Foram encontradas 4.261 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4052425 Administração Geral
O processo decisório é uma ação organizada e sistemática da escolha da alternativa mais adequada frente a uma circunstância. Suas etapas contemplam:
I. a identificação das alternativas.
II. a identificação do problema.
III. a decomposição das políticas estabelecidas.
IV. o acompanhamento dos resultados da escolha.
É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4052424 Administração Geral

Observe a charge abaixo.

Imagem associada para resolução da questão

O Planejamento Estratégico é uma metodologia gerencial que possibilita:


I. a análise de cenários, definição de metas e ações que permitirão chegar onde se deseja.


II. a identificação dos pontos fortes e fracos e as oportunidades oferecidas.


III. prever o futuro, de maneira a tomar decisões que minimizem riscos.


IV. a eliminação total dos riscos e o planejamento da atividade do dia seguinte.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4052423 Noções de Informática
“É um software ou hardware de monitoramento projetado para registrar o que você escreve. Pode ser um programa em seu computador ou um pequeno dispositivo conectado ao seu PC e teclado, que acompanha tudo que você digita.”
O trecho acima se refere a um: 
Alternativas
Q4052422 Noções de Informática
O campo “Cc” é um espaço encontrado quando o usuário do correio eletrônico abre uma caixa de mensagem, e que é utilizado para:
Alternativas
Q4052421 Noções de Informática
No programa MS-Word 2010, o uso da extensão .docx pelos usuários é recorrente. Porém, além dessa extensão, o editor de textos permite que outras extensões sejam utilizadas, sendo uma delas a:
Alternativas
Q4052420 Noções de Informática

Analise e responda.


I- Disco rígido;


II- Disquete.


Os exemplos acima são dispositivos de armazenamento de dados do tipo: 

Alternativas
Q4052419 Noções de Informática
Hardwares são todos os componentes físicos (mecânicos, magnéticos e eletrônicos) de um computador. Sendo assim, analise as alternativas abaixo e assinale aquela que NÃO é considerada um hardware. 
Alternativas
Q4052418 Português

Um sonho de simplicidade


Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?


Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.


A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.


(...)


Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas…


Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.


Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.


Rubem Braga (Adaptado)

O predicado está incorretamente destacado na frase da alternativa: 
Alternativas
Q4052417 Português

Um sonho de simplicidade


Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?


Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.


A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.


(...)


Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas…


Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.


Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.


Rubem Braga (Adaptado)

O sujeito NÃO foi destacado corretamente em: 
Alternativas
Q4052416 Português

Um sonho de simplicidade


Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?


Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.


A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.


(...)


Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas…


Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.


Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.


Rubem Braga (Adaptado)

A alternativa em que o verbo destacado não se encontra na forma nominal é: 
Alternativas
Q4052415 Português

Um sonho de simplicidade


Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?


Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.


A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.


(...)


Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas…


Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.


Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.


Rubem Braga (Adaptado)

A classificação dos verbos destacados não está correta em: 
Alternativas
Q4052414 Português

Um sonho de simplicidade


Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?


Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.


A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.


(...)


Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas…


Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.


Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.


Rubem Braga (Adaptado)

Analise as seguintes afirmações:

I- A palavra mangueiras possui 10 letras e 8 fonemas. 
II- Na palavra seringueiro há presença de dois dígrafos.
III- Há presença de ditongo nas palavras coisa, peixe, noite e boate.
IV- As palavras simplicidade, caboclo e fresca possuem encontro consonantal.
V- Encontram-se dígrafos nas seguintes palavras: choupana, ganhar, pilhas e água.
Estão corretas, apenas:
Alternativas
Q4052413 Português

Um sonho de simplicidade


Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?


Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.


A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.


(...)


Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas…


Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.


Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.


Rubem Braga (Adaptado)

Assinale a alternativa em que as palavras não são acentuadas pela mesma regra:
Alternativas
Q4052412 Português

Um sonho de simplicidade


Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?


Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.


A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.


(...)


Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas…


Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.


Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.


Rubem Braga (Adaptado)

A palavra destacada não está corretamente interpretada, de acordo com o seu sentido no texto, na alternativa:


Alternativas
Q4052411 Português

Um sonho de simplicidade


Então, de repente, no meio dessa desarrumação feroz da vida urbana, dá na gente um sonho de simplicidade. Será um sonho vão? Detenho-me um instante, entre duas providências a tomar, para me fazer essa pergunta. Por que fumar tantos cigarros? Eles não me dão prazer algum; apenas me fazem falta. São uma necessidade que inventei. Por que beber uísque, por que procurar a voz de mulher na penumbra ou os amigos no bar para dizer coisas vãs, brilhar um pouco, saber intrigas?


Uma vez, entrando numa loja para comprar uma gravata, tive de repente um ataque de pudor, me surpreendendo assim, a escolher um pano colorido para amarrar no pescoço.


A vida bem poderia ser mais simples. Precisamos de uma casa, comida, uma simples mulher, que mais? Que se possa andar limpo e não ter fome, nem sede, nem frio. Para que beber tanta coisa gelada? Antes eu tomava a água fresca da talha, e a água era boa. E quando precisava de um pouco de evasão, meu trago de cachaça. Que restaurante ou boate me deu o prazer que tive na choupana daquele velho caboclo do Acre? A gente tinha ido pescar no rio, de noite. Puxamos a rede afundando os pés na lama, na noite escura, e isso era bom. Quando ficamos bem cansados, meio molhados, com frio, subimos a barranca, no meio do mato, e chegamos à choça de um velho seringueiro. Ele acendeu um fogo, esquentamos um pouco junto do fogo, depois me deitei numa grande rede branca — foi um carinho ao longo de todos os músculos cansados. E então ele me deu um pedaço de peixe moqueado e meia caneca de cachaça. Que prazer em comer aquele peixe, que calor bom em tomar aquela cachaça e ficar algum tempo a conversar, entre grilos e vozes distantes de animais noturnos.


(...)


Mas para instaurar uma vida mais simples e sábia, então seria preciso ganhar a vida de outro jeito, não assim, nesse comércio de pequenas pilhas de palavras, esse ofício absurdo e vão de dizer coisas, dizer coisas…


Seria preciso fazer algo de sólido e de singelo; tirar areia do rio, cortar lenha, lavrar a terra, algo de útil e concreto, que me fatigasse o corpo, mas deixasse a alma sossegada e limpa.


Todo mundo, com certeza, tem de repente um sonho assim. É apenas um instante. O telefone toca. Um momento! Tiramos um lápis do bolso para tomar nota de um nome, um número… Para que tomar nota? Não precisamos tomar nota de nada, precisamos apenas viver — sem nome, nem número, fortes, doces, distraídos, bons, como os bois, as mangueiras e o ribeirão.


Rubem Braga (Adaptado)

Assinale a afirmação incorreta:  
Alternativas
Q4052410 Português

Ensine seu filho a se valorizar pelo que ele é


Rosely Sayão



Os filhos são um poço sem fim de demandas: eles querem ter coisas, eles querem fazer coisas, eles querem, eles querem e eles pedem tudo o que querem sem o menor constrangimento. Alguns são bastante enfáticos nos pedidos que fazem, outros são sedutores, e outros, por puro aprendizado, fruto da observação da atitude dos adultos, são capazes de fazer chantagens que pegam fundo na alma da maioria dos pais. Mas o resultado é quase sempre o mesmo: os pais acham difícil resistir ao pedido que o filho faz. Afinal, quem é que não quer ver o filho satisfeito e feliz?


O problema é que nem sempre é possível atender a todos os pedidos, principalmente quando eles se referem – e quase sempre se referem – ao consumo.


Quem não conhece pais que já fizeram um esforço imenso – muito maior do que poderiam ou deveriam – para comprar um determinado brinquedo para o filho, para dar a ele uma roupa ou um calçado de grife, para possibilitar uma viagem especial ou coisa que o valha? É sobre essa situação que vamos falar aqui. Ou seja, quando o pedido do filho se transforma em prioridade ou em meta financeira para os pais, ainda que o estilo de vida deles não combine com esse pedido.


A criança não vem ao mundo com qualquer noção da realidade de vida que a espera. Ela deve ser introduzida por meio da ação dos pais, aos poucos, à realidade, ao mundo que tem limites e regras, que exige espera para a satisfação dos impulsos, que provoca frustrações e que nem sempre permite que as pessoas tenham boa parte daquilo que está disponível para o consumo.


Pois bem: se não se defrontar com esses limites desde cedo, com essas impossibilidades que terá necessariamente de enfrentar no futuro, a criança vai construir uma imagem bastante deturpada de si mesma, de sua relação com os pais e, consequentemente, da vida. Ela vai achar que os pais têm a obrigação de fazer tudo, de passar por qualquer sacrifício, para atender suas demandas. Pode parecer que essa situação tem relação direta apenas com tudo o que se relaciona ao consumo, porém o alcance dessa história é muito maior.


Em geral, os pais querem oferecer ao filho tudo do bom e do melhor – e com razão. Essa expectativa é muito positiva, pois expressa a importância que os pais dão ao filho que tiveram. Mas acontece que oferecer à criança ou ao adolescente tudo do bom e do melhor não deve se restringir a objetos, coisas, produtos, consumo de qualquer tipo. Isso se refere também – e principalmente – aos cuidados com saúde e a educação do filho. E é bom marcar que educação não se restringe, por sua vez, à escolarização.


É preciso bastante cuidado para que o filho tenha condições de aprender a se perceber e a se valorizar pelo que ele é, pelo que pensa, pela maneira como se relaciona com os outros e com a vida, e não pelo que tem. E isso não é nada fácil de conseguir com o estilo de vida que adotamos atualmente. Mas, mesmo com dificuldade, os pais têm muitas chances de ajudar o filho a crescer valorizando o que há de humano na vida.


Querer ter coisas é salutar, desde que isso tenha uma medida – a da realidade da pessoa e de suas possibilidades, por exemplo – e desde que não se transforme no aspecto mais importante da vida da pessoa. As crianças e os adolescentes são bombardeados diariamente pelo mercado de consumo. Cabe aos pais a formação para que o filho não sucumba sem crítica a tais apelos.

Assinale a alternativa em que a frase se classifica como verbal.  
Alternativas
Q4052409 Português

Ensine seu filho a se valorizar pelo que ele é


Rosely Sayão



Os filhos são um poço sem fim de demandas: eles querem ter coisas, eles querem fazer coisas, eles querem, eles querem e eles pedem tudo o que querem sem o menor constrangimento. Alguns são bastante enfáticos nos pedidos que fazem, outros são sedutores, e outros, por puro aprendizado, fruto da observação da atitude dos adultos, são capazes de fazer chantagens que pegam fundo na alma da maioria dos pais. Mas o resultado é quase sempre o mesmo: os pais acham difícil resistir ao pedido que o filho faz. Afinal, quem é que não quer ver o filho satisfeito e feliz?


O problema é que nem sempre é possível atender a todos os pedidos, principalmente quando eles se referem – e quase sempre se referem – ao consumo.


Quem não conhece pais que já fizeram um esforço imenso – muito maior do que poderiam ou deveriam – para comprar um determinado brinquedo para o filho, para dar a ele uma roupa ou um calçado de grife, para possibilitar uma viagem especial ou coisa que o valha? É sobre essa situação que vamos falar aqui. Ou seja, quando o pedido do filho se transforma em prioridade ou em meta financeira para os pais, ainda que o estilo de vida deles não combine com esse pedido.


A criança não vem ao mundo com qualquer noção da realidade de vida que a espera. Ela deve ser introduzida por meio da ação dos pais, aos poucos, à realidade, ao mundo que tem limites e regras, que exige espera para a satisfação dos impulsos, que provoca frustrações e que nem sempre permite que as pessoas tenham boa parte daquilo que está disponível para o consumo.


Pois bem: se não se defrontar com esses limites desde cedo, com essas impossibilidades que terá necessariamente de enfrentar no futuro, a criança vai construir uma imagem bastante deturpada de si mesma, de sua relação com os pais e, consequentemente, da vida. Ela vai achar que os pais têm a obrigação de fazer tudo, de passar por qualquer sacrifício, para atender suas demandas. Pode parecer que essa situação tem relação direta apenas com tudo o que se relaciona ao consumo, porém o alcance dessa história é muito maior.


Em geral, os pais querem oferecer ao filho tudo do bom e do melhor – e com razão. Essa expectativa é muito positiva, pois expressa a importância que os pais dão ao filho que tiveram. Mas acontece que oferecer à criança ou ao adolescente tudo do bom e do melhor não deve se restringir a objetos, coisas, produtos, consumo de qualquer tipo. Isso se refere também – e principalmente – aos cuidados com saúde e a educação do filho. E é bom marcar que educação não se restringe, por sua vez, à escolarização.


É preciso bastante cuidado para que o filho tenha condições de aprender a se perceber e a se valorizar pelo que ele é, pelo que pensa, pela maneira como se relaciona com os outros e com a vida, e não pelo que tem. E isso não é nada fácil de conseguir com o estilo de vida que adotamos atualmente. Mas, mesmo com dificuldade, os pais têm muitas chances de ajudar o filho a crescer valorizando o que há de humano na vida.


Querer ter coisas é salutar, desde que isso tenha uma medida – a da realidade da pessoa e de suas possibilidades, por exemplo – e desde que não se transforme no aspecto mais importante da vida da pessoa. As crianças e os adolescentes são bombardeados diariamente pelo mercado de consumo. Cabe aos pais a formação para que o filho não sucumba sem crítica a tais apelos.

De acordo com as regras da norma culta da língua, assinale a alternativa em que há incorreção no uso das formas verbais. 
Alternativas
Q4052408 Português

Ensine seu filho a se valorizar pelo que ele é


Rosely Sayão



Os filhos são um poço sem fim de demandas: eles querem ter coisas, eles querem fazer coisas, eles querem, eles querem e eles pedem tudo o que querem sem o menor constrangimento. Alguns são bastante enfáticos nos pedidos que fazem, outros são sedutores, e outros, por puro aprendizado, fruto da observação da atitude dos adultos, são capazes de fazer chantagens que pegam fundo na alma da maioria dos pais. Mas o resultado é quase sempre o mesmo: os pais acham difícil resistir ao pedido que o filho faz. Afinal, quem é que não quer ver o filho satisfeito e feliz?


O problema é que nem sempre é possível atender a todos os pedidos, principalmente quando eles se referem – e quase sempre se referem – ao consumo.


Quem não conhece pais que já fizeram um esforço imenso – muito maior do que poderiam ou deveriam – para comprar um determinado brinquedo para o filho, para dar a ele uma roupa ou um calçado de grife, para possibilitar uma viagem especial ou coisa que o valha? É sobre essa situação que vamos falar aqui. Ou seja, quando o pedido do filho se transforma em prioridade ou em meta financeira para os pais, ainda que o estilo de vida deles não combine com esse pedido.


A criança não vem ao mundo com qualquer noção da realidade de vida que a espera. Ela deve ser introduzida por meio da ação dos pais, aos poucos, à realidade, ao mundo que tem limites e regras, que exige espera para a satisfação dos impulsos, que provoca frustrações e que nem sempre permite que as pessoas tenham boa parte daquilo que está disponível para o consumo.


Pois bem: se não se defrontar com esses limites desde cedo, com essas impossibilidades que terá necessariamente de enfrentar no futuro, a criança vai construir uma imagem bastante deturpada de si mesma, de sua relação com os pais e, consequentemente, da vida. Ela vai achar que os pais têm a obrigação de fazer tudo, de passar por qualquer sacrifício, para atender suas demandas. Pode parecer que essa situação tem relação direta apenas com tudo o que se relaciona ao consumo, porém o alcance dessa história é muito maior.


Em geral, os pais querem oferecer ao filho tudo do bom e do melhor – e com razão. Essa expectativa é muito positiva, pois expressa a importância que os pais dão ao filho que tiveram. Mas acontece que oferecer à criança ou ao adolescente tudo do bom e do melhor não deve se restringir a objetos, coisas, produtos, consumo de qualquer tipo. Isso se refere também – e principalmente – aos cuidados com saúde e a educação do filho. E é bom marcar que educação não se restringe, por sua vez, à escolarização.


É preciso bastante cuidado para que o filho tenha condições de aprender a se perceber e a se valorizar pelo que ele é, pelo que pensa, pela maneira como se relaciona com os outros e com a vida, e não pelo que tem. E isso não é nada fácil de conseguir com o estilo de vida que adotamos atualmente. Mas, mesmo com dificuldade, os pais têm muitas chances de ajudar o filho a crescer valorizando o que há de humano na vida.


Querer ter coisas é salutar, desde que isso tenha uma medida – a da realidade da pessoa e de suas possibilidades, por exemplo – e desde que não se transforme no aspecto mais importante da vida da pessoa. As crianças e os adolescentes são bombardeados diariamente pelo mercado de consumo. Cabe aos pais a formação para que o filho não sucumba sem crítica a tais apelos.

Observe a tirinha abaixo:

Imagem associada para resolução da questão

Está INCORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4052407 Português

Ensine seu filho a se valorizar pelo que ele é


Rosely Sayão



Os filhos são um poço sem fim de demandas: eles querem ter coisas, eles querem fazer coisas, eles querem, eles querem e eles pedem tudo o que querem sem o menor constrangimento. Alguns são bastante enfáticos nos pedidos que fazem, outros são sedutores, e outros, por puro aprendizado, fruto da observação da atitude dos adultos, são capazes de fazer chantagens que pegam fundo na alma da maioria dos pais. Mas o resultado é quase sempre o mesmo: os pais acham difícil resistir ao pedido que o filho faz. Afinal, quem é que não quer ver o filho satisfeito e feliz?


O problema é que nem sempre é possível atender a todos os pedidos, principalmente quando eles se referem – e quase sempre se referem – ao consumo.


Quem não conhece pais que já fizeram um esforço imenso – muito maior do que poderiam ou deveriam – para comprar um determinado brinquedo para o filho, para dar a ele uma roupa ou um calçado de grife, para possibilitar uma viagem especial ou coisa que o valha? É sobre essa situação que vamos falar aqui. Ou seja, quando o pedido do filho se transforma em prioridade ou em meta financeira para os pais, ainda que o estilo de vida deles não combine com esse pedido.


A criança não vem ao mundo com qualquer noção da realidade de vida que a espera. Ela deve ser introduzida por meio da ação dos pais, aos poucos, à realidade, ao mundo que tem limites e regras, que exige espera para a satisfação dos impulsos, que provoca frustrações e que nem sempre permite que as pessoas tenham boa parte daquilo que está disponível para o consumo.


Pois bem: se não se defrontar com esses limites desde cedo, com essas impossibilidades que terá necessariamente de enfrentar no futuro, a criança vai construir uma imagem bastante deturpada de si mesma, de sua relação com os pais e, consequentemente, da vida. Ela vai achar que os pais têm a obrigação de fazer tudo, de passar por qualquer sacrifício, para atender suas demandas. Pode parecer que essa situação tem relação direta apenas com tudo o que se relaciona ao consumo, porém o alcance dessa história é muito maior.


Em geral, os pais querem oferecer ao filho tudo do bom e do melhor – e com razão. Essa expectativa é muito positiva, pois expressa a importância que os pais dão ao filho que tiveram. Mas acontece que oferecer à criança ou ao adolescente tudo do bom e do melhor não deve se restringir a objetos, coisas, produtos, consumo de qualquer tipo. Isso se refere também – e principalmente – aos cuidados com saúde e a educação do filho. E é bom marcar que educação não se restringe, por sua vez, à escolarização.


É preciso bastante cuidado para que o filho tenha condições de aprender a se perceber e a se valorizar pelo que ele é, pelo que pensa, pela maneira como se relaciona com os outros e com a vida, e não pelo que tem. E isso não é nada fácil de conseguir com o estilo de vida que adotamos atualmente. Mas, mesmo com dificuldade, os pais têm muitas chances de ajudar o filho a crescer valorizando o que há de humano na vida.


Querer ter coisas é salutar, desde que isso tenha uma medida – a da realidade da pessoa e de suas possibilidades, por exemplo – e desde que não se transforme no aspecto mais importante da vida da pessoa. As crianças e os adolescentes são bombardeados diariamente pelo mercado de consumo. Cabe aos pais a formação para que o filho não sucumba sem crítica a tais apelos.

Assinale a alternativa cuja sequência de palavras tenha a seguinte classificação: oxítona, paroxítona e proparoxítona:  
Alternativas
Q4052406 Português

Ensine seu filho a se valorizar pelo que ele é


Rosely Sayão



Os filhos são um poço sem fim de demandas: eles querem ter coisas, eles querem fazer coisas, eles querem, eles querem e eles pedem tudo o que querem sem o menor constrangimento. Alguns são bastante enfáticos nos pedidos que fazem, outros são sedutores, e outros, por puro aprendizado, fruto da observação da atitude dos adultos, são capazes de fazer chantagens que pegam fundo na alma da maioria dos pais. Mas o resultado é quase sempre o mesmo: os pais acham difícil resistir ao pedido que o filho faz. Afinal, quem é que não quer ver o filho satisfeito e feliz?


O problema é que nem sempre é possível atender a todos os pedidos, principalmente quando eles se referem – e quase sempre se referem – ao consumo.


Quem não conhece pais que já fizeram um esforço imenso – muito maior do que poderiam ou deveriam – para comprar um determinado brinquedo para o filho, para dar a ele uma roupa ou um calçado de grife, para possibilitar uma viagem especial ou coisa que o valha? É sobre essa situação que vamos falar aqui. Ou seja, quando o pedido do filho se transforma em prioridade ou em meta financeira para os pais, ainda que o estilo de vida deles não combine com esse pedido.


A criança não vem ao mundo com qualquer noção da realidade de vida que a espera. Ela deve ser introduzida por meio da ação dos pais, aos poucos, à realidade, ao mundo que tem limites e regras, que exige espera para a satisfação dos impulsos, que provoca frustrações e que nem sempre permite que as pessoas tenham boa parte daquilo que está disponível para o consumo.


Pois bem: se não se defrontar com esses limites desde cedo, com essas impossibilidades que terá necessariamente de enfrentar no futuro, a criança vai construir uma imagem bastante deturpada de si mesma, de sua relação com os pais e, consequentemente, da vida. Ela vai achar que os pais têm a obrigação de fazer tudo, de passar por qualquer sacrifício, para atender suas demandas. Pode parecer que essa situação tem relação direta apenas com tudo o que se relaciona ao consumo, porém o alcance dessa história é muito maior.


Em geral, os pais querem oferecer ao filho tudo do bom e do melhor – e com razão. Essa expectativa é muito positiva, pois expressa a importância que os pais dão ao filho que tiveram. Mas acontece que oferecer à criança ou ao adolescente tudo do bom e do melhor não deve se restringir a objetos, coisas, produtos, consumo de qualquer tipo. Isso se refere também – e principalmente – aos cuidados com saúde e a educação do filho. E é bom marcar que educação não se restringe, por sua vez, à escolarização.


É preciso bastante cuidado para que o filho tenha condições de aprender a se perceber e a se valorizar pelo que ele é, pelo que pensa, pela maneira como se relaciona com os outros e com a vida, e não pelo que tem. E isso não é nada fácil de conseguir com o estilo de vida que adotamos atualmente. Mas, mesmo com dificuldade, os pais têm muitas chances de ajudar o filho a crescer valorizando o que há de humano na vida.


Querer ter coisas é salutar, desde que isso tenha uma medida – a da realidade da pessoa e de suas possibilidades, por exemplo – e desde que não se transforme no aspecto mais importante da vida da pessoa. As crianças e os adolescentes são bombardeados diariamente pelo mercado de consumo. Cabe aos pais a formação para que o filho não sucumba sem crítica a tais apelos.

Analise as seguintes afirmações e marque a alternativa incorreta:  
Alternativas
Respostas
2941: D
2942: B
2943: D
2944: B
2945: C
2946: A
2947: E
2948: E
2949: D
2950: B
2951: D
2952: C
2953: A
2954: D
2955: E
2956: C
2957: E
2958: E
2959: C
2960: A