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“Defenderei que os programas de formação têm de desenvolver três ‘famílias de competências’ – saber relacionar e saber relacionar-se, saber organizar e saber organizar-se, saber analisar e saber analisar-se – que são essenciais para que os professores se situem no novo espaço público da educação. Na sua definição, utilizo as formas transitivas e pronominais dos verbos, para sublinhar que os professores são, ao mesmo tempo, objectos e sujeitos da formação”.
NÓVOA, António. A formação de professores e o trabalho pedagógico. Lisboa: Educa, 2002, p.22
Qual é o papel dos programas de formação de professores na construção do novo espaço público da educação?
“O objetivo geral dos cursos de Licenciatura da USP está em consonância com o objetivo geral da formação em nível de Graduação na Universidade de São Paulo. Assim, os cursos de licenciatura se orientam pelo objetivo de formar docentes como sujeitos críticos e responsáveis, agentes de transformação da realidade brasileira, comprometidas/os com a busca de respostas aos desafios e problemas existentes no cenário educacional nacional.”
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Programa de Formação de Professoras e Professores. São Paulo: USP/PRG, 2023
Tendo em vista o objetivo geral do Programa de Formação de Professoras e Professores da Universidade de São Paulo, qual alternativa expressa corretamente dois dos objetivos específicos em torno dos quais se articulam os projetos político-pedagógicos das licenciaturas na universidade?
LOPES, Alice C. Políticas de integração curricular. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2008, p. 73
No currículo centrado nas disciplinas ou matérias escolares, valorizam-se as unidades de experiência e os métodos de projetos e resolução de problemas, cujo aspecto comum é a
CARVALHO, Anna Maria Pessoa de. Estágios nos Cursos de Licenciatura. São Paulo: CENGAGE, 2012, p. 46 a 51
Assinale a alternativa que registra um exemplo de aplicação desses conceitos.
TOLEDO, C. T. Entendendo a "interseccionalidade": abordagens e desafios. In: VIANNA, Cláudia e CARVALHO, Marília (Orgs.). Gênero e educação: 20 anos construindo conhecimento. Belo Horizonte: Autêntica, 2020, p. 17
Embora a perspectiva interseccional seja de extrema relevância para os estudos que articulam gênero, raça e classe, alguns desafios persistem. Dentre esses desafios, encontra-se a seguinte limitação:
ZABALA, Antoni. A prática pedagógica: como ensinar. Porto Alegre: Artmed. 1998, p. 213
A avaliação está condicionada à função social atribuída ao ensino e à concepção de aprendizagem. Na perspectiva adotada por Antoni Zabala, qual é a principal dificuldade ao se tentar informar a aprendizagem de um aluno por meio de uma única nota ou indicação?
PARO, V. H. Avaliação e repetência. In: CARVALHO, José Sergio Fonseca de. Educação, cidadania e direitos humanos. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 250
Dadas as dificuldades de avaliar o produto “aluno educado”, o autor defende uma avaliação processual, que é adequadamente desenvolvida
AZANHA, José M. Educação: temas polêmicos. São Paulo: Martins Fontes, 1995, p. 113-114
Azanha se posicionou em relação aos debates sobre a municipalização do ensino, defendendo que o processo
NÓVOA, António. Os professores na virada do milênio: do excesso dos discursos à pobreza das práticas. Revista Educação e Pesquisa, v.25, n.01, jan/jun, São Paulo, Faculdade de Educação da USP, 1999, p. 13-14
António Nóvoa analisa a realidade discursiva centrada na lógica excesso-pobreza aplicada ao exame da situação dos professores. Sobre as políticas educativas, o autor sinaliza
PATTO, Maria Helena S. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997, p. 48
Maria Helena Patto critica a teoria da carência cultural, que, empregada na educação, gera argumentos estigmatizados para justificar o fracasso escolar
GALVÃO, Izabel. Conflitos no cotidiano escolar. In: CARVALHO, José Sergio Fonseca de. Educação, cidadania e direitos humanos. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 191
Os conflitos são inerentes ao cotidiano educacional e podem se manifestar de maneira positiva, como motores, ou negativa, como sintomas. Assinale a alternativa que indica, respectivamente, um aspecto positivo e um negativo do conflito escolar.
“Devido ao cruzamento de dimensões, conflitos e realidades que se manifestam no estudo do currículo, esse é um importante campo de pesquisa. Nesse debate, encontramos diversas linhas de trabalho fundamentais: a) a sociologia do currículo, discutindo os valores implícitos nos currículos dominantes; b) a incipiente história do currículo, que começa a acompanhar o curso da configuração do que entendemos como matérias de estudo; c) as críticas à racionalidade moderna, as quais têm posto em evidência suas carências e a ocultação de culturas, públicos e relatos ignorados; d) o debate sobre a profissionalização do conhecimento; e e) o enfrentamento entre a educação como necessidade de assimilação de cultura e uma perspectiva educacional que visa ao desenvolvimento individual, os interesses do aluno e os significados subjetivos da cultura.”
GIMENO SACRISTÁN. O que significa o currículo? In: GIMENO SACRISTÁN, J. (Org.) Saberes e incertezas sobre o currículo. Porto Alegre: Penso, 2013, p. 34
“A ideia (ainda muito presente no senso comum educacional) de que a qualidade do desenvolvimento curricular, e da educação de uma maneira geral, depende de uma definição precisa dos objetivos a serem implementados – e, por conseguinte, do perfil de profissional, de cidadão ou de sujeito social que se pretende formar – é sintonizada com esse pensamento de que o currículo existe para atender às finalidades sociais do modelo produtivo dominante. [...]
Considera, sim, que a definição dos objetivos, a partir de uma concepção empírico-positivista de ciência, pode estabelecer o controle neutro do trabalho realizado. Por isso o caráter comportamental de um objetivo é defendido, na medida em que o comportamento do aluno – como expressão objetiva, sem ambiguidades e inequívoca do produto do processo educacional – garantiria a possibilidade de avaliação da eficiência desse processo”.
LOPES, Alice C. Políticas de integração curricular. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2008, p. 66-67
Qual das concepções de currículo apresentadas por Gimeno Sacristán expressa de maneira mais adequada a crítica estabelecida por Alice Lopes?
MEIRIEU, Philippe. Aprender... sim, mas como? Porto Alegre: Artmed, 1998
Phillippe Meirieu ironiza certas concepções de aprendizagem para defender uma concepção
HARGREAVES, Andy. Os professores em tempos de mudança: o trabalho e a cultura dos professores na idade pós-moderna. Lisboa: McGraw Hill, 1998, p. 126
Qual a principal consequência da crescente colonização administrativa sobre a prática docente?