Questões de Concurso
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1. Adição de HCl diluído: formou-se precipitado branco parcialmente solúvel em água quente.
2. Filtrado acidificado + H₂S (meio ácido): formou-se precipitado amarelo.
3. Novo filtrado + NH₄Cl/NH₄OH: não houve precipitado. Em seguida, com a solução amoniacal, borbulhou-se H₂S e formou-se precipitado preto.
De acordo com o exposto, são identificados, respectivamente, em (1), (2) e (3),
Considerando o princípio da GC e os fatores que influenciam a separação cromatográfica, para melhorar o resultado obtido ampliando a separação entre os picos, o analista deve considerar
O dióxido de enxofre (SO2) e seus sais são adicionados à vinificação desde o século XVII. O SO2 e seus sais de sulfito continuam sendo um aditivo essencial na vinificação, visto que não há nenhum outro aditivo com as mesmas propriedades duplas de antioxidante e preservação. Em quantidades superiores a 10 mg/L, ele continua sendo um produto potencialmente tóxico e causador de reações adversas para consumidores e vinicultores, devendo, portanto, ser manuseado com cuidado. Além disso, os sulfitos também são usados como agentes biocidas na desinfecção de barris.
(Adaptado de OIV – International Organisation of Vine and Wine, 2021)
Em uma análise laboratorial, 50,0 mL de vinho foram tratados para liberar todo o SO₂, que foi em seguida absorvido em excesso de solução padrão e posteriormente titulado com NaOH 0,0100 mol·L⁻¹. O volume de base consumido até o ponto de viragem da fenolftaleína foi de 12,5 mL. Considerando as equações simplificadas:
e sabendo que a massa molar de SO₂ = 64 g/mol, a concentração de SO₂ na amostra de vinho em mg/L é de
A qualidade da água de consumo humano é constantemente monitorada, e a determinação do teor de cloreto é uma etapa fundamental desse controle. Além do método de Mohr, outra estratégia clássica é o método de Volhard, no qual se adiciona excesso conhecido de solução padrão de nitrato de prata (AgNO₃) à amostra contendo íons cloreto. Após a formação completa do precipitado de cloreto de prata (AgCl), o excesso de prata em solução é titulado com solução padrão de tiocianato de potássio (KSCN), utilizando íons férricos (Fe³⁺) como indicador.
(Adaptado de VOGEL, Arthur I. Análise Química Quantitativa. Rio de Janeiro: LTC, 2020.)
Uma amostra de 25,0 mL de água de rio foi analisada pelo método de Volhard. Inicialmente, adicionou-se 30,0 mL de solução de AgNO₃ 0,0200 mol·L⁻¹ e após a precipitação de todo o Cl⁻ como AgCl, o excesso de Ag⁺ foi titulado com 8,0 mL de solução de KSCN 0,0150 mol·L⁻¹.
e as massas molares aproximadas: Ag = 108 g/mol, Cl = 35,5 g/mol, C = 12 g/mol, S = 32 g/mol e N = 14g/mol. A concentração de cloreto em mg·L⁻¹ na amostra é
Considerando as reações:
A discrepância entre o ambiente simulado e o ambiente real, pode ser explicada pelo fato de que,
A Espectrometria de Absorção Atômica (AAS) é uma técnica instrumental amplamente utilizada para determinar metais em baixas concentrações em amostras ambientais, alimentícias e biológicas. O princípio básico consiste em atomizar os elementos presentes na amostra — geralmente em uma chama ou em um forno de grafite — e medir a absorção de radiação emitida por uma lâmpada específica para o elemento de interesse. Como cada átomo possui níveis de energia eletrônica bem definidos, a absorção de luz em determinado comprimento de onda é característica de cada elemento químico, permitindo tanto a identificação quanto a quantificação.
(Adaptado de HARRIS,Daniel C. Análise Química Quantitativa. Rio de Janeiro: LTC, 2020)
A técnica de Absorção Atômica é frequentemente aplicada em análises de metais pesados em alimentos e águas. Sobre o princípio de funcionamento da Espectrometria de Absorção Atômica, é correto afirmarmos que,
Ag⁺(aq) + Cl⁻(aq) → AgCl(s)
Após filtração, lavagem, secagem e pesagem, obteve-se 0,286 g de AgCl. Considerando as massa molares aproximadas: Ag = 108 g/mol; Cl = 35,5 g/mol; a massa de cloreto (Cl-) presente na amostra original é de
A contaminação por mercúrio em rios da Amazônia, decorrente do garimpo ilegal, é uma ameaça crescente à biodiversidade e à saúde das populações ribeirinhas. Uma das formas de identificar a presença desse metal em amostras ambientais é recorrer a métodos analíticos clássicos de análise sistemática de cátions, empregados historicamente em laboratórios para caracterização de íons metálicos em solução.
(Adaptado de reportagem – Agência Brasil, 2024)
Na análise sistemática de cátions, os íons metálicos são separados em grupos, de acordo com a formação de precipitados característicos, frente a reagentes específicos. O íon Hg²⁺ (mercúrio II) pertence ao primeiro grupo de cátions.
Considere uma amostra de água coletada em área de garimpo ilegal, suspeita de contaminação por mercúrio. Para caracterizar a presença de Hg²⁺, utilizando a análise sistemática, deve-se adicionar à amostra uma solução de
O cromo (VI), frequentemente presente em resíduos industriais, é altamente tóxico, mutagênico e carcinogênico, representando risco grave para o meio ambiente e para a saúde humana quando descartado de forma inadequada. Em contrapartida, o cromo (III) apresenta muito menor toxicidade e até funções biológicas em pequenas concentrações. Assim, processos de tratamento de efluentes buscam reduzir compostos de Cr(VI) a Cr(III), tornando-os menos nocivos antes do descarte. Um exemplo desse processo envolve a reação do dicromato de potássio (K₂Cr₂O₇) em meio ácido com ácido clorídrico, gerando sais de Cr(III), cloro gasoso e água.
(Adaptado de reportagem ambiental – Revista Pesquisa FAPESP, 2024)
A reação de redução do cromo (VI) para cromo (III), em meio ácido, pode ser representada pela seguinte equação não balanceada:
K₂Cr₂O₇ + HCl → KCl + CrCl₃ + Cl₂ + H₂O
O balanceamento dessa reação por oxirredução é fundamental para entender a proporção estequiométrica dos reagentes e produtos no tratamento de resíduos. O número total de moléculas de HCl consumidas para cada molécula de K₂Cr₂O₇ é
“O branqueamento massivo de corais que vem ocorrendo há dois anos continua a bater recordes, com quase 84% dos recifes do mundo danificados, uma enorme ameaça para esses ecossistemas vitais para a vida marinha e para centenas de milhões de pessoas. Os corais são muito vulneráveis ao aumento das temperaturas da água. E desde 2023, as temperaturas dos oceanos se mantêm em níveis sem precedentes, devido ao aquecimento global. Como consequência deste superaquecimento e da acidificação dos mares provocada pelas emissões de gases de efeito estufa da humanidade, há dois anos ocorre um episódio de branqueamento global, o quarto desde 1998, que se estende pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.”
(Folha de São Paulo, 23/04/2025)
A acidificação dos oceanos, mencionada no texto, ocorre porque parte do dióxido de carbono (CO₂) atmosférico se dissolve na água, formando ácido carbônico (H₂CO₃). Esse ácido, ao se dissociar, libera íons H⁺ que reagem com o carbonato de cálcio (CaCO₃) presente nos esqueletos dos corais, como mostrado nas equações a seguir.
Esse processo químico afeta diretamente a sobrevivência dos corais porque
98,0 - 97,5 - 97,8 - 120,0 - 97,6
Com base nos conceitos de erros e tratamento estatístico de dados em análise química, o técnico deve considerar
(Dados: massa específica do ar = 0,0012 g/mL; massa específica dos pesos da balança = 8,0 g/mL e massa específica da glicose = 1,56 g/mL)
(Dados: 1 lb = 0,4536 kg e 1 kcal = 4,184 kJ)