Questões de Concurso Para fuvest

Foram encontradas 6.431 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4227578 Medicina
O eletrocardiograma apresentado a seguir foi feito no momento de uma crise de palpitações taquicárdicas em um paciente de 45 anos de idade, logo após o esforço físico, sem antecedentes prévios de cardiopatia. O paciente estava com PA de 110×70 mmHg e a FC em torno de 170 bpm. 

Q11.png (506×276)

Com base neste ECG da crise é, possível afirmar:
Alternativas
Q4227577 Medicina
Paciente de 18 anos de idade, com Síndrome de Wolff-Parkinson-White com duas tentativas prévias de ablação, submetido a novo procedimento sendo realizadas múltiplas aplicações utilizando cateter irrigado. A seguir, são apresentados o traçado antes da ablação (A) e o traçado realizado na manhã do dia seguinte ao procedimento (B), onde o paciente relata ter apresentado desconforto torácico por toda a noite. 

Q10_1.png (688×372) Q10_2.png (678×365)

Com base no caso descrito, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Alternativas
Q4227576 Medicina
As afirmações a seguir exibem comentários sobre estudos relacionados ao uso de ACODs no contexto de Doença Arterial Coronária (DAC), com implante de stent eletivo em pacientes com fibrilação atrial.

I - Os dados do estudo AUGUSTUS demonstraram que a dose de apixabana mais adequada para redução de sangramento foi a de 2,5 mg duas vezes ao dia e clopidogrel 75 mg, sem acréscimo de aspirina, por até 12 meses. Depois, apenas apixabana 5 mg ou 2,5 mg duas vezes ao dia, a depender do cálculo de peso, idade e creatinina sérica.
II - Os dados do estudo PIONEER-AF demonstraram que a dose de rivaroxabana 2,5 mg duas vezes ao dia (associada ao uso de aspirina e clopidogrel por 1 a 3 meses), seguida de dose de 15 mg ou 20 mg associada ao clopidrogrel por 1 ano, é uma estratégia superior em redução de sangramento quando comparada ao uso direto de rivaroxabana 15 mg junto com clopidogrel 75 mg por 1 ano.
III - Os dados do estudo REDUAL-PCI revelaram que o risco de sangramento foi menor entre aqueles que receberam terapia dupla com dabigatrana (110 mg ou 150 mg duas vezes ao dia) e um inibidor P2Y12, do que entre aqueles que receberam terapia tripla com varfarina, um inibidor P2Y12 e aspirina. A terapia dupla não foi inferior à terapia tripla no que diz respeito ao risco de eventos tromboembólicos.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4227575 Medicina
Paciente de 33 anos de idade procura pronto-socorro com episódios de palpitações aos esforços e episódio de síncope ao subir escada. Na avaliação inicial, apresenta PA de 100×60 mmHg, FC de 52 bpm. Relata fazer atividades físicas regulares com pedaladas em estrada. Foi realizado o ECG apresentado a seguir: 

Q8.png (681×376)

Com base no caso descrito, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4227574 Medicina
Leia as seguintes afirmações sobre as taquicardias ventriculares sem cardiopatia estrutural:

I – As taquicardias ventriculares verapamil-sensíveis são, geralmente, as de via de saída do ventrículo direito. A ablação por cateter é altamente eficaz no tratamento curativo.
II – As taquicardias do fascículo póstero-inferior costumam ter um padrão de bloqueio de ramo direito e hemibloqueio pósteroinferior (ou BDPI). O tratamento curativo é a ablação por cateter.
III – As taquicardias adrenérgicas-dependentes com padrão bidirecional não estão relacionadas ao mecanismo de reentrada. Deve ser considerado o uso de β-bloqueadores tipo propranolol ou nadolol e investigar causas genéticas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4227573 Medicina
Em relação ao atendimento de pacientes com síncope na unidade de emergência, pode-se afirmar:
Alternativas
Q4227572 Medicina
Observe o traçado de ECG apresentado a seguir:

Q5.png (564×392)

Em relação ao traçado apresentado, pode-se afirmar: 
Alternativas
Q4227571 Medicina
Paciente de 65 anos de idade, com antecedentes de hipertensão arterial essencial, diabetes melito não-insulino dependente, com doença arterial periférica importante (ex-tabagista), foi submetida à ablação por cateter para tratamento de Fibrilação Atrial (FA) persistente há cerca de 6 meses. Estava em uso de Anticoagulante Oral de Ação Direta (ACOD), sem antiarrítmico, quando iniciou quadro de palpitações taquicárdicas arrítmicas há cerca de 24 horas. Procura o serviço de emergência, com quadro de dispneia leve, PA de 130×80 mmHg, ECG com FA, QRS estreito e frequência cardíaca em torno de 140 bpm. Estava em jejum há cerca de 6 horas, e tinha tentado uso de amiodarona 200 mg por conta própria, sem sucesso. Refere que veio preparada para Cardioversão Elétrica (CVE), conforme orientação do seu médico. Indagada sobre o uso do ACOD, refere ter “falhado algumas doses” nos últimos 30 dias. Considerando as atuais recomendações e diretrizes, assinale a alternativa mais adequada quanto ao manejo da anticoagulação durante a cardioversão. 
Alternativas
Q4227570 Medicina
Mulher, 50 anos de idade, comparece ao pronto-socorro com queixas de palpitações taquicárdicas e mal-estar. Nega síncope ou pré-síncope. Ao exame físico, apresenta-se taquicárdica, estável hemodinamicamente, com SpO2 de 96% em ar ambiente. Foi realizado ECG apresentado a seguir:

Q3.png (693×441)

Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e a conduta correta.
Alternativas
Q4227569 Medicina
Paciente com Síndrome de Brugada tipo 1 espontâneo e síncopes recorrentes foi submetido ao implante de CDI há cerca de 2 meses. Teve 3 terapias inapropriadas. Neste caso, quais seriam as 2 principais hipóteses? 
Alternativas
Q4227568 Medicina
Mulher, 60 anos de idade, portadora de marca-passo atrioventricular por doença do nó sinusal. Em consulta, queixa-se de episódios de palpitações taquicárdicas. Nega dor torácica, dispneia, síncope ou pré-síncope. Exame físico sem alterações. Em Holter, apresenta períodos de taquicardia que são demonstrados a seguir, também evidenciados em ECG de 12 derivações.

Q1.png (717×578)

Com base nos traçados apresentados, assinale a alternativa que indica o diagnóstico e a conduta correta.
Alternativas
Q4227567 Psiquiatria
Homem, 76 anos de idade, com histórico de hipertensão e fibrilação atrial, é trazido ao ambulatório pelos filhos por apresentar, há 8 meses, dificuldade de memória, piora do equilíbrio e episódios de irritabilidade. Nas últimas semanas, passou a ter comportamento social inadequado, como rir sem motivo e retirar roupas em locais públicos, além de episódios de incontinência urinária. Ao exame físico, apresenta-se consciente, desinibido, com discurso tangencial. Marcha apraxia. MEEM: 20/30. O teste do desenho do relógio foi profundamente desorganizado.
• RM de encéfalo (FLAIR e T2): múltiplas áreas hiperintensas na substância branca periventricular e nos núcleos da base, além de rarefação da substância branca frontoparietal.
• EEG: ritmo de base desorganizado, sem atividade epileptiforme.
• Líquor: pressão normal, sem pleocitose, proteínas e glicose normais.
• Exames laboratoriais: TSH, B12 e VDRL não reagentes ou normais.

Com base no quadro clínico descrito e nos achados complementares, qual o diagnóstico mais provável? 
Alternativas
Q4227566 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Após iniciar terapia de reposição colinérgica com cloridrato de donepezila e manter 10 mg/dia por três meses, você decide encaminhar o paciente para um serviço especializado, visando à implementação da imunoterapia antiamiloide por via infusional, utilizando-se o medicamento lecanemab, importado dos Estados Unidos. A avaliação feita pela equipe especializada ratificou a indicação do tratamento, pelas premissas de: (i) adequação do diagnóstico biológico da doença de Alzheimer; (ii) estágio evolutivo compatível com a perspectiva de benefícios clínicos; e (iii) genótipo da apolipoproteína E compatível com a intervenção. Os exames prévios de ressonância magnética foram revisados pela equipe, que identificou: ausência de eventos vasculares corticais prévios, isquêmicos ou hemorrágicos; microangiopatia subcortical leve, sem lesões confluentes; ausência de siderose superficial cortical ou de micro hemorragias sugestivas de angiopatia cerebral amiloide subjacente. Foram prescritas infusões quinzenais do medicamento na dose de 10 mg/kg e programados exames de imagem cerebral por ressonância magnética seriados para monitoramento de segurança. As infusões ocorreram sem intercorrências clínicas e não foram relatados sintomas sugestivos de eventos adversos. Após a 13ª infusão, foi feita uma ressonância magnética de controle que identificou a ocorrência de duas lesões compatíveis com ARIA (AmyloidRelated Imaging Abnormalities) em região occipitotemporal esquerda, sugestivas de micro hemorragias de volume inferior a 1 cm³ conforme mostra a imagem a seguir (achado em destaque).

Imagem associada para resolução da questão

O paciente foi convocado para reavaliação clínica, constatando-se que esse achado de imagem não era acompanhado de sintomas ou sinais clínicos. Com base nessas informações, assinale a alternativa que melhor corresponde ao diagnóstico e conduta neste caso. 
Alternativas
Q4227565 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Em relação à terapia modificadora da Doença de Alzheimer (DA), assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4227564 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
O paciente aceitou a sua indicação sobre os exames subsidiários, e tomou providências para realizá-los da forma mais abrangente possível. Alguns exames já ficaram prontos e são apresentados a seguir:

• A avaliação da funcionalidade, feita por uma terapeuta ocupacional experiente, mostrou preservação total da capacidade de desempenhar atividades básicas da vida diária, mas identificou algumas dificuldades em tarefas instrumentais de maior complexidade, como lembrar-se de todos os itens de uma lista de compras e realizar cálculos mentais para determinar o troco em transações financeiras.
• A volumetria hipocampal por ressonância magnética mostrou volume hipocampal de 1,82 cm³ à esquerda e 2,16 cm³ a direita, sugerindo redução assimétrica do volume hipocampal.
• O exame de imagem funcional por 18F-FDG-PET revelou redução da atividade metabólica em região mesial dos lobos temporais, mais acentuada à esquerda, e também nos córtices de associação temporoparietais (pré-cúneo e cíngulo posterior) com predomínio à esquerda. As concentrações do radiofármaco em áreas subcorticais, como estriado e tálamo, bem como nos córtices sensoriomotores e no cerebelo estavam preservadas.
• A análise de biomarcadores plasmáticos (com base nas concentrações de peptídeos Aβ42 e Aβ40, proteína Tau fosforilada e não fosforilada em treonina 217, e do genótipo ApoE) indicou um índice APS (amyloid probability score) de 75, sugerindo alta probabilidade da presença de placas de amiloide em tecidos cerebrais.
• Exame de imagem molecular por 11C-PIB-PET revelou captação do traçador em áreas corticais, com SUVR (Standardized Uptake Value Ratio) de 2,05 sugerindo acúmulo de amiloide cerebral.
• Pesquisa de polimorfismos da apolipoproteína E indicou que o paciente é portador do genótipo heterozigoto ε-3/ε-4.

Com base nessas informações, assinale a alternativa que melhor reflete (i) a classificação AT(N), onde A se refere à presunção do acúmulo de amiloide cerebral, T se refere à presunção de acúmulo de proteína tau fosforilada e N indica evidência de processo neurodegenerativo; e (ii) como essa informação pode auxiliar no raciocínio clínico, para fins de esclarecimento diagnóstico e tomada de decisões terapêuticas. 
Alternativas
Q4227563 Psiquiatria
        Homem branco, 71 anos de idade, casado, engenheiro (sócio proprietário de empresa de construção civil), residente em São Paulo. Solicita uma consulta, em consultório particular, para obter uma terceira opinião sobre o seu caso. Comparece acompanhado da esposa, mas ele próprio fornece as informações de anamnese com boa precisão. Conta que, no último ano, tem notado lapsos de memória, particularmente para fatos recentes, e dificuldades para encontrar palavras durante uma conversa informal – sintomas que parecem ter se acentuado ao longo do tempo. Apesar disso, continua com capacidade plena para exercer atividades diárias, inclusive aquelas relacionadas ao exercício de sua profissão, embora hoje não tenha mais tantas atribuições, pois o trabalho operacional é realizado por sua equipe. Mantém suas rotinas esportivas (joga tênis, faz caminhadas) e sociais (frequenta concertos de música clássica e aprecia reunir-se com amigos em restaurantes). Não se considera deprimido, mas reconhece estar preocupado com os sintomas cognitivos. Sua esposa corrobora a impressão de que os esquecimentos não causam incapacitação, mas são perceptíveis em situações cotidianas.

       Em uma primeira consulta com seu médico generalista, foi assegurado de que estaria bem clinicamente, eutrófico e com parâmetros de saúde normais. Relata hipertensão leve e dislipidemia (controladas); nega diabetes melito, hipotireoidismo ou outras condições clínicas. Tem boa acuidade auditiva e visual, com lentes corretivas. Faz uso de metoprolol (50 mg/dia), ácido acetil salicílico (100 mg/dia) e rosuvastatina (10 mg/dia). É filho único e sua mãe, com 94 anos de idade, tem boa saúde, mas já demonstra sinais de senilidade. Quando insistiu sobre sua preocupação com as falhas de memória, somadas ao fato de que seu pai faleceu com demência aos 82 anos de idade, o médico lhe recomendou consultar um neurologista.

      Nesta consulta, apesar de não identificar anormalidades no exame neurológico e de ter apresentado desempenho satisfatório em teste de rastreio cognitivo (28 pontos no teste cognitivo de Montreal), foram solicitados outros exames. A avaliação neuropsicológica foi compatível com a hipótese de comprometimento cognitivo leve amnéstico. O exame de imagem cerebral por ressonância magnética não mostrou alterações significativas em relação aos parâmetros gerais; apenas mínimas alterações microangiopáticas (escore de zero na escala de Fazekas) e, à inspeção visual das porções mesiais dos lobos temporais, foram atribuídos os escores MTA (Medial Temporal Atrophy, ou Atrofia Medial Temporal) pela escala de Scheltens, sendo MTA = 2 à esquerda e MTA = 1 à direita. Com base nessas informações, o médico tranquilizou o paciente, dizendo que sua condição não seria compatível com o diagnóstico de demência. Prescreveu um polivitamínico “para fortalecer a memória” e sugeriu que ele retornasse em consulta de seguimento em 6 meses.

      Na consulta com você, psicogeriatra, são relatados os dados da história clínica e apresentados os exames realizados. Sua orientação foi de que a condição clínica descrita, como comprometimento cognitivo leve amnéstico pode ser indício de doença de Alzheimer em fase incipiente; contudo, seria precipitado estabelecer esse diagnóstico categoricamente com os dados atuais. E que, embora a conduta expectante não esteja incorreta, outros exames poderiam ser realizados para se obter uma melhor caracterização clínica e estabelecer o diagnóstico diferencial com a Doença de Alzheimer.
Considerando que o paciente tem condições financeiras para custear exames não providos pelo SUS, assinale a alternativa que apresenta os exames que você indicaria para completar a investigação clínica, tendo como objetivo estabelecer o “diagnóstico biológico” da Doença de Alzheimer, considerando-se um possível encaminhamento para terapia modificadora da doença com drogas antiamiloide. 
Alternativas
Q4227562 Medicina
Homem, 69 anos de idade, apresenta quedas frequentes, rigidez axial, lentidão motora, distúrbio de olhar vertical e alterações de comportamento com apatia e desinibição leve. A ressonância mostra o sinal do “bico do colibri” (colibri’s beak) no tronco encefálico. Qual o diagnóstico mais provável?
Alternativas
Q4227561 Medicina
Na doença de Alzheimer, a presença de taupatia neocortical constatada por meio do PET cerebral ou por fluidos substitutos (sangue ou líquor) sempre é um prérequisito para o surgimento da cascata amiloide anormal, identificável por meio do PET-amiloide, sangue ou líquor, e esse fenômeno facilita o diagnóstico neuropatológico precoce da doença, ou seja, antes do aparecimento do declínio cognitivo.
Alternativas
Q4227560 Psiquiatria
Sobre a instrumentalização diagnóstica das demências, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4227559 Psiquiatria
Em relação ao transtorno afetivo bipolar, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Respostas
801: A
802: D
803: C
804: C
805: B
806: C
807: D
808: B
809: D
810: B
811: C
812: C
813: A
814: D
815: B
816: D
817: B
818: D
819: B
820: C