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Q1680074 Português
Somos solidários?

Juremir Machado da Silva

   Um cachorrinho entrou na ambulância para acompanhar o dono. Um desempregado enfrentou um pitbull para salvar uma criança. Pessoas servem refeições sob os viadutos para moradores em situações de rua. Uma mulher faz protesto solitário contra os bilhões destinados ao fundo eleitoral que alimentará campanhas políticas cheias de truques publicitários. Como é a vida nestes tempos trepidantes e tecnológicos?
    Estávamos em Santa Catarina numa linda pequena praia numa zona de proteção ambiental. Ao final da tarde, conseguimos, contra todas as expectativas, um Uber para ir a uma praia vizinha com uma faixa de areia maior para caminhar. O motorista não podia nos esperar para o retorno. Tentamos obter um carro de aplicativo até que os celulares começaram a sinalizar que ficariam sem bateria. Era um bairro fashion de imensas casas, carros poderosos e muita gente nas ruas, mas nada de bares, salvo uma padaria. A estrada de volta para a nossa praia, cheia de curvas, não tinha acostamento. Era um convite para um acidente.
   Táxis não havia. A noite caía no último dia do ano. Parou uma camionete. Fui conversar com o motorista. Ele disse que estávamos na mesma pousada, a uns 15 minutos de carro dali, mas que não podia nos levar por ter pressa de chegar a uma festa, a uns 15 minutos na direção contrária, onde passaria a noite. Tratei de mostrar-lhe que entendia perfeitamente a situação. A pousada não tinha carro disponível que soubéssemos. Ainda assim, se nada rolasse, ligaríamos para pedir resgate. Tão perto e tão longe. Meu celular se apagou. O da Cláudia ainda resistia. Surgiu, então, a esposa do homem da camionete. Ela saía da padaria com as últimas encomendas para a festa. Ficou constrangida com a nossa situação. Quando já se preparavam para sair, ela nos acenou com um papel: o telefone de um senhor que fazia corridas na região.
    Ligamos. O homem que atendeu nos prometeu aparecer em 40 minutos. Será que viria? Enquanto esperávamos, sentados na calçada, víamos gente passar. Ninguém parecia nos notar. Comecei a me sentir profundamente infeliz. Refletia: eu teria levado aquele homem à pousada se fosse eu a estar de carro e ele a procurar uma saída para a bobagem em que se metera? É fácil acusar o egoísmo alheio quando se está em apuros. Faltando dez minutos, usamos o último restinho de bateria para conferir com Seu Antônio se, de fato, ele viria. Confirmou. No máximo em 20 minutos. Passaria por nós, acenaria, seguiria na direção oposta com passageiros e voltaria para nos pegar. Assim aconteceu. Precisamente.
    O nosso problema era tão pequeno. Mesmo assim, desagradável. Como teríamos resolvido se o desconhecido Seu Antônio, fazendo corridas havia apenas 15 dias, não fosse um homem de palavra, que queria, além de tudo, apenas 20 reais pela viagem? Aprendi algumas pequenas coisas: não confiar cegamente na sorte e em aplicativos, ter fé nos homens simples, negociar melhor a volta quando a ida já é duvidosa. Uma coisa ainda não resolvi: eu teria voltado para deixar o outro na pousada?

Disponível em:
<https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/somos-solid%C3%A1rios-1.392893> . Acesso em: 25 jan. 2020. 
Sobre os aspectos linguísticos da frase “Táxis não havia”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1680073 Português
Somos solidários?

Juremir Machado da Silva

   Um cachorrinho entrou na ambulância para acompanhar o dono. Um desempregado enfrentou um pitbull para salvar uma criança. Pessoas servem refeições sob os viadutos para moradores em situações de rua. Uma mulher faz protesto solitário contra os bilhões destinados ao fundo eleitoral que alimentará campanhas políticas cheias de truques publicitários. Como é a vida nestes tempos trepidantes e tecnológicos?
    Estávamos em Santa Catarina numa linda pequena praia numa zona de proteção ambiental. Ao final da tarde, conseguimos, contra todas as expectativas, um Uber para ir a uma praia vizinha com uma faixa de areia maior para caminhar. O motorista não podia nos esperar para o retorno. Tentamos obter um carro de aplicativo até que os celulares começaram a sinalizar que ficariam sem bateria. Era um bairro fashion de imensas casas, carros poderosos e muita gente nas ruas, mas nada de bares, salvo uma padaria. A estrada de volta para a nossa praia, cheia de curvas, não tinha acostamento. Era um convite para um acidente.
   Táxis não havia. A noite caía no último dia do ano. Parou uma camionete. Fui conversar com o motorista. Ele disse que estávamos na mesma pousada, a uns 15 minutos de carro dali, mas que não podia nos levar por ter pressa de chegar a uma festa, a uns 15 minutos na direção contrária, onde passaria a noite. Tratei de mostrar-lhe que entendia perfeitamente a situação. A pousada não tinha carro disponível que soubéssemos. Ainda assim, se nada rolasse, ligaríamos para pedir resgate. Tão perto e tão longe. Meu celular se apagou. O da Cláudia ainda resistia. Surgiu, então, a esposa do homem da camionete. Ela saía da padaria com as últimas encomendas para a festa. Ficou constrangida com a nossa situação. Quando já se preparavam para sair, ela nos acenou com um papel: o telefone de um senhor que fazia corridas na região.
    Ligamos. O homem que atendeu nos prometeu aparecer em 40 minutos. Será que viria? Enquanto esperávamos, sentados na calçada, víamos gente passar. Ninguém parecia nos notar. Comecei a me sentir profundamente infeliz. Refletia: eu teria levado aquele homem à pousada se fosse eu a estar de carro e ele a procurar uma saída para a bobagem em que se metera? É fácil acusar o egoísmo alheio quando se está em apuros. Faltando dez minutos, usamos o último restinho de bateria para conferir com Seu Antônio se, de fato, ele viria. Confirmou. No máximo em 20 minutos. Passaria por nós, acenaria, seguiria na direção oposta com passageiros e voltaria para nos pegar. Assim aconteceu. Precisamente.
    O nosso problema era tão pequeno. Mesmo assim, desagradável. Como teríamos resolvido se o desconhecido Seu Antônio, fazendo corridas havia apenas 15 dias, não fosse um homem de palavra, que queria, além de tudo, apenas 20 reais pela viagem? Aprendi algumas pequenas coisas: não confiar cegamente na sorte e em aplicativos, ter fé nos homens simples, negociar melhor a volta quando a ida já é duvidosa. Uma coisa ainda não resolvi: eu teria voltado para deixar o outro na pousada?

Disponível em:
<https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/somos-solid%C3%A1rios-1.392893> . Acesso em: 25 jan. 2020. 
De acordo com o conteúdo, a linguagem e a estrutura do texto apresentado, é correto afirmar que se trata de
Alternativas
Q1680072 Português
Somos solidários?

Juremir Machado da Silva

   Um cachorrinho entrou na ambulância para acompanhar o dono. Um desempregado enfrentou um pitbull para salvar uma criança. Pessoas servem refeições sob os viadutos para moradores em situações de rua. Uma mulher faz protesto solitário contra os bilhões destinados ao fundo eleitoral que alimentará campanhas políticas cheias de truques publicitários. Como é a vida nestes tempos trepidantes e tecnológicos?
    Estávamos em Santa Catarina numa linda pequena praia numa zona de proteção ambiental. Ao final da tarde, conseguimos, contra todas as expectativas, um Uber para ir a uma praia vizinha com uma faixa de areia maior para caminhar. O motorista não podia nos esperar para o retorno. Tentamos obter um carro de aplicativo até que os celulares começaram a sinalizar que ficariam sem bateria. Era um bairro fashion de imensas casas, carros poderosos e muita gente nas ruas, mas nada de bares, salvo uma padaria. A estrada de volta para a nossa praia, cheia de curvas, não tinha acostamento. Era um convite para um acidente.
   Táxis não havia. A noite caía no último dia do ano. Parou uma camionete. Fui conversar com o motorista. Ele disse que estávamos na mesma pousada, a uns 15 minutos de carro dali, mas que não podia nos levar por ter pressa de chegar a uma festa, a uns 15 minutos na direção contrária, onde passaria a noite. Tratei de mostrar-lhe que entendia perfeitamente a situação. A pousada não tinha carro disponível que soubéssemos. Ainda assim, se nada rolasse, ligaríamos para pedir resgate. Tão perto e tão longe. Meu celular se apagou. O da Cláudia ainda resistia. Surgiu, então, a esposa do homem da camionete. Ela saía da padaria com as últimas encomendas para a festa. Ficou constrangida com a nossa situação. Quando já se preparavam para sair, ela nos acenou com um papel: o telefone de um senhor que fazia corridas na região.
    Ligamos. O homem que atendeu nos prometeu aparecer em 40 minutos. Será que viria? Enquanto esperávamos, sentados na calçada, víamos gente passar. Ninguém parecia nos notar. Comecei a me sentir profundamente infeliz. Refletia: eu teria levado aquele homem à pousada se fosse eu a estar de carro e ele a procurar uma saída para a bobagem em que se metera? É fácil acusar o egoísmo alheio quando se está em apuros. Faltando dez minutos, usamos o último restinho de bateria para conferir com Seu Antônio se, de fato, ele viria. Confirmou. No máximo em 20 minutos. Passaria por nós, acenaria, seguiria na direção oposta com passageiros e voltaria para nos pegar. Assim aconteceu. Precisamente.
    O nosso problema era tão pequeno. Mesmo assim, desagradável. Como teríamos resolvido se o desconhecido Seu Antônio, fazendo corridas havia apenas 15 dias, não fosse um homem de palavra, que queria, além de tudo, apenas 20 reais pela viagem? Aprendi algumas pequenas coisas: não confiar cegamente na sorte e em aplicativos, ter fé nos homens simples, negociar melhor a volta quando a ida já é duvidosa. Uma coisa ainda não resolvi: eu teria voltado para deixar o outro na pousada?

Disponível em:
<https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/somos-solid%C3%A1rios-1.392893> . Acesso em: 25 jan. 2020. 
De acordo com o texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q1622529 Banco de Dados
Com o objetivo de corrigir erros e efetuar melhorias, um engenheiro de dados foi contratado para analisar determinados comandos SQL presentes no sistema de uma empresa. Ao analisar corretamente a seguinte consulta SQL, o engenheiro concluirá que
Empregado id_empregado nome id_departamento salario

SELECT '1', id_departamento, id_empregado, salario FROM empregado WHERE id_departamento='3' UNION SELECT '2', 'TOTAL ', 'SALARIO', SUM(salario) FROM empregado WHERE id_departamento='3' ORDER BY 1,2,3
Alternativas
Q1622528 Banco de Dados
Um engenheiro de dados efetuou três operações em um banco de dados relacional utilizando comandos dos tipos DDL, DML, DCL, nessa ordem. Dessa forma, é possível concluir que ele usou os respectivos comandos:
Alternativas
Q1622527 Banco de Dados
Assim como o Hadoop foi desenvolvido para possibilitar o processamento em lote de grande volume de dados, também surgiram tecnologias com suporte ao processamento em tempo real de Big Data, como o
Alternativas
Q1622526 Banco de Dados
O HDFS é o sistema de arquivos do Hadoop. Ele possui uma arquitetura mestre-escravo na qual um servidor é responsável por fazer todo o gerenciamento de metadados do sistema. Dentro da arquitetura do Hadoop, como se denomina esse servidor?
Alternativas
Q1622525 Engenharia de Software
O Docker possibilita que uma imagem com todos os aplicativos e configurações realizadas em um contêiner sejam transferidos para outro host, bastando que este tenha o Docker instalado. Assinale a alternativa que apresenta o nome dessa operação.
Alternativas
Q1622522 Banco de Dados
Um data warehouse (DW), via de regra, possui grande quantidade de dados advindos tanto de fontes homogêneas quanto heterogêneas. Dentro desse cenário, em relação às ferramentas de ETL, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1622521 Banco de Dados
Muitos SGBD’s modernos estão utilizando um mecanismo conhecido como MVCC (Controle de Concorrência de Versão Múltipla) para controlar a concorrência entre as transações, em vez de simplesmente implementar técnicas de bloqueio. Sobre o MVCC, é correto afirmar que
Alternativas
Q1622520 Banco de Dados
Um SGBD que não possui um controle de concorrência efetivo pode apresentar problemas na integridade de seus dados. Suponha que uma transação T1 atualiza determinado registro de uma tabela e, nesse meio tempo, outra transação T2 utiliza esse mesmo registro para suas operações. Contudo a transação T1 falha e é desfeita pelo SGBD. Esse problema é conhecido como
Alternativas
Q1622519 Banco de Dados
O sistema de bloqueio, utilizado pelo SGBD para controle de concorrência, dependendo da forma como é implementado, pode gerar alguns problemas. Um deles é uma situação em que determinada transação não pode prosseguir por um período indefinido enquanto outras transações continuam normalmente, por terem maior prioridade. Assinale a alternativa que aponta o nome desse problema.
Alternativas
Q1622518 Banco de Dados
O uso de técnicas de backup e restauração é fundamental para garantir a segurança dos registros armazenados no banco de dados. Sobre backup, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1622516 Banco de Dados
Com o objetivo de premiar seu melhor vendedor, uma loja contratou José para desenvolver uma consulta SQL que retorne o ‘id_vendedor’ do vendedor que, somando o valor total de todos os seus pedidos, foi o que mais vendeu. Qual das alternativas a seguir apresenta o código que José deverá implementar para alcançar esse objetivo?
pedido id_pedido id_cliente id_vendedor total
Alternativas
Q1622513 Banco de Dados
Um experiente engenheiro de dados foi contratado para efetuar melhorias no banco de dados de determinado órgão público. Ao analisar a tabela de funcionários, o engenheiro implementou um índice, que é descrito pelo seguinte comando SQL.
Funcionario id_funcionario nome cargo id_departamento salario
CREATE INDEX idx_func_nome ON Funcionario (nome)
Qual é o objetivo do engenheiro de dados ao implementar esse comando?
Alternativas
Q1622512 Banco de Dados
Dentro do contexto de modelagem de um banco de dados relacional em formas normais, é correto afirmar que a técnica de desnormalização consiste em
Alternativas
Q1622511 Banco de Dados
Na modelagem relacional, se determinada relação está na terceira forma normal, sabe-se que
Alternativas
Q1622510 Banco de Dados
Mariana é uma engenheira de dados que foi incumbida de otimizar o banco de dados de uma grande universidade. Ao analisar a normalização da tabela de matrículas apresentada a seguir, que possui como chave primária as duas primeiras colunas, Mariana concluirá que
Matrícula id_aluno id_curso data_matricula nome_aluno data_pagamento
Alternativas
Q1610941 Programação
Assinale a alternativa que apresenta o comando que informa à Linguagem R em qual pasta ela deve ler os arquivos de dados.
Alternativas
Q1610940 Programação
A linguagem R é uma poderosa linguagem para se trabalhar com dados. Assinale a alternativa que apresenta somente funções da Linguagem R.
Alternativas
Respostas
11121: B
11122: D
11123: C
11124: E
11125: E
11126: D
11127: A
11128: D
11129: C
11130: A
11131: E
11132: B
11133: A
11134: C
11135: B
11136: E
11137: A
11138: D
11139: D
11140: B