Questões de Concurso
Para unifal-mg
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A administração de medicamentos é uma atividade inerente à prática clínica de enfermagem. A terapêutica medicamentosa compreende o tratamento de diversas doenças, especialmente as de curso prolongado, como as doenças crônicas não transmissíveis, e requer conhecimento técnico-científico para ser executada de forma segura, a fim de se obter a máxima eficácia terapêutica. A via de administração de medicamentos é definida de acordo com a doença/ o estado clínico do (a) paciente/ cliente, a velocidade que se espera da ação do fármaco, do tempo de tratamento e do tipo e quantidade da medicação.
No que se refere às vias de administração, é adequado afirmar que:
A eliminação urinária é uma das mais importantes funções do organismo, e suas anormalidades podem provocar diversos distúrbios, dentre os quais as modificações no ato da micção. Essas, por sua vez, compreendem a falha em armazenar a urina ou falha em eliminá-la totalmente, resultando da função vesical comprometida, da obstrução do efluxo urinário ou da incapacidade de controlar voluntariamente a micção.
Assim, quanto à assistência de enfermagem para o atendimento das necessidades de eliminação urinária, é adequado afirmar que:
A literatura evidencia uma grande variedade de lesões cutâneas, as quais vão desde as mais superficiais, como as máculas que, na maioria das vezes não causam prejuízo relevante, até as profundas, que atingem todas as camadas da pele e/ou tecidos subjacentes, como, por exemplo, as úlceras venosas, arteriais, de pé diabético, úlcera plantar neurotrófica (por hanseníase), as lesões por pressão (antes denominadas de úlceras por pressão) e aquelas decorrentes do posicionamento cirúrgico.
Quais são as características clínicas da úlcera venosa?
M. P. P., de 16 anos, 55 kg, obteve o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1, devido a quadro de cetoacidose há um mês e está em uso de insulina NPH (12 U) e Regular (2 U), após o desjejum e às 18 horas. Veio para a avaliação médica na unidade básica de saúde (UBS), acompanhado de sua mãe. Na sala de pré-consulta com a equipe de enfermagem, a mãe relata que o filho utiliza as seringas de 1 ml (100 U) que recebe da farmácia municipal, porém tem dificuldade de preparar a “mistura” das insulinas na mesma seringa, e que todas as aplicações são feitas somente no abdome.
Mediante tal situação, qual intervenção a equipe de enfermagem deve fazer?
As estomias de eliminação urinária são realizadas em pessoas com doenças que envolvem a pelve renal, os ureteres, a bexiga e a uretra. Essas derivações têm por finalidade preservar a função renal e estão previstas na abordagem terapêutica de algumas doenças, incluindo as neoplasias, disfunções neurológicas, doenças obstrutivas do trato urinário e algumas anomalias congênitas.
Quanto aos tipos de estomias de eliminação urinária e às possíveis complicações, é adequado afirmar que:
A aferição da temperatura corporal objetiva identificar o estado de homeotermia, que é a manutenção do equilíbrio entre a produção e a perda calórica, assim como as suas anormalidades. Os valores normais podem variar de acordo com o local de aferição, sendo: temperatura axilar = 35,5 a 37°C; temperatura bucal = 36 a 37,4°C e temperatura retal: 36 a 37,5°C. De modo geral, a temperatura média corporal costuma variar entre 36 e 37,3°C.
Portanto, em relação à medida da temperatura corporal, é adequado afirmar que:
J. D. S., 76 anos, aposentado, viúvo, ensino fundamental incompleto, mora sozinho, foi submetido à colectomia parcial por neoplasia obstrutiva de sigmoide, segue com colostomia localizada no quadrante superior esquerdo e em sessões de quimioterapia. Apresenta prolapso extenso da alça intestinal, em média 10 cm de exteriorização, e dermatite irritativa em área inferior direita do estoma.
Mediante a situação apresentada, os cuidados de enfermagem adequados são:
Leia o texto para responder à questão.
O pé diabético configura-se como uma das complicações mais frequentes e onerosas do diabetes mellitus e suas consequências podem impactar a qualidade de vida da pessoa, por demandar, muitas vezes, hospitalizações prolongadas e recorrentes, além do grande número de consultas ambulatoriais e necessidade de cuidado domiciliar. É indispensável uma abordagem multidisciplinar para a sua prevenção e tratamento, bem como o acompanhamento de enfermagem para os cuidados e educação em saúde.
Leia o texto para responder à questão.
O pé diabético configura-se como uma das complicações mais frequentes e onerosas do diabetes mellitus e suas consequências podem impactar a qualidade de vida da pessoa, por demandar, muitas vezes, hospitalizações prolongadas e recorrentes, além do grande número de consultas ambulatoriais e necessidade de cuidado domiciliar. É indispensável uma abordagem multidisciplinar para a sua prevenção e tratamento, bem como o acompanhamento de enfermagem para os cuidados e educação em saúde.
A cirurgia do sistema gastrointestinal (SGI) pode ser indicada para estabelecer um diagnóstico, curar doença, aliviar sintomas, restaurar funções ou proporcionar medidas nutricionais paliativas e melhorar a qualidade de vida do paciente. A enfermagem pode preparar um ambiente cirúrgico adequado, o que envolve a obtenção de suprimentos, equipamentos, materiais e aparelhos, além de uma efetiva comunicação com a equipe cirúrgica. Dentro da sala de operações (SO), o profissional de enfermagem deve realizar o posicionamento do paciente, prestando atenção ao alinhamento do corpo; acesso e exposição ao local da incisão pretendida, posicionamento da luz cirúrgica e acessórios dos instrumentos e equipamentos que podem ser fixados à mesa da SO e acolchoamento e proteção de eventuais locais de pressão. Além disso, para o efetivo sucesso de uma cirurgia dessa natureza, a instrumentação cirúrgica é essencial, responsável por garantir que todos os instrumentos necessários para a cirurgia estejam disponíveis e em perfeito estado de uso. Alguns dos instrumentos utilizados em praticamente todas as cirurgias são: bisturi para realizar incisões na pele e tecidos; tesoura cirúrgica para cortar tecidos, suturas e outros materiais; pinça para segurar, movimentar e manipular tecidos; porta-agulhas para segurar a agulha de sutura e retrator que auxilia na exposição do campo cirúrgico, afastando tecidos e órgãos.
Em cirurgias do SGI em que vai atuar na instrumentação, o Técnico em Enfermagem deve providenciar, também, os seguintes instrumentos:
I. Cabos de bisturis variados.
II. Tesoura de Dissecção curva.
III. Tesoura de utilidade curva e reta.
IV. Pinças hemostáticas.
V. Pinças de compressas.
Diante do exposto, é correto o que se afirma em:
A frequência respiratória (FR) traduz-se no número de ciclos respiratórios completos, por minuto. Constitui um dos indicadores mais importantes da função respiratória e possui a vantagem de ser facilmente avaliada, sem a necessidade de instrumentos específicos. Permite a detecção e a intervenção apropriada nos estados de hiperventilação, hipoventilação, hipoxemia, hipóxia tissular e consequentes distúrbios do equilíbrio ácido-base.
Dessa forma, quanto à FR, é adequado afirmar que:
É importante o profissional da equipe de enfermagem conhecer os aspectos que necessita observar, em relação a um pós-episódio de Parada Cardiorrespiratória (PCR) em criança. Entre os vários componentes que existem na lista de verificação de cuidados pós-PCR pediátrica, alguns são relacionados à oxigenação/ventilação; à monitorização hemodinâmica; ao controle da temperatura; aos eletrólitos e à glicose.
Sob a supervisão do Enfermeiro, quais procedimentos o Técnico em Enfermagem deve realizar na assistência de uma criança pós-PCR?
A Pressão Arterial (PA) é um dos sinais vitais e para se fazer uma correta avaliação do paciente cirúrgico, é importante a PA ser aferida antes, durante e após os procedimentos clínicos ou cirúrgicos a ele destinados. Aparelhos eletrônicos para a mensuração de PA estão disponíveis para a sua aferição automática. Eles contam com um sensor eletrônico que detecta as vibrações do fluxo sanguíneo quando passa por uma artéria.
Seguindo as recomendações do enfermeiro e antes de o paciente ser encaminhado para algum procedimento cirúrgico, o Técnico em Enfermagem precisa avaliar todos os parâmetros vitais do paciente, incluindo os valores da PA.
Assim sendo, o Técnico em Enfermagem deve:
I. Explicar ao paciente a frequência e a extremidade anatômica onde a medição vai ser realizada e revisar como proceder à adequada seleção do tamanho da braçadeira do aparelho em relação ao tamanho apropriado do paciente.
II. Colocar a braçadeira sobre a roupa do paciente, desde que essa roupa seja de tecido fino, para não interferir na obtenção da PA.
III. Revisar a PA de rotina do paciente e relatar ao enfermeiro se houver alterações significativas e/ou anormalidades.
IV. Expor o membro que vai receber o manguito do equipamento, removendo a roupa que restringe o local para assegurar o seu adequado posicionamento.
Analisando essas quatro afirmativas em relação ao exposto, está correto o que se afirma em:
O profissional de saúde deve saber o que fazer, no momento em que se depara com uma Parada Cardiorrespiratória (PCR), mesmo fora do ambiente hospitalar. A PCR é um dos problemas mais graves de saúde e caracteriza-se pela ausência de atividade mecânica cardíaca efetiva, confirmada por ausência de pulso, juntamente com falha na mecânica ventilatória. Na Parada Cardiorrespiratória Extra-Hospitalar (PCREH), em relação ao suporte básico e avançado de vida para adultos, a American Heart Association (AHA) recomenda o seguimento de uma sequência de atitudes.
Qual é a cadeia de sobrevivência da AHA para PCREH para adultos?
Você é Técnico em Enfermagem de uma unidade hospitalar e precisa preparar e administrar a soroterapia em um paciente. A prescrição é de 1500 ml de soro glicofisiológico a 5% nas 24 horas, mas a unidade possui apenas soro fisiológico 0,9% em frascos de 500 ml e ampolas de 10 ml de glicose a 50%.
Considerando essa situação, o número total de ampolas de glicose necessárias para diluição, o número total de frascos de soro preparados nas 24 horas e o tempo de infusão de cada frasco, são, respectivamente:
Os cuidados de enfermagem são essenciais no período pré-operatório, transoperatório e, igualmente, na etapa pós-operatória. A admissão no setor de cuidados pós-anestésicos e de recuperação pressupõe que o paciente necessita ser muito bem avaliado, para evitar que vá ao seu quarto antecipadamente e corra o risco de apresentar complicações posteriores.
Nesse contexto, qual(quais) avaliação(ões) a seguir deve(m) ser realizada(s) de imediato?
I. A respiratória, que compreende a frequência, o ritmo, a ausculta do murmúrio respiratório e o nível de saturação do oxigênio.
II. O sistema cardiovascular, monitorando-se a frequência e o ritmo cardíaco.
III. A função neurológica, constatando se o paciente “acordou” da anestesia, está obedecendo aos comandos, está localizado e apresenta movimentos.
IV. A função renal, analisando-se a quantidade de líquidos recebida (soros, sangue) e a sua eliminação (por drenos e cateteres)
V. A função psíquica/espiritual, constatando se o paciente está cantando, sorrindo, verbalizando frases engraçadas e/ou chorando.
VI. O sítio cirúrgico, observando-se a presença e a cor de líquidos de drenagem de curativos.
Qual é a análise correta dessas afirmações?
A neurocirurgia é uma especialidade complexa, altamente técnica e desafiadora; acontece quando há situações de hematomas, aneurismas, traumatismos variados no crânio, hidrocefalias, epilepsias, alterações de nervos periféricos, entre outras situações. Procedimentos neurocirúrgicos exigem uma quantidade extensa de equipamentos e o Técnico em Enfermagem precisa conhecê-los durante a sua permanência dentro da sala de operações (SO) para auxiliar na cirurgia.
Há algumas técnicas minimamente invasivas que podem ser adotadas pelo neurocirurgião que são:
Microneurocirurgia – com o uso de microscópios cirúrgicos que proporcionam flexibilidade e precisão no acesso do neurocirurgião.
Neuroendoscopia- com a utilização de endoscópio que propicia iluminação e amplificação das estruturas e um ângulo de visualização estendido.
Procedimentos endovasculares – considerados importantes para os casos de aneurismas cervicais.
Radiocirurgia estereotáxica – que oblitera um alvo intracraniano com alta dose de radiação, poupando os tecidos adjacentes.
Nesses tipos de cirurgia minimamente invasiva, a função do Técnico em Enfermagem, dentro da SO, é:
I. Providenciar os instrumentos microcirúrgicos necessários para a realização desses procedimentos minimamente invasivos.
II. Seguir as instruções para o manuseio, a limpeza, a esterilização e o armazenamento dos instrumentos microcirúrgicos, que são delicados, para que não sejam danificados.
III. Durante os procedimentos cirúrgicos, atentar-se para que esses microinstrumentos sejam mantidos livres de sangue e de tecido, pois o microscópio também os amplia, e esse fato pode prejudicar a percepção do cirurgião.
IV. Posicionar corretamente a cabeça do paciente para que seja possível a realização do procedimento neurocirúrgico.
V. Providenciar auxílio para a introdução da placa óssea no crânio do paciente.
Diante do exposto, qual é a análise correta dessas afirmações?
Os pacientes que se submetem a uma cirurgia ocular podem apresentar algumas reações. Uma das principais preocupações é quanto ao sucesso do procedimento cirúrgico. Os pacientes variam de crianças com patologias congênitas até pacientes idosos, com alterações decorrentes do processo de envelhecimento. A enfermagem no atendimento perioperatório precisa estar atenta aos variados detalhes, pois, em geral, os procedimentos operatórios são realizados com microscópio cirúrgico e todos os acessórios devem estar adequadamente preparados. Em relação ao posicionamento do paciente, o Técnico em Enfermagem deve utilizar dispositivos adicionais para a estabilização da cabeça, proteção das proeminências ósseas e posição adequada do corpo/cabeça para evitar que aconteçam lesões neurovasculares periféricas.
Nesse tipo de cirurgia, alguns dos procedimentos a serem realizados pelo profissional Técnico em Enfermagem, dentro do ambiente cirúrgico, devem incluir:
I. O preparo do material para a assistência anestésica monitorada, usada na maioria das cirurgias oculares.
II. O preparo de música e vapor ambiental suave e relaxante para acalmar o paciente e a equipe de cirurgia/anestesia.
III. A organização de bandeja com solução fisiológica estéril, recipiente para irrigação, cubas, compressas de gazes, cotonetes, desinfetante cutâneo antimicrobiano.
IV. O preparo de campos cirúrgicos repelentes à água, sem fiapos e partículas de fibras.
V. O preparo do conjunto básico de instrumentos para cirurgias oculares que inclui: lâmina descartável, cabos de bisturi, pinça de córnea, pinça de sutura, pinça de pontos, porta-agulhas, tesoura de córnea, tesoura de pontos, cautério, entre outros.
VI. A verificação do funcionamento adequado do microscópio cirúrgico antes de seu uso.
Diante do exposto, qual é a análise correta dessas afirmações?
O posicionamento cirúrgico tem como principal finalidade promover o acesso ao sítio cirúrgico e deve ser realizado de forma correta e adequada. É essencial os procedimentos cirúrgicos serem seguros e bem sucedidos, prevenindo eventuais complicações. Um posicionamento cirúrgico realizado de forma inadequada pode favorecer a presença de alterações nos pacientes com lesões por pressão, síndrome compartimental e lesões de nervos periféricos, entre outras. O Técnico em Enfermagem deve se atentar para que não aconteçam problemas posteriores decorrentes de um posicionamento cirúrgico inadequado.
Isso posto, analise as afirmações na sequência:
I. O tipo de cirurgia a ser realizada pode apresentar impacto sobre o desenvolvimento de lesões por pressão; quanto mais demorado o procedimento, maior será o risco ao paciente. Cirurgias que envolvem perda sanguínea considerável, circulação extracorpórea e clampeamento de vasos importantes podem contribuir para a falta de fluxo sanguíneo no tecido sob pressão, favorecendo as lesões no local.
II. Antes do procedimento cirúrgico, é importante conversar com o paciente e saber dele qual é a melhor posição que ele gostaria de permanecer durante sua cirurgia, para evitar que aconteçam problemas posteriores.
III. Quando houver um posicionamento cirúrgico incorreto, pode ocorrer a síndrome compartimental, na qual a perfusão de um membro acaba sendo prejudicada. Faixas muito apertadas, pressão do peso de um braço ou perna contra a borda de algum suporte, pressão poplítea excessiva de um estribo de sustentação de joelho podem ser algumas das situações favorecedoras do surgimento dessa síndrome.
IV. Lesões relacionadas com estiramentos, compressões e lacerações podem acontecer durante procedimentos cirúrgicos induzidas pela posição.
Diante do exposto, qual a análise correta dessas afirmações?
O profissional de saúde precisa saber o que fazer, no momento em que se depara com uma Parada Cardiorrespiratória (PCR). Este é um dos problemas mais graves de saúde e caracteriza-se pela ausência de atividade mecânica cardíaca efetiva, confirmada por ausência de pulso, juntamente com falha na mecânica ventilatória. Na Parada Cardiorrespiratória Intra-Hospitalar (PCRIH), em relação ao suporte básico e avançado de vida para adultos, a American Heart Association (AHA), recomenda que deve ser seguida uma sequência de atitudes.
Diante do exposto, o que o profissional de saúde deve fazer na PCRIH?