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Q4215916 Português
Texto para a questão.


Antenor Teixeira de Almeida Júnior


    O debate contemporâneo sobre Inteligência Artificial tem sido marcado por entusiasmo tecnológico e promessas de ruptura histórica. No entanto, vozes dissonantes têm se destacado ao problematizar os limites conceituais e científicos dessas narrativas. Entre elas, sobressai a do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, cuja produção acadêmica e atuação pública têm questionado a própria nomenclatura atribuída aos sistemas computacionais atuais.

    Segundo Nicolelis, tem-se chamado de inteligência aquilo que, na prática, resulta de processos estatísticos sofisticados. Os sistemas de IA têm operado mediante correlações probabilísticas extraídas de grandes volumes de dados, sem que lhes tenha sido conferida compreensão, consciência ou intencionalidade. O cérebro humano, por sua vez, tem funcionado como um sistema orgânico, analógico e histórico, cuja capacidade cognitiva emergiu de milhões de anos de seleção natural.

    Nessa perspectiva, afirmar que tais sistemas são inteligentes implicaria ignorar que inteligência não se reduz a cálculo. Tratase de um fenômeno incorporado, situado e relacional, que não tem sido reproduzido por códigos digitais, ainda que estes venham sendo continuamente aprimorados. O que tem sido apresentado como autonomia cognitiva corresponde, na realidade, a uma simulação dependente de padrões previamente fornecidos.

    A crítica estende-se também ao caráter supostamente artificial dessas tecnologias. Os modelos computacionais têm dependido intensamente do trabalho humano, tanto na rotulagem de dados quanto no ajuste contínuo de resultados. Sem essa intervenção sistemática, tais sistemas deixariam de operar de modo funcional, o que evidencia sua fragilidade estrutural.

    Nicolelis tem advertido, ademais, para os efeitos culturais desse processo. A adoção acrítica dessas ferramentas pode levar à substituição do pensamento reflexivo por respostas automatizadas, empobrecendo a capacidade criativa e crítica dos indivíduos. Mais do que uma ameaça externa, o risco residiria na adaptação do humano à lógica da máquina.

    Conclui-se, portanto, que a chamada Inteligência Artificial deve ser compreendida como instrumento técnico, e não como entidade cognitiva autônoma. A precisão conceitual nesse debate torna-se indispensável para evitar simplificações retóricas e para preservar a complexidade do pensamento humano.
No segmento em que se afirma que o cérebro humano “tem funcionado” como sistema orgânico, a forma verbal composta exprime:
Alternativas
Q4215915 Português
Texto para a questão.


Antenor Teixeira de Almeida Júnior


    O debate contemporâneo sobre Inteligência Artificial tem sido marcado por entusiasmo tecnológico e promessas de ruptura histórica. No entanto, vozes dissonantes têm se destacado ao problematizar os limites conceituais e científicos dessas narrativas. Entre elas, sobressai a do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, cuja produção acadêmica e atuação pública têm questionado a própria nomenclatura atribuída aos sistemas computacionais atuais.

    Segundo Nicolelis, tem-se chamado de inteligência aquilo que, na prática, resulta de processos estatísticos sofisticados. Os sistemas de IA têm operado mediante correlações probabilísticas extraídas de grandes volumes de dados, sem que lhes tenha sido conferida compreensão, consciência ou intencionalidade. O cérebro humano, por sua vez, tem funcionado como um sistema orgânico, analógico e histórico, cuja capacidade cognitiva emergiu de milhões de anos de seleção natural.

    Nessa perspectiva, afirmar que tais sistemas são inteligentes implicaria ignorar que inteligência não se reduz a cálculo. Tratase de um fenômeno incorporado, situado e relacional, que não tem sido reproduzido por códigos digitais, ainda que estes venham sendo continuamente aprimorados. O que tem sido apresentado como autonomia cognitiva corresponde, na realidade, a uma simulação dependente de padrões previamente fornecidos.

    A crítica estende-se também ao caráter supostamente artificial dessas tecnologias. Os modelos computacionais têm dependido intensamente do trabalho humano, tanto na rotulagem de dados quanto no ajuste contínuo de resultados. Sem essa intervenção sistemática, tais sistemas deixariam de operar de modo funcional, o que evidencia sua fragilidade estrutural.

    Nicolelis tem advertido, ademais, para os efeitos culturais desse processo. A adoção acrítica dessas ferramentas pode levar à substituição do pensamento reflexivo por respostas automatizadas, empobrecendo a capacidade criativa e crítica dos indivíduos. Mais do que uma ameaça externa, o risco residiria na adaptação do humano à lógica da máquina.

    Conclui-se, portanto, que a chamada Inteligência Artificial deve ser compreendida como instrumento técnico, e não como entidade cognitiva autônoma. A precisão conceitual nesse debate torna-se indispensável para evitar simplificações retóricas e para preservar a complexidade do pensamento humano.
A expressão “adaptação do humano à lógica da máquina”, ao deslocar propriedades de um domínio conceitual para outro, configura:
Alternativas
Q4215914 Português
Texto para a questão.


Antenor Teixeira de Almeida Júnior


    O debate contemporâneo sobre Inteligência Artificial tem sido marcado por entusiasmo tecnológico e promessas de ruptura histórica. No entanto, vozes dissonantes têm se destacado ao problematizar os limites conceituais e científicos dessas narrativas. Entre elas, sobressai a do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, cuja produção acadêmica e atuação pública têm questionado a própria nomenclatura atribuída aos sistemas computacionais atuais.

    Segundo Nicolelis, tem-se chamado de inteligência aquilo que, na prática, resulta de processos estatísticos sofisticados. Os sistemas de IA têm operado mediante correlações probabilísticas extraídas de grandes volumes de dados, sem que lhes tenha sido conferida compreensão, consciência ou intencionalidade. O cérebro humano, por sua vez, tem funcionado como um sistema orgânico, analógico e histórico, cuja capacidade cognitiva emergiu de milhões de anos de seleção natural.

    Nessa perspectiva, afirmar que tais sistemas são inteligentes implicaria ignorar que inteligência não se reduz a cálculo. Tratase de um fenômeno incorporado, situado e relacional, que não tem sido reproduzido por códigos digitais, ainda que estes venham sendo continuamente aprimorados. O que tem sido apresentado como autonomia cognitiva corresponde, na realidade, a uma simulação dependente de padrões previamente fornecidos.

    A crítica estende-se também ao caráter supostamente artificial dessas tecnologias. Os modelos computacionais têm dependido intensamente do trabalho humano, tanto na rotulagem de dados quanto no ajuste contínuo de resultados. Sem essa intervenção sistemática, tais sistemas deixariam de operar de modo funcional, o que evidencia sua fragilidade estrutural.

    Nicolelis tem advertido, ademais, para os efeitos culturais desse processo. A adoção acrítica dessas ferramentas pode levar à substituição do pensamento reflexivo por respostas automatizadas, empobrecendo a capacidade criativa e crítica dos indivíduos. Mais do que uma ameaça externa, o risco residiria na adaptação do humano à lógica da máquina.

    Conclui-se, portanto, que a chamada Inteligência Artificial deve ser compreendida como instrumento técnico, e não como entidade cognitiva autônoma. A precisão conceitual nesse debate torna-se indispensável para evitar simplificações retóricas e para preservar a complexidade do pensamento humano.
À luz das categorias de gênero discursivo e de tipo textual, o texto caracteriza-se como:
Alternativas
Q4215913 Português
Texto para a questão.


Antenor Teixeira de Almeida Júnior


    O debate contemporâneo sobre Inteligência Artificial tem sido marcado por entusiasmo tecnológico e promessas de ruptura histórica. No entanto, vozes dissonantes têm se destacado ao problematizar os limites conceituais e científicos dessas narrativas. Entre elas, sobressai a do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, cuja produção acadêmica e atuação pública têm questionado a própria nomenclatura atribuída aos sistemas computacionais atuais.

    Segundo Nicolelis, tem-se chamado de inteligência aquilo que, na prática, resulta de processos estatísticos sofisticados. Os sistemas de IA têm operado mediante correlações probabilísticas extraídas de grandes volumes de dados, sem que lhes tenha sido conferida compreensão, consciência ou intencionalidade. O cérebro humano, por sua vez, tem funcionado como um sistema orgânico, analógico e histórico, cuja capacidade cognitiva emergiu de milhões de anos de seleção natural.

    Nessa perspectiva, afirmar que tais sistemas são inteligentes implicaria ignorar que inteligência não se reduz a cálculo. Tratase de um fenômeno incorporado, situado e relacional, que não tem sido reproduzido por códigos digitais, ainda que estes venham sendo continuamente aprimorados. O que tem sido apresentado como autonomia cognitiva corresponde, na realidade, a uma simulação dependente de padrões previamente fornecidos.

    A crítica estende-se também ao caráter supostamente artificial dessas tecnologias. Os modelos computacionais têm dependido intensamente do trabalho humano, tanto na rotulagem de dados quanto no ajuste contínuo de resultados. Sem essa intervenção sistemática, tais sistemas deixariam de operar de modo funcional, o que evidencia sua fragilidade estrutural.

    Nicolelis tem advertido, ademais, para os efeitos culturais desse processo. A adoção acrítica dessas ferramentas pode levar à substituição do pensamento reflexivo por respostas automatizadas, empobrecendo a capacidade criativa e crítica dos indivíduos. Mais do que uma ameaça externa, o risco residiria na adaptação do humano à lógica da máquina.

    Conclui-se, portanto, que a chamada Inteligência Artificial deve ser compreendida como instrumento técnico, e não como entidade cognitiva autônoma. A precisão conceitual nesse debate torna-se indispensável para evitar simplificações retóricas e para preservar a complexidade do pensamento humano.
Considerando a organização global do texto e o encadeamento de suas macroideias, observa-se que a progressão temática se estrutura prioritariamente por meio de:
Alternativas
Q4215657 Engenharia Ambiental e Sanitária
Em análises de qualidade de água e efl uentes, a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e a Demanda Química de Oxigênio (DQO) são parâmetros fundamentais para avaliar o potencial poluidor. Sobre suas diferenças conceituais, marque a alternativa correta.
Alternativas
Q4215652 Segurança e Saúde no Trabalho
Em auditoria interna verificou-se que determinado laboratório fornecia respiradores com Certificado de Aprovação (CA) vencido, não realizava registro formal de entrega e não promovia treinamento periódico sobre uso, limitações e conservação dos equipamentos. Sobre os problemas encontrados no laboratório, marque a alternativa que apresenta a correta caracterização da situação descrita.
Alternativas
Q4215651 Segurança e Saúde no Trabalho
Na rotina para identificação de coliformes fecais em água, determinado laboratório faz uso de estufa a 180 °C, autoclave, capela de exaustão para manipulação de corantes com solventes orgânicos voláteis e cabine de segurança biológica para inoculação das amostras contaminadas com microrganismos patogênicos. Considerando os diferentes tipos de riscos presentes, identifique a alternativa que classifica corretamente um risco de cada categoria (físico, químico e biológico) e associe à respectiva fonte geradora presente no contexto.
Alternativas
Q4215604 Direito Tributário
A Constituição Federal atribui aos municípios a competência para instituir determinados tributos, entre os quais estão o IPTU, o ITBI e o ISS. Assinale a alternativa que apresenta a base de incidência do ITBI.
Alternativas
Q4215603 Administração Financeira e Orçamentária
Assinale a alternativa que corresponde a uma exigência da LRF quanto à transparência fiscal.
Alternativas
Q4215601 Administração Financeira e Orçamentária
Assinale a alternativa que expressa corretamente uma imposição da LRF quanto ao limite de despesa com pessoal.
Alternativas
Q4215599 Direito Constitucional
Assinale a alternativa que apresenta corretamente o órgão competente para o controle externo.
Alternativas
Q4215598 Administração Financeira e Orçamentária
Assinale a alternativa que apresenta a forma correta de aplicação dos créditos adicionais.
Alternativas
Q4215594 Direito Financeiro
O Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual representam instrumentos fundamentais para o planejamento governamental. Aponte a alternativa que expressa o papel da LDO nesse processo.
Alternativas
Q4215582 Legislação Federal
No âmbito da Administração Pública, a conduta dos agentes estatais não se limita ao cumprimento estrito das normas legais e regulamentares, sendo também orientada por parâmetros éticos que visam preservar a integridade, a confiança social e a legitimidade das instituições públicas.
À luz das disposições expressas no normativo brasileiro a respeito do tema “Ética do Servidor Público”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4215581 Legislação Federal
A avaliação institucional das instituições de educação superior brasileiras é organizada por meio de diferentes procedimentos. Esses processos complementares permitem a análise abrangente das condições de funcionamento das instituições e de suas políticas acadêmicas.
Considerando a organização da avaliação institucional no âmbito da educação superior brasileira, temos que a avaliação institucional das instituições de educação:
Alternativas
Q4215580 Legislação Federal
Com o objetivo de promover a melhoria da qualidade da educação superior no país, a legislação brasileira instituiu um sistema nacional responsável por organizar e articular processos avaliativos. Esse sistema integra diferentes instrumentos e procedimentos que permitem analisar a qualidade das atividades acadêmicas e das políticas institucionais no âmbito das instituições de educação superior. Considerando a legislação que institui o sistema nacional de avaliação da educação superior, indique a alternativa correta.
Alternativas
Q4215579 Direito Administrativo
A atuação da Administração Pública brasileira é regida por princípios constitucionais que orientam o exercício das funções administrativas e estabelecem parâmetros obrigatórios para a conduta dos agentes públicos. Esses princípios funcionam como diretrizes estruturantes do regime jurídico-administrativo, devendo ser observados por todos os órgãos e entidades da Administração direta e indireta, em todas as esferas federativas.
À luz dos princípios expressamente previstos na Constituição da República, assinale a alternativa que apresenta exclusivamente os princípios que regem a Administração Pública.
Alternativas
Q4215578 Pedagogia
A avaliação institucional constitui um instrumento estratégico para o aperfeiçoamento da gestão e da qualidade das instituições de educação superior. À luz da legislação que regula a avaliação da educação superior no Brasil, temos que a autoavaliação institucional:
Alternativas
Q4215577 Pedagogia
No contexto das políticas públicas educacionais brasileiras voltadas ao ensino superior e à luz da legislação educacional brasileira que regula a organização e as políticas da educação superior, indique a alternativa correta.
Alternativas
Q4215576 Pedagogia
A legislação educacional brasileira estabelece um conjunto de fundamentos normativos que orientam a organização e a oferta do ensino em todo o território nacional. Entre esses fundamentos, encontram-se os princípios que regem o ensino.
Considerando esse princípio e seus desdobramentos no campo das políticas educacionais, assinale a alternativa que melhor expressa a problemática educacional diretamente relacionada a esse dispositivo legal.
Alternativas
Respostas
341: D
342: C
343: D
344: A
345: C
346: C
347: D
348: B
349: C
350: D
351: B
352: C
353: B
354: A
355: C
356: D
357: A
358: A
359: B
360: D