Foram encontradas 1.919 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q2741044 Português

Leia o texto para responder às questões de 01 a 07.


SOBRE CAFÉS E LIVROS


O que é que eu fui fazer na livraria? Eu estava procurando um livro. Como era desses códices que a gente tem vontade de rabiscar, anotar, comentar, marcar, resolvi ter o livro, bonito, impresso, original. Não encontrei em lugar nenhum, mas o que importa é o percurso desta minha busca.


Passei por duas livrarias dessas enormes, com escadarias, segundo andar, rede de lojas por toda a cidade. Também passei por duas livrarias médias, dessas que têm tradição e são cercadas de lendas urbanas. As outras quatro eram livrarias cult, dessas que servem café e bolos. Pedi um capuchino e até fiquei um tempo ouvindo a moça que cantava ao vivo num palco. Mas então me lembrei de que tinha uma meta: procurar um livro e fui em busca dele. Mexi e remexi em todas as prateleiras, mapeei a loja, fui nas estantes que ficavam sob a placa da categoria em que eu imaginava encontrar meu livrinho. Observei, me aproximei, espirrei a poeira dos livros guardados, chamei o vendedor, pedi informação à menina do caixa e saí de lá com as mãos abanando.


Em Belo Horizonte, e em vários outros lugares, você pode ir a uma livraria sem ter a menor vontade de comprar ou ver um livro. Impressionante a limpeza do balcão, a voz da cantora, a estante de periódicos, o uniforme dos garçons, a agilidade do caixa, o cheirinho do café. Mas na livraria, o vendedor não sabia me informar sobre livros, e as estantes estavam empoeiradas em completa desorganização. Era impossível inferir, sem ajuda urgentíssima, o critério de disposição daquelas obras todas. No meio dos dicionários de línguas, estava o dicionário de palavrões do Glauco Mattoso. No meio dos livros de botânica, estava o Raízes do Brasil, do Sérgio Buarque. O livro que eu procurava devia estar em algum lugar daquele universo indistinto. Talvez na prateleira da cozinha, junto com as colheres de pau.


O que eu procuro quando vou a uma livraria? Em geral, procuro por um livro. Também posso chegar à loja procurando por um tema, sem ter a ideia exata de que livro levar. Eu sinto a necessidade de encontrar ajuda numa espécie de consumidor, alguém que saiba sobre o objeto que vende. Não um vendedor treinado para me dizer “bom dia”. Daí que faço as perguntas e ele deve me responder com alguma dose de precisão, além da simpatia. Também pode ser que ele me dê uma sugestão, o que será delicioso. E se a sugestão for bem sucedida, serei fiel à livraria.


Mas parece que, nesta cidade, as livrarias já não têm mais a missão de vender livros. Têm tantas outras que essa se confunde com o pó do capuchino industrializado. Estão lá garçons que vendem livros e cantoras que interpretam poetas que não se encontram mais nas prateleiras. A menina do caixa nunca lê as capas das obras que vende. Atrás dela está pendurado um painel com uma cena de Dom Quixote. Ela pensa que é o esboço de um desenho animado Disney. E então eu sei que não encontrarei o livro que eu quero porque ele deve estar perdido na desordem da loja. Não poderei contar com o vendedor porque ele também não sabe do que eu estou falando. E não poderei fazer outra coisa ali que não seja degustar um café e ler sobre vinhos chilenos com nomes interessantes.


Eu não fui com a intenção de conhecer vinhos andinos. Nem cheguei lá pensando em paquerar. Também não queria ouvir música ao vivo, já que nem tinha dinheiro para pagar o couvert artístico. Não imaginava que seria atendida por um garçom e não queria que o vendedor ficasse constrangido em me dizer que nunca ouvira falar daquele livro antes. Eu queria uma obra que infesta as referências dos meus pares. E onde será que eles a encontram?


Depois de percorrer a cidade em busca do meu livro e não encontrar, entrei na internet e achei. Pedi, paguei frete e o terei em casa sem pedir ao garçom e sem sentir cheiro de café. Não há nada de mal em tomar capuchino na livraria. O que deve estar fora do lugar é a ênfase. Se eu entrasse numa cafeteria e perguntasse por um livro, talvez o garçom se desse conta de que eu é que estava no lugar errado.


RIBEIRO, Ana Elisa. Meus Segredos com Capitu. 2 ed. Natal: Jovens Escribas, 2015. (adaptado)

Sobre os recursos linguísticos que marcam os sentidos expressos e a seleção vocabular do texto, analise as proposições e marque aquela que apresenta expressões de sentido conotativo:

Alternativas
Q2741043 Português

Leia o texto para responder às questões de 01 a 07.


SOBRE CAFÉS E LIVROS


O que é que eu fui fazer na livraria? Eu estava procurando um livro. Como era desses códices que a gente tem vontade de rabiscar, anotar, comentar, marcar, resolvi ter o livro, bonito, impresso, original. Não encontrei em lugar nenhum, mas o que importa é o percurso desta minha busca.


Passei por duas livrarias dessas enormes, com escadarias, segundo andar, rede de lojas por toda a cidade. Também passei por duas livrarias médias, dessas que têm tradição e são cercadas de lendas urbanas. As outras quatro eram livrarias cult, dessas que servem café e bolos. Pedi um capuchino e até fiquei um tempo ouvindo a moça que cantava ao vivo num palco. Mas então me lembrei de que tinha uma meta: procurar um livro e fui em busca dele. Mexi e remexi em todas as prateleiras, mapeei a loja, fui nas estantes que ficavam sob a placa da categoria em que eu imaginava encontrar meu livrinho. Observei, me aproximei, espirrei a poeira dos livros guardados, chamei o vendedor, pedi informação à menina do caixa e saí de lá com as mãos abanando.


Em Belo Horizonte, e em vários outros lugares, você pode ir a uma livraria sem ter a menor vontade de comprar ou ver um livro. Impressionante a limpeza do balcão, a voz da cantora, a estante de periódicos, o uniforme dos garçons, a agilidade do caixa, o cheirinho do café. Mas na livraria, o vendedor não sabia me informar sobre livros, e as estantes estavam empoeiradas em completa desorganização. Era impossível inferir, sem ajuda urgentíssima, o critério de disposição daquelas obras todas. No meio dos dicionários de línguas, estava o dicionário de palavrões do Glauco Mattoso. No meio dos livros de botânica, estava o Raízes do Brasil, do Sérgio Buarque. O livro que eu procurava devia estar em algum lugar daquele universo indistinto. Talvez na prateleira da cozinha, junto com as colheres de pau.


O que eu procuro quando vou a uma livraria? Em geral, procuro por um livro. Também posso chegar à loja procurando por um tema, sem ter a ideia exata de que livro levar. Eu sinto a necessidade de encontrar ajuda numa espécie de consumidor, alguém que saiba sobre o objeto que vende. Não um vendedor treinado para me dizer “bom dia”. Daí que faço as perguntas e ele deve me responder com alguma dose de precisão, além da simpatia. Também pode ser que ele me dê uma sugestão, o que será delicioso. E se a sugestão for bem sucedida, serei fiel à livraria.


Mas parece que, nesta cidade, as livrarias já não têm mais a missão de vender livros. Têm tantas outras que essa se confunde com o pó do capuchino industrializado. Estão lá garçons que vendem livros e cantoras que interpretam poetas que não se encontram mais nas prateleiras. A menina do caixa nunca lê as capas das obras que vende. Atrás dela está pendurado um painel com uma cena de Dom Quixote. Ela pensa que é o esboço de um desenho animado Disney. E então eu sei que não encontrarei o livro que eu quero porque ele deve estar perdido na desordem da loja. Não poderei contar com o vendedor porque ele também não sabe do que eu estou falando. E não poderei fazer outra coisa ali que não seja degustar um café e ler sobre vinhos chilenos com nomes interessantes.


Eu não fui com a intenção de conhecer vinhos andinos. Nem cheguei lá pensando em paquerar. Também não queria ouvir música ao vivo, já que nem tinha dinheiro para pagar o couvert artístico. Não imaginava que seria atendida por um garçom e não queria que o vendedor ficasse constrangido em me dizer que nunca ouvira falar daquele livro antes. Eu queria uma obra que infesta as referências dos meus pares. E onde será que eles a encontram?


Depois de percorrer a cidade em busca do meu livro e não encontrar, entrei na internet e achei. Pedi, paguei frete e o terei em casa sem pedir ao garçom e sem sentir cheiro de café. Não há nada de mal em tomar capuchino na livraria. O que deve estar fora do lugar é a ênfase. Se eu entrasse numa cafeteria e perguntasse por um livro, talvez o garçom se desse conta de que eu é que estava no lugar errado.


RIBEIRO, Ana Elisa. Meus Segredos com Capitu. 2 ed. Natal: Jovens Escribas, 2015. (adaptado)

O propósito do texto está coerentemente apresentado em:

Alternativas
Q2741042 Português

Leia o texto para responder às questões de 01 a 07.


SOBRE CAFÉS E LIVROS


O que é que eu fui fazer na livraria? Eu estava procurando um livro. Como era desses códices que a gente tem vontade de rabiscar, anotar, comentar, marcar, resolvi ter o livro, bonito, impresso, original. Não encontrei em lugar nenhum, mas o que importa é o percurso desta minha busca.


Passei por duas livrarias dessas enormes, com escadarias, segundo andar, rede de lojas por toda a cidade. Também passei por duas livrarias médias, dessas que têm tradição e são cercadas de lendas urbanas. As outras quatro eram livrarias cult, dessas que servem café e bolos. Pedi um capuchino e até fiquei um tempo ouvindo a moça que cantava ao vivo num palco. Mas então me lembrei de que tinha uma meta: procurar um livro e fui em busca dele. Mexi e remexi em todas as prateleiras, mapeei a loja, fui nas estantes que ficavam sob a placa da categoria em que eu imaginava encontrar meu livrinho. Observei, me aproximei, espirrei a poeira dos livros guardados, chamei o vendedor, pedi informação à menina do caixa e saí de lá com as mãos abanando.


Em Belo Horizonte, e em vários outros lugares, você pode ir a uma livraria sem ter a menor vontade de comprar ou ver um livro. Impressionante a limpeza do balcão, a voz da cantora, a estante de periódicos, o uniforme dos garçons, a agilidade do caixa, o cheirinho do café. Mas na livraria, o vendedor não sabia me informar sobre livros, e as estantes estavam empoeiradas em completa desorganização. Era impossível inferir, sem ajuda urgentíssima, o critério de disposição daquelas obras todas. No meio dos dicionários de línguas, estava o dicionário de palavrões do Glauco Mattoso. No meio dos livros de botânica, estava o Raízes do Brasil, do Sérgio Buarque. O livro que eu procurava devia estar em algum lugar daquele universo indistinto. Talvez na prateleira da cozinha, junto com as colheres de pau.


O que eu procuro quando vou a uma livraria? Em geral, procuro por um livro. Também posso chegar à loja procurando por um tema, sem ter a ideia exata de que livro levar. Eu sinto a necessidade de encontrar ajuda numa espécie de consumidor, alguém que saiba sobre o objeto que vende. Não um vendedor treinado para me dizer “bom dia”. Daí que faço as perguntas e ele deve me responder com alguma dose de precisão, além da simpatia. Também pode ser que ele me dê uma sugestão, o que será delicioso. E se a sugestão for bem sucedida, serei fiel à livraria.


Mas parece que, nesta cidade, as livrarias já não têm mais a missão de vender livros. Têm tantas outras que essa se confunde com o pó do capuchino industrializado. Estão lá garçons que vendem livros e cantoras que interpretam poetas que não se encontram mais nas prateleiras. A menina do caixa nunca lê as capas das obras que vende. Atrás dela está pendurado um painel com uma cena de Dom Quixote. Ela pensa que é o esboço de um desenho animado Disney. E então eu sei que não encontrarei o livro que eu quero porque ele deve estar perdido na desordem da loja. Não poderei contar com o vendedor porque ele também não sabe do que eu estou falando. E não poderei fazer outra coisa ali que não seja degustar um café e ler sobre vinhos chilenos com nomes interessantes.


Eu não fui com a intenção de conhecer vinhos andinos. Nem cheguei lá pensando em paquerar. Também não queria ouvir música ao vivo, já que nem tinha dinheiro para pagar o couvert artístico. Não imaginava que seria atendida por um garçom e não queria que o vendedor ficasse constrangido em me dizer que nunca ouvira falar daquele livro antes. Eu queria uma obra que infesta as referências dos meus pares. E onde será que eles a encontram?


Depois de percorrer a cidade em busca do meu livro e não encontrar, entrei na internet e achei. Pedi, paguei frete e o terei em casa sem pedir ao garçom e sem sentir cheiro de café. Não há nada de mal em tomar capuchino na livraria. O que deve estar fora do lugar é a ênfase. Se eu entrasse numa cafeteria e perguntasse por um livro, talvez o garçom se desse conta de que eu é que estava no lugar errado.


RIBEIRO, Ana Elisa. Meus Segredos com Capitu. 2 ed. Natal: Jovens Escribas, 2015. (adaptado)

De acordo com a estrutura e a organização linguística, o texto deve ser considerado predominantemente como:

Alternativas
Ano: 2016 Banca: IF-PI Órgão: IF-PI Prova: IF-PI - 2016 - IF-PI - Professor - Física |
Q2721765 Física

Um helicóptero de resgate realiza operação de busca a um avião de pequeno porte que caiu no mar. Quando achava-se a 10m acima do nível do mar, seus ocupantes enxergaram o avião a uma profundidade aparente de 20m, conforme representa a figura. A profundidade real a que se acha o avião, admitindo que o índice de refração da água do mar é igual a 3/2 e que os ângulos com relação a normal são pequenos, será:



Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q2718739 Libras

Os deveres do intérprete foram elencados no Código de Ética presente no Regimento Interno do Departamento Nacional de Intérpretes (FENEIS), aprovado por ocasião do II Encontro Nacional de Intérpretes - Rio de Janeiro/RJ/Brasil - 1992.


Assinale a opção que NÃO consta no referido Código de Ética.

Alternativas
Q2718738 Libras

Santaella (1986) descreve que a língua é a parte fixa da linguagem e a linguagem é a língua em movimento, de modo que o ato de compreender, interpretar, traduzir um pensamento em outro, forma um ciclo em movimento ininterrupto. Nessa perspectiva, a linguagem é estabelecida através da associação entre as coisas que são percebidas e as lembranças de sensações, sentimentos e ideias despertadas pela percepção. Na Libras, esse movimento se desdobra por meio da via estrutural de aspectos da iconicidade e da arbitrariedade. Analise as alternativas abaixo, e assinale a única afirmativa CORRETA em relação aos aspectos básicos da iconicidade e arbitrariedade na LIBRAS:

Alternativas
Q2718736 Pedagogia

Strobel, em “História dos surdos: representações ‘mascaradas’ das identidades surdas” (2007, p. 32) sintetiza a representação do POVO SURDO, nas seguintes características, EXCETO:

Alternativas
Q2718735 Libras

Klein e Martins (2012, p.13), no artigo “Estudos da contemporaneidade: sobre ouvintismo/ audismo”, questionam:


(...) muitos ouvintes que não convivem com a comunidade surda julgam que os surdos são incapazes, já que não ouvem. A comunidade surda é vista como um gueto, como um espaço da exclusão. Porém, os surdos a veem como uma proteção, um local onde preferem viver cotidianamente. No entanto, há sujeitos surdos que não aceitam outros sujeitos surdos, e rejeitam o espaço da comunidade, do compartilhamento da língua de sinais. Nesses diferentes posicionamentos, os movimentos surdos também vivenciam o que poderíamos chamar de etnocentrismo surdo - “surdismo”.


Assinale a opção INCORRETA, em relação a abordagem acima:

Alternativas
Q2718734 Libras

Segundo Wadensjö (1998) citado por Leite (2004), ao analisar a maior parte dos enunciados do intérprete, verificou que estes são reformulações dos enunciados originais e denominou os enunciados dos intérpretes como transladações (renditions). A transladação é definida como um texto contínuo que corresponde a um enunciado falado por um intérprete, com base no original, isto é, no enunciado imediatamente precedente.

LEITE, Emeli Marques Costa. A atuação do intérprete de LIBRAS no contexto da sala de aula inclusiva. Anais do Congresso de Educação de Surdos: Múltiplas Faces do Cotidiano Escolar. INES, Rio de Janeiro, 2004.


A respeito da classificação da transladação, assinale (V) para VERDADEIRO e (F) FALSO:

( ) Transladação expandida (expanded renditions), isto é, aumentada. É um texto que acrescenta ao enunciado original mais informações claramente expressas.

( ) Transladação reduzida (reduced renditions). É um texto que apresenta menos informações claramente expressas do que as do discurso original.

( ) Transladação de duas ou mais partes. Este tipo de transladação consiste de dois enunciados do intérprete que correspondem a um enunciado do original, que é dividido em duas partes por meio de um outro enunciado original, cujo conteúdo proposicional não é refletido na transladação.

( ) Transladação zero. É um enunciado de iniciativa e responsabilidade do intérprete e que não corresponde à tradução do enunciado original.

( ) Não transladação. Acontece quando o enunciado original não é traduzido pelo intérprete.

Alternativas
Q2718733 Libras

O código de ética do tradutor-intérprete de LIBRAS apresenta diferentes situações que podem ser exemplos do dia a dia do profissional intérprete que exigem dele um posicionamento ético. Sugere-se que, cada intérprete reflita, converse com outros intérpretes e tome decisões em relação a seu posicionamento com base nos princípios éticos destacados no Código de Ética.


Marque a alternativa CORRETA no que diz respeito aos posicionamentos éticos do Tradutor-Intérprete de LIBRAS:

Alternativas
Q2718732 Direito Constitucional

Na Lei nº 12.319/2010, que regulamenta a profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS, dois artigos foram vetados, tendo como justificativa oficial:



O projeto dispõe sobre o exercício da profissão do Tradutor e Intérprete de LIBRAS, considerando as necessidades da comunidade surda e os possíveis danos decorrentes da falta de regulamentação. Não obstante, ao impor a habilitação em curso superior específico e a criação de conselhos profissionais, os dispositivos impedem o exercício da atividade por profissionais de outras áreas, devidamente formados nos termos do Art. 4º da proposta, violando o Art. 5º, inciso XIII da Constituição Federal.


Assinale a opção que apresenta os referidos artigos vetados:

Alternativas
Q2718731 Libras

Em relação à questão de neutralidade do tradutor/intérprete da língua de sinais, tendo como base os modelos propostos por Emeli Leite, (2004) citado por Marques, (2012) em Os papéis do intérprete de Libras na sala de aula inclusiva, marque (V) para VERDADEIRO ou (F) para FALSO.


( ) No “modelo ajudador”, adota-se uma postura assistencialista, caritativa, que surgiu antes que a interpretação fosse encarada como profissão. Nessa época, a maioria dos intérpretes eram amigos, professores, religiosos ou familiares de pessoas surdas.

( ) No “modelo ajudador”, os intérpretes não possuíam uma formação especifica e utilizavam a interpretação simultânea, para resumir ou modificar o que julgava estar além da compreensão das pessoas surdas.

( ) No “modelo de condutor”, o intérprete é visto como máquina; o intérprete teria que ser como um telefone, apenas “passando” a informação de um lado para o outro, sem se envolver e sem manifestar sua subjetividade

( ) No “modelo de condutor”, os intérpretes queriam um tratamento mais profissional e se achavam na obrigação de serem invisíveis, neutros e distantes.

( ) No “modelo de especialista bilíngue e bicultural”, a cultura das partes envolvidas no processo comunicativo não é levada em consideração e também encarada como relevante a situação ou o contexto em que esse processo se dá.

( ) No “modelo de especialista bilíngue e bicultural”, o intérprete deveria “ser assistencial, também, com os ouvintes”. E o grande perigo seria esse sujeito tentar acumular “funções na tentativa de ser especialista em tudo, além de tradução: pedagogia, antropologia, sociologia, psicologia etc”.


Assinale a assertiva que apresenta a sequência CORRETA.

Alternativas
Q2718729 Libras

No decorrer do tempo, vários estudiosos já desenvolveram e/ou adaptaram um sistema de notação para o registro das línguas de sinais. Dentre os autores abaixo, assinale a opção em que há o nome do autor do sistema de escrita de sinais MAIS ANTIGO.

Alternativas
Q2718728 Libras

Em conformidade à Lei nº12.319/2010, são atribuições do Tradutor e Intérprete, no exercício de suas competências, EXCETO:

Alternativas
Q2718727 Libras

Perlin (1998) elenca cinco tipos de identidade para as pessoas surdas, as quais têm as seguintes características:



(1) O surdo imita o comportamento dos ouvintes e se identifica com eles.

(2) O surdo não consegue captar a representação da identidade ouvinte e se sente frustrado.

(3) O contato do surdo com a comunidade surda acontece tardiamente, ele passa da comunicação visual-oral para a comunicação visual sinalizada, acontece um conflito cultural.

(4) O surdo nasceu ouvinte e ensurdeceu depois, mas faz uso das duas línguas.

(5) O surdo é um ser completamente visual e desenvolve sua experiência na língua de sinais, assume sua identidade como um sujeito cultural.


PERLIN, G. Identidades surdas. In: SKLIAR, C. (Org.). A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre: Mediação, 1998.


Assinale a opção em que a nomenclatura destas identidades aparece, RESPECTIVAMENTE, conforme o quadro acima.

Alternativas
Q2718726 Libras

Levando em consideração o questionamento de Rodrigues (2010), ao problematizar sobre a formação de intérpretes:


Um único ILS [Intérprete de Língua de Sinais] reuniria conhecimentos, habilidades e estratégias para atuar em distintas esferas (internacional e intra-social) e com tipos específicos de interpretação, tais como a interpretação comunitária (community interpreting), a interpretação em tribunais (court/legal interpreting), a interpretação médica (healthcare/medical interpreting), a interpretação de diálogo (dialogue interpreting), a interpretação na mídia (media interpreting), a interpretação de ligação ou acompanhamento (liaison/escort interpreting) e a interpretação de conferência (conference interpreting).


RODRIGUES, C. H. Da interpretação comunitária à interpretação de conferência: Desafi os para formação de intérpretes de língua de sinais. In: II Congresso Nacional de Pesquisa em Tradução e Interpretação de Língua de Sinais Brasileira, UFSC, Florianópolis, 2010


Segundo os deveres do intérprete, elencados no código de ética presente no Regimento Interno do Departamento Nacional de Intérpretes (FENEIS), aprovado por ocasião do II Encontro Nacional de Intérpretes - Rio de Janeiro/RJ/Brasil - 1992, assinale a opção que melhor soluciona a problemática relatada por Rodrigues.

Alternativas
Q2718725 Libras

A direção do olhar, na LIBRAS, é explorada gramaticalmente para:


I. Distinguir entre singular e plural .

II. Distinguir entre os pronomes de 2ª e 3ª pessoa.

III. Contribuir para o estabelecimento de concordância verbal.

IV. Formar substantivos compostos.


Estão CORRETAS as assertivas:

Alternativas
Q2718724 Libras

Segundo Ferreira-Brito (1990), a LIBRAS tem sua estrutura gramatical organizada a partir de alguns parâmetros que estruturam sua formação nos diferentes níveis linguísticos. Três são seus parâmetros principais ou maiores; e outros três constituem seus parâmetros menores. Marque a alternativa CORRETA para os parâmetros menores.


FERREIRA-BRITO, L. Uma abordagem fonológica dos sinais da LSCB. Espaço: Informativo Técnico-científico do INES, Rio de Janeiro, v.1, p.23-43, 1990.

Alternativas
Q2718723 Libras

Na língua de sinais, assim como em outras línguas naturais, os morfemas podem ser vistos como o pedaço da palavra que tem o poder de modificar a palavra ou dar origem a uma nova palavra ao modificar um dos seus parâmetros, ou ainda, repetir o morfema, fenômeno conhecido como reduplicação, variando a intensidade, velocidade e/ou expressão facial. Os morfemas são unidades que podem ter funções:

Alternativas
Q2718722 Libras

“As línguas de sinais utilizam as expressões faciais e corporais para estabelecer tipos de frases, como as entonações na língua portuguesa; por isso, para perceber se uma frase em LIBRAS está na forma afirmativa, exclamativa, interrogativa, negativa ou imperativa, precisa-se estar atento às”:


FELIPE, Tanya A. Libras em contexto: curso básico. 8 ed. Rio de Janeiro: WalPrint Gráfica e Editora, 2007.

Alternativas
Respostas
1381: A
1382: D
1383: B
1384: B
1385: B
1386: E
1387: E
1388: B
1389: B
1390: C
1391: B
1392: C
1393: A
1394: A
1395: E
1396: D
1397: E
1398: B
1399: C
1400: A