Questões de Concurso
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A análise do perfil estratigráfico de uma escavação permite estabelecer a relação cronológica entre os vestígios identificados.
O GPR (radar de penetração de solo) constitui importante ferramenta de suporte na busca por sepulturas clandestinas, por ser um método geofísico não destrutivo que utiliza ondas eletromagnéticas para investigar o subsolo.
Vestígios latentes são aqueles que estão mais evidentes no local do crime.
Quando a perícia identifica, em um mesmo sítio, por meio de minuciosa escavação e exposição, ossos de mais de um indivíduo, todos dispostos em posição semelhante à anatômica, o local é classificado como de inumação secundária.
A fixação de vestígios é um processo fundamental na cadeia de custódia e corresponde à descrição detalhada conforme se encontram no local de crime ou no corpo de delito e à sua posição na área de exames, podendo esse processo ser ilustrado por fotografias, imagens ou croqui, sendo indispensável constarem do laudo pericial.
Nas buscas por vestígios em locais de crime onde há muitos obstáculos físicos, a busca em linha é preferível a buscas por quadrante ou em espiral.
No exame realizado em local de crime com remanescentes humanos, o padrão de busca em linha cruzada inicia-se no centro do local do crime, expandindo-se para fora dele por meio de linhas perpendiculares.
Em uma cena de crime com dois corpos desmembrados e com presença de material liquefeito, este poderá ser coletado com swabs estéreis e, caso não possa ser levado imediatamente ao laboratório, deverá ser refrigerado e encaminhado em caixa térmica.
Nos casos com vítimas carbonizadas, é importante coletar material derretido no local, como plásticos e vidros, pois assim é possível pesquisar o ponto de fusão dos materiais e estimar a temperatura do incêndio e seus efeitos.
Ao chegar ao local do crime, o perito deve inicialmente anotar a data e o horário de chegada ao local, bem como deve realizar a referência de geolocalização e a verificação das condições de segurança e dos equipamentos de proteção individual recomendados.
O primeiro profissional de segurança pública que chegar ao local do crime deverá atentar para os comentários da população local, observar possíveis suspeitos e catalogar testemunhas.
O isolamento e a proteção da área onde estão os vestígios deve ser a primeira etapa a ser realizada na cadeia de custódia.
A etapa de fixação compreende o processo de embalar cada vestígio coletado de maneira individualizada, de acordo com suas características físicas, químicas e biológicas.
Considere que, em determinado exame microscópico, dois fragmentos ósseos tenham apresentado características distintas: o primeiro apresentava numerosos canais de Havers, de forma circular e inclinados em relação ao eixo longitudinal; e o segundo apresentava os canais de Havers elípticos, em menor número e paralelos ao eixo longitudinal. Nesse caso, é correto afirmar que o segundo fragmento ósseo pertenceu a indivíduo da espécie humana.
Em notação dental, o primeiro pré-molar superior esquerdo pode ser representado, nos sistemas ISO/FDI, Zsigmondy-Palmer e Universal/Nacional, respectivamente, por 24, L4 (sendo L a representação do quadrante) e 12.
Em anatomia dental, a crista marginal, presente nos molares superiores, conecta as cúspides mésio-palatina e disto-vestibular, dando origem a uma ponte de esmalte que interrompe o sulco mesiodistal.
Os ossos longos, como o esterno, são essenciais para a análise de densidade trabecular em adultos.
Convencionalmente, a patela é classificada como um osso sesamoide.
A classificação anatômica dos ossos influencia diretamente a escolha dos métodos antropológicos utilizados para a estimativa de idade, sexo ou estatura.
Em esqueletos, a presença de tecido cartilaginoso nas epífises dos ossos longos é sugestiva de indivíduo subadulto.