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Q4081239 Física
No circuito abaixo, tem-se que C₁ = 20 mF. Além disso, um eletricista obteve a frequência de 50 Hz com um osciloscópio conectado aos terminais de R₂. Qual o valor da indutância no primário para que a malha A tenha uma reatância capacitiva?
 Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q4081238 Física
Um navio está rumando para o norte quando é atingido por uma correnteza lateral vinda do leste. Seu hodômetro acusava a leitura de 20 nós para o norte e a correnteza foi registrada como tendo velocidade igual a 5 nós. Qual o ângulo de deriva α e para onde o navio deve se desviar para manter o rumo norte?
Alternativas
Q4081237 Física
Sobre o ciclo de Carnot, indique a opção INCORRETA.
Alternativas
Q4081236 Física

Observe o circuito e o gráfico abaixo, os quais estão relacionados.


Imagem associada para resolução da questão


Considere o momento após a chave "S" ser conectada ao terminal "a". O potencial elétrico da fonte é 15 V. Depois do período transiente Imagem associada para resolução da questão, a chave "S" é conectada ao ponto "b". Com essas informações, encontre, respectivamente, o valor do resistor R utilizado e o tempo necessário para que a energia armazenada no capacitor reduza a 1/3, depois que a chave "S" foi conectada ao terminal "b" e assinale a opção correta.


Dados: In 2 = 0,69; In 3 = 1,09; e In 4 = 1,38 

Alternativas
Q3891081 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

No trecho "(...) se demorar muito, ao invés de meio, teremos menos de um terço para salvar!", a palavra sublinhada é classificada como:
Alternativas
Q3891080 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

No trecho "Será que eles vão conseguir salvar o meio ambiente?", a função sintática do termo destacado é:
Alternativas
Q3891079 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

Na fala do bicho-preguiça: "Não sei, só sei que se demorar muito, ao invés de meio, teremos menos de um terço para salvar!", a palavra destacada é:
Alternativas
Q3891078 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

No trecho "(...) se demorar muito, ao invés de meio, teremos menos de um terço para salvar!", há uma crítica implícita: 
Alternativas
Q3891077 Português

Texto 3 (Para a questão)



Disponível em: <https://blogdoaftm.com.br/charge-g20/>. Acesso

em 14 de setembro de 2025.

Observe o texto 3 e assinale a opção em que a palavra "meio" possui a correta classificação gramatical.
Alternativas
Q3891076 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Assinale a opção em que o vocábulo destacado tem a mesma classificação gramatical que o sublinhado no trecho: "Considerando que as espécies coloridas (...)" 10°§.
Alternativas
Q3891075 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o fragmento: "(...) como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saira-militar, tendem a ser pequenas (...)" 2°§.

Assinale a opção em que o vocábulo está com a grafia correta.
Alternativas
Q3891074 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o trecho: "(...) que tramita na Assembleia Legislativa (...)" 20°§. Quanto à acentuação, assinale a opção em que a palavra destacada NÃO está escrita de maneira correta.
Alternativas
Q3891073 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

O trecho "Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras"-3°§- apresenta, em relação ao parágrafo anterior, valor semântico de:
Alternativas
Q3891072 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

De acordo com o texto, a relação entre coloração das aves e sobrevivência em áreas urbanas está corretamente descrita em:
Alternativas
Q3891071 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Quanto ao impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos, o 7°§ do texto 2 se refere especificamente:
Alternativas
Q3891070 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o trecho: "(...) como insetos, grãos, restos de comida descartados (...)" 3º§. Assinale a opção em que ambos os vocábulos possuem a mesma formação de plural que a palavra sublinhada.
Alternativas
Q3891069 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o fragmento: "Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica." 18° §.

Assinale a opção em que o vocábulo destacado acima foi substituido sem alteração de sentido.
Alternativas
Q3891068 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

A forma verbal destacada no trecho "(...) determina que todos os municípios do estado (...)" 21°§, está no:
Alternativas
Q3891067 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

No trecho "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação (...)" 6°§, o conectivo destacado tem valor de:
Alternativas
Q3891066 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

O fragmento "O uso excessivo de vidros espelhados nas construções também representa uma ameaça."-8°§- é classificado sintaticamente como período:
Alternativas
Respostas
541: C
542: C
543: E
544: B
545: A
546: C
547: B
548: D
549: B
550: E
551: B
552: D
553: D
554: C
555: E
556: D
557: C
558: A
559: A
560: A