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Q4081364 Música
As primeiras músicas polifônicas datam do século IX, época em que os compositores utilizaram um estilo chamado organum. Já no começo do século XIl, esse rigoroso estilo de nota contra nota foi inteiramente abandonado, substituído por outro em que a voz principal se estica por notas do canto com longos valores. A que tipo de organum se refere o texto acima? 
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Q4081363 Música
Coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, com relação às dicas que Hudson Nogueira apresenta após a escrita da melodia e do baixo de um arranjo musical, assinalando a seguir a opção correta.

( ) Use sempre a nota que está faltando para caracterizar ou completar o acorde.
( ) Busque contraste rítmico com a melodia.
( ) Sempre use o mesmo timbre na melodia e no acompanhamento.
( ) Tenha muito cuidado para usar um naipe que tenha mais projeção que a melodia.
( ) Mantenha os timbres sempre que for possível.
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Q4081362 Música
De acordo com Paul Griffiths, assinale a opção com o nome da primeira obra em que foram introduzidos ritmos hindus. 
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Q4081361 História
A comunicação regencial manifesta-se de formas diferentes, de acordo com as épocas e seus estilos, em conformidade com os conjuntos musicais. Assim, analise as afirmativas abaixo.

I - Na antiguidade, conforme escreve Jacques Stehman, é justo dizer que foi a cidade alemã de Mannheim quem nos legou a música, visto que impôs, além do seu sistema musical pitagórico, uma poética musical que se tornou modelo.
II - Na idade média, a marcação por meio de batidas com os pés, palmas ou varetas, bengalas ou rolo de papel, golpeados contra a consistente superfície, era bastante popular.
III - Na renascença, esteve em grande voga a prática instrumental; destacava-se o alaúde, o virginal, a espineta, a vihuela e os instrumentos polifônicos de corda.
IV - No classicismo, a arte musical alcança o mais elevado nível com Haydn; a música instrumental chega à sua completa independência e fixa-se definitivamente a forma sonata para orquestra a que se dá inicialmente o nome de sinfonia.

Assinale a opção correta. 
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Q4081360 Música
De acordo com o livro "A Música Moderna”, de Paul Griffiths (1998), assinale a opção que corresponde ao nome da obra musical que incontestavelmente anuncia a era moderna. 
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Q4081359 Música
Das formas de expressão musical e de execução artística, qual foi considerada pelo autor Sylvio Lago Junior (2002) a mais exigente de estudos e pesquisas, a mais complexa, trabalhosa e de difícil realização, pela multiplicidade de recursos que emprega?
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Q4081358 Música
Assinale a opção que apresenta os instrumentos da família das madeiras. 
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Q4081356 Música
Segundo o professor Roy Bennett (1986), assinale a opção que NÃO apresenta uma das tendências e técnicas mais importantes da música do século XX.
Alternativas
Q4081355 Música
De acordo com o autor Sylvio Lago Junior (2002), os grandes maestros históricos destacaram-se por alguns aspectos diferentes. Dentre as opções abaixo, qual NÃO corresponde com estes aspectos? 
Alternativas
Q4081354 História
Segundo o professor José Viegas Muniz Neto (2003), na Grécia, música mousikós significava arte: 
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Q4081353 Música
De acordo com Paul Griffiths (1998), assinale a opção que apresenta as obras que, na Europa, audaciosamente fizeram a composição aleatória entrar em cena. 
Alternativas
Q4081352 Música
Dentre os regentes chamados os Grandes Modernos destacados pelo autor Sylvio Lago Junior (2002), qual deles era definido pela descrição a seguir: “o traço mais característico de seu temperamento era sua afinidade pelas novas sonoridades e timbres orquestrais, e a capacidade de fundir as formas com a expressão política e as atmosferas sutis?” 
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Q4081350 Música

Coloque F (falso) ou V (verdadeiro) nas afirmativas abaixo, com relação à regência e a comunicação gestual, assinalando, a seguir, a opção correta.



( ) A linguagem corporal cresce em importância para o regente, sendo matéria de reflexão e estudo.


( ) Na regência, o compositor é o emissor intermediário e o regente o emissor primário, no qual veicula suas mensagens musicais por meio do gesto.


( ) O pré-requisito inegociável, e que também é uma das manifestações mais visíveis da vocação para a atividade de regência, é a liderança.


( ) Como recurso expressivo, o regente pode utilizar-se, intencional e conscientemente, da face, na fisionomia e no olhar, sendo esta a principal intérprete de suas intenções.

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Q4081349 Música
De acordo com Paul Griffiths (1998), a respeito do novo ritmo e a nova forma, analise as assertivas abaixo e, em seguida, assinale a opção correta. 
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Q4081348 Música
Qual colossal figura na história da música, tem sido descrita como o último dos compositores clássicos e, ao mesmo tempo, o primeiro dos românticos? 
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Q4081347 Música
Assinale a opção que se refere ao instrumento medieval em forma de pêra, geralmente de três cordas friccionadas com arco. 
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Q4081346 Música
O período compreendido entre a segunda metade do século XVIll e o início do século XIX foi de grandes revoluções. Segundo Marcelo Jardim (2008), assinale a opção que apresenta o nome do celebrado maestro de banda militar que fez inúmeras recomendações importantes sobre a instrumentação e a proporção entre as seções (naipes) da banda. 
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Q3891076 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Assinale a opção em que o vocábulo destacado tem a mesma classificação gramatical que o sublinhado no trecho: "Considerando que as espécies coloridas (...)" 10°§.
Alternativas
Q3891075 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o fragmento: "(...) como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saira-militar, tendem a ser pequenas (...)" 2°§.

Assinale a opção em que o vocábulo está com a grafia correta.
Alternativas
Q3891074 Português
Sumiram? Por que pássaros coloridos estão desaparecendo das cidades?


   Avistar pássaros coloridos nas cidades brasileiras tem se tornado cada vez mais raro. O fenômeno não é coincidência, mas resultado de uma série de fatores ecológicos e urbanos que dificultam a sobrevivência dessas espécies em ambiente urbano.

   "Espécies coloridas, como a saíra-sete-cores, a saíra-ferrugem e a saíra-militar, tendem a ser pequenas e a apresentar uma dieta especializada, baseada principalmente em frutos carnosos pequenos alimentos que dependem da presença de árvores específicas, cada vez mais escassas nas cidades", diz Lucas do Nascimento, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP (Universidade de São Paulo), que produziu um estudo sobre o tema. 

    Em contrapartida, aves que ainda prosperam nas cidades, como pombos, são maiores e onívoras, com uma dieta mais flexível. "Elas conseguem explorar diferentes recursos, como insetos, grãos, restos de comida descartados por humanos, ração de animais domésticos e até alimentos encontrado em lixeiras", explica Nascimento.

     O tráfico ilegal de pássaros também é um fator preocupante. A beleza dessas aves, que deveria ser motivo de contemplação, acaba tornando-as alvo de exploração.

    Outro desafio é o abrigo. Aves coloridas costumam depender de áreas florestais densas para se protegerem. 

    "Elas se destacam mais em ambientes urbanos. Assim, aumentam o risco de predação e reduzem a chance de sucesso na alimentação", explica Gabriel de Paula, biólogo e pesquisador do Departamento de Genética, Ecologia e Evolução da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais)."Já as aves de coloração neutra, como pardais e pombas, camuflam-se com mais facilidade em cenários dominados por concreto e asfalto", compara о pesquisador.

    A forma como as cidades são desenhadas também tem impacto direto no desaparecimento dos pássaros coloridos. Quando o planejamento urbano ignora a presença de árvores que produzem frutos carnosos, cria-se um ambiente hostil.

   "Cidades arborizadas, com praças, parques e presença de espécies nativas, oferecem alimento, abrigo e conectividade ecológica, o que permite maior diversidade de aves. incluindo as mais coloridas", diz Gabriel de Paula.

    O uso excessivo de vidro espelhados nas construções também representa uma ameaça. Ao não reconhecerem o vidro como barreira, as aves acabam se chocando contra fachadas espelhadas, muitas vezes com consequências fatais.

    Outro elemento urbano que afeta diretamente essas espécies são as ilhas de calor. Uma pesquisa chinesa publicada em 2023 mostrou que o fenômeno está relacionado ao aumento do estresse oxidativo, que impacta negativamente a saúde das aves.

    "Considerando que as espécies coloridas já são mais sensíveis por diversos fatores, é plausível supor que elas também sejam particularmente vulneráveis ao estresse causado pelo aumento da temperatura", aponta Lucas Nascimento.

    Por outro lado, um estudo recente de pesquisadores chilenos com pombos domésticos sugeriu que indivíduos com menor diversidade de cores tendem a ser mais resistentes ao estresse oxidativo causado pelas ilhas de calor.

    Reverter o desaparecimento dos pássaros coloridos exige mais do que boas intenções. Lucas aponta que é preciso uma transformação profunda na forma como as cidades são pensadas.

    "Hoje as cidades são planejadas quase exclusivamente para atender às necessidades da espécie humana e isso precisa mudar radicalmente se quisermos preservar também as demais formas de vida e, consequentemente, a nossa", afirma o pesquisador da USP.

    Um levantamento recente do IBGE mostra que 34% da população brasileira vive em vias sem nenhuma árvore. 

    "É essencial aumentar e qualificar as áreas verdes, com foco no plantio de espécies nativas que produzem frutos carnosos pequenos e flores com néctar", ressalta Nascimento.

    Adriana Sandre, professora da FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo) ressalta a importância da diversidade de vegetação no ambiente urbano. "É preciso compor sistemas com plantas que oferecem alimento, sombra, abrigo e locais de nidificação em diferentes escalas a diferentes espécies".

    Já Maria Fernanda Del Giovannino, graduanda em arquitetura e urbanismo que desenvolve uma pesquisa sobre as aves no ambiente urbano, junto com Sandre, destaca que diversos elementos arquitetônicos, como caixas de ninho, telhados verdes, fachadas verdes, corredores ecológicos e lagos urbanos, podem ajudar os pássaros coloridos a voltarem para as cidades.

    "Muitas vezes caímos na percepção de que, se uma iniciativa isolada não resolve o problema em larga escala, não vale a pena implementá-la. Mas pequenos elementos no ambiente urbano podem ter grande relevância ecológica", diz Giovannino. "Por exemplo, bebedouros, caixas-ninho ou mesmo uma única árvore podem oferecer recursos fundamentais para diversas espécies, seja fornecendo água, abrigo ou alimento", explica.

    No mundo, países têm avançado em aplicar a arquitetura 'birdfriendly' (em português, amiga dos pássaros). Em Nova lorque (EUA), uma lei de 2019, exige que todas as novas edificações acima de 23 metros de altura usem vidros espelhados mais seguros para aves - vidros que possuem marcadores visuais em toda a superfície para atenuar ou distorcer os reflexos dos elementos ao redor.

    No Brasil, o Projeto de Lei nº 228/2025 que tramita na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, determina que todos os municípios do estado, por meio de projetos e politicas públicas específicas, obriguem a aplicação de dispositivos que evitem a colisão de aves contra os vidros em edificações de qualquer tipo.


Disponível em:<https://www.uol.com.br/ecoa/ultimasnoticias/2025/09/11/sumiram-por-que-passaros-coloridos-estaodesaparecendo-das-cidades.htm>Acesso em: 14 de setembro de 2025.

Observe o trecho: "(...) que tramita na Assembleia Legislativa (...)" 20°§. Quanto à acentuação, assinale a opção em que a palavra destacada NÃO está escrita de maneira correta.
Alternativas
Respostas
1001: A
1002: E
1003: E
1004: D
1005: B
1006: D
1007: A
1008: E
1009: C
1010: B
1011: B
1012: B
1013: B
1014: B
1015: A
1016: E
1017: C
1018: E
1019: B
1020: D