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HIV – Pesquisa de Anticorpos anti-HIV1/2 e p24 – Teste de Triagem
Método: Ensaio Quimioluminescente (CLIA) de 4ª geração Amostra: soro
Resultado: 62 U/dL
Valor de Referência: Negativo: < 0,9 U/dL Indeterminado: > 0,9 a < 1,1 U/dL Positivo: > 1,1 U/dL
Obs.: Todo resultado positivo de teste HIV de triagem deve ser submetido ao teste confirmatório (complementares e coleta em uma nova amostra, segundo recomendações pelo Fluxo Min. Saúde (Manual Técnico para o Diagnóstico da Infecção pelo HIV em Adultos e Crianças / Min Saúde, ed. 2018).
O melhor teste para confirmar o resultado do teste de rastreio deste paciente é:
Homem, 63 anos de idade, diabético e etilista crônico, é admitido com febre alta (39,2 °C), cefaleia intensa, rigidez de nuca, sonolência e vômitos. Ao exame físico, apresenta sinais meníngeos positivos e rebaixamento do nível de consciência. A tomografia de crânio não mostra contraindicações, e a punção lombar é realizada imediatamente. A análise do líquor é apresentada a seguir:
| Parâmetro | Resultado | Valor de Referência |
|---|---|---|
| Aspecto | Turvo | Límpido |
| Pleocitose | 2.100 células/mm³ (90% neutrófilos) | < 5 células/mm³ |
| Glicose | 20 mg/dL | 45 – 80 mg/dL |
| Glicemia sérica | 100 mg/dL | — |
| Proteína | 320 mg/dL | 15 – 45 mg/dL |
| Lactato | 7,5 mmol/L | < 2,2 mmol/L |
A hipótese clínica inicial é de meningite bacteriana aguda. Com base no conhecimento atual sobre o líquor nas meningites infecciosas, assinale a alternativa correta.
Homem, 58 anos de idade, com histórico de gastrectomia total há 3 anos, procura atendimento com queixa de cansaço progressivo e parestesias em membros inferiores. O hemograma revela:
| Exame | Resultado | Valor de Referência |
|---|---|---|
| Hemoglobina | 8,9 g/dL | 13,0 a 17,0 g/dL |
| VCM | 116 fL | 80 a 98 fL |
| HCM | 36 pg | 29 a 33 pg |
| Leucócitos | 3.200/mm³ | 4.000 a 11.000/mm³ |
| Plaquetas | 90.000/mm³ | 150.000 a 450.000/mm³ |
Diante do quadro clínico-laboratorial, qual o diagnóstico mais
provável e o exame laboratorial inicial mais apropriado para
confirmá-lo?
Os exames laboratoriais revelam:
| Exame | Resultado | Valor de Referência |
|---|---|---|
| AST (TGO) | 320 U/L | 10 – 40 U/L |
| ALT (TGP) | 410 U/L | 7 – 56 U/L |
| Fosfatase alcalina | 640 U/L | 40 – 129 U/L |
| GGT | 210 U/L | 9 – 36 U/L |
| Bilirrubina total | 5,6 mg/dL | 0,2 – 1,2 mg/dL |
| Bilirrubina direta | 3,8 mg/dL | 0,0 – 0,3 mg/dL |
Assinale a alternativa correta.
Homem, 68 anos de idade, com história de DPOC e insuficiência cardíaca, é admitido no pronto-socorro com dispneia progressiva nas últimas 12 horas, sonolência e uso de musculatura acessória. A oximetria mostra SpO₂ de 85% em ar ambiente. Foi coletada gasometria arterial antes de qualquer intervenção, com os seguintes resultados:
| Parâmetro | Resultado | Valor de Referência |
|---|---|---|
| pH | 7,26 | 7,35 – 7,45 |
| pCO₂ | 68 mmHg | 35 – 45 mmHg |
| pO₂ | 52 mmHg | 80 – 100 mmHg |
| HCO₃⁻ | 28 mEq/L | 22 – 26 mEq/L |
| Excesso de base (BE) | +2 | -2 a +2 mEq/L |
| SpO₂ | 84% | > 95% |
Assinale a alternativa correta.
Mulher, 28 anos de idade, com queixa de adinamia há 6 meses, acompanhada de ganho de peso, constipação intestinal, pele e cabelos ressecados, sonolência, irregularidade menstrual nos últimos meses (ciclos a cada 40 dias). Nega uso de medicamentos. Na investigação laboratorial, apresenta o seguinte perfil hormonal:
TSH: 32 mg/mL (ref.: 0,45 a 4,5 mUI/L)
T4 livre: 0,4 ng/dL (ref.: 0,9 a 1,8 ng/dL)
Prolactina: 45 pg/mL (ref.: até 29 pg/mL)
Prolactina após precipitação com PEG (polietilenoglicol): 36 pg/mL
LH: 3,5 U/L (ref.: até 12 UI/L)
FSH: 12,5 UI/L (ref.: até 12 UI/L)
Estradiol: 4,3 ng/dL (ref.: 1,2 a 23,3 ng/dL)
Sobre o quadro clínico e laboratorial desta paciente, é correto afirmar:
Paciente com IC avançada foi internado para avaliação de elegibilidade para transplante. Apresenta os seguintes dados hemodinâmicos ao CATE-D:
DC: 1,7 L/min/m²
PCP: 22 mmHg
PSAP: 54 mmHg
PVC: 14 mmHg
RVP: 5,2 Wood
IC: 1,8 L/min/m²
Em relação aos dados apresentados, assinale a alternativa correta.
Note e adote:
DC: débito cardíaco;
PCP: pressão capilar pulmonar;
PSAP: pressão sistólica na artéria pulmonar;
PVC: pressão venosa central;
RVP: resistência vascular pulmonar;
IC: índice cardíaco.
Quando era jovem, Carlos nunca tivera problemas para dormir. Mas depois que os cabelos começaram a branquear, por volta dos quarenta anos, tornou-se difícil desligar o cérebro ao se deitar. Pensava na filha, Beatriz, que nos últimos meses andava até alta madrugada no bar onde os traficantes do bairro faziam festa toda noite. Como ela vai cuidar do meu neto desse jeito? O Cauã precisa de um exemplo melhor, pensava. Preocupava-se com a mãe, cada vez mais frágil. Depois que quebrou a perna – o colo do fêmur, disse o médico, nunca mais voltou a andar direito, hoje só com bengala. Pelo menos agora ele estaciona na vaga especial quando a leva no mercado para as compras da semana. Notou que as sacolas estão ficando menores – o que estaria diminuindo, o apetite ou o dinheiro? A cabeça da Dona Maria ainda era boa, mas ela estava falando muito num tal missionário que sempre precisava de doação para as obras. Será que está gastando demais? Impossível dormir com tudo isso na cabeça. Hoje em dia, só com o zolpidem que o médico do posto indicou. No começo, um comprimido de 10 mg dava conta. Mas, quando a filha passou a responder um processo criminal por acompanhar o novo namorando num assalto, havia noites que precisava de dois, até três para dormir. Ela alegava que havia usado maconha, que não se lembrava, mas isso não parecia que iria convencer o juiz.
Numa dessas noites de mais preocupação, Carlos perdeu a conta de quantos comprimidos tomou. De manhã, encontrou a esposa, Cláudia, discutindo com a empregada, Tânia, que morava num quarto dos fundos com a filha pequena. Ainda zonzo, demorou a entender que a mulher o estava acusando de abusar da menina durante a noite. A menina, de quatro anos, fizera xixi na cama e acordara chorando. Quando a mãe acordou e foi atrás dela, encontrou-o no banheiro com a garota, tocando suas partes íntimas. Tânia dizia que iria chamar a polícia, mas a esposa afirmava que ele só deveria estar a ajudando a se limpar. Carlos não se lembrava de nada. De repente, se via na mesma situação da filha, alegando não lembrar. Durante a discussão, as duas entraram numa breve altercação física, quando Cláudia empurrou Tânia, que bateu a cabeça sofrendo um corte.
Embora sua esposa o defendesse publicamente, o relacionamento foi fortemente abalado. Cláudia se afastou e se fechou, parecia murchar a cada dia. Carlos a flagrava chorando. Ela não dormia, não conversava com mais ninguém. Deixou de ir à igreja. Mal saía da cama. O médico da família passou um antidepressivo para ela, fluoxetina 20 mg, dizendo que era depressão, e uma semana depois ela tomou todas as cartelas de fluoxetina de uma vez, sendo levada ao pronto-socorro, onde permaneceu internada por dois dias. Tânia deixou o emprego e voltou para sua cidade natal – além de processar os patrões – e Cláudia assumiu os cuidados com a casa, mas não conseguia manter as coisas em ordem, sequer preparava as refeições do neto.
Ao saber da situação toda, o pai de Cauã, neto de Carlos, pediu a guarda do filho. Afirmava que a mãe era doente mental, sem condições de cuidar do menino, e que a criança estava sendo negligenciada. Ele já tinha seis anos, e a mãe tentara algum tempo fazer a cabeça do menino contra o pai, só parando depois que começou a namorar.
Diante do delegado, Carlos pensava em tudo isso. Sobre a sua acusação? Queria lembrar, mas não conseguia. Todo o resto queria esquecer. Mas não poderia.
Caso Carlos se recusasse a mantê-la internada depois de afastado o risco iminente de morte,