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I. O marketing holístico baseia-se na premissa de que “tudo importa”, exigindo uma visão ampla, em que programas, processos e atividades de marketing são desenvolvidos de forma interligada.
II. O marketing integrado defende que as decisões de produto, comunicação e canais devem ser planejadas de maneira isolada, garantindo que a soma das partes seja o foco principal da gestão.
III. O marketing de relacionamento visa construir vínculos duradouros com stakeholders diversos, o que inclui não apenas os clientes mas também funcionários, fornecedores e a comunidade financeira.
IV. O marketing de desempenho ultrapassa a métrica de resultados financeiros, incorporando indicadores como a satisfação, a reputação da marca e o impacto social das ações organizacionais.
Considerando a situação-problema descrita e as definições de análise SWOT (análise do ambiente interno e externo), é correto afirmar que
Considerando as principais formas de implementação de avaliação de desempenho e o objetivo estratégico de promover a participação ativa e o foco em resultados conjuntos, assinale a alternativa que apresenta a solução mais adequada para o caso descrito.
No entanto, o coordenador depara-se com um novo desafio: em virtude de uma alteração inesperada na legislação orçamentária federal, o campus sofreu um contingenciamento de 30% nas verbas de custeio. Simultaneamente, surgiu a oportunidade de realizar uma parceria inédita com uma cooperativa de economia solidária da região, o que exige a alocação imediata de recursos não previstos para o deslocamento de 200 alunos e a aquisição de materiais didáticos específicos para uma metodologia de ensino híbrido ainda não testada no campus (situação B).
Não existem soluções padronizadas no acervo da organização para esse cenário de crise e oportunidade simultâneas. Para resolver o problema da situação B e aproveitar a oportunidade de parceria, o coordenador deve agir estrategicamente. Considerando as definições de decisões programadas e não programadas, bem como as fases do processo de tomada de decisões, assinale a alternativa que apresenta a abordagem correta a ser adotada pelo coordenador.
1. Eficiência.
2. Eficácia.
3. Competitividade.
4. Desperdício.
( ) Consiste no grau de realização dos objetivos finais da organização, tendo como indicadores a satisfação dos clientes e o impacto na sociedade.
( ) Requisito exigido quando diversas organizações disputam a preferência dos mesmos consumidores, exigindo que sejam melhores que seus concorrentes.
( ) Refere-se ao uso correto dos recursos, realizando tarefas de maneira inteligente, com o mínimo de esforço e sem atrasos.
( ) Caracteriza-se pelo consumo de recursos sem a realização de objetivo ou pelo uso de mais recursos do que o necessário para atingir uma meta.
Alice propõe abrir uma oficina de cerâmica em sua própria residência para vender peças artesanais que reflitam seus valores pessoais, buscando essencialmente sua independência financeira.
Bernardo planeja criar uma rede de franquias de alimentação rápida com a meta explícita de expansão agressiva para dominar o mercado regional e acumular riqueza e influência.
Caio desenvolveu um projeto para uma iniciativa no terceiro setor que visa mudar radicalmente a forma como a comunidade local realiza a reciclagem de eletrônicos, focando o desejo de transformar a realidade social acima de lucros ou reputação.
Considerando as definições sobre os diferentes motivos e mecanismos que levam as pessoas a criar novos empreendimentos, assinale a alternativa que classifica corretamente os perfis de Alice, Bernardo e Caio, respectivamente.
I. As políticas e as ações institucionais do Instituto Federal pautam-se no princípio de indissociabilidade, como eixo articulador, que perpassa toda a oferta educacional oportunizada à comunidade.
II. A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão na Educação Profissional e Tecnológica encontra-se claramente expressa nos planos educacionais voltados à organização das políticas sociais e econômicas vigentes.
III. O binômio ensino e aprendizagem concretizase na imbricação da indissociabilidade entre ensino, pesquisa, extensão e inovação, por meio de interações e intervenções dos atores envolvidos.
ENTRE O SOFÁ E A MARATONA
Bruno Gualano
Há cada vez mais indícios de que pequenas mudanças no estilo de vida fazem diferença. A evidência mais recente vem de uma ampla revisão sistemática que estimou a proporção de mortes potencialmente evitáveis caso fossem implementadas alterações pequenas e realistas na atividade física e no comportamento sedentário em nível populacional.
Especificamente, os pesquisadores avaliaram o impacto de um acréscimo de meros cinco minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa – aquela que acelera os batimentos cardíacos e a respiração – e da redução de 30 minutos no tempo diário sentado.
A meta-análise reuniu dados individuais de sete coortes da Noruega, Suécia e Estados Unidos, totalizando 40.327 participantes, além de uma análise separada com 94.719 participantes do UK Biobank.
As estimativas consideraram dois cenários hipotéticos: no menos otimista, apenas os 20% menos ativos adotariam as mudanças; no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos.
No primeiro cenário, um aumento de apenas cinco minutos diários de atividade moderada a vigorosa poderia prevenir 6% das mortes entre os menos ativos. No segundo, a prevenção chegaria a 10%.
Com a redução de 30 minutos no tempo sentado, estimou-se uma prevenção de 3% das mortes no cenário menos otimista; no mais favorável, essa proporção mais do que dobraria.
Curiosamente, as simulações indicam maiores benefícios justamente entre os menos ativos. Aumentar a atividade física de 1 para 11 minutos por dia associou-se a uma redução de 42% no risco de mortalidade, enquanto incrementos em níveis já elevados de atividade renderam ganhos menores. Para acréscimos superiores a 24 minutos por dia, por exemplo, não se observou redução adicional evidente no risco.
Em análise complementar, até mesmo o aumento de 30 minutos de atividade física leve – como tarefas domésticas ou caminhada lenta – associou-se à prevenção de cerca de 9% das mortes entre os mais inativos. À primeira vista pode parecer pouco, mas vale lembrar que uma redução de 5 mmHg na pressão arterial por meio de medicamentos reduz o risco de eventos cardiovasculares em magnitude semelhante.
Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana). Ainda assim, metas factíveis – ainda que modestas e abaixo do ideal – podem gerar impacto relevante em saúde pública, sem impor frustração a quem, por um motivo ou outro, não consegue cumprir as recomendações.
Os novos achados reforçam a ideia de que, quando o assunto é movimento, cada minuto conta. Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela com breves caminhadas em ritmo moderado (4-5 km/h), passear com o cachorro na praça, praticar o esporte preferido (ainda que apenas nos fins de semana) e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo, com potencial real de melhorar a saúde e a qualidade de vida.
À medida que as evidências se acumulam, torna-se cada vez mais claro que os benefícios da atividade física não exigem esforços extraordinários. Mudanças sutis já produzem ganhos mensuráveis e podem abrir caminho para transformações mais profundas.
No mundo fitness, entretanto, a mensagem que vigora é “no pain, no gain” – a noção de que só há resultados quando o corpo é levado ao limite. Prefira a versão da ciência: entre o sofá e a maratona, há um meio do caminho possível que também conduz à longevidade.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/brunogualano/2026/02/entre-o-sofa-e-a-maratona.shtml. Acesso em: 3 mar. 2026.