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BASILE, Marcelo. O laboratório da nação: a era regencial (1831-1840). In.: GRINBERG, K.; SALLES, R. [org.]. O Brasil imperial. Vol. II, 1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 55.
A respeito do processo político que se estendeu da abdicação de d. Pedro I, em 1831, ao Período Regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.
“Desquite amigável”, como definira Joaquim Nabuco, a abdicação foi um notável pacto intraelites e não teve nenhum potencial de mobilizar a participação ativa de setores populares ou da soldadesca, nem mesmo da imprensa, na sociedade aristocrática e escravista da época.
BASILE, Marcelo. O laboratório da nação: a era regencial (1831-1840). In.: GRINBERG, K.; SALLES, R. [org.]. O Brasil imperial. Vol. II, 1831-1870. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 55.
A respeito do processo político que se estendeu da abdicação de d. Pedro I, em 1831, ao Período Regencial, julgue (C ou E) o item a seguir.
Em 1831, a vacância do trono deu lugar a um período de agitações de rua, movimentação na imprensa e acirradas disputas pelo poder regencial, envolvendo ainda grande pressão popular.
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português (1788-1822). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 233.
Acerca dos anos 1820-1822 e da emancipação do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Em Pernambuco, um arraigado e disseminado sentimento de repulsa e desconfiança com o governo do Rio de Janeiro inviabilizou a adesão dessa província ao projeto separatista liderado pelo príncipe do Brasil, d. Pedro, em 1822.
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português (1788-1822). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 233.
Acerca dos anos 1820-1822 e da emancipação do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Em províncias como Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Pará, a elite colonial, composta por nobres e grandes comerciantes, assim como populares, queriam restabelecer a centralidade geopolítica e econômica de Lisboa no conjunto do Império.
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português (1788-1822). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 233.
Acerca dos anos 1820-1822 e da emancipação do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
Para parte das elites coloniais, as ideias do constitucionalismo liberal foram aclimatadas com vistas a aniquilar o residual e subjacente estatuto colonial e fortalecer a autonomia das províncias, inclusive dentro dos quadros do Reino Unido e sob uma monarquia constitucional.
VILLALTA, Luiz Carlos. O Brasil e a crise do Antigo Regime português (1788-1822). Rio de Janeiro: Editora FGV, 2016, p. 233.
Acerca dos anos 1820-1822 e da emancipação do Brasil, julgue (C ou E) o item a seguir.
A partir do Rio de Janeiro, com a integração de São Paulo e Minas Gerais, um movimento, nacional na essência, aglutinou e consolidou, sem maiores embaraços, a aliança entre as diversas forças políticas do restante da América portuguesa.
A Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, em parceria com outros grupos como a Aliança Cívica das Brasileiras e a Aliança Nacional de Mulheres, atuou intensamente para que o Código Eleitoral, aprovado em 1932, definisse como eleitor todo cidadão maior de 21 anos de idade, sem distinção de sexo. Após a vitória de 1932, era necessário assegurar que a nova Constituição também garantiria a igualdade de direitos políticos às mulheres. Uma forma de, seguramente, intervir no texto constitucional seria participar de sua criação. Assim, Bertha Lutz, com o apoio da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, e Nathercia Silveira, líder da Aliança Nacional de Mulheres, participaram da comissão organizadora do anteprojeto constitucional. Nas eleições para a Constituinte, ocorridas em 1933, Bertha Lutz (Rio de Janeiro) e Carlota Pereira de Queiroz (São Paulo) concorreram. Bertha Lutz foi eleita, sendo a primeira deputada federal do Brasil e única representante do sexo feminino na Constituinte de 1933/1934.
Em 1919, Bertha Lutz representou o Brasil, em parceria com Olga de Paiva Meira, na reunião do Conselho Feminino da Organização Internacional do Trabalho, na qual foi aprovado o princípio de salário igual para trabalho igual. Em 1922, Bertha Lutz participou da primeira Conferência Panamericana de Mulheres, ocorrida em Baltimore, nos Estados Unidos da América. Ao fim dessa Conferência, as representantes latino-americanas formaram a Associação Panamericana de Mulheres e definiram que, em cada país da América Latina, haveria uma Associação Nacional e associações estaduais, conforme aplicável.
Em 1910, foi fundado o Partido Republicano Feminino (PRF), presidido por Leolinda de Figueiredo Daltro, uma professora que se dirigia principalmente a outras docentes e a mulheres de classe média. Um de seus principais pleitos era a intenção de que os cargos públicos fossem abertos a todos os brasileiros, independentemente de sexo. Leolinda Daltro foi extremamente importante nos primeiros passos para um movimento feminista organizado no Brasil e para que a discussão a respeito da emancipação feminina fosse difundida mais amplamente na sociedade.
Ao tratar do início do feminismo no Brasil, convém mencionar Nísia Floresta Brasileira Augusta (1809-1885), comumente referida como a primeira feminista brasileira. Ela promoveu debates e conferências acerca de temas como abolicionismo e republicanismo na década de 1840. Em 1832, traduziu o livro A vindication of the rights of woman, escrito pela inglesa Mary Wollstonecraft, entendido como um referencial do feminismo moderno, com o título Direitos das mulheres e injustiças dos homens.
No que concerne à política externa brasileira na década de 1960, julgue (C ou E) o item a seguir.
A política externa independente revelou pragmatismo
inédito nas relações internacionais do Brasil, que
permitiu adotar, para cada problema ou questão concreta,
uma linha de conduta mais próxima dos objetivos
traçados, sem ligação prévia com blocos de nações ou
ideologias. Foi além da definição do interesse nacional
em vista da modificação do processo de desenvolvimento
interno, fundado na maior participação do País no
mercado internacional.
No que concerne à política externa brasileira na década de 1960, julgue (C ou E) o item a seguir.
Criada em um mundo dividido em dois blocos, a política
externa independente buscou obter vantagens para o País
como resultado dessa divisão. Ao sublinhar seu empenho
na autodeterminação dos povos, reivindicou maior
liberdade para o Brasil no mundo, levando em
consideração seus interesses econômicos. Procurou
diversificar as relações diplomáticas do Brasil,
principalmente no campo econômico e comercial,
incorporando a Europa Oriental ao universo das relações
do Brasil. Também inclinou-se a assumir uma nova
liderança entre os países em desenvolvimento, mirando-se no exemplo de líderes como Nasser, Tito e Nehru, os
quais pretendiam consolidar e ampliar a independência
política do Terceiro Mundo.
No que concerne à política externa brasileira na década de 1960, julgue (C ou E) o item a seguir.
Na visão americanista, embora a rigidez da Guerra Fria
nos anos de 1950 tivesse diminuído, o conflito
leste-oeste deveria ser o tema central da política externa
brasileira. O Ocidente representava os ideais de
liberdade, igualdade, fraternidade, humanismo,
racionalismo, ciência e democracia.
No que concerne à política externa brasileira na década de 1960, julgue (C ou E) o item a seguir.
No começo da década de 1960, as questões de política
externa e interna estiveram particularmente relacionadas.
Intensificou-se o debate de política externa em torno das
duas tendências que haviam surgido a partir do final da
Segunda Guerra Mundial: a americanista, que defendia o
desenvolvimento associado aos países industrializados e
colocava ênfase especial na amizade com os Estados
Unidos da América (EUA), e a nacional-desenvolvimentista ou independente, que pregava a
mobilização nacional no desenvolvimento, a
independência com relação aos EUA e a colaboração
com os demais países em desenvolvimento.
A respeito da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) o item a seguir.
Embora as relações diplomáticas já estivessem rompidas
entre o Brasil e o Japão desde janeiro de 1942, e os
cidadãos japoneses aqui residentes já se encontrassem
sofrendo os mesmos controles e as mesmas restrições e
intimidações que os demais cidadãos identificados como
eixistas sofriam, a declaração de guerra em agosto do
mesmo ano não incluía estado de beligerância ou de
guerra com a nação do Extremo Oriente.
A respeito da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) o item a seguir.
A filiação à causa aliada e a cessão de bases militares no
Norte e no Nordeste contribuíram para a concretização
do principal símbolo do esforço industrialista de Vargas,
que foi a efetivação do projeto de construção da
Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta
Redonda. O governo chegou a essa realização graças à
tecnologia importada dos EUA e, muito especialmente,
ao empréstimo britânico realizado por meio do
Export-Import Bank.
A respeito da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) o item a seguir.
Contrariando os britânicos, que não desejavam a
participação brasileira direta no conflito, armado e
treinado pelos Estados Unidos da América (EUA), o
Brasil juntou-se aos aliados. No dia 9 de agosto de 1943,
foi criada a Força Expedicionária Brasileira (FEB). O
primeiro grupo de soldados seguiu para a Itália em junho
de 1944 e integrou-se ao exército norte-americano. Mais
de 25 mil soldados foram enviados à guerra.
A respeito da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, julgue (C ou E) o item a seguir.
No que dependesse da opinião e da vontade das
lideranças dos aliados, a participação do Brasil na guerra
seria limitada à cooperação produtiva e logística. Mas
Vargas e a diplomacia brasileira compreendiam o direto
envolvimento brasileiro na frente de batalha como uma
oportunidade para o País adquirir prestígio e uma
posição privilegiada no continente – a rival Argentina
permaneceu neutra até praticamente o fim do conflito – e
no mundo, em condições de, segundo almejavam,
sentar-se ao lado das grandes potências vencedoras que
viriam a estabelecer a chamada nova ordem mundial
do pós-guerra
GOES FILHO, Synesio Sampaio. Navegantes, bandeirantes e diplomatas. Brasília: FUNAG, 2015, p. 328, com adaptações.
Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Em 17 de novembro de 1903, chegou-se ao acordo chamado Tratado de Petrópolis. O Brasil ficaria com metade do território do Acre (cerca de 95 mil km2 ). A Bolívia, por sua parte, incorporaria uma pequena área habitada por bolivianos (de 2.300 km2 ), receberia 2 milhões de libras esterlinas e se beneficiaria de três pequenos ajustes de fronteiras na região do rio Paraguai. Além disso, o Brasil se comprometia a construir a ferrovia Madeira-Mamoré, que criava uma saída boliviana para o Atlântico.
GOES FILHO, Synesio Sampaio. Navegantes, bandeirantes e diplomatas. Brasília: FUNAG, 2015, p. 328, com adaptações.
Considerando o texto precedente como referência inicial, julgue (C ou E) os itens a seguir.
Vendo as dificuldades que tinha para administrar um território longínquo e habitado por outros nacionais, a Bolívia havia assumido, em 1901, um grande risco. Assinara um acordo com investidores ingleses e norte-americanos, que dava à empresa criada por estes, o Bolivian Syndicate of New York City, a completa administração do Acre, inclusive com poderes de polícia. Era uma espécie de chartered company, uma daquelas sociedades privadas cujas atuações precederam à colonização direta de algumas regiões africanas e asiáticas pelas potências europeias. O perigo de um neocolonialismo nas Américas era evidente, e esse fato foi usado por Rio Branco para fortalecer a posição brasileira para com os governos e a opinião pública dos demais países do continente.