Questões de Concurso Para cev-urca

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Q2554246 História e Geografia de Estados e Municípios
A Toponímia se encarrega do estudo do nome de lugares, levando em consideração a influência e a importância da origem e do processo de evolução que causa as devidas alterações. Tais estudos são intimamente ligados ás pesquisas históricas, antropológicas e geográficas. Sobre a toponímia de Várzea Alegre, marque a opção correta: 
Alternativas
Q2554244 Geografia
“Bioma que  ocupa um decimo do território nacional, quase todo no Nordeste. O seu nome vem do Tupi e significa ”Mata Branca”, que e a aparência da vegetação durante a seca. É o pedaço mais quente e seco do país. E um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas”. Portal G1 – Globo Rural. 05/12/21 – Adaptado. Marque a opção correta para o Bioma predominante na Região Nordeste: 
Alternativas
Q2554243 Serviço Social
Marque a opção correta para o tema da Região Metropolitana do Cariri – RMC:

I. Instituída pela Lei Complementar nº 78/2009. A criação da Região Metropolitana do Cariri – RMC, objetiva a redução da desigualdade entre o triângulo Crajubar, como é conhecida a aglomeração das cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, historicamente mais desenvolvida, e os demais municípios da região. 
II. Segundo os especialistas, os resultados obtidos demonstram que não houve efetivamente diminuição desse dese desequilíbrio na Região Metropolitana do Cariri. 
III. Na Região Metropolitana do Cariri, os investimentos, tanto públicos quanto privados, ainda se concentram prioritariamente no Crajubar e isso reforca a dependência das localidades vizinhas, gerando e aprofundando os desequilíbrios nesses territórios.
IV. A Região Metropolitana do Cariri está atingindo plenamente os objetivos estabelecidos desde a sua criação, diminuindo as diferenças entre os municípios componentes.
Alternativas
Q2554242 Geologia
Marque a opção correta sobre o Geopark Araripe:
Alternativas
Q2554241 Geografia
Sobre o tema dos aspectos geográficos do Estado Brasileiro, marque a opção correta: 
Alternativas
Q2554239 Português
Por que e como utilizar narrativas indígenas na alfabetização? 

Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças


    Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística.

    O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades. 

     “A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”


Panorama da alfabetização indígena


    Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.

    A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna


    Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜ o mundo que nos rodeia”, conta.

    Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜ necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´

    Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.


 © Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024. ¡https://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povos-indigenas-alfabetizacao¿
No techo “Foi somente com a Constituicão Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar.”, a palavra âmbito pode ser substituída, sem provocar desvio de escolha lexical, por variados termos. Assinale o que, entre as alternativas propostas, MENOS se ajusta ao conceito do termo original:
Alternativas
Q2554237 Português
Por que e como utilizar narrativas indígenas na alfabetização? 

Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças


    Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística.

    O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades. 

     “A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”


Panorama da alfabetização indígena


    Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.

    A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna


    Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜ o mundo que nos rodeia”, conta.

    Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜ necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´

    Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.


 © Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024. ¡https://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povos-indigenas-alfabetizacao¿
A palavra “estereótipo” é formada por dois radicais gregos que significam, respectivamente:
Alternativas
Q2554236 Português
Por que e como utilizar narrativas indígenas na alfabetização? 

Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças


    Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística.

    O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades. 

     “A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”


Panorama da alfabetização indígena


    Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.

    A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna


    Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜ o mundo que nos rodeia”, conta.

    Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜ necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´

    Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.


 © Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024. ¡https://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povos-indigenas-alfabetizacao¿
No período a palavra “A escrita das línguas indígenas veio com a catequização, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”, é correto afirmar sobre a palavra “que”: 
Alternativas
Q2554235 Português
Por que e como utilizar narrativas indígenas na alfabetização? 

Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças


    Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística.

    O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades. 

     “A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”


Panorama da alfabetização indígena


    Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.

    A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna


    Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜ o mundo que nos rodeia”, conta.

    Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜ necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´

    Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.


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No contexto do texto, a palavra “intercultural” desempenha qual papel e qual é sua classe de palavras?
Alternativas
Q2554232 Português
Por que e como utilizar narrativas indígenas na alfabetização? 

Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças


    Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística.

    O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades. 

     “A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”


Panorama da alfabetização indígena


    Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.

    A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna


    Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜ o mundo que nos rodeia”, conta.

    Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜ necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´

    Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.


 © Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024. ¡https://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povos-indigenas-alfabetizacao¿
Analise a coesão e coerência no trecho: “o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país.” Como os elementos coesivos contribuem para a unidade temática do texto?
Alternativas
Q2554231 Português
Por que e como utilizar narrativas indígenas na alfabetização? 

Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças


    Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística.

    O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades. 

     “A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”


Panorama da alfabetização indígena


    Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.

    A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna


    Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜ o mundo que nos rodeia”, conta.

    Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜ necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´

    Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.


 © Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024. ¡https://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povos-indigenas-alfabetizacao¿
No trecho “Foi somente com a Constituição Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas,” a concordância verbal está correta?
Alternativas
Q2554230 Serviço Social
Por que e como utilizar narrativas indígenas na alfabetização? 

Abordagem diversifica os tipos de textos trabalhados, permite resgatar as contribuições dos povos originários e amplia o repertório e a visão de mundo das crianças


    Qual língua se fala no Brasil? Se “português” é a única resposta que vem a sua mente é porque o processo de colonização e o decorrente apagamento histórico dos povos originários silenciaram, durante séculos, as centenas de línguas indígenas faladas no país. Elas são 274, segundo dados de 2010 do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Foi somente com a Constituic¸ao Federal de 1988 que os povos indígenas tiveram assegurado o direito as suas línguas, inclusive no ambito escolar. E esperariam ainda mais dez anos para, em 1998, o Ministerio da Educação (MEC) aprovar o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas (RCNEI). Esse documento estabeleceu as diretrizes para o ensino e a aprendizagem da Educação indígena de forma a preservar e valorizar sua diversidade cultural e linguística.

    O referencial assegurou a chamada alfabetizac¸ao intercultural, isto e, o direito das pessoas indígenas de se alfabetizarem tanto em sua língua materna como em língua portuguesa em seu processo de escolarização. O objetivo é o de fortalecer as práticas socioculturais de cada comunidade, recuperar suas memórias históricas e reafirmar suas identidades. 

     “A língua indígena escrita não deixa de ser fruto de um processo colonial porque a gente sabe que a transmissão de conhecimento dos povos indígenas sempre foi oral”, aponta Cristine Takua, da etnia Maxacali, professora da Aldeia Guarani Rio Silveira, em Boraceia (SP). “A escrita das línguas indígenas veio com a catequizção, com os jesuítas e salesianos, que foram os primeiros a levar a escola para dentro das comunidades indígenas.”


Panorama da alfabetização indígena


    Josélia Gomes Neves, uma das responsáveis pela criação do curso de Licenciatura em Educação Básica Intercultural da Universidade Federal de Rondonia (Unir), explica que, no estado, a maioria das comunidades faz uso das suas línguas maternas no convívio familiar e social e tem o primeiro contato com a língua portuguesa praticamente na escola. “Entao, geralmente, no 1º ano, a maior parte das atividades acontece na língua materna e, a partir do 2º ano, entra o bilinguismo pedagógico”, diz ela, que também lidera o Grupo de Pesquisa em Educação na Amazônia (GPEA) da Unir.

    A professora detalha como acontece o processo de formação de professores na regiao onde atua, na Terra Indígena Rio Negro Ocaia (RO). “O curso trabalha na perspectiva da pedagogia da alternancia cultural. Os estudantes indígenas vão para a Unir e tem dois meses de aulas intensivas e, em outro período, é feito seu acompanhamento nas aldeias. Há uma aldeia polo que recebe esses alunos para estudos e desenvolvimento de atividades práticas.”


Desafios para preservar a língua materna


    Formado por esse curso, o professor Ihvkuhj Gavião, do povo Ikolen e residente do município de Ji-Paraná (RO), atua desde 2014 na alfabetização de crianças. Ele acredita que preservar a língua materna indígena esta diretamente vinculado a preservar o universo cultural que ela nomeia. “Para manter nossa cultura, precisamos ensinar nossa língua a nossos alunos. E quando vamos ensiná-la, tentamos envolver a realidade deles, nossas tradições e costumes, dentro da concepção de Paulo Freire de ler ˜ o mundo que nos rodeia”, conta.

    Mas os desafios não são poucos, a começar pela própria escassez de profissionais. “Não há professores com a formação˜ necessária em quantidade suficiente para atender as turmas dos Anos Finais do Ensino Fundamental, por exemplo. Entao, nessa etapa, são basicamente professores não indígenas, falantes exclusivamente do português”, comenta Josélia. ´

    Outra questão ão os livros didáticos escritos sob a lógica do modelo eurocêntrico. Apesar da Lei nº 11.645 de 2008, que tornou obrigatorio o estudo da história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas do país, os conteudos ainda trazem estereotipos de uma concepção única do que e ser indígena ou adaptações incoerentes. “Um dos materiais que os professores recebem do MEC e uma coleção que foi pensada para a Educação no campo. Ela é totalmente em língua portuguesa e, embora tenha alguma preocupação com o campo, não e na perspectiva da floresta ou dos indígenas”, relata Josélia.


 © Adaptado. Thais Paiva, Revista Nova Escola, 29/04/2024. ¡https://novaescola.org.br/conteudo/21860/narrativas-povos-indigenas-alfabetizacao¿
Qual é principal argumento do texto em relação ao uso de línguas indígenas na educação?
Alternativas
Q2534524 Legislação de Trânsito
Sobre os tipos de direção defensiva deve-se considerar:
Alternativas
Q2534523 Legislação de Trânsito
Tratando da direção defensiva o motorista deve ter: 
Alternativas
Q2534522 Legislação de Trânsito
Infração para o motorista que dirigir sob influência de álcool ou outra substância psicoativa:
Alternativas
Q2534521 História e Geografia de Estados e Municípios
Total de vagas para vereadores na Câmara Municipal de Porteiras-CE: 
Alternativas
Q2534520 Conhecimentos Gerais
De acordo com os dados do IBGE - 2015, sobre a economia do município de Porteiras é correto afirmar: 
Alternativas
Q2534519 História e Geografia de Estados e Municípios
Dia do município de Porteiras:
Alternativas
Q2534518 História e Geografia de Estados e Municípios
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população estimada do município de Porteiras-CE em 2018 é de aproximadamente: 
Alternativas
Q2534517 Conhecimentos Gerais
Em 2005 a cidade de Porteiras homenageou a Professora Maria do Carmo Simplício, realizadora da primeira comemoração da maior festa religiosa de Porteiras com:
Alternativas
Respostas
3281: B
3282: C
3283: A
3284: D
3285: X
3286: C
3287: B
3288: C
3289: B
3290: A
3291: E
3292: B
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3295: E
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3297: C
3298: C
3299: A
3300: C