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Q3751841 Português
A lira dos 80 anos de Geraldo Azevedo

    “Será apresentado nos próximos dias 22, 23 e 24, às 20h30, no Teatro do Parque, ’Mora na Filosofia’, show-pesquisa sobre o samba de morro, com a presença da ’Universidade de Samba dos Boêmios de Sítio Novo’. Na oportunidade, o show lançará duas jovens cantoras - Isabel e Lúcia - e um novo violonista e cantor, Geraldo Azevedo. As duas primeiras exibições de ’Mora na Filosofia’ serão promovidas pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia do Recife, e o terceiro (domingo 24), pelo Centro de Estudos Cinematográficos, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Recife.”

    Faz quase 60 anos, o Diário de Pernambuco, em 21 de outubro de 1965, divulgou esta nota. Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo. Ao alcançar a Lira dos 80 anos, publicamos uma entrevista especial com ele. Com o balanço de sua trajetória e uma série de curiosidades das canções, dos shows, das canções.

    “Mora na filosofia” é o título da letra de uma música dos anos 1950. No carnaval de 1955 chegou a ser premiada como uma das melhores letras. Mas nao sob a concordância geral, pois articulista como Paulo Quadros, da Gazeta de Notícia, distinguiu-a como “completamente absurda”. O samba é de autoria de Monsueto Menezes e Arnaldo Passos.

    Não foi por “completamente absurda” por falta de nexo que a censura vetou a “Canção da despedida” e outras canções. A motivação era exatamente a oposta: a do excesso de sentido, mas considerando que o lirismo daqueles jovens na casa dos 20 anos “moravam” numa filosofia de liberdade, considerada pelo regime algo “dissonante”, “absurdo”, “inútil”, “inadequado”. 

    Gilberto Freyre, num artigo sobre Karl Marx, chegou a indagar se o autor de O Capital não teria sido um gênio literário desviado de sua vocação. Ele poderia tecer a mesma hipótese quanto a Freud. No caso de Geraldo Azevedo, a primeira vocação não parece ter sido para as artes temporais da Música, mas as espaciais da arquitetura, do desenho. De um modo ou de outro, sua casa é a linguagem. Aliás, trata-se de quase um lugar-comum na filosofia, desde que se remete a Heidegger a ideia da linguagem como “a casa do ser”. A “filosofia” de Geraldo Azevedo é a das canções. A sua razão de ser, existir, atuar. É onde ele mora, desde a adolescência, e até agora. Na língua e na linguagem dos versos ele se expressa, e na habilidade para um instrumento: o violão. Ainda que este não seja aquela guitarra de mesón do poema de Antônio Machado, cabe no sentido emocionado dos versos:

    Tu eres alma que dice su armonía
solitaria a las almas pasajeras...
Y siempre que te escucha el caminante
sueña escuchar un aire de su tierra.

    Tem Geraldo Azevedo fãs fiéis e constantes ao longo destes 60 anos de carreira, exatamente porque nunca parou de dizer sua “harmonia solitária às almas passageiras”. Não tão solitária, porque justamente sempre esta sob a companhia da guitarra, chame-se guitarra (a maneira espanhola, e também a reinventada em elétrica, ao modo americano) ou violão. Como Manuel Bandeira, ele não se fez arquiteto, e, sim, poeta. Não por motivo de doença, mas por excesso de saúde. Assim, saudavelmente chega aos 80 anos, com sua lira (sua guitarra-violão) intacta e cheia de energia, morando não na filosofia, mas na música por inteiro, na sua linguagem. Ou, como disse bem Heidegger: 
“A linguagem e a casa do ser. Em sua mora habita o homem. Os pensadores e poetas são os guardiães dessa morada. Sua guarda consiste em levar a cabo a manifestação do ser, na medida em que, mediante seu dizer, eles a levam à linguagem e ali a custodiam”.

(Mário Hélio — Editor. Revista Continente. Edição 279, Março de 2025) Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo.
Tem Geraldo Azevedo fãs fiéis e constantes ao longo destes 60 anos de carreira. A função sintática do termo destacado é:
Alternativas
Q3751840 Português
A lira dos 80 anos de Geraldo Azevedo

    “Será apresentado nos próximos dias 22, 23 e 24, às 20h30, no Teatro do Parque, ’Mora na Filosofia’, show-pesquisa sobre o samba de morro, com a presença da ’Universidade de Samba dos Boêmios de Sítio Novo’. Na oportunidade, o show lançará duas jovens cantoras - Isabel e Lúcia - e um novo violonista e cantor, Geraldo Azevedo. As duas primeiras exibições de ’Mora na Filosofia’ serão promovidas pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia do Recife, e o terceiro (domingo 24), pelo Centro de Estudos Cinematográficos, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Recife.”

    Faz quase 60 anos, o Diário de Pernambuco, em 21 de outubro de 1965, divulgou esta nota. Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo. Ao alcançar a Lira dos 80 anos, publicamos uma entrevista especial com ele. Com o balanço de sua trajetória e uma série de curiosidades das canções, dos shows, das canções.

    “Mora na filosofia” é o título da letra de uma música dos anos 1950. No carnaval de 1955 chegou a ser premiada como uma das melhores letras. Mas nao sob a concordância geral, pois articulista como Paulo Quadros, da Gazeta de Notícia, distinguiu-a como “completamente absurda”. O samba é de autoria de Monsueto Menezes e Arnaldo Passos.

    Não foi por “completamente absurda” por falta de nexo que a censura vetou a “Canção da despedida” e outras canções. A motivação era exatamente a oposta: a do excesso de sentido, mas considerando que o lirismo daqueles jovens na casa dos 20 anos “moravam” numa filosofia de liberdade, considerada pelo regime algo “dissonante”, “absurdo”, “inútil”, “inadequado”. 

    Gilberto Freyre, num artigo sobre Karl Marx, chegou a indagar se o autor de O Capital não teria sido um gênio literário desviado de sua vocação. Ele poderia tecer a mesma hipótese quanto a Freud. No caso de Geraldo Azevedo, a primeira vocação não parece ter sido para as artes temporais da Música, mas as espaciais da arquitetura, do desenho. De um modo ou de outro, sua casa é a linguagem. Aliás, trata-se de quase um lugar-comum na filosofia, desde que se remete a Heidegger a ideia da linguagem como “a casa do ser”. A “filosofia” de Geraldo Azevedo é a das canções. A sua razão de ser, existir, atuar. É onde ele mora, desde a adolescência, e até agora. Na língua e na linguagem dos versos ele se expressa, e na habilidade para um instrumento: o violão. Ainda que este não seja aquela guitarra de mesón do poema de Antônio Machado, cabe no sentido emocionado dos versos:

    Tu eres alma que dice su armonía
solitaria a las almas pasajeras...
Y siempre que te escucha el caminante
sueña escuchar un aire de su tierra.

    Tem Geraldo Azevedo fãs fiéis e constantes ao longo destes 60 anos de carreira, exatamente porque nunca parou de dizer sua “harmonia solitária às almas passageiras”. Não tão solitária, porque justamente sempre esta sob a companhia da guitarra, chame-se guitarra (a maneira espanhola, e também a reinventada em elétrica, ao modo americano) ou violão. Como Manuel Bandeira, ele não se fez arquiteto, e, sim, poeta. Não por motivo de doença, mas por excesso de saúde. Assim, saudavelmente chega aos 80 anos, com sua lira (sua guitarra-violão) intacta e cheia de energia, morando não na filosofia, mas na música por inteiro, na sua linguagem. Ou, como disse bem Heidegger: 
“A linguagem e a casa do ser. Em sua mora habita o homem. Os pensadores e poetas são os guardiães dessa morada. Sua guarda consiste em levar a cabo a manifestação do ser, na medida em que, mediante seu dizer, eles a levam à linguagem e ali a custodiam”.

(Mário Hélio — Editor. Revista Continente. Edição 279, Março de 2025) Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo.
Com o balanço de sua trajetória e uma série de curiosidades das cancções. Usa a mesma grafia da palavra em destaque:
Alternativas
Q3751839 Português
A lira dos 80 anos de Geraldo Azevedo

    “Será apresentado nos próximos dias 22, 23 e 24, às 20h30, no Teatro do Parque, ’Mora na Filosofia’, show-pesquisa sobre o samba de morro, com a presença da ’Universidade de Samba dos Boêmios de Sítio Novo’. Na oportunidade, o show lançará duas jovens cantoras - Isabel e Lúcia - e um novo violonista e cantor, Geraldo Azevedo. As duas primeiras exibições de ’Mora na Filosofia’ serão promovidas pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia do Recife, e o terceiro (domingo 24), pelo Centro de Estudos Cinematográficos, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Recife.”

    Faz quase 60 anos, o Diário de Pernambuco, em 21 de outubro de 1965, divulgou esta nota. Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo. Ao alcançar a Lira dos 80 anos, publicamos uma entrevista especial com ele. Com o balanço de sua trajetória e uma série de curiosidades das canções, dos shows, das canções.

    “Mora na filosofia” é o título da letra de uma música dos anos 1950. No carnaval de 1955 chegou a ser premiada como uma das melhores letras. Mas nao sob a concordância geral, pois articulista como Paulo Quadros, da Gazeta de Notícia, distinguiu-a como “completamente absurda”. O samba é de autoria de Monsueto Menezes e Arnaldo Passos.

    Não foi por “completamente absurda” por falta de nexo que a censura vetou a “Canção da despedida” e outras canções. A motivação era exatamente a oposta: a do excesso de sentido, mas considerando que o lirismo daqueles jovens na casa dos 20 anos “moravam” numa filosofia de liberdade, considerada pelo regime algo “dissonante”, “absurdo”, “inútil”, “inadequado”. 

    Gilberto Freyre, num artigo sobre Karl Marx, chegou a indagar se o autor de O Capital não teria sido um gênio literário desviado de sua vocação. Ele poderia tecer a mesma hipótese quanto a Freud. No caso de Geraldo Azevedo, a primeira vocação não parece ter sido para as artes temporais da Música, mas as espaciais da arquitetura, do desenho. De um modo ou de outro, sua casa é a linguagem. Aliás, trata-se de quase um lugar-comum na filosofia, desde que se remete a Heidegger a ideia da linguagem como “a casa do ser”. A “filosofia” de Geraldo Azevedo é a das canções. A sua razão de ser, existir, atuar. É onde ele mora, desde a adolescência, e até agora. Na língua e na linguagem dos versos ele se expressa, e na habilidade para um instrumento: o violão. Ainda que este não seja aquela guitarra de mesón do poema de Antônio Machado, cabe no sentido emocionado dos versos:

    Tu eres alma que dice su armonía
solitaria a las almas pasajeras...
Y siempre que te escucha el caminante
sueña escuchar un aire de su tierra.

    Tem Geraldo Azevedo fãs fiéis e constantes ao longo destes 60 anos de carreira, exatamente porque nunca parou de dizer sua “harmonia solitária às almas passageiras”. Não tão solitária, porque justamente sempre esta sob a companhia da guitarra, chame-se guitarra (a maneira espanhola, e também a reinventada em elétrica, ao modo americano) ou violão. Como Manuel Bandeira, ele não se fez arquiteto, e, sim, poeta. Não por motivo de doença, mas por excesso de saúde. Assim, saudavelmente chega aos 80 anos, com sua lira (sua guitarra-violão) intacta e cheia de energia, morando não na filosofia, mas na música por inteiro, na sua linguagem. Ou, como disse bem Heidegger: 
“A linguagem e a casa do ser. Em sua mora habita o homem. Os pensadores e poetas são os guardiães dessa morada. Sua guarda consiste em levar a cabo a manifestação do ser, na medida em que, mediante seu dizer, eles a levam à linguagem e ali a custodiam”.

(Mário Hélio — Editor. Revista Continente. Edição 279, Março de 2025) Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo.
Os pensadores e poetas são os guardiães dessa morada. O termo em destaque ressalta uma das flexões geradoras de dúvidas em Língua Portuguesa. Marque a opção em que as palavras apresentam a mesma flexão de número: 
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Q3751838 Português
A lira dos 80 anos de Geraldo Azevedo

    “Será apresentado nos próximos dias 22, 23 e 24, às 20h30, no Teatro do Parque, ’Mora na Filosofia’, show-pesquisa sobre o samba de morro, com a presença da ’Universidade de Samba dos Boêmios de Sítio Novo’. Na oportunidade, o show lançará duas jovens cantoras - Isabel e Lúcia - e um novo violonista e cantor, Geraldo Azevedo. As duas primeiras exibições de ’Mora na Filosofia’ serão promovidas pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia do Recife, e o terceiro (domingo 24), pelo Centro de Estudos Cinematográficos, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Recife.”

    Faz quase 60 anos, o Diário de Pernambuco, em 21 de outubro de 1965, divulgou esta nota. Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo. Ao alcançar a Lira dos 80 anos, publicamos uma entrevista especial com ele. Com o balanço de sua trajetória e uma série de curiosidades das canções, dos shows, das canções.

    “Mora na filosofia” é o título da letra de uma música dos anos 1950. No carnaval de 1955 chegou a ser premiada como uma das melhores letras. Mas nao sob a concordância geral, pois articulista como Paulo Quadros, da Gazeta de Notícia, distinguiu-a como “completamente absurda”. O samba é de autoria de Monsueto Menezes e Arnaldo Passos.

    Não foi por “completamente absurda” por falta de nexo que a censura vetou a “Canção da despedida” e outras canções. A motivação era exatamente a oposta: a do excesso de sentido, mas considerando que o lirismo daqueles jovens na casa dos 20 anos “moravam” numa filosofia de liberdade, considerada pelo regime algo “dissonante”, “absurdo”, “inútil”, “inadequado”. 

    Gilberto Freyre, num artigo sobre Karl Marx, chegou a indagar se o autor de O Capital não teria sido um gênio literário desviado de sua vocação. Ele poderia tecer a mesma hipótese quanto a Freud. No caso de Geraldo Azevedo, a primeira vocação não parece ter sido para as artes temporais da Música, mas as espaciais da arquitetura, do desenho. De um modo ou de outro, sua casa é a linguagem. Aliás, trata-se de quase um lugar-comum na filosofia, desde que se remete a Heidegger a ideia da linguagem como “a casa do ser”. A “filosofia” de Geraldo Azevedo é a das canções. A sua razão de ser, existir, atuar. É onde ele mora, desde a adolescência, e até agora. Na língua e na linguagem dos versos ele se expressa, e na habilidade para um instrumento: o violão. Ainda que este não seja aquela guitarra de mesón do poema de Antônio Machado, cabe no sentido emocionado dos versos:

    Tu eres alma que dice su armonía
solitaria a las almas pasajeras...
Y siempre que te escucha el caminante
sueña escuchar un aire de su tierra.

    Tem Geraldo Azevedo fãs fiéis e constantes ao longo destes 60 anos de carreira, exatamente porque nunca parou de dizer sua “harmonia solitária às almas passageiras”. Não tão solitária, porque justamente sempre esta sob a companhia da guitarra, chame-se guitarra (a maneira espanhola, e também a reinventada em elétrica, ao modo americano) ou violão. Como Manuel Bandeira, ele não se fez arquiteto, e, sim, poeta. Não por motivo de doença, mas por excesso de saúde. Assim, saudavelmente chega aos 80 anos, com sua lira (sua guitarra-violão) intacta e cheia de energia, morando não na filosofia, mas na música por inteiro, na sua linguagem. Ou, como disse bem Heidegger: 
“A linguagem e a casa do ser. Em sua mora habita o homem. Os pensadores e poetas são os guardiães dessa morada. Sua guarda consiste em levar a cabo a manifestação do ser, na medida em que, mediante seu dizer, eles a levam à linguagem e ali a custodiam”.

(Mário Hélio — Editor. Revista Continente. Edição 279, Março de 2025) Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo.
Sobre o texto é correto afirmar:

I. O editorial da revista é repleto de intertextualidade desde o título até as ideias finais, fazendo inferências a diversas áreas do conhecimento.
II. O início da carreira musical de Geraldo Azevedo foi marcado por muita incompreensão e estranhamento. Sua composição foi censurada por ser considerada absurda.
III. O texto afirma ser a música de natureza temporal e mostra sua contradição, em essência, com a arquitetura que é de natureza espacial, transcendente.
IV. Comparar Arte com Filosofia é, no mínimo, exceder os limites da razoabilidade, uma vez que representam intencionalidade totalmente díspares.
Alternativas
Q3751837 Português
A lira dos 80 anos de Geraldo Azevedo

    “Será apresentado nos próximos dias 22, 23 e 24, às 20h30, no Teatro do Parque, ’Mora na Filosofia’, show-pesquisa sobre o samba de morro, com a presença da ’Universidade de Samba dos Boêmios de Sítio Novo’. Na oportunidade, o show lançará duas jovens cantoras - Isabel e Lúcia - e um novo violonista e cantor, Geraldo Azevedo. As duas primeiras exibições de ’Mora na Filosofia’ serão promovidas pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia do Recife, e o terceiro (domingo 24), pelo Centro de Estudos Cinematográficos, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Recife.”

    Faz quase 60 anos, o Diário de Pernambuco, em 21 de outubro de 1965, divulgou esta nota. Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo. Ao alcançar a Lira dos 80 anos, publicamos uma entrevista especial com ele. Com o balanço de sua trajetória e uma série de curiosidades das canções, dos shows, das canções.

    “Mora na filosofia” é o título da letra de uma música dos anos 1950. No carnaval de 1955 chegou a ser premiada como uma das melhores letras. Mas nao sob a concordância geral, pois articulista como Paulo Quadros, da Gazeta de Notícia, distinguiu-a como “completamente absurda”. O samba é de autoria de Monsueto Menezes e Arnaldo Passos.

    Não foi por “completamente absurda” por falta de nexo que a censura vetou a “Canção da despedida” e outras canções. A motivação era exatamente a oposta: a do excesso de sentido, mas considerando que o lirismo daqueles jovens na casa dos 20 anos “moravam” numa filosofia de liberdade, considerada pelo regime algo “dissonante”, “absurdo”, “inútil”, “inadequado”. 

    Gilberto Freyre, num artigo sobre Karl Marx, chegou a indagar se o autor de O Capital não teria sido um gênio literário desviado de sua vocação. Ele poderia tecer a mesma hipótese quanto a Freud. No caso de Geraldo Azevedo, a primeira vocação não parece ter sido para as artes temporais da Música, mas as espaciais da arquitetura, do desenho. De um modo ou de outro, sua casa é a linguagem. Aliás, trata-se de quase um lugar-comum na filosofia, desde que se remete a Heidegger a ideia da linguagem como “a casa do ser”. A “filosofia” de Geraldo Azevedo é a das canções. A sua razão de ser, existir, atuar. É onde ele mora, desde a adolescência, e até agora. Na língua e na linguagem dos versos ele se expressa, e na habilidade para um instrumento: o violão. Ainda que este não seja aquela guitarra de mesón do poema de Antônio Machado, cabe no sentido emocionado dos versos:

    Tu eres alma que dice su armonía
solitaria a las almas pasajeras...
Y siempre que te escucha el caminante
sueña escuchar un aire de su tierra.

    Tem Geraldo Azevedo fãs fiéis e constantes ao longo destes 60 anos de carreira, exatamente porque nunca parou de dizer sua “harmonia solitária às almas passageiras”. Não tão solitária, porque justamente sempre esta sob a companhia da guitarra, chame-se guitarra (a maneira espanhola, e também a reinventada em elétrica, ao modo americano) ou violão. Como Manuel Bandeira, ele não se fez arquiteto, e, sim, poeta. Não por motivo de doença, mas por excesso de saúde. Assim, saudavelmente chega aos 80 anos, com sua lira (sua guitarra-violão) intacta e cheia de energia, morando não na filosofia, mas na música por inteiro, na sua linguagem. Ou, como disse bem Heidegger: 
“A linguagem e a casa do ser. Em sua mora habita o homem. Os pensadores e poetas são os guardiães dessa morada. Sua guarda consiste em levar a cabo a manifestação do ser, na medida em que, mediante seu dizer, eles a levam à linguagem e ali a custodiam”.

(Mário Hélio — Editor. Revista Continente. Edição 279, Março de 2025) Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo.
De acordo com a expressão: Na língua e na linguagem dos versos ele se expressa. Podese inferir que:
Alternativas
Q3751836 Português
A lira dos 80 anos de Geraldo Azevedo

    “Será apresentado nos próximos dias 22, 23 e 24, às 20h30, no Teatro do Parque, ’Mora na Filosofia’, show-pesquisa sobre o samba de morro, com a presença da ’Universidade de Samba dos Boêmios de Sítio Novo’. Na oportunidade, o show lançará duas jovens cantoras - Isabel e Lúcia - e um novo violonista e cantor, Geraldo Azevedo. As duas primeiras exibições de ’Mora na Filosofia’ serão promovidas pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Filosofia do Recife, e o terceiro (domingo 24), pelo Centro de Estudos Cinematográficos, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Recife.”

    Faz quase 60 anos, o Diário de Pernambuco, em 21 de outubro de 1965, divulgou esta nota. Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo. Ao alcançar a Lira dos 80 anos, publicamos uma entrevista especial com ele. Com o balanço de sua trajetória e uma série de curiosidades das canções, dos shows, das canções.

    “Mora na filosofia” é o título da letra de uma música dos anos 1950. No carnaval de 1955 chegou a ser premiada como uma das melhores letras. Mas nao sob a concordância geral, pois articulista como Paulo Quadros, da Gazeta de Notícia, distinguiu-a como “completamente absurda”. O samba é de autoria de Monsueto Menezes e Arnaldo Passos.

    Não foi por “completamente absurda” por falta de nexo que a censura vetou a “Canção da despedida” e outras canções. A motivação era exatamente a oposta: a do excesso de sentido, mas considerando que o lirismo daqueles jovens na casa dos 20 anos “moravam” numa filosofia de liberdade, considerada pelo regime algo “dissonante”, “absurdo”, “inútil”, “inadequado”. 

    Gilberto Freyre, num artigo sobre Karl Marx, chegou a indagar se o autor de O Capital não teria sido um gênio literário desviado de sua vocação. Ele poderia tecer a mesma hipótese quanto a Freud. No caso de Geraldo Azevedo, a primeira vocação não parece ter sido para as artes temporais da Música, mas as espaciais da arquitetura, do desenho. De um modo ou de outro, sua casa é a linguagem. Aliás, trata-se de quase um lugar-comum na filosofia, desde que se remete a Heidegger a ideia da linguagem como “a casa do ser”. A “filosofia” de Geraldo Azevedo é a das canções. A sua razão de ser, existir, atuar. É onde ele mora, desde a adolescência, e até agora. Na língua e na linguagem dos versos ele se expressa, e na habilidade para um instrumento: o violão. Ainda que este não seja aquela guitarra de mesón do poema de Antônio Machado, cabe no sentido emocionado dos versos:

    Tu eres alma que dice su armonía
solitaria a las almas pasajeras...
Y siempre que te escucha el caminante
sueña escuchar un aire de su tierra.

    Tem Geraldo Azevedo fãs fiéis e constantes ao longo destes 60 anos de carreira, exatamente porque nunca parou de dizer sua “harmonia solitária às almas passageiras”. Não tão solitária, porque justamente sempre esta sob a companhia da guitarra, chame-se guitarra (a maneira espanhola, e também a reinventada em elétrica, ao modo americano) ou violão. Como Manuel Bandeira, ele não se fez arquiteto, e, sim, poeta. Não por motivo de doença, mas por excesso de saúde. Assim, saudavelmente chega aos 80 anos, com sua lira (sua guitarra-violão) intacta e cheia de energia, morando não na filosofia, mas na música por inteiro, na sua linguagem. Ou, como disse bem Heidegger: 
“A linguagem e a casa do ser. Em sua mora habita o homem. Os pensadores e poetas são os guardiães dessa morada. Sua guarda consiste em levar a cabo a manifestação do ser, na medida em que, mediante seu dizer, eles a levam à linguagem e ali a custodiam”.

(Mário Hélio — Editor. Revista Continente. Edição 279, Março de 2025) Sobre a Lira dos 20 anos de Geraldo Azevedo.
Sobre o título: A lira dos 80 anos de Geraldo Azevedo. O termo “lira”, no texto, significa:
Alternativas
Q3751315 Direito Civil
(PMM/URCA 2025) Sobre a prescrição e a decadência marque a opção errada segundo o direito civil brasileiro.
Alternativas
Q3751314 Direito Civil
(PMM/URCA 2025) Acerca dos fatos e do negócio jurídico no direito civil brasileiro, podemos afirmar:
Alternativas
Q3751313 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
(PMM/URCA 2025) Sobre a resposta do Réu no âmbito do processo civil, quais dessas matérias não pode o réu alegar em preliminar da contestação:
Alternativas
Q3751312 Direito Urbanístico
(PMM/URCA 2025) A política de desenvolvimento urbano, nos termos da ordem jurídica constitucional, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. Sobre esse tema não é certo afirmar:
Alternativas
Q3751311 Direito Administrativo
(PMM/URCA 2025) Sobre os bens públicos não é correto afirmar, nos termos do ordenamento civil brasileiro:
Alternativas
Q3751310 Direito Constitucional
(PMM/URCA 2025) Sobre o Meio Ambiente como direito fundamental. De conformidade com o Artigo 225 da Constituição Federal.
Alternativas
Q3751309 Direito Civil
(PMM/URCA 2025) Sobre o domicílio e residência, nos termos do Direito Civil, é certo afirmar:
Alternativas
Q3751308 Direito Constitucional
(PMM/URCA 2025) Sobre o regime de competências na Constituição Federal, não é correto afirmar:
Alternativas
Q3751307 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
(PMM/URCA 2025) Sobre os Recurso no Processo Civil, não é correto afirmar:
Alternativas
Q3751306 Direito Administrativo
(PMM/URCA 2025) De conformidade com a lei de licitações e contratos administrativos podemos afirmar:
Alternativas
Q3751305 Direito Civil
(PMM/URCA 2025) Sobre as associações e a fundações, no direito civil, é incorreto afirmar:
Alternativas
Q3751304 Direito Constitucional
(PMM/URCA 2025) Os partidos políticos no Brasil podem ser de livre criação, fusão, incorporação e extinção, devem, entretanto, observar alguns preceitos e resguardar alguns princípios previstos no ordenamento jurídico-constitucional brasileiro, dentre esses:
Alternativas
Q3751303 Direito Processual Civil - Novo Código de Processo Civil - CPC 2015
(PMM/URCA 2025) Sobre o instituto da Intervenção de Terceiros, no Processo Civil, podemos afirmar:
Alternativas
Q3751302 Direito Administrativo
(PMM/URCA 2025) Sobre os Poderes da Administração não é correto afirmar que a Administração tem:
Alternativas
Respostas
1321: B
1322: A
1323: E
1324: A
1325: D
1326: C
1327: D
1328: B
1329: C
1330: B
1331: A
1332: A
1333: C
1334: E
1335: D
1336: B
1337: D
1338: C
1339: C
1340: A