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Uma relativa estabilidade permite que chegue ao fim o governo de Prudente de Morais e que se faça, sem maiores dificuldades, a eleição de seu sucessor. O escolhido é Manuel Ferraz de Campos Sales, republicano histórico, membro do PRP, ministro de Deodoro, presidente de São Paulo e político experimentado, capaz de conciliar posições firmes em questões importantes, agir com equilíbrio e manter uma imagem de neutralidade. Sales garante, na verdade, em meio ao tumultuado processo republicano, a presença de São Paulo nas decisões mais importantes da política da República.
RESENDE, Maria Efigênia Lage de. O processo político na Primeira República e o liberalismo oligárquico. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (orgs.). O Brasil republicano: o tempo do liberalismo oligárquico – da Proclamação da República à Revolução de 1930. 10. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018, p. 101-102.
Considerando o texto apresentado, quanto ao regime oligárquico da Primeira República e às suas dinâmicas políticas, julgue (C ou E) o item a seguir.
Com a chamada “política dos estados”, Campos Sales
buscou estabelecer relações de compromisso entre o
executivo federal e os executivos estaduais,
possibilitando a formação de um legislativo
minimamente coeso no plano federal, capaz de dar
sustentação às políticas a serem implementadas.
A respeito da política externa brasileira na Primeira República, julgue (C ou E) o item a seguir.
Para a região platina, o barão do Rio Branco, convicto
monarquista, retomou a política de contenção da
Argentina, aplicada pelo Império do Brasil. Seu objetivo
era recuperar a posição hegemônica do Brasil no Cone
Sul e, para tanto, abandonou a diplomacia baseada na
ideia de “paciência estratégica” para com o vizinho.
A respeito da política externa brasileira na Primeira República, julgue (C ou E) o item a seguir.
As ótimas relações entre Brasil e EUA na Primeira
República, especialmente durante a chancelaria do barão
do Rio Branco, resultaram no apoio de Washington para
a candidatura do Brasil a um assento permanente na
Corte Internacional de Justiça, o que se concretizou na II
Conferência de Paz de 1907, realizada em Haia.
A respeito da política externa brasileira na Primeira República, julgue (C ou E) o item a seguir.
Rio Branco negociou o Acre com a Bolívia e com o
Peru, recorrendo ao princípio do utis possidetis, extraído
do direito internacional. O Tratado de Petrópolis, de
1903, assinado pelos três países, resultou no pagamento
de indenização por parte do Brasil e na construção da
ferrovia Madeira-Mamoré. Por outro lado, afastou
completamente a possibilidade de um conflito armado
com o Peru, que não tinha condições econômicas para
explorar, nem interesse geopolítico nos territórios do
Alto Juruá e do Alto Purus.
A respeito da política externa brasileira na Primeira República, julgue (C ou E) o item a seguir.
Ao longo da chancelaria de José Maria da Silva
Paranhos Júnior, entre 1902 e 1912, a diplomacia
brasileira foi marcada por forte pragmatismo e pela
implantação de uma ativa política externa. Entre seus
objetivos preferenciais, estavam a busca da estabilidade
e do equilíbrio geopolítico no rio da Prata e o
estabelecimento de relações próximas com a potência
em ascensão no período, os Estados Unidos da América
(EUA), já que as principais ameaças externas vinham
dos franceses e dos ingleses na Amazônia.
No que se refere às revoltas ocorridas no Período Regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.
Também liderada por segmentos populares e de baixa
extração social do sul do Brasil, a Revolução
Farroupilha foi o mais longo conflito interno do
Império. Ao contrário da Cabanagem, a agenda dos
farroupilhas centrava-se exclusivamente na libertação
dos escravizados e na implantação de uma República
na região platina.
No que se refere às revoltas ocorridas no Período Regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.
Logo após a aprovação do Ato Adicional de 1834, uma
segunda onda de revoltas regenciais eclodiu, dessa
feita, com movimentos de grande porte e com
significativa variedade regional. Ocorreu no Pará a
mais notável, popular e sangrenta das revoltas do
Império – a Cabanagem (1835-40). Ela reuniu
membros das camadas mais baixas da sociedade
amazônica (como indígenas, caboclos, lavradores e
seringueiros) e tomou o governo provincial por cerca
de nove meses. Sua pauta era extensa e difusa, indo do
ódio aos estrangeiros à defesa da autonomia
provincial, da religião católica e de D. Pedro II. A
Cabanagem chegou até as fronteiras do Brasil central,
aproximou-se do litoral norte e nordeste e gerou
distúrbios internacionais na América caribenha.
No que se refere às revoltas ocorridas no Período Regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.
Uma exceção às revoltas urbanas de tropa e povo do
primeiro momento regencial foi a Cabanada
(1831-1832), que atingiu as zonas rurais e teve a
participação de expressivo contingente indígena do
vale do rio Jacuípe, entre Alagoas (norte) e
Pernambuco (mata sul). Com um histórico antigo de
relações com os poderes central e provincial e tendo
lutado, em troca de proteção, ao lado das tropas régias
que debelaram entre 1817 e 1824, os indígenas temiam
que a abdicação de D. Pedro I fomentasse o assalto de
seus territórios nativos por parte de caudilhos e
fazendeiros alinhados com os moderados e federalistas
locais.
No que se refere às revoltas ocorridas no Período Regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.
O primeiro ciclo dessas revoltas, característico da fase
das regências trinas, foi marcado por movimentos
urbanos de tropa e povo, com dimensões relativamente
modestas, pouco organizados e com motivações muito
diversas, entre as quais se destacavam a insatisfação de
exaltados e caramurus com o governo moderado, as
ambições federalistas, e os descontentamentos da
soldadesca com a redução dos efetivos, os critérios de
promoção, os baixos soldos, o atraso das rações, os
recrutamentos forçados e os castigos físicos.
A respeito das dinâmicas das políticas institucionais do Primeiro Reinado, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na agenda externa do Primeiro Reinado, assuntos
como guerra e finanças tomaram grande espaço nos
debates parlamentares a partir de 1826. Em questão,
estavam a Guerra da Cisplatina, na região da bacia do
rio da Prata, e os tratados de paz e aliança com a antiga
metrópole e de proibição do tráfico de escravizados
africanos firmado com a Inglaterra. Em todos os casos,
apesar das pressões orçamentárias, dos riscos
econômicos e das críticas pontuais quanto à submissão
brasileira aos interesses ingleses, os gastos da guerra
contra os portenhos, as “indenizações” pagas e a
abolição do tráfico atlântico ganharam rápido e
incontestável apoio entre as elites senhoriais e seus
representantes no Parlamento e seguiram, sem
resistências, para a sanção imperial, como previa o
mandamento constitucional de 1824.
A respeito das dinâmicas das políticas institucionais do Primeiro Reinado, julgue (C ou E) o item a seguir.
Ao lado da regulamentação de vários dispositivos da
Constituição, outorgada em 1824, relativos à
organização do Estado, um dos temas mais debatidos
pelos parlamentares, após a reabertura da Assembleia
em 1826, foi o da regulação dos poderes locais.
Prescreveram-se limites precisos para a autoridade
municipal, restringindo sua capacidade legislativa às
matérias de natureza econômica e relativas ao
ordenamento local.
A respeito das dinâmicas das políticas institucionais do Primeiro Reinado, julgue (C ou E) o item a seguir.
Inicialmente aclamadas como medida de efetiva
“constitucionalização” dos governos provinciais ao
prestigiar o princípio eletivo para a escolha de seus
membros e a participação dos luso-brasileiros na
administração, as Juntas de governo, criadas a partir de
1821 pelas Cortes lisboetas, passaram à condição de
persona non grata com a instalação da breve
Assembleia Constituinte de 1823, especialmente entre
aqueles mais próximos do imperador D. Pedro I, os
quais desconfiavam dos chamados “governos
democráticos” e eram adeptos de um liberalismo
clássico, típico da geração Coimbrã, que via o rei
como representante suficiente da nação e único capaz
de garantir a ordem e a razão de Estado perante a
anarquia provincial.
A respeito das dinâmicas das políticas institucionais do Primeiro Reinado, julgue (C ou E) o item a seguir.
Com a reabertura da Assembleia Geral em 1826, as
resistências provinciais foram aplainadas e os anos que
se seguiram até a abdicação, em 1831, foram marcados
pela continuidade política no governo e pela busca de
maiorias parlamentares, sedimentando a estabilização
do sistema político após as agitações desencadeadas
pela Revolução de Porto (1820) e pelo
constitucionalismo luso-brasileiro
A ruptura política com Portugal e a organização do Estado nacional implicariam a elaboração de um aparato ideológico que deveria dar legitimidade ao próprio processo de construção da Nação. Tratava-se agora de inventar o Brasil, não apenas no plano geopolítico, mas também no plano simbólico, forjando as bases de sua identidade. [...] À organização política do Estado nacional deveria corresponder uma produção simbólica que delineasse os contornos da Nação e a integrasse no mundo civilizado, segundo os parâmetros europeus.
SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A invenção do Brasil: um problema nacional? In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 59-69, p. 60.
Acerca das diferentes dimensões do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Pelo Tratado de Paz e Amizade celebrado no Rio de
Janeiro, em 29 de agosto de 1825, o rei de Portugal
reconhecia a independência política do Brasil e
transferia para seu filho Pedro, de sua livre vontade, a
soberania sobre o Império, reconhecendo-o como
imperador. Negociado pelo experiente diplomata
britânico Charles Stuart, enviado extraordinário e
ministro plenipotenciário do rei de Portugal, o Tratado
estabelecia que João VI de Portugal reservava para sua
pessoa o título de imperador do Brasil.
A ruptura política com Portugal e a organização do Estado nacional implicariam a elaboração de um aparato ideológico que deveria dar legitimidade ao próprio processo de construção da Nação. Tratava-se agora de inventar o Brasil, não apenas no plano geopolítico, mas também no plano simbólico, forjando as bases de sua identidade. [...] À organização política do Estado nacional deveria corresponder uma produção simbólica que delineasse os contornos da Nação e a integrasse no mundo civilizado, segundo os parâmetros europeus.
SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A invenção do Brasil: um problema nacional? In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 59-69, p. 60.
Acerca das diferentes dimensões do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Iniciativa que hoje seria considerada como de política
cultural, a criação, por decreto de novembro de 1820,
da Academia Imperial das Belas Artes – que somente
seria efetivada em 1826, com a inauguração de prédio
próprio – institucionalizou o ensino artístico no Brasil
e favoreceu o reconhecimento social do artista. A
atividade da Academia Imperial resultou, nas décadas
seguintes, na formação de artistas cuja produção, no
período do Segundo Reinado, contribuiu para a
legitimação simbólica do Estado Imperial e para
fortalecer o sentimento nacional entre os brasileiros.
A ruptura política com Portugal e a organização do Estado nacional implicariam a elaboração de um aparato ideológico que deveria dar legitimidade ao próprio processo de construção da Nação. Tratava-se agora de inventar o Brasil, não apenas no plano geopolítico, mas também no plano simbólico, forjando as bases de sua identidade. [...] À organização política do Estado nacional deveria corresponder uma produção simbólica que delineasse os contornos da Nação e a integrasse no mundo civilizado, segundo os parâmetros europeus.
SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A invenção do Brasil: um problema nacional? In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 59-69, p. 60.
Acerca das diferentes dimensões do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
As festas cívicas organizadas na cidade do Rio de
Janeiro para a aclamação de Pedro como imperador
constitucional do Brasil, em 12 de outubro de 1822,
tiveram como objetivo afirmar o rompimento
definitivo com Portugal e a instauração de uma nova
soberania; ao mesmo tempo, visavam a fazer
reconhecer a representação popular como uma das
fontes do poder imperial.
A ruptura política com Portugal e a organização do Estado nacional implicariam a elaboração de um aparato ideológico que deveria dar legitimidade ao próprio processo de construção da Nação. Tratava-se agora de inventar o Brasil, não apenas no plano geopolítico, mas também no plano simbólico, forjando as bases de sua identidade. [...] À organização política do Estado nacional deveria corresponder uma produção simbólica que delineasse os contornos da Nação e a integrasse no mundo civilizado, segundo os parâmetros europeus.
SANTOS, Afonso Carlos Marques dos. A invenção do Brasil: um problema nacional? In: A invenção do Brasil: ensaios de história e cultura. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2007, p. 59-69, p. 60.
Acerca das diferentes dimensões do processo de independência do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A contratação de artistas e artífices na França, em
1816, para trabalharem no Brasil foi uma iniciativa
oficial do príncipe regente João, que encarregou o
embaixador do Reino Unido de Portugal, Brasil e
Algarves em Paris, o marquês de Marialva, de definir
os nomes a contratar e de providenciar o embarque
do grupo.
Considering the ideas of the text, mark the following items as right (C) or wrong (E).
Hamlet’s speech represents the soliloquy.
Considering the ideas of the text, mark the following items as right (C) or wrong (E).
Hamlet expresses that his father’s sins were possibly
forgiven by God before he was killed.
Considering the ideas of the text, mark the following items as right (C) or wrong (E).
The phrase “And so am I revenged” in line 34 refers to
an action that has been fulfilled.
