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A proposta da historiadora Emília Viotti da Costa em seu texto “A Dialética Invertida: 1960 – 1990” (1994) é sintetizar o debate da Historiografia nos anos 1980. Tal debate consistia em discutir duas grandes tendências: a tendência estrutural e a tendência das novas abordagens por parte de historiadores. Aqueles da tendência estrutural viam com suspeitas e reservas todas as novas formas de aproximar análises críticas do passado. Segundo a autora, a diferença entre a postura dos estruturalistas em relação a dos que abraçam as novas abordagens podem ser sintetizadas da seguinte forma: os adeptos aos métodos estruturais estão divididos entre marxistas — os que pautam suas visões por determinações econômicas — e os webberianos — os que lançam suas interpretações a partir da determinação de padrões, de ideais de compreensão. Já os historiadores que aceitam e buscam as novas abordagens, têm uma perspectiva voltada à retórica ou à estética da História. Para Emília Viotti, essas duas posições tinham pontos significativos para a Historiografia:
I. Um deles seria o erro dos estruturalistas: a recusa a integrar a teoria às transformações importantes que ocorreram no mundo contemporâneo nos últimos trinta anos, apegando-se a esquemas teóricos que dão não mais conta de realidade vigente.
II. Os adeptos às novas abordagem cometeriam equívocos também, pois, na busca de serem originais, arriscam recriar, sob aparência do novo, um tipo de história bastante tradicional, deixando de lado aspectos fundamentais para a compreensão da vida do indivíduo em sociedade, deixando-o desprovido dos referenciais para se situar no presente.
III. Tanto historiadores estruturalistas quanto os das novas abordagens partem de pressupostos referenciais diferentes e são duas tendências historiográficas contundentes, conforme o debate nas quais se propõem, e, portanto, não estão equivocados.
Conforme o texto, estão corretos, os itens:
A Era Vargas abrange o período de 1930 a 1945, foi um período rico em transformações políticas, culturais e econômicas no Brasil. O governo de Getúlio Vargas, ficou marcado, dentre outros eventos, pelos levantes das organizações operárias sob o aparato das ideologias de esquerda, que tentaram pressionar o seu ajuste pelo Estado. A própria base dessas organizações influenciou na legalização e, para conter as massas de trabalhadores, sobretudo os ligados às indústrias, vários benefícios trabalhistas foram ajustados na CLT, “Consolidação das Leis de Trabalho”. Criada em 1º de maio de 1943, foi uma das ações político-sociais tomadas, que passou, desde então, a depender dos sindicatos reconhecidos pelo governo, e os operários, passaram a ser membros efetivos desses sindicatos.
Sobre a relação do Estado com os movimentos sindicais, no período da Era Vargas, assinale a opção correta:
Para a reforma, ele deseja cobrir totalmente a superfície externa da caixa com um tecido aveludado. Qual será a área necessária do tecido a ser utilizado?
Uma Escola A, tem estudantes nos três turnos de acordo com o gráfico abaixo.

Qual é o número de estudantes do período noturno?
Leia o trecho a seguir, retirado do Currículo Referência de Minas Gerais, para responder à questão.
Nosso objeto de estudo, a linguagem, mostra-se diferente aos olhos do observador, conforme ele a investigue. Por exemplo, como representação do pensamento, e este como representação do mundo. Entretanto, sabemos que, no uso cotidiano da língua, não pensamos conscientemente em formas para traduzir conteúdos, nem em conteúdos preexistentes que buscam formas. Forma e pensamento nascem juntos; nossos pensamentos e representações são feitos de palavras e se constroem, ou na interação contextualizada com o outro ou no diálogo interno com outros discursos também feitos de palavras.
Sabemos que os enunciados produzidos nas línguas naturais têm uma parte material - os sons, no caso da língua oral, e as formas, no caso da escrita -, mas têm também uma parte subentendida, essencial para a produção de sentido na interação. Essa parte subentendida, digamos, “invisível”, está no contexto de produção do enunciado, em sua enunciação e coenunciação, nos conhecimentos de mundo e nos valores partilhados pelos interlocutores. Assim, uma frase como “A porta está aberta” pode ter vários sentidos, pode fazer realizar diferentes atos – convidar, expulsar, pedir –, dependendo da entoação, da situação em que é enunciada e das relações existentes entre os interlocutores. Portanto, ensinamos linguagem, não para “descobrir” o verdadeiro significado das palavras ou dos textos, nem para conhecer estruturas abstratas e regras de gramática, mas para construir sentidos, sempre negociados e compartilhados, em nossas interações. Nosso conceito de natureza e de sociedade, de realidade e de verdade, nossas teorias científicas e valores, enfim, a memória coletiva da humanidade está depositada nos discursos que circulam na sociedade e nos textos que os materializam. Textos feitos de gestos, de formas, de cores, de sons e, sobretudo, de palavras de uma língua ou idioma particular.
Assim, a primeira razão e sentido para aprender e ensinar o componente curricular está no fato de considerarmos a linguagem como constitutiva de nossa história e de nossa identidade como seres humanos, e a língua portuguesa como constitutiva de nossa identidade sociocultural.
Minas Gerais, 2018. Currículo Referência de Minas Gerais. Minas Gerais, 2018.
Observe o trecho retirado do texto.
“(...) ensinamos linguagem, não para “descobrir” o verdadeiro significado das palavras ou dos textos, nem para conhecer estruturas abstratas e regras de gramática, mas para construir sentidos, sempre negociados e compartilhados, em nossas interações.”
Assinale a alternativa que serve de argumento para sustentar a tese defendida no trecho.
Leia o trecho a seguir, retirado do Currículo Referência de Minas Gerais, para responder à questão.
Nosso objeto de estudo, a linguagem, mostra-se diferente aos olhos do observador, conforme ele a investigue. Por exemplo, como representação do pensamento, e este como representação do mundo. Entretanto, sabemos que, no uso cotidiano da língua, não pensamos conscientemente em formas para traduzir conteúdos, nem em conteúdos preexistentes que buscam formas. Forma e pensamento nascem juntos; nossos pensamentos e representações são feitos de palavras e se constroem, ou na interação contextualizada com o outro ou no diálogo interno com outros discursos também feitos de palavras.
Sabemos que os enunciados produzidos nas línguas naturais têm uma parte material - os sons, no caso da língua oral, e as formas, no caso da escrita -, mas têm também uma parte subentendida, essencial para a produção de sentido na interação. Essa parte subentendida, digamos, “invisível”, está no contexto de produção do enunciado, em sua enunciação e coenunciação, nos conhecimentos de mundo e nos valores partilhados pelos interlocutores. Assim, uma frase como “A porta está aberta” pode ter vários sentidos, pode fazer realizar diferentes atos – convidar, expulsar, pedir –, dependendo da entoação, da situação em que é enunciada e das relações existentes entre os interlocutores. Portanto, ensinamos linguagem, não para “descobrir” o verdadeiro significado das palavras ou dos textos, nem para conhecer estruturas abstratas e regras de gramática, mas para construir sentidos, sempre negociados e compartilhados, em nossas interações. Nosso conceito de natureza e de sociedade, de realidade e de verdade, nossas teorias científicas e valores, enfim, a memória coletiva da humanidade está depositada nos discursos que circulam na sociedade e nos textos que os materializam. Textos feitos de gestos, de formas, de cores, de sons e, sobretudo, de palavras de uma língua ou idioma particular.
Assim, a primeira razão e sentido para aprender e ensinar o componente curricular está no fato de considerarmos a linguagem como constitutiva de nossa história e de nossa identidade como seres humanos, e a língua portuguesa como constitutiva de nossa identidade sociocultural.
Minas Gerais, 2018. Currículo Referência de Minas Gerais. Minas Gerais, 2018.
Leia o trecho a seguir, retirado do Currículo Referência de Minas Gerais.
Minas Gerais é o estado brasileiro com maior número de municípios (853), representando 15% do total do país (5570 municípios). O estado é um retrato quase sempre fiel da realidade brasileira, com 10% (20.7 milhões) da população nacional (209.3 milhões), representando a grande diversidade regional, econômica, política e social. Em termos educacionais, nosso estado conta com 16.151 escolas, das quais 3.622 são estaduais, 8.751 municipais e 3.778 privadas, distribuídas em 47 regionais de ensino (SRE), e 4.032.949 de estudantes matriculados, sendo que 86% deles estão na rede pública. Com a maioria das escolas e das matrículas pertencentes à rede pública, garantir uma educação de qualidade com equidade é princípio norteador das políticas públicas de educação nas redes municipais e estadual.
Minas Gerais, 2018. Currículo Referência de Minas Gerais. Minas Gerais, 2018.
Assinale a alternativa em conformidade com o Currículo Referência de Minas Gerais, considerando as informações apresentadas no texto.