a França. A última vez que os argentinos levaram a taça mundial para a casa foi em 1986, esse é o terceiro título do país sul-americano.
2-O gol eleito mais bonito da Copa do Catar foi feito pelo atleta brasileiro de Nova Venécia(ES), Richarlison, sendo o voleio marcado contra a Sérvia na primeira partida.
3-A copa do Catar foi marcada por protestos e manifestações, principalmente na primeira fase, a etapa dos grupos. Entre as pautas dos protestos estavam: o racismo, o respeito à comunidade LGBTQIA+, o direito e liberdade de mulheres e a iraniana Mahsa Amini que morreu após ser presa por não usar o hijab corretamente.
4-A diplomação do presidente eleito no dia 30 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu vice presidente, Geraldo Alckmin (PSB), foi realizada no dia 12 de dezembro.
São verdadeiras:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Agenor um rapaz bem apessoado, inteligente, comunicativo e desinibido, estava à procura de emprego e conseguiu se inscrever num programa de recrutamento e seleção de vagas para uma empresa na área de tecnologia. Após o término do programa de recrutamento e seleção, a empresa publicou uma lista com o resultado final dos aprovados e felizmente Agenor foi um dos contemplados com uma das vagas de emprego. Na lista continha a observação que a relação candidato/vaga era de 18 para 1, ou seja, 18 candidatos para cada vaga disponível na empresa. Curiosamente Agenor verificou que sua classificação final na lista de aprovados foi a vigésima primeira posição tanto olhando do primeiro para o último colocado quanto do último para o primeiro colocado.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Agenor um rapaz bem apessoado, inteligente, comunicativo e desinibido, estava à procura de emprego e conseguiu se inscrever num programa de recrutamento e seleção de vagas para uma empresa na área de tecnologia. Após o término do programa de recrutamento e seleção, a empresa publicou uma lista com o resultado final dos aprovados e felizmente Agenor foi um dos contemplados com uma das vagas de emprego. Na lista continha a observação que a relação candidato/vaga era de 18 para 1, ou seja, 18 candidatos para cada vaga disponível na empresa. Curiosamente Agenor verificou que sua classificação final na lista de aprovados foi a vigésima primeira posição tanto olhando do primeiro para o último colocado quanto do último para o primeiro colocado.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Agenor um rapaz bem apessoado, inteligente, comunicativo e desinibido, estava à procura de emprego e conseguiu se inscrever num programa de recrutamento e seleção de vagas para uma empresa na área de tecnologia. Após o término do programa de recrutamento e seleção, a empresa publicou uma lista com o resultado final dos aprovados e felizmente Agenor foi um dos contemplados com uma das vagas de emprego. Na lista continha a observação que a relação candidato/vaga era de 18 para 1, ou seja, 18 candidatos para cada vaga disponível na empresa. Curiosamente Agenor verificou que sua classificação final na lista de aprovados foi a vigésima primeira posição tanto olhando do primeiro para o último colocado quanto do último para o primeiro colocado.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
CALENDÁRIO GREGORIANO E O ANO BISSEXTO
O calendário gregoriano é o calendário solar para contagem dos anos, meses, semanas e dias e que tem como base as estações do ano. O calendário gregoriano foi criado na Europa em 1582, mais precisamente no dia 15 de outubro, por iniciativa do papa Gregório XIII. De acordo com o calendário gregoriano, o ano é constituído por 12 meses que podem ter entre 28 e 31 dias.
Um ano no calendário gregoriano pode ter 365 ou 366 dias, o ano com 366 dias é chamado neste caso de “ano bissexto”, pois o número 366 possui o algarismo “seis” duas vezes daí o uso do termo “bissexto”.
Normalmente o mês de fevereiro tem 28 dias, mas nos anos bissextos o mês de fevereiro possui 29 dias excepcionalmente.
Para verificar se um ano é bissexto ou não, utilizamos algumas regras bastante práticas:
⋅ Regra prática número 1: Se o ano não terminar em “00” e for divisível por 4, dizemos que ele é bissexto (um número é divisível por 4 quando a sua dezena é divisível por 4);
⋅ Regra prática número 2: Os anos terminados em “00” serão bissextos se a divisão deles por 400 for exata.
TEXTO PARA A QUESTÃO.
CALENDÁRIO GREGORIANO E O ANO BISSEXTO
O calendário gregoriano é o calendário solar para contagem dos anos, meses, semanas e dias e que tem como base as estações do ano. O calendário gregoriano foi criado na Europa em 1582, mais precisamente no dia 15 de outubro, por iniciativa do papa Gregório XIII. De acordo com o calendário gregoriano, o ano é constituído por 12 meses que podem ter entre 28 e 31 dias.
Um ano no calendário gregoriano pode ter 365 ou 366 dias, o ano com 366 dias é chamado neste caso de “ano bissexto”, pois o número 366 possui o algarismo “seis” duas vezes daí o uso do termo “bissexto”.
Normalmente o mês de fevereiro tem 28 dias, mas nos anos bissextos o mês de fevereiro possui 29 dias excepcionalmente.
Para verificar se um ano é bissexto ou não, utilizamos algumas regras bastante práticas:
⋅ Regra prática número 1: Se o ano não terminar em “00” e for divisível por 4, dizemos que ele é bissexto (um número é divisível por 4 quando a sua dezena é divisível por 4);
⋅ Regra prática número 2: Os anos terminados em “00” serão bissextos se a divisão deles por 400 for exata.
Observe as afirmativas a seguir:
A) O ano de 1998 foi bissexto.
B) O ano de 2020 foi bissexto.
C) O ano de 2028 não será bissexto.
D) O ano de 2100 será bissexto.
Considerando as afirmativas A, B, C e D é correto concluir que:
TEXTO PARA A QUESTÃO
INCENTIVO À QUALIFICAÇÃO DO SERVIDOR FEDERAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO EM EDUCAÇÃO (TAE)
O Incentivo à qualificação é um direito do servidor e é devido sempre que o mesmo possuir educação formal superior ao exigido para o cargo do qual é titular. Por exemplo, se o servidor possui exigência mínima de ensino médio para o exercício do cargo e conclui um curso superior, ele poderá obter um aumento no salário, dependendo do plano de carreira da instituição na qual desenvolve suas atividades. A formação em área de conhecimento com relação direta ao ambiente organizacional de atuação do servidor proporcionará o percentual máximo, enquanto formação com relação indireta, corresponderão ao percentual mínimo.
O benefício é pago em percentuais calculados sobre o padrão de vencimento recebido pelo servidor. Os percentuais são fixados em tabela, que podem variar de 5% a 75%.

TEXTO PARA A QUESTÃO
INCENTIVO À QUALIFICAÇÃO DO SERVIDOR FEDERAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO EM EDUCAÇÃO (TAE)
O Incentivo à qualificação é um direito do servidor e é devido sempre que o mesmo possuir educação formal superior ao exigido para o cargo do qual é titular. Por exemplo, se o servidor possui exigência mínima de ensino médio para o exercício do cargo e conclui um curso superior, ele poderá obter um aumento no salário, dependendo do plano de carreira da instituição na qual desenvolve suas atividades. A formação em área de conhecimento com relação direta ao ambiente organizacional de atuação do servidor proporcionará o percentual máximo, enquanto formação com relação indireta, corresponderão ao percentual mínimo.
O benefício é pago em percentuais calculados sobre o padrão de vencimento recebido pelo servidor. Os percentuais são fixados em tabela, que podem variar de 5% a 75%.

Texto para questão.
Por que nunca chegaremos à verdade?
Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre os outros. O olhar puro e transparente _______________(pressupor) uma essência e uma capacidade que eu acredito que não _____________( ser) portadores. Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas coisas e ______________(poder) ter, sobre mim, opiniões muito variadas e distintas.
Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro cegos se ________________(aproximar) de um elefante. O primeiro cego, que nunca tinha visto um elefante diz, ao apalpar seu abdômen, que ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas, e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada, ao apalpar o marfim. Todos os quatro _____________(ter) razão e todos eles deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas e espada: é algo ainda além disso.
Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como uma velha que pergunta ao espelho se _______________(haver) alguém mais bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.
Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar. Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido.
Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei. Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca ________________(captar), pois sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta - que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não sei ainda como é morrer.
Como diz Woody Allen: “Não tenho nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”
Há a ideia de que a morte é a dor, mas, na verdade, é o último grande aprendizado. Padre Vieira diz que a morte é o espaço entre duas portas de diamante e que eu não posso retroceder diante delas, só avançar. Logo, o medo é natural.
Todos falam de uma angústia em quem está morrendo, em uma vontade de estar acompanhado, mas, ninguém vai conosco. Mesmo que seja um avião caindo, mesmo que seja a pessoa que está do meu lado caindo, ela não vai comigo para o mesmo lugar. Eu não sei para onde ela vai e não sei para onde ninguém vai. O resultado é que este aprendizado é o mais doloroso, mas, é mais uma etapa de tornar o opaco translúcido.
Desejar a utopia como transparência, rejeitar como autismo ontológico a opacidade, e aceitar como realidade subjetiva o translúcido são, hoje, as minhas crenças aos 50 anos. É um pouco complexo traduzir assim, mas, é a ideia de que, sim, é possível ver.
Digo isso por que há pessoas que eu conheço que se veem mais do que outras. E há pessoas que têm uma ideia de si inteiramente equivocada, entendendo como equívoco uma ideia única da pessoa sobre si, não compartilhada por mais ninguém ao redor dela. Convivi a vida inteira com alunos, professores e colegas que têm de si uma ideia inteiramente diferente do que os outros pensam dessa pessoa, mas, isso não quer dizer que a pessoa esteja errada, porque ela sozinha pode estar correta e o mundo pode estar errado.
Volto à velha ideia do homem que, andando na contramão numa estrada, vê todos buzinando para ele e ouve no rádio que há um louco andando na contramão, e ele diz: um não, milhares de loucos andando na contramão. Provavelmente, este homem, além de sua falta de senso de direção, é uma pessoa autocentrada e feliz.
Leandro Karnal.
( ) O período “Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar.” é composto por coordenação e nele há uma oração coordenada sindética aditiva.
( ) No período “... a dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido.”, o termo destacado estabelece uma relação de coesão anafórica.
( ) No período “Mesmo que seja um avião caindo, mesmo que seja a pessoa que está do meu lado caindo, ela não vai comigo para o mesmo lugar.”, o conectivo em destaque pode ser substituído, sem alteração de sentido , pelo conectivo ainda que.
( ) O período “O resultado é que este aprendizado é o mais doloroso,” é composto por subordinação e nele há uma oração subordinada substantiva predicativa.
( ) No período “Digo isso por que há pessoas que eu conheço que se veem mais do que outras.”, o termo destacado deveria ter sido acentuado com circunflexo no primeiro “e”.
( ) No período “ E há pessoas que têm uma ideia de si inteiramente equivocada, entendendo como equívoco uma ideia única da pessoa sobre si, não compartilhada por mais ninguém ao redor dela., os termos destacados classificam-se morfologicamente e respectivamente como: pronome relativo, substantivo, adjetivo, substantivo, preposição, pronome oblíquo tônico, pronome indefinido .
A sequência correta de cima para baixo é:
Texto para questão.
Por que nunca chegaremos à verdade?
Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre os outros. O olhar puro e transparente _______________(pressupor) uma essência e uma capacidade que eu acredito que não _____________( ser) portadores. Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas coisas e ______________(poder) ter, sobre mim, opiniões muito variadas e distintas.
Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro cegos se ________________(aproximar) de um elefante. O primeiro cego, que nunca tinha visto um elefante diz, ao apalpar seu abdômen, que ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas, e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada, ao apalpar o marfim. Todos os quatro _____________(ter) razão e todos eles deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas e espada: é algo ainda além disso.
Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como uma velha que pergunta ao espelho se _______________(haver) alguém mais bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.
Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar. Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido.
Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei. Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca ________________(captar), pois sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta - que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não sei ainda como é morrer.
Como diz Woody Allen: “Não tenho nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”
Há a ideia de que a morte é a dor, mas, na verdade, é o último grande aprendizado. Padre Vieira diz que a morte é o espaço entre duas portas de diamante e que eu não posso retroceder diante delas, só avançar. Logo, o medo é natural.
Todos falam de uma angústia em quem está morrendo, em uma vontade de estar acompanhado, mas, ninguém vai conosco. Mesmo que seja um avião caindo, mesmo que seja a pessoa que está do meu lado caindo, ela não vai comigo para o mesmo lugar. Eu não sei para onde ela vai e não sei para onde ninguém vai. O resultado é que este aprendizado é o mais doloroso, mas, é mais uma etapa de tornar o opaco translúcido.
Desejar a utopia como transparência, rejeitar como autismo ontológico a opacidade, e aceitar como realidade subjetiva o translúcido são, hoje, as minhas crenças aos 50 anos. É um pouco complexo traduzir assim, mas, é a ideia de que, sim, é possível ver.
Digo isso por que há pessoas que eu conheço que se veem mais do que outras. E há pessoas que têm uma ideia de si inteiramente equivocada, entendendo como equívoco uma ideia única da pessoa sobre si, não compartilhada por mais ninguém ao redor dela. Convivi a vida inteira com alunos, professores e colegas que têm de si uma ideia inteiramente diferente do que os outros pensam dessa pessoa, mas, isso não quer dizer que a pessoa esteja errada, porque ela sozinha pode estar correta e o mundo pode estar errado.
Volto à velha ideia do homem que, andando na contramão numa estrada, vê todos buzinando para ele e ouve no rádio que há um louco andando na contramão, e ele diz: um não, milhares de loucos andando na contramão. Provavelmente, este homem, além de sua falta de senso de direção, é uma pessoa autocentrada e feliz.
Leandro Karnal.
Texto para questão.
Por que nunca chegaremos à verdade?
Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre os outros. O olhar puro e transparente _______________(pressupor) uma essência e uma capacidade que eu acredito que não _____________( ser) portadores. Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas coisas e ______________(poder) ter, sobre mim, opiniões muito variadas e distintas.
Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro cegos se ________________(aproximar) de um elefante. O primeiro cego, que nunca tinha visto um elefante diz, ao apalpar seu abdômen, que ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas, e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada, ao apalpar o marfim. Todos os quatro _____________(ter) razão e todos eles deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas e espada: é algo ainda além disso.
Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como uma velha que pergunta ao espelho se _______________(haver) alguém mais bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.
Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar. Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido.
Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei. Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca ________________(captar), pois sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta - que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não sei ainda como é morrer.
Como diz Woody Allen: “Não tenho nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”
Há a ideia de que a morte é a dor, mas, na verdade, é o último grande aprendizado. Padre Vieira diz que a morte é o espaço entre duas portas de diamante e que eu não posso retroceder diante delas, só avançar. Logo, o medo é natural.
Todos falam de uma angústia em quem está morrendo, em uma vontade de estar acompanhado, mas, ninguém vai conosco. Mesmo que seja um avião caindo, mesmo que seja a pessoa que está do meu lado caindo, ela não vai comigo para o mesmo lugar. Eu não sei para onde ela vai e não sei para onde ninguém vai. O resultado é que este aprendizado é o mais doloroso, mas, é mais uma etapa de tornar o opaco translúcido.
Desejar a utopia como transparência, rejeitar como autismo ontológico a opacidade, e aceitar como realidade subjetiva o translúcido são, hoje, as minhas crenças aos 50 anos. É um pouco complexo traduzir assim, mas, é a ideia de que, sim, é possível ver.
Digo isso por que há pessoas que eu conheço que se veem mais do que outras. E há pessoas que têm uma ideia de si inteiramente equivocada, entendendo como equívoco uma ideia única da pessoa sobre si, não compartilhada por mais ninguém ao redor dela. Convivi a vida inteira com alunos, professores e colegas que têm de si uma ideia inteiramente diferente do que os outros pensam dessa pessoa, mas, isso não quer dizer que a pessoa esteja errada, porque ela sozinha pode estar correta e o mundo pode estar errado.
Volto à velha ideia do homem que, andando na contramão numa estrada, vê todos buzinando para ele e ouve no rádio que há um louco andando na contramão, e ele diz: um não, milhares de loucos andando na contramão. Provavelmente, este homem, além de sua falta de senso de direção, é uma pessoa autocentrada e feliz.
Leandro Karnal.
Texto para questão.
Por que nunca chegaremos à verdade?
Eu não acredito na transparência do olhar sobre mim ou sobre os outros. O olhar puro e transparente _______________(pressupor) uma essência e uma capacidade que eu acredito que não _____________( ser) portadores. Eu não poderia olhar para mim, porque não tenho uma essência e nem sou permanentemente algo. Eu sou uma soma de muitas coisas e ______________(poder) ter, sobre mim, opiniões muito variadas e distintas.
Uma fábula indiana de que gosto muitíssimo narra que quatro cegos se ________________(aproximar) de um elefante. O primeiro cego, que nunca tinha visto um elefante diz, ao apalpar seu abdômen, que ele se parece com uma parede. Outro cego diz que ele se parece com uma corda, ao apalpar sua cauda. O terceiro diz que ele se parece com quatro colunas, ao apalpar suas pernas, e o último cego diz que o elefante se parece com uma espada, ao apalpar o marfim. Todos os quatro _____________(ter) razão e todos eles deram uma visão parcial do elefante. A verdade não é a soma dos quatro, porque o elefante não é uma parede, corda, colunas e espada: é algo ainda além disso.
Eu não acredito na transparência. Porém, não acredito também que estamos condenados ao olhar opaco. Ao defender que não existe o olhar opaco, quero dizer que não estamos condenados ao narciso permanente de nós mesmos num espelho, como uma velha que pergunta ao espelho se _______________(haver) alguém mais bela do que ela, e que só aceita uma resposta ou ameaça quebrar o espelho, caso a resposta não seja aquela.
Eu não acredito na transparência e nem na opacidade do olhar. Eu acredito que o exercício crítico, a filosofia, a psicanálise, a história, a antropologia, a sabedoria, a idade, a experiência, a dor – todas essas coisas podem tornar o meu olhar cada vez mais translúcido.
Cada vez mais eu olho para os outros, mas nunca os verei. Cada vez mais eu olho para mim, mas nunca ________________(captar), pois sempre me falta a experiência totalizadora, a última, a absoluta - que é morrer. Logo, nunca terei domínio de tudo, por que não sei ainda como é morrer.
Como diz Woody Allen: “Não tenho nada contra a morte. Só não gostaria de estar presente.”
Há a ideia de que a morte é a dor, mas, na verdade, é o último grande aprendizado. Padre Vieira diz que a morte é o espaço entre duas portas de diamante e que eu não posso retroceder diante delas, só avançar. Logo, o medo é natural.
Todos falam de uma angústia em quem está morrendo, em uma vontade de estar acompanhado, mas, ninguém vai conosco. Mesmo que seja um avião caindo, mesmo que seja a pessoa que está do meu lado caindo, ela não vai comigo para o mesmo lugar. Eu não sei para onde ela vai e não sei para onde ninguém vai. O resultado é que este aprendizado é o mais doloroso, mas, é mais uma etapa de tornar o opaco translúcido.
Desejar a utopia como transparência, rejeitar como autismo ontológico a opacidade, e aceitar como realidade subjetiva o translúcido são, hoje, as minhas crenças aos 50 anos. É um pouco complexo traduzir assim, mas, é a ideia de que, sim, é possível ver.
Digo isso por que há pessoas que eu conheço que se veem mais do que outras. E há pessoas que têm uma ideia de si inteiramente equivocada, entendendo como equívoco uma ideia única da pessoa sobre si, não compartilhada por mais ninguém ao redor dela. Convivi a vida inteira com alunos, professores e colegas que têm de si uma ideia inteiramente diferente do que os outros pensam dessa pessoa, mas, isso não quer dizer que a pessoa esteja errada, porque ela sozinha pode estar correta e o mundo pode estar errado.
Volto à velha ideia do homem que, andando na contramão numa estrada, vê todos buzinando para ele e ouve no rádio que há um louco andando na contramão, e ele diz: um não, milhares de loucos andando na contramão. Provavelmente, este homem, além de sua falta de senso de direção, é uma pessoa autocentrada e feliz.
Leandro Karnal.
Texto para a questão
Poema de Sete Faces
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu
coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode,
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.
Carlos Drummond de Andrade
Glossário:
Gauche: A palavra "gauche" vem da língua francesa e significa "esquerdo
Considere a estrofe a seguir:
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta
meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
1- Na estrofe acima, os termos “O bonde”, “meu Deus” e “meus olhos” funcionam sintaticamente como sujeito.
2- Na estrofe acima, há uma oração sindética adversativa.
3- O conectivo destacado na estrofe acima, pode ser substituído, sem alteração de sentido pelo conectivo a fim de que.
4- O predicado do primeiro verso da estrofe acima classifica-se sintaticamente em predicado verbal.
5- No verso “pernas brancas pretas amarelas”, os vocábulos destacados são classificados morfologicamente como adjetivos.
São verdadeiras: