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Q597004 Administração Geral
Nas escolas estratégicas, destaca‐se que algumas são claramente estágios ou aspectos do processo de formação da estratégia. Relacione adequadamente os aspectos na formação da estratégia às escolas.

1. Reside na mente do estrategista localizado no centro.
2. Olha muito a frente para uma perspectiva estratégica.
3. Olha para baixo, oculta em nuvens de crenças.
4. Olha para o processo ou em volta dele.
5. Vê além de uma visão única de futuro.

(     ) Configuração.  
(     ) Empreendedora.
(     ) Design.
(     ) Cognitiva.
(     ) Cultural. 

A sequência está correta em
Alternativas
Q596018 Eletrotécnica
Uma boa prática em serviços onde exista energia elétrica é o trabalho seguro, no qual se utilize técnicas e proteções para que o risco de acidentes seja minimizado. Assinale a definição correta de tensão de segurança.
Alternativas
Q596015 Eletrotécnica
A conversão de bases numéricas é utilizada frequentemente em sistemas digitais para processamento de informações. A equação 42F16 – 37A16 possui resposta em binário (base 2) representada na alternativa:
Alternativas
Q596013 Eletrotécnica
Os tiristores são uma família “grupo" de componentes com aplicações em circuitos de controle de potência e, também, retificadores controlados. Neste grupo de semicondutores, destacam‐se o SCR e o TRIAC. Nesse contexto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Uma das formas de disparo do TRIAC por tensão aplicada em MT1 e MT2.

( ) O TRIAC é um dispositivo bidirecional.

( ) Após realizar um pulso no GATE de um SCR, este irá permanecer conduzindo, mesmo que novos pulsos sejam aplicados ao GATE.

( ) O SCR é um dispositivo unidirecional.
A sequência está correta em
Alternativas
Q596010 Atualidades
“Há dois anos, os primeiros estrangeiros bolsistas começaram a chegar aos municípios onde atuariam. O programa federal propunha aumentar o número de profissionais atuando na rede de atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS) em regiões carentes desses profissionais. Hoje, há mais de 18 mil desses profissionais atuando no programa, sendo cerca de 11.500 cubanos contratados via convênio com a Organização Pan‐americana da Saúde (Opas), aproximadamente 1.500 formados no exterior e mais de 5 mil brasileiros." Trata‐se do programa:
Alternativas
Q596009 Atualidades
O Conselho de Estado da Itália, última instância da justiça administrativa do país europeu, decidiu em setembro de 2015 pela extradição do ex‐diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, que foi condenado pela Justiça brasileira por envolvimento no escândalo conhecido por:
Alternativas
Q596008 Atualidades
Em setembro de 2015, o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, anunciou que admitia conceder anistia aos prisioneiros do grupo extremista islâmico que raptou cerca de 200 jovens em 2014 se este concordasse em libertar todas as meninas de Chibok, fato que comoveu o mundo. Este grupo que vem aterrorizando parte da Nigéria, uma das nações mais ricas e populosas da África, é denominado:
Alternativas
Q596007 Geografia
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado na questão. Leia‐o atentamente.

“Sabemos muito pouco sobre os povos indígenas brasileiros. Dá pra dizer que justamente por isso sabemos pouco sobre o Brasil. Esse conhecimento fica de antropólogos e alguns historiadores. Eles também são poucos e o assunto é imenso. Temos, portanto, o dever de olhar para a vida desses povos com mais respeito ainda, o respeito de quem é ignorante. Não podemos pensar que o Brasil seja apenas o resultado da colonização europeia e que o passado ligado aos povos tradicionais que aqui habitavam (e onde muitos ainda habitam) seja menos importante. Vivemos sob a ideologia de que o Brasil é algo novo, mas o que chamamos de 'novo' é só uma parte da história. Dizer 500 anos de Brasil (hoje, 515) é algo que vale para a teoria da história e o fazer historiográfico, mas é uma inverdade se levarmos em conta nossa história subterrânea. A história que não temos como conhecer por que vivemos colonizados, pensando que a história que vale é a dos nossos ancestrais europeus e da colônia na qual fomos criados."

(Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/09/sobre‐a‐matanca‐dos‐guarani‐kaiowa./.)
A atual população indígena brasileira, segundo resultados preliminares do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em  2010, é de 817.963 indígenas, dos quais 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam as zonas urbanas brasileiras. Este censo revelou que em todos os Estados da Federação, inclusive do Distrito Federal, há populações indígenas. A unidade federada que concentra a maior população indígena do Brasil chama‐se:
Alternativas
Q596006 Conhecimentos Gerais
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado na questão. Leia‐o atentamente.

“Sabemos muito pouco sobre os povos indígenas brasileiros. Dá pra dizer que justamente por isso sabemos pouco sobre o Brasil. Esse conhecimento fica de antropólogos e alguns historiadores. Eles também são poucos e o assunto é imenso. Temos, portanto, o dever de olhar para a vida desses povos com mais respeito ainda, o respeito de quem é ignorante. Não podemos pensar que o Brasil seja apenas o resultado da colonização europeia e que o passado ligado aos povos tradicionais que aqui habitavam (e onde muitos ainda habitam) seja menos importante. Vivemos sob a ideologia de que o Brasil é algo novo, mas o que chamamos de 'novo' é só uma parte da história. Dizer 500 anos de Brasil (hoje, 515) é algo que vale para a teoria da história e o fazer historiográfico, mas é uma inverdade se levarmos em conta nossa história subterrânea. A história que não temos como conhecer por que vivemos colonizados, pensando que a história que vale é a dos nossos ancestrais europeus e da colônia na qual fomos criados."

(Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/09/sobre‐a‐matanca‐dos‐guarani‐kaiowa./.)
Sobre a atual situação dos povos indígenas no Brasil é correto afirmar, EXCETO:
Alternativas
Q596005 História
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado na questão. Leia‐o atentamente.

“Sabemos muito pouco sobre os povos indígenas brasileiros. Dá pra dizer que justamente por isso sabemos pouco sobre o Brasil. Esse conhecimento fica de antropólogos e alguns historiadores. Eles também são poucos e o assunto é imenso. Temos, portanto, o dever de olhar para a vida desses povos com mais respeito ainda, o respeito de quem é ignorante. Não podemos pensar que o Brasil seja apenas o resultado da colonização europeia e que o passado ligado aos povos tradicionais que aqui habitavam (e onde muitos ainda habitam) seja menos importante. Vivemos sob a ideologia de que o Brasil é algo novo, mas o que chamamos de 'novo' é só uma parte da história. Dizer 500 anos de Brasil (hoje, 515) é algo que vale para a teoria da história e o fazer historiográfico, mas é uma inverdade se levarmos em conta nossa história subterrânea. A história que não temos como conhecer por que vivemos colonizados, pensando que a história que vale é a dos nossos ancestrais europeus e da colônia na qual fomos criados."

(Disponível em: http://revistacult.uol.com.br/home/2015/09/sobre‐a‐matanca‐dos‐guarani‐kaiowa./.)
Quando trata da “história que não temos como conhecer..." o autor está enfatizando que o Brasil.
Alternativas
Q596004 Atualidades
Menos divulgada pela mídia brasileira, mas tão importante quanto a operação Lava Jato, a Zelotes é uma operação iniciada em 2015, pela Polícia Federal para investigar denúncia de corrupção.
Alternativas
Q596003 Atualidades
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado na questão. Leia‐o atentamente.

“Sete dirigentes da Fifa foram presos na Suíça na manhã desta quarta‐feira (27/05/2015) após serem acusados por suspeitas de corrupção envolvendo um montante de até US$ 150 milhões. Horas depois, autoridades suíças anunciaram que fariam sua própria investigação sobre o processo de escolha dos países‐sede das Copas de 2018 (Catar) e 2022 (Rússia). A polícia suíça entrou na sede da Fifa, em Zurique, e apreendeu provas eletrônicas."

(Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150527_entenda_fifa_lab.)
Há uma INCORREÇÃO no texto da reportagem quando
Alternativas
Q596002 Conhecimentos Gerais
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado na questão. Leia‐o atentamente.

“Sete dirigentes da Fifa foram presos na Suíça na manhã desta quarta‐feira (27/05/2015) após serem acusados por suspeitas de corrupção envolvendo um montante de até US$ 150 milhões. Horas depois, autoridades suíças anunciaram que fariam sua própria investigação sobre o processo de escolha dos países‐sede das Copas de 2018 (Catar) e 2022 (Rússia). A polícia suíça entrou na sede da Fifa, em Zurique, e apreendeu provas eletrônicas."

(Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150527_entenda_fifa_lab.)
Três brasileiros estão implicados neste esquema de corrupção, de acordo com o departamento de Justiça dos EUA, sendo que um deles é José Maria Marin, que já foi
Alternativas
Q596001 Atualidades
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado na questão. Leia‐o atentamente.

“Sete dirigentes da Fifa foram presos na Suíça na manhã desta quarta‐feira (27/05/2015) após serem acusados por suspeitas de corrupção envolvendo um montante de até US$ 150 milhões. Horas depois, autoridades suíças anunciaram que fariam sua própria investigação sobre o processo de escolha dos países‐sede das Copas de 2018 (Catar) e 2022 (Rússia). A polícia suíça entrou na sede da Fifa, em Zurique, e apreendeu provas eletrônicas."

(Disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/05/150527_entenda_fifa_lab.)

O departamento de Justiça dos Estados Unidos da América investiga se:

I. Nas últimas décadas autoridades da Fifa se envolveram em vários crimes, incluindo fraude, subornos e lavagem de dinheiro.

II. Duas gerações de dirigentes usaram suas posições para fazer parcerias com executivos de marketing esportivo que impediam outros de ter acesso a contratos e mantinham os negócios para eles por meio do pagamento de propinas.

III. O esquema envolve recebimento de propina de executivos de marketing para comercialização de direitos de mídia e marketing de diversas competições esportivas – entre eles Copa América, Libertadores e Copa do Brasil.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):
Alternativas
Q595998 Raciocínio Lógico
Um veículo consumiu 19 litros para percorrer a distância entre as cidades A e C passando pela cidade B conforme indicado na figura. Sabendo‐se que no trecho entre A e B o consumo foi de 12 litros, então a distância que separa as cidades A e B é de:
Imagem associada para resolução da questão 
Alternativas
Q595996 Raciocínio Lógico
Cada uma das cinco figuras na sequência representa um número obtido de acordo com as operações indicadas.
Imagem associada para resolução da questão  A soma dos valores numéricos dessas cinco figuras é igual a:
Alternativas
Q595992 Raciocínio Lógico
Numa caixa encontram‐se cinco bolas numeradas conforme indicado a seguir.


Imagem associada para resolução da questão 


Retirando‐se duas dessas bolas da caixa, a probabilidade de que ambas sejam ímpares é de:
Alternativas
Q595990 Português
                                      Juízes e advogados devem estudar neurociência

    A neurociência busca determinar como o cérebro afeta o comportamento, e o Direito se preocupa em regular o comportamento. Assim, é de se esperar que as descobertas dos neurocientistas tenham um peso cada vez maior nas leis. No Reino Unido, porém, existe uma enorme brecha entre os avanços dos laboratórios e o dia a dia dos tribunais. Não há fóruns de discussão para que cientistas e profissionais da Justiça explorem temas de interesse comum. Em países como o Brasil, não é diferente. E isso traz grandes consequências para a sociedade.
    Uma delas diz respeito à maioridade penal, que é de 10 anos no Reino Unido e de 18 no Brasil. A neurociência indica que os adolescentes não são indivíduos plenamente responsáveis, já que o cérebro continua a se desenvolver até a idade adulta. O córtex pré‐frontal, associado à tomada de decisão e ao controle de impulsos, é a última parte do cérebro que amadurece e isso só se completa ao redor dos 20 anos. É o que mostra o relatório Neurociência e a Lei, fruto de um grupo de trabalho que coordenei e publicado recentemente pela Royal Society [a academia nacional de ciências do Reino Unido]. O amadurecimento tardio do cérebro pode estar associado a comportamentos de risco na adolescência. Veja o caso dos protestos que sacudiram a Inglaterra no verão passado. Muitos manifestantes provocaram incêndios e outros atos criminosos, mas vários deles eram garotos que estavam só passando pelas ruas e se uniram ao vandalismo por impulso. A neurociência confirmou ainda que a taxa de maturação do córtex pré‐frontal varia muito de pessoa para pessoa. Do mesmo jeito que há enormes diferenças na inteligência medida em testes de QI.
    É por isso que os cursos de Direito deveriam incluir matérias sobre ciência – sobretudo psicologia, neurociência e genética. Advogados e juízes deveriam receber treinamento permanente nessas disciplinas como parte de seu desenvolvimento profissional. E também os cursos de graduação em neurociência deveriam incluir as aplicações sociais do que é estudado.
    Em alguns casos, as discrepâncias na função cerebral são levadas em conta pela Justiça. A Suprema Corte dos EUA, por exemplo, estabeleceu que uma pessoa só pode ser executada se tiver um QI acima de 70. Mas as leis ainda revelam anomalias de todo tipo. No Brasil, jovens de 16 anos não podem ser presos, mas podem votar. Na Inglaterra, é crime fazer sexo com menores de 16 anos – também a idade mínima para se casar. Ninguém pode dirigir nas vias públicas inglesas até os 17 anos (ou 14 em muitos estados americanos) e só vota quem tem mais de 18 – apesar da maioridade penal aos 10. Essas variações não são racionais. E as discrepâncias entre os países sugerem que algumas delas são bem arbitrárias. Não cabe a mim dizer se a maioridade penal deve subir ou baixar. Mas os legisladores deveriam se sentir obrigados a explicá‐la, em função do amadurecimento do cérebro: por que ela é de 10 anos na Inglaterra? E por que de 18 no Brasil?

(Nicholas Mackintosh – Professor emérito do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Cambrigde, no Reino Unido.)
Quanto à classe gramatical das palavras sublinhadas, tem‐se a correspondência correta em:
Alternativas
Q595989 Português
                                      Juízes e advogados devem estudar neurociência

    A neurociência busca determinar como o cérebro afeta o comportamento, e o Direito se preocupa em regular o comportamento. Assim, é de se esperar que as descobertas dos neurocientistas tenham um peso cada vez maior nas leis. No Reino Unido, porém, existe uma enorme brecha entre os avanços dos laboratórios e o dia a dia dos tribunais. Não há fóruns de discussão para que cientistas e profissionais da Justiça explorem temas de interesse comum. Em países como o Brasil, não é diferente. E isso traz grandes consequências para a sociedade.
    Uma delas diz respeito à maioridade penal, que é de 10 anos no Reino Unido e de 18 no Brasil. A neurociência indica que os adolescentes não são indivíduos plenamente responsáveis, já que o cérebro continua a se desenvolver até a idade adulta. O córtex pré‐frontal, associado à tomada de decisão e ao controle de impulsos, é a última parte do cérebro que amadurece e isso só se completa ao redor dos 20 anos. É o que mostra o relatório Neurociência e a Lei, fruto de um grupo de trabalho que coordenei e publicado recentemente pela Royal Society [a academia nacional de ciências do Reino Unido]. O amadurecimento tardio do cérebro pode estar associado a comportamentos de risco na adolescência. Veja o caso dos protestos que sacudiram a Inglaterra no verão passado. Muitos manifestantes provocaram incêndios e outros atos criminosos, mas vários deles eram garotos que estavam só passando pelas ruas e se uniram ao vandalismo por impulso. A neurociência confirmou ainda que a taxa de maturação do córtex pré‐frontal varia muito de pessoa para pessoa. Do mesmo jeito que há enormes diferenças na inteligência medida em testes de QI.
    É por isso que os cursos de Direito deveriam incluir matérias sobre ciência – sobretudo psicologia, neurociência e genética. Advogados e juízes deveriam receber treinamento permanente nessas disciplinas como parte de seu desenvolvimento profissional. E também os cursos de graduação em neurociência deveriam incluir as aplicações sociais do que é estudado.
    Em alguns casos, as discrepâncias na função cerebral são levadas em conta pela Justiça. A Suprema Corte dos EUA, por exemplo, estabeleceu que uma pessoa só pode ser executada se tiver um QI acima de 70. Mas as leis ainda revelam anomalias de todo tipo. No Brasil, jovens de 16 anos não podem ser presos, mas podem votar. Na Inglaterra, é crime fazer sexo com menores de 16 anos – também a idade mínima para se casar. Ninguém pode dirigir nas vias públicas inglesas até os 17 anos (ou 14 em muitos estados americanos) e só vota quem tem mais de 18 – apesar da maioridade penal aos 10. Essas variações não são racionais. E as discrepâncias entre os países sugerem que algumas delas são bem arbitrárias. Não cabe a mim dizer se a maioridade penal deve subir ou baixar. Mas os legisladores deveriam se sentir obrigados a explicá‐la, em função do amadurecimento do cérebro: por que ela é de 10 anos na Inglaterra? E por que de 18 no Brasil?

(Nicholas Mackintosh – Professor emérito do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Cambrigde, no Reino Unido.)
“E as discrepâncias entre os países sugerem que algumas delas são bem arbitrárias." (4º§) A palavra “arbitrárias"significa, EXCETO:
Alternativas
Q595988 Português
                                      Juízes e advogados devem estudar neurociência

    A neurociência busca determinar como o cérebro afeta o comportamento, e o Direito se preocupa em regular o comportamento. Assim, é de se esperar que as descobertas dos neurocientistas tenham um peso cada vez maior nas leis. No Reino Unido, porém, existe uma enorme brecha entre os avanços dos laboratórios e o dia a dia dos tribunais. Não há fóruns de discussão para que cientistas e profissionais da Justiça explorem temas de interesse comum. Em países como o Brasil, não é diferente. E isso traz grandes consequências para a sociedade.
    Uma delas diz respeito à maioridade penal, que é de 10 anos no Reino Unido e de 18 no Brasil. A neurociência indica que os adolescentes não são indivíduos plenamente responsáveis, já que o cérebro continua a se desenvolver até a idade adulta. O córtex pré‐frontal, associado à tomada de decisão e ao controle de impulsos, é a última parte do cérebro que amadurece e isso só se completa ao redor dos 20 anos. É o que mostra o relatório Neurociência e a Lei, fruto de um grupo de trabalho que coordenei e publicado recentemente pela Royal Society [a academia nacional de ciências do Reino Unido]. O amadurecimento tardio do cérebro pode estar associado a comportamentos de risco na adolescência. Veja o caso dos protestos que sacudiram a Inglaterra no verão passado. Muitos manifestantes provocaram incêndios e outros atos criminosos, mas vários deles eram garotos que estavam só passando pelas ruas e se uniram ao vandalismo por impulso. A neurociência confirmou ainda que a taxa de maturação do córtex pré‐frontal varia muito de pessoa para pessoa. Do mesmo jeito que há enormes diferenças na inteligência medida em testes de QI.
    É por isso que os cursos de Direito deveriam incluir matérias sobre ciência – sobretudo psicologia, neurociência e genética. Advogados e juízes deveriam receber treinamento permanente nessas disciplinas como parte de seu desenvolvimento profissional. E também os cursos de graduação em neurociência deveriam incluir as aplicações sociais do que é estudado.
    Em alguns casos, as discrepâncias na função cerebral são levadas em conta pela Justiça. A Suprema Corte dos EUA, por exemplo, estabeleceu que uma pessoa só pode ser executada se tiver um QI acima de 70. Mas as leis ainda revelam anomalias de todo tipo. No Brasil, jovens de 16 anos não podem ser presos, mas podem votar. Na Inglaterra, é crime fazer sexo com menores de 16 anos – também a idade mínima para se casar. Ninguém pode dirigir nas vias públicas inglesas até os 17 anos (ou 14 em muitos estados americanos) e só vota quem tem mais de 18 – apesar da maioridade penal aos 10. Essas variações não são racionais. E as discrepâncias entre os países sugerem que algumas delas são bem arbitrárias. Não cabe a mim dizer se a maioridade penal deve subir ou baixar. Mas os legisladores deveriam se sentir obrigados a explicá‐la, em função do amadurecimento do cérebro: por que ela é de 10 anos na Inglaterra? E por que de 18 no Brasil?

(Nicholas Mackintosh – Professor emérito do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de Cambrigde, no Reino Unido.)
Assinale a alternativa em que todas as palavras apresentam a semivogal “u".
Alternativas
Respostas
13981: C
13982: A
13983: D
13984: C
13985: A
13986: C
13987: C
13988: C
13989: D
13990: B
13991: C
13992: A
13993: C
13994: A
13995: C
13996: C
13997: C
13998: A
13999: D
14000: C