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Q3677363 Literatura

Considere a situação a seguir. 



Em uma escola, na turma do 2º ano do Ensino Médio, o professor de língua portuguesa e literatura selecionou o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para trabalhar com a sua turma ao longo do bimestre. Para isso, o docente adotou os seguintes procedimentos:  



● dividiu a turma em 10 grupos, com 4 componentes;



● dividiu os capítulos da referida obra entre os grupos (nove grupos ficaram com 15 capítulos e um grupo com 13); 



● orientou que cada grupo produzisse, como tarefa para casa, resumos dos capítulos sorteados;



● solicitou que cada grupo produzisse uma linha do tempo do período histórico em que o romance foi escrito, destacando fatos políticos, datas importantes e características do realismo brasileiro;  



● realizou leitura breve de trechos da obra em sala de aula para treinar análise sintática e linguagem denotativa; e



● aplicou uma prova com questões objetivas sobre as características da escola literária, dos dados biográficos do escritor, dos fatos políticos e de sintaxe do período composto; 



Não foi possível promover a leitura integral da obra em sala de aula, nem a discussão interpretativa coletiva.



Considerando a discussão sobre letramento literário desenvolvida pelo pesquisador Rildo Cosson, na obra Letramento Literário: teoria e prática (2006), conclui-se que, ao promover a leitura de fragmentos da obra,  

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Q3677362 Literatura
O regionalismo, na literatura brasileira contemporânea, transcende tanto a descrição paisagística quanto a representação pitoresca local e traça uma teia narrativa de tradição oral, memória e identidades. Sendo assim, as obras que englobam essas características são: 
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Q3677361 Literatura
Conforme Antonio Candido (1989), o romance de Clarice Lispector desloca a estrutura narrativa tradicional para a exploração da linguagem como densidade subjetiva. Sobre a produção romanesca de Clarice Lispector, é correto afirmar que, em 
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Q3677360 Literatura
Paulo Bruscky é um artista contemporâneo associado ao movimento da arte postal. Essa expressão artística é conhecida como um dos desdobramentos das propostas formais do poema/processo. Esses e outros movimentos de vanguarda agitaram a produção artística e literária brasileira nos anos 60 e nos anos 70 do século passado. São características comuns ao poema/processo e à arte postal: 
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Q3677359 Literatura
Na produção poética de Carlos Drummond de Andrade, a obra 
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Q3677358 Literatura
Poesia urbana, poesia marginal, poesia de rua são expressões usadas para definir a poética de Miró da Muribeca. Na produção literária desse autor, predominam características como
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Q3677357 Literatura

Analise o poema reproduzido a seguir.




Rondó dos cavalinhos 


(Manuel Bandeira)


Os cavalinhos correndo,

E nós, cavalões, comendo...

Tua beleza, Esmeralda,

Acabou me enlouquecendo.  


Os cavalinhos correndo,

E nós, cavalões, comendo...

O sol tão claro lá fora,

E em minh’alma - anoitecendo! 


Os cavalinhos correndo,

E nós, cavalões, comendo...

Alfonso Reyes partindo,

E tanta gente ficando... 


Os cavalinhos correndo,

E nós, cavalões, comendo...

A Itália falando grosso,

A Europa se avacalhando... 


Os cavalinhos correndo,

E nós, cavalões, comendo...

O Brasil politicando,

Nossa! A poesia morrendo...

O sol tão claro lá fora,

O sol tão claro, Esmeralda,

E em minh’alma - anoitecendo! 



     BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Record, s. d. (Mestres da literatura brasileira e portuguesa). (p. 161-162).

O poema “Rondó dos cavalinhos” faz parte da obra Estrela da manhã, publicada por Manuel Bandeira, em 1936. Nesse poema, observa-se   
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Q3677356 Português
O poeta Paulo Leminski, habitualmente, é visualizado como um representante da tendência contemporânea da poesia marginal. No entanto, além de se filiar a essa estética, Leminski transitou por outros movimentos como a poesia concreta e o tropicalismo. Esse último movimento firmou uma forte relação do artista curitibano com a música popular brasileira. Em decorrência disso, Leminski compôs diversas canções que hoje fazem parte do repertório de artistas conhecidos da MPB. Na música, um dos principais parceiros de Leminski foi o compositor Moraes Moreira. Juntos, eles compuseram a canção Pernambuco “meu”, lançada no álbum de Moraes Moreira Coisa acesa, de 1982, e reproduzida a seguir. 



Pernambuco “meu” 

(Paulo Leminski)


Um frevo em ré
Pra deixar você fora de si
Não tem
Frevo de fé
Como lá, feito lá em Recife
Ninguém
Cidade velha e bonita
Assim já nem há
Já tá pra lá
Bem pra lá de maduro
O araçá
O que é que há meu bem
O que haverá não sei
Essa é a lei
Virá, virá 


Repouso em ré
Nessa pauta e por falta
De assunto escrevo 
Oh, minha Dora me adora
Dorinha, rainha do frevo
Um frevo em fá 
Bem falado pra ser
Chamuscado ao Sol
Não tenha dó 
Natural sustenido ou bemol
Não tenha dó de mim 
Vai ser pior assim
Não tenha dó de mim 
Vai ser pior assim
Não tenha dó
Vai ser pior
Pernambuco, eu te quero
Não me deixe maluco
Pernambuco, eu espero 
Que eu nunca fique caduco


     Disponível em: https://open.spotify.com/intlpt/track/6704THmXZvRbxVI8u3K1o1?si=c417125d8e0a430a. Acesso em: 20 ago. 2025.  

Na letra da canção Pernambuco “meu”, observa-se que  
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Q3677355 Literatura
Do ponto de vista estilístico, as produções literárias de Graciliano Ramos e de Guimarães Rosa são relacionadas, respectivamente, ao trabalho estético de
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Q3677354 Literatura
Em sua obra Formação da literatura brasileira: momentos decisivos (1959), Antonio Candido utiliza um método histórico/sociológico para compreender a relação entre obras, autores e público a fim de constituir a ideia de um sistema literário no Brasil. Considerando essa perspectiva, é correto afirmar: 
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Q3677353 Português

Considere o poema reproduzido a seguir.



DESCREVE O QUE ERA REALMENTE NAQUELLE TEMPO A CIDADE DA BAHIA DE MAIS ENREDADA POR MENOS CONFUSA. 



(Gregório de Matos) 



A cada canto um grande conselheiro,

Que nos quer governar a cabana, e vinha,

Não sabem governar sua cozinha,

E podem governar o mundo inteiro. 


Em cada porta um frequentado olheiro,

Que a vida do vizinho, e da vizinha

Pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha,

Para a levar à Praça, e ao Terreiro.  


Muitos Mulatos desavergonhados,

Trazidos pelos pés os homens nobres,

Posta nas palmas toda a picardia.  


Estupendas usuras nos mercados,

Todos, os que não furtam, muito pobres,

E eis aqui a cidade da Bahia. 



     MATOS, Gregório de. Crônica do viver baiano seiscentistaobra poética completa (volume 1). Organização: James Amado. 4. ed., 

Rio de Janeiro: Record, 1999. (p. 33). 

Nesse poema, entre os aspectos da sociedade baiana do século XVII satirizados por Gregório de Matos,  
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Q3677352 Literatura

Leia os poemas reproduzidos a seguir.



Canção do exílio


(Gonçalves Dias) 


Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá. 


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores. 


Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá. 


Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite –

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá. 


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu'inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá. 



DIAS, Gonçalves. Poesia. Coleção "Nossos Clássicos". São Paulo: Agir, 1969.






Canção do exílio


 (Murilo Mendes)


Minha terra tem macieiras da Califórnia

onde cantam gaturamos de Veneza.

Os poetas da minha terra

são pretos que vivem em torres de ametista,

os sargentos do exército são monistas, cubistas,

os filósofos são polacos vendendo a prestações.

A gente não pode dormir

com os oradores e os pernilongos.

Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda.

Eu morro sufocado

em terra estrangeira.

Nossas flores são mais bonitas

nossas frutas mais gostosas

mas custam cem mil réis a dúzia. 


Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade

e ouvir um sabiá com certidão de idade!



MENDES, Murilo. Poesia completa e prosa. org. por l. Stegagno Picchio. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. 

Em relação à discussão sobre nacionalismo literário,
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Q3677351 Português

Considere o excerto reproduzido a seguir.


É oportuno lembrar que[1], de todos os componentes dos currículos das escolas de ensino médio, foram os textos destinados ao ensino de língua portuguesa os que[2] mais sofreram com a onda novidadeira, introduzindo, além da doutrina discutível, figuras e desenhos coloridos tão extemporâneos e desajustados, que[3] aviltaram o tradicionalismo e insultaram a dignidade porque sempre se pautaram os textos escolares entre nós. A comparação entre um livro de ensino de língua portuguesa e outro para ensino de matemática, da história ou da geografia quase nos leva a retirar o primeiro da linha do que[4] se costuma chamar compêndio didático, para incluí-lo no rol dos antigos e coloridos Almanaques do Capivarol, esquecido produto farmacêutico. Muito lucrariam os alunos se esses produtos de uma pretendida revolução educacional guardassem a dignidade e a soma de boas informações que[5] caracterizaram o Almanaque Garnier, por exemplo. 



Em relação aos elementos coesivos numerados e em destaque, é correto afirmar: 

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Q3677350 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.  

A raposa e as uvas

Uma contrafábula


(Jô Soares)

    Passava certo dia uma raposa perto de uma videira. Apesar de normalmente nunca se alimentar de uvas, pois se trata de um animal carnívoro e não vegetariano, sua atenção foi chamada pela beleza dos cachos que reluziam ao sol. Fenômeno estranhíssimo, uma vez que, geralmente, toda fruta cultivada é revestida por uma fina camada protetora de inseticida e dificilmente pode refletir a luz solar com tal intensidade. 

    Sendo curiosa e matreira, como toda raposa matreira e curiosa, aproximou-se para melhor observar a videira. Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça, e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los, mas, sendo grande conhecedor de frutas, bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.

    — Estão verdes — disse a raposa, deixando estupefatos dois coelhos que estavam ali perto e que nunca tinham visto uma raposa falar. Seu comentário foi ainda mais espantoso, uma vez que as uvas não eram do tipo moscatel e sim pequenininhas e pretas, podendo facilmente ser confundidas, à primeira vista, com jabuticabas. Note-se por este pequeno detalhe o profundo conhecimento que a raposa tinha de uvas, ao afirmar com convicção que apesar de pretas, elas eram verdes. Dito isto, afastou-se daquele local. 

    Horas depois, passa em frente à mesma videira outra Canis vulpes (nome mais sofisticado do mesmo bicho), mais alta do que a primeira. Sua cabeça alcança os cachos e ela os devora avidamente. No dia seguinte ao frutífero festim, o pobre bicho acorda com lancinantes dores estomacais. Seu veterinário, chamado imediatamente, diagnostica uma intoxicação provocada por farta ingestão de uvas verdes. 

    MORAL: Nem todas as raposas são despeitadas.


SOARES. Jô. O astronauta sem regime. São Paulo: Círculo do Livro, 2013. 
Em relação ao título do texto, é correto afirmar: 
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Q3677349 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.  

A raposa e as uvas

Uma contrafábula


(Jô Soares)

    Passava certo dia uma raposa perto de uma videira. Apesar de normalmente nunca se alimentar de uvas, pois se trata de um animal carnívoro e não vegetariano, sua atenção foi chamada pela beleza dos cachos que reluziam ao sol. Fenômeno estranhíssimo, uma vez que, geralmente, toda fruta cultivada é revestida por uma fina camada protetora de inseticida e dificilmente pode refletir a luz solar com tal intensidade. 

    Sendo curiosa e matreira, como toda raposa matreira e curiosa, aproximou-se para melhor observar a videira. Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça, e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los, mas, sendo grande conhecedor de frutas, bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.

    — Estão verdes — disse a raposa, deixando estupefatos dois coelhos que estavam ali perto e que nunca tinham visto uma raposa falar. Seu comentário foi ainda mais espantoso, uma vez que as uvas não eram do tipo moscatel e sim pequenininhas e pretas, podendo facilmente ser confundidas, à primeira vista, com jabuticabas. Note-se por este pequeno detalhe o profundo conhecimento que a raposa tinha de uvas, ao afirmar com convicção que apesar de pretas, elas eram verdes. Dito isto, afastou-se daquele local. 

    Horas depois, passa em frente à mesma videira outra Canis vulpes (nome mais sofisticado do mesmo bicho), mais alta do que a primeira. Sua cabeça alcança os cachos e ela os devora avidamente. No dia seguinte ao frutífero festim, o pobre bicho acorda com lancinantes dores estomacais. Seu veterinário, chamado imediatamente, diagnostica uma intoxicação provocada por farta ingestão de uvas verdes. 

    MORAL: Nem todas as raposas são despeitadas.


SOARES. Jô. O astronauta sem regime. São Paulo: Círculo do Livro, 2013. 

Considere o excerto reproduzido a seguir.


Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça,[1º] e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los,[2º] mas,[3º] sendo grande conhecedor de frutas,[4º] bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.  


Em relação às vírgulas presentes no período, é correto afirmar: 

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Q3677348 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.  

A raposa e as uvas

Uma contrafábula


(Jô Soares)

    Passava certo dia uma raposa perto de uma videira. Apesar de normalmente nunca se alimentar de uvas, pois se trata de um animal carnívoro e não vegetariano, sua atenção foi chamada pela beleza dos cachos que reluziam ao sol. Fenômeno estranhíssimo, uma vez que, geralmente, toda fruta cultivada é revestida por uma fina camada protetora de inseticida e dificilmente pode refletir a luz solar com tal intensidade. 

    Sendo curiosa e matreira, como toda raposa matreira e curiosa, aproximou-se para melhor observar a videira. Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça, e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los, mas, sendo grande conhecedor de frutas, bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.

    — Estão verdes — disse a raposa, deixando estupefatos dois coelhos que estavam ali perto e que nunca tinham visto uma raposa falar. Seu comentário foi ainda mais espantoso, uma vez que as uvas não eram do tipo moscatel e sim pequenininhas e pretas, podendo facilmente ser confundidas, à primeira vista, com jabuticabas. Note-se por este pequeno detalhe o profundo conhecimento que a raposa tinha de uvas, ao afirmar com convicção que apesar de pretas, elas eram verdes. Dito isto, afastou-se daquele local. 

    Horas depois, passa em frente à mesma videira outra Canis vulpes (nome mais sofisticado do mesmo bicho), mais alta do que a primeira. Sua cabeça alcança os cachos e ela os devora avidamente. No dia seguinte ao frutífero festim, o pobre bicho acorda com lancinantes dores estomacais. Seu veterinário, chamado imediatamente, diagnostica uma intoxicação provocada por farta ingestão de uvas verdes. 

    MORAL: Nem todas as raposas são despeitadas.


SOARES. Jô. O astronauta sem regime. São Paulo: Círculo do Livro, 2013. 
Em se mudando o tempo verbal do último parágrafo para o 
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Q3677347 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.  

A raposa e as uvas

Uma contrafábula


(Jô Soares)

    Passava certo dia uma raposa perto de uma videira. Apesar de normalmente nunca se alimentar de uvas, pois se trata de um animal carnívoro e não vegetariano, sua atenção foi chamada pela beleza dos cachos que reluziam ao sol. Fenômeno estranhíssimo, uma vez que, geralmente, toda fruta cultivada é revestida por uma fina camada protetora de inseticida e dificilmente pode refletir a luz solar com tal intensidade. 

    Sendo curiosa e matreira, como toda raposa matreira e curiosa, aproximou-se para melhor observar a videira. Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça, e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los, mas, sendo grande conhecedor de frutas, bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.

    — Estão verdes — disse a raposa, deixando estupefatos dois coelhos que estavam ali perto e que nunca tinham visto uma raposa falar. Seu comentário foi ainda mais espantoso, uma vez que as uvas não eram do tipo moscatel e sim pequenininhas e pretas, podendo facilmente ser confundidas, à primeira vista, com jabuticabas. Note-se por este pequeno detalhe o profundo conhecimento que a raposa tinha de uvas, ao afirmar com convicção que apesar de pretas, elas eram verdes. Dito isto, afastou-se daquele local. 

    Horas depois, passa em frente à mesma videira outra Canis vulpes (nome mais sofisticado do mesmo bicho), mais alta do que a primeira. Sua cabeça alcança os cachos e ela os devora avidamente. No dia seguinte ao frutífero festim, o pobre bicho acorda com lancinantes dores estomacais. Seu veterinário, chamado imediatamente, diagnostica uma intoxicação provocada por farta ingestão de uvas verdes. 

    MORAL: Nem todas as raposas são despeitadas.


SOARES. Jô. O astronauta sem regime. São Paulo: Círculo do Livro, 2013. 
Para o leitor depreender a crítica do texto de Jô Soares, é condição imprescindível 
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Q3677346 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.  

A raposa e as uvas

Uma contrafábula


(Jô Soares)

    Passava certo dia uma raposa perto de uma videira. Apesar de normalmente nunca se alimentar de uvas, pois se trata de um animal carnívoro e não vegetariano, sua atenção foi chamada pela beleza dos cachos que reluziam ao sol. Fenômeno estranhíssimo, uma vez que, geralmente, toda fruta cultivada é revestida por uma fina camada protetora de inseticida e dificilmente pode refletir a luz solar com tal intensidade. 

    Sendo curiosa e matreira, como toda raposa matreira e curiosa, aproximou-se para melhor observar a videira. Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça, e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los, mas, sendo grande conhecedor de frutas, bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.

    — Estão verdes — disse a raposa, deixando estupefatos dois coelhos que estavam ali perto e que nunca tinham visto uma raposa falar. Seu comentário foi ainda mais espantoso, uma vez que as uvas não eram do tipo moscatel e sim pequenininhas e pretas, podendo facilmente ser confundidas, à primeira vista, com jabuticabas. Note-se por este pequeno detalhe o profundo conhecimento que a raposa tinha de uvas, ao afirmar com convicção que apesar de pretas, elas eram verdes. Dito isto, afastou-se daquele local. 

    Horas depois, passa em frente à mesma videira outra Canis vulpes (nome mais sofisticado do mesmo bicho), mais alta do que a primeira. Sua cabeça alcança os cachos e ela os devora avidamente. No dia seguinte ao frutífero festim, o pobre bicho acorda com lancinantes dores estomacais. Seu veterinário, chamado imediatamente, diagnostica uma intoxicação provocada por farta ingestão de uvas verdes. 

    MORAL: Nem todas as raposas são despeitadas.


SOARES. Jô. O astronauta sem regime. São Paulo: Círculo do Livro, 2013. 
Considerando as sequências textuais presentes no texto,
Alternativas
Q3677345 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.  

A raposa e as uvas

Uma contrafábula


(Jô Soares)

    Passava certo dia uma raposa perto de uma videira. Apesar de normalmente nunca se alimentar de uvas, pois se trata de um animal carnívoro e não vegetariano, sua atenção foi chamada pela beleza dos cachos que reluziam ao sol. Fenômeno estranhíssimo, uma vez que, geralmente, toda fruta cultivada é revestida por uma fina camada protetora de inseticida e dificilmente pode refletir a luz solar com tal intensidade. 

    Sendo curiosa e matreira, como toda raposa matreira e curiosa, aproximou-se para melhor observar a videira. Os cachos estavam colocados muito acima de sua cabeça, e o animal (sem insulto) não teve oportunidade de prová-los, mas, sendo grande conhecedor de frutas, bastou-lhe um olhar para perceber que as uvas não estavam maduras.

    — Estão verdes — disse a raposa, deixando estupefatos dois coelhos que estavam ali perto e que nunca tinham visto uma raposa falar. Seu comentário foi ainda mais espantoso, uma vez que as uvas não eram do tipo moscatel e sim pequenininhas e pretas, podendo facilmente ser confundidas, à primeira vista, com jabuticabas. Note-se por este pequeno detalhe o profundo conhecimento que a raposa tinha de uvas, ao afirmar com convicção que apesar de pretas, elas eram verdes. Dito isto, afastou-se daquele local. 

    Horas depois, passa em frente à mesma videira outra Canis vulpes (nome mais sofisticado do mesmo bicho), mais alta do que a primeira. Sua cabeça alcança os cachos e ela os devora avidamente. No dia seguinte ao frutífero festim, o pobre bicho acorda com lancinantes dores estomacais. Seu veterinário, chamado imediatamente, diagnostica uma intoxicação provocada por farta ingestão de uvas verdes. 

    MORAL: Nem todas as raposas são despeitadas.


SOARES. Jô. O astronauta sem regime. São Paulo: Círculo do Livro, 2013. 
O referente textual “raposa” é objeto discursivo ao longo do texto. Quanto às anáforas que estabelecem a relação coesiva, 
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Q3677344 Português
 A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir.

A raposa e as uvas

(Reginaldo Rossi)


Lembro com muita saudade daquele bailinho
quando a gente dançava bem agarradinho
Onde a gente ia mesmo é pra se abraçar
você com laquê no cabelo e um vestido rodado
E aquelas anáguas com tantos babados
e você se sentava só pra me mostrar 


E tudo o que a gente transava
eram três quatro cubas 
Eu era a raposa e você era as uvas
eu sempre querendo teu beijo roubar 
e por mais que você se esquivasse
Eu tinha certeza que no fim do baile
na minha lambreta aquele broto bonito
ia me abraçar


Quando a orquestra tocava "Besame mucho"
eu lhe apertava e olhava seu busto
Dentro do corpete querendo pular
Eu todo cheiroso a ''Lancaster" e você a "Chanel" 
Eu era menino mas fazia o papel
do homem terrível só pra lhe guardar


E tudo o que a gente transava
eram três quatro cubas 
Eu era a raposa e você era as uvas
eu sempre querendo teu beijo roubar
e por mais que você se esquivasse
Eu tinha certeza que no fim do baile  
na minha lambreta
Contente pra casa eu ia te levar 


E ao chegar em tua casa em frente ao portão
um beijo um abraço minha mão tua mão 
com medo que o velho pudesse acordar
A pílula já existia mas nem se falava
nos muitos conselhos que tua mãe te dava
Tinha um que dizia: "só depois de casar"


E tudo o que a gente transava
eram três quatro cubas 
Eu era a raposa e você era as uvas
eu sempre querendo teu beijo roubar
e por mais que você se esquivasse
Eu tinha certeza que no fim do baile
na minha lambreta aquele corpo bonito ia me abraçar


Disponível em: https://www.vagalume.com.br/reginaldo-rossi/a-raposa-e-as-uvas.html. Acesso em: 22 ago. 2025. 
Considerando o plano da expressão, o uso majoritário de verbos flexionados no 
Alternativas
Respostas
1361: C
1362: C
1363: E
1364: A
1365: E
1366: C
1367: E
1368: A
1369: D
1370: D
1371: A
1372: D
1373: D
1374: D
1375: B
1376: A
1377: E
1378: A
1379: B
1380: B