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Q3148867 Noções de Informática
Assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE um tipo de software e um tipo de hardware, respectivamente.
Alternativas
Q3148866 Noções de Informática

Analisando a planilha do Excel na Figura 1, qual fórmula resultará em 22 na célula E1?


Figura 1:



Imagem associada para resolução da questão

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Q3148865 Noções de Informática
Qual é o navegador de internet PADRÃO do Windows 11?
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Q3148864 Noções de Informática
Qual é o nome do assistente virtual integrado no Windows 11?
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Q3148863 Noções de Informática
Assinale a alternativa que descreve CORRETAMENTE o software Mozilla Firefox. 
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Q3148862 Matemática
Após a realização de uma festa, o valor total gasto será dividido igualmente para 30 pessoas. Ao final, verificou-se que, para arcar com todas as despesas, faltavam R$ 450,00, e que 10 novas pessoas haviam ingressado no grupo. Na discussão sobre o acerto, foi decidido que a despesa total seria dividida em partes iguais pelas 40 pessoas. Quem não havia ainda contribuído pagaria a sua parte, e cada uma das 30 pessoas do grupo inicial deveria contribuir com mais R$ 5,00. Considerando as informações, assinale a alternativa que apresenta o valor da cota calculada no acerto final para cada uma das 40 pessoas. 
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Q3148861 Raciocínio Lógico
Em um concurso, o candidato percebeu que metade das questões da prova eram de matemática, a terça parte das questões eram de português, e 20 questões eram de conhecimentos gerais. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o total de questões desta prova.
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Q3148860 Matemática
Um neto recebe mensamente de seu avô o dobro do que recebe de sua avó. Se em seis meses esse neto recebeu R$ 720,00, então, de seu avô, ele recebe, por mês:
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Q3148859 Matemática
Quando Maria deu à luz a gêmeos, Marcelo, seu filho mais velho, já possuía 5 anos. Hoje, a soma das idades dos três irmãos é 44 anos. Qual a idade de Marcelo?
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Q3148858 Matemática
Em uma lanchonete, uma das porções mais pedidas é a porção de calabresa com cebola, onde é preparada com 2/3 de calabresa e 1/3 de cebola. O dono da lanchonete compra os produtos em embalagens de igual tamanho e massa. Atualmente, a embalagem de calabresa custa R$ 18,00 e a de cebola, R$ 14,70. Na última compra o vendedor disse que haverá uma alta no preço da embalagem de cebola no próximo mês, passando a custar R$ 15,30. O dono da lanchonete não querendo aumentar o preço da porção, negociou com o vendedor uma redução no preço da embalagem de calabresa. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta quanto deverá ser a redução, em real, no preço da embalagem de calabresa. 
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Q3148857 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


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Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
Assinale a alternativa que justifica a acentuação das seguintes palavras: médico, psíquico, patológico, hipótese, máquina.
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Q3148856 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


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Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
Na frase "A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da 'saúde' de uma peça pertencente a uma máquina", o termo "os mesmos critérios" exerce a função de:
Alternativas
Q3148855 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


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Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
Analise as afirmações a seguir.

I. No trecho "As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar", a palavra "indispensáveis" é morfologicamente um adjetivo.
II. Em "As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar", a palavra "indispensáveis" exerce a função sintática de predicativo do sujeito.
III. No trecho "A criatividade vem do desajustamento", a palavra "criatividade" é morfologicamente um adjetivo.
IV. Em "A criatividade vem do desajustamento", "desajustamento" exerce a função sintática de predicativo do objeto.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3148854 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


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Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
No texto, o autor cita a obra O Alienista, de Machado de Assis. Essa obra está inserida em qual movimento literário brasileiro? 
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Q3148853 Português
De médio e louco todo mundo tem um pouco – por Alisson Henrique Moretti


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Você já se perguntou se existe uma forma de delimitar o campo daquilo que se entende por loucura? Quais comportamentos seriam indicativos de insanidade mental? Que fazer com os reconhecidamente "desajustados"?


Um dos contos mais admiráveis de Machado de Assis, O alienista, é uma sátira acerca da inviabilidade de se definir a esfera da loucura, sob pena de incorrer numa generalização. Afinal, como diz o ditado popular: "de médico e louco todo mundo tem um pouco".


Machado de Assis conta a história de um médico, o Dr. Simão Bacamarte, obcecado por detectar enfermidades psíquicas, passa a recolher os supostos enfermos num asilo por ele criado, a chamada "Casa Verde", com o propósito de tratá-los, assim como de desenvolver suas teorias científicas.


No decorrer da narrativa, é apresentado ao leitor um fato inusitado: "quatro quintos da população da vila estavam aposentados naquele estabelecimento", ou seja, na Casa Verde. A conclusão do Dr. Bacamarte é que diante desse fato estatístico, a verdade é que não era a maioria da população constituída por loucos, mas o oposto, e, portanto, que se devia admitir como normal e exemplar o desequilíbrio das faculdades, e como hipóteses patológicas todos os casos em que aquele equilíbrio fosse ininterrupto.


Com isso, o protagonista resolve dar liberdade aos reclusos da Casa Verde, que já representavam a esmagadora maioria da população local.


De acordo com o filósofo francês Michel Foucault (1926-1984) o saber sobre a loucura, que se encerra no discurso psiquiátrico, é extraído a partir de seu Sitz in Leben (expressão alemã utilizada na exegese de textos bíblicos. Traduz-se comumente por "contexto vital"), o lugar de existência, a saber: as instituições de controle do louco que são: família, igreja, justiça, hospital, etc., os saberes a elas relacionados e as estruturas econômicas e culturais da época. Este lugar de existência é o que constitui para Foucault a episteme de uma época.


Dito de maneira mais simples, o que Foucault expressa é que a sociedade possui "instituições de controle" (família, igreja, justiça etc.), são essas instituições que dizem como devemos agir, falar, nos vestir, enfim, como ser "normal". Se você não se ajusta aos padrões impostos por essas instituições, logo, você é louco, desajustado.


A sociedade usa para avaliar a saúde mental dos indivíduos os mesmos critérios de avaliação da "saúde" de uma peça pertencente a uma máquina. Peça "saudável" é aquela que não exige reparos e funciona sempre.


Para que isso aconteça é preciso que a peça esteja totalmente ajustada à ideia da máquina. Sendo assim, o indivíduo saudável, ou seja, que não é louco é aquele que cuja alma está ajustada à alma da sociedade. Ajustamento produz contentamento.


Rubem Alves, outro grande gigante da literatura brasileira, tratando sobre o mesmo tema diz em um dos seus livros que ao longo da história sempre houve pessoas consideradas "desajustadas", mas que também eram dotadas de uma genialidade singular.


As pessoas ajustadas são indispensáveis para fazer a máquina funcionar. Mas só as desajustadas pensam outros mundos. A criatividade vem do desajustamento.


Agora imaginem que nossa sociedade é louca, as evidências apontam para esse diagnóstico. Estar ajustado a essa sociedade é estar ajustado a sua loucura, logo, o que é padrão de sanidade na verdade é loucura, pois, a sociedade que impõem esses padrões é louca.


Mas aqueles que possuem sensibilidade para perceber a loucura da sociedade e consequentemente sofrer com isso, serão tidos como loucos, pois, serão "peças desajustadas" impedindo o funcionamento normal da máquina. Talvez o Dr. Bacamarte estava certo na sua ideia inicial: são todos loucos.



Fonte: https://jornalnoroeste.com/pagina/penso-logo-existo/de-medico-e-louco-todo-mundo-tem-um-pouco
A partir do texto, infere-se que a visão de Michel Foucault sobre a loucura pode ser descrita como: 
Alternativas
Q2261163 Meio Ambiente
A poluição do ar é um dos maiores problemas ambientais da atualidade, comprometendo a saúde e a qualidade de vida das populações. Sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2261162 Engenharia Ambiental e Sanitária
Sobre a energia solar, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2261161 Saúde Pública
A dengue é uma doença infecciosa febril aguda, que pode se apresentar de forma benigna ou grave, dependendo de alguns fatores, entre eles: o vírus envolvido, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais, como doenças crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme). Sobre o assunto, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q2261160 Meio Ambiente
Sensibilizar as comunidades litorâneas e a sociedade para que se tornem aliadas na conservação das tartarugas marinhas e seus habitats são uma ação contínua da Fundação Projeto Tamar. Como animais migratórios, as tartarugas se deslocam desde os trópicos até as regiões subpolares, transferindo energia entre ambientes marinhos e terrestres. São consideradas verdadeiras engenheiras do ecossistema, devido a sua influência e ação sobre os recifes de coral, bancos de grama marinha e substratos arenosos do fundo oceânico. Sobre a importância biológica das tartarugas, considere as assertivas a seguir.
I.Presa e predador: como presas, as tartarugas marinhas fazem parte da dieta de vários animais e os seus ovos também podem ser consumidos por raízes de plantas nas praias de desova. Como consumidores, atingem diversos níveis na cadeia alimentar.
II.Substrato de plantas e animais: já foram observadas mais de 100 diferentes espécies de plantas e animais vivendo no casco e órgãos internos de tartarugas marinhas, que assim atuam como substrato para epibiontes e parasitos. Também funcionam como dispersores de vários organismos como cracas, tunicados e moluscos.
III.Transferindo energia: a energia e os nutrientes armazenados nas áreas de alimentação (ambiente marinho) são transferidos para as praias de desova (ambiente terrestre), em forma de ovos. Apenas um terço desta energia e nutrientes retorna para os mares com os filhotes. O restante permanece nos ecossistemas terrestres, transferidos para o solo, vegetação e fauna locais.
IV.Reciclagem de nutrientes: as tartarugas marinhas são bioturbadores, afetando a estrutura e o funcionamento dos habitats de forrageamento, como, por exemplo, recifes de coral, bancos de algas e grama marinha e fundos de substrato arenoso. Assim, contribuem para a reciclagem de nutrientes, considerando a grande quantidade de resíduos/detritos excretados por milhões delas no mundo inteiro.
V.Todas as formas de vida: durante sua longa existência, cada tartaruga marinha leva e traz toneladas de nutrientes e energia vital à sobrevivência de tantas outras formas de vida. Das tartarugas marinhas depende a existência de uma infinidade de peixes, crustáceos, moluscos, esponjas, medusas. Dependem também formações de mangues, bancos de areia, de gramas marinhas e de algas, de corais e recifes, de ilhotas e formações geológicas. Proteger as tartarugas marinhas é, portanto, preservar a vida marinha, garantir a sobrevivência do planeta e da humanidade.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q2261159 Meio Ambiente
A biorremediação é uma forma ecológica de lidar com a contaminação do meio ambiente, utilizando processos naturais. Sobre as formas de biorremediação, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
1921: A
1922: D
1923: E
1924: X
1925: E
1926: C
1927: B
1928: C
1929: C
1930: C
1931: D
1932: B
1933: A
1934: C
1935: D
1936: B
1937: C
1938: A
1939: D
1940: D