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Q3472010 Português
Texto 2A1-I


    Nunca gostei do excesso de realidade presente na boca dos arautos que falam sobre o Rio, seja em mesa de bar, entrevista de canal a cabo ou seminário de universitárias charmosas. Na cidade, eu procuro a ficção.

   Não se trata de inventar histórias, nem de negar-se ao mundo, aos objetos e às relações formativas desta civilização carioca. Trata-se de fruir, de buscar ao longo do dia o direito a esse instante. Ele é possível até mesmo sob o sol a pino, quando você é um camelô e arruma fileiras amarelas e vermelhas de bombons Serenata de Amor sobre a lona de plástico azul na calçada, imitando a vitrine da loja de roupa de grife atrás.

    Neste momento, você deve negar-se a qualquer entendimento sociológico da vida deste rapaz que produza compaixão, pois logo em seguida ele vai oferecer três bombons por um real com uma voz anasalada, num pregão que lembra o negro que vendia cocada em Dom Casmurro. Ele sabe que a forma de executar o pregão é decisiva para que você compre ou não o bombom. Mesmo sem ter lido Machado, ele já se apropriou das estratégias de ficção.

   Quando comecei a perceber que essa estratégia do camelô funcionava, decidi treinar estratégias de ficção com as pessoas com as quais convivia. Gosto de ver a reação desse carioca diante de quem faz uso de estratégias ficcionais. Não resisto a uma roda na rua, principalmente as do Largo da Carioca. Paro sempre para ver o tipo que ameaça pular no aro de bicicleta com facas espetadas para a plateia de office-boys e transeuntes diversos. Ele nunca pula, mas seus gestos e o seu tom de voz são decisivos no atraso de documentos de escritórios no centro da cidade.

   Não é fácil negar-se ao excesso de realidade. É preciso treinamento. Gosto de treinar no carnaval. Gosto de ir a Oswaldo Cruz. Ligo minha câmera e fico sentado no meio-fio esperando a performática saída de quase cem bate-bolas de um pequeno portão de chapa de aço. Eles desfilam cores, bexigadas furiosas no chão e sons incompreensíveis. Melhor mesmo é estar dentro desse grupo, usando uma dessas fantasias e participando dessa saída explosiva. De dentro da máscara, nada ao redor é realidade. Você escolhe como contar.


Marcus Vinícius Faustini. Guia afetivo da periferia.
Rio de Janeiro: Aeroplano, 2009 (com adaptações).  
No terceiro parágrafo do texto 2A1-I, o vocábulo “ele” (último período) retoma, por coesão, o termo  
Alternativas
Q3472009 Português
Texto 2A1-I


    Nunca gostei do excesso de realidade presente na boca dos arautos que falam sobre o Rio, seja em mesa de bar, entrevista de canal a cabo ou seminário de universitárias charmosas. Na cidade, eu procuro a ficção.

   Não se trata de inventar histórias, nem de negar-se ao mundo, aos objetos e às relações formativas desta civilização carioca. Trata-se de fruir, de buscar ao longo do dia o direito a esse instante. Ele é possível até mesmo sob o sol a pino, quando você é um camelô e arruma fileiras amarelas e vermelhas de bombons Serenata de Amor sobre a lona de plástico azul na calçada, imitando a vitrine da loja de roupa de grife atrás.

    Neste momento, você deve negar-se a qualquer entendimento sociológico da vida deste rapaz que produza compaixão, pois logo em seguida ele vai oferecer três bombons por um real com uma voz anasalada, num pregão que lembra o negro que vendia cocada em Dom Casmurro. Ele sabe que a forma de executar o pregão é decisiva para que você compre ou não o bombom. Mesmo sem ter lido Machado, ele já se apropriou das estratégias de ficção.

   Quando comecei a perceber que essa estratégia do camelô funcionava, decidi treinar estratégias de ficção com as pessoas com as quais convivia. Gosto de ver a reação desse carioca diante de quem faz uso de estratégias ficcionais. Não resisto a uma roda na rua, principalmente as do Largo da Carioca. Paro sempre para ver o tipo que ameaça pular no aro de bicicleta com facas espetadas para a plateia de office-boys e transeuntes diversos. Ele nunca pula, mas seus gestos e o seu tom de voz são decisivos no atraso de documentos de escritórios no centro da cidade.

   Não é fácil negar-se ao excesso de realidade. É preciso treinamento. Gosto de treinar no carnaval. Gosto de ir a Oswaldo Cruz. Ligo minha câmera e fico sentado no meio-fio esperando a performática saída de quase cem bate-bolas de um pequeno portão de chapa de aço. Eles desfilam cores, bexigadas furiosas no chão e sons incompreensíveis. Melhor mesmo é estar dentro desse grupo, usando uma dessas fantasias e participando dessa saída explosiva. De dentro da máscara, nada ao redor é realidade. Você escolhe como contar.


Marcus Vinícius Faustini. Guia afetivo da periferia.
Rio de Janeiro: Aeroplano, 2009 (com adaptações).  
O trecho “De dentro da máscara, nada ao redor é realidade” (penúltimo período do texto 2A1-I)  
Alternativas
Q3472008 Português
Texto 2A1-I


    Nunca gostei do excesso de realidade presente na boca dos arautos que falam sobre o Rio, seja em mesa de bar, entrevista de canal a cabo ou seminário de universitárias charmosas. Na cidade, eu procuro a ficção.

   Não se trata de inventar histórias, nem de negar-se ao mundo, aos objetos e às relações formativas desta civilização carioca. Trata-se de fruir, de buscar ao longo do dia o direito a esse instante. Ele é possível até mesmo sob o sol a pino, quando você é um camelô e arruma fileiras amarelas e vermelhas de bombons Serenata de Amor sobre a lona de plástico azul na calçada, imitando a vitrine da loja de roupa de grife atrás.

    Neste momento, você deve negar-se a qualquer entendimento sociológico da vida deste rapaz que produza compaixão, pois logo em seguida ele vai oferecer três bombons por um real com uma voz anasalada, num pregão que lembra o negro que vendia cocada em Dom Casmurro. Ele sabe que a forma de executar o pregão é decisiva para que você compre ou não o bombom. Mesmo sem ter lido Machado, ele já se apropriou das estratégias de ficção.

   Quando comecei a perceber que essa estratégia do camelô funcionava, decidi treinar estratégias de ficção com as pessoas com as quais convivia. Gosto de ver a reação desse carioca diante de quem faz uso de estratégias ficcionais. Não resisto a uma roda na rua, principalmente as do Largo da Carioca. Paro sempre para ver o tipo que ameaça pular no aro de bicicleta com facas espetadas para a plateia de office-boys e transeuntes diversos. Ele nunca pula, mas seus gestos e o seu tom de voz são decisivos no atraso de documentos de escritórios no centro da cidade.

   Não é fácil negar-se ao excesso de realidade. É preciso treinamento. Gosto de treinar no carnaval. Gosto de ir a Oswaldo Cruz. Ligo minha câmera e fico sentado no meio-fio esperando a performática saída de quase cem bate-bolas de um pequeno portão de chapa de aço. Eles desfilam cores, bexigadas furiosas no chão e sons incompreensíveis. Melhor mesmo é estar dentro desse grupo, usando uma dessas fantasias e participando dessa saída explosiva. De dentro da máscara, nada ao redor é realidade. Você escolhe como contar.


Marcus Vinícius Faustini. Guia afetivo da periferia.
Rio de Janeiro: Aeroplano, 2009 (com adaptações).  
No texto 2A1-I, a noção de estratégia de ficção é 
Alternativas
Q3471841 Biomedicina - Análises Clínicas

Julgue o item que se segue, relativo à urinálise. 


No exame de sedimento, os elementos a serem contados incluem leucócitos, eritrócitos e cilindros. 

Alternativas
Q3471840 Biomedicina - Análises Clínicas

Julgue o item que se segue, relativo à urinálise. 


Antes de serem testadas em tira reagente, urinas refrigeradas devem ser mantidas à temperatura ambiente, uma vez que algumas reações químicas da tira reagente dependem da temperatura. 

Alternativas
Q3471838 Biomedicina - Análises Clínicas

No que se refere ao controle de qualidade em imunologia, julgue o próximo item. 


É estritamente proibido o uso de mistura de pool de soro na preparação de sorocontrole interno em laboratórios clínicos.

Alternativas
Q3471837 Biomedicina - Análises Clínicas

A respeito dos métodos laboratoriais para a dosagem dos hormônios T3 e T4, julgue o item seguinte. 


A dosagem de T4 por radioimunoensaio (RIA) baseia-se na ligação competitiva da globulina de ligação à tiroxina TBG com a T4 do paciente e a T4 marcada com iodo. 

Alternativas
Q3471828 Técnicas em Laboratório

A respeito da coleta de sangue, julgue o item que se segue. 


Antes de se inserir a agulha para a coleta de sangue, recomenda-se aplicar antisséptico no local de punção e deixá-lo secar. 

Alternativas
Q3471826 Técnicas em Laboratório

Em relação ao controle de qualidade de processos analíticos em laboratório, julgue o item seguinte. 


As características mais importantes para a garantia da eficiência de um sistema de controle de qualidade são sua alta complexidade, tanto no que diz respeito à implantação, à manutenção e à interpretação, e a baixa sensibilidade para detectar alterações nos processos analíticos. 

Alternativas
Q3471822 Biomedicina - Análises Clínicas

Julgue o item seguinte, referente à coagulação sanguínea bem como a esfregaços e testes de coloração de sangue periférico.


O tempo de protrombina (TP ou TAP), que é um teste de triagem para a avaliação dos fatores das vias intrínseca e comum da coagulação, detecta as deficiências dos fatores VIII, IX, XI e XII, precalicreína e cininogênio de baixo peso molecular. 

Alternativas
Q3471821 Biomedicina - Análises Clínicas

Julgue o item seguinte, referente à coagulação sanguínea bem como a esfregaços e testes de coloração de sangue periférico.


O tempo de protrombina (TP ou TAP) é o teste de escolha para monitorar o uso de anticoagulantes orais antivitamina K. 

Alternativas
Q3471817 Técnicas em Laboratório

Em relação aos anticoagulantes e à tipagem sanguínea, julgue o item que se segue. 


A RDC n.º 34/2014 do Ministério da Saúde estabelece como obrigatória para a tipagem sanguínea apenas a realização da prova direta. 

Alternativas
Q3471812 Técnicas em Laboratório

A respeito de coleta de sangue e obtenção de amostra de sangue, soro, plasma e urina, julgue o item a seguir.


No caso de formação de hematomas durante a coleta, esta deve ser interrompida e o local da punção deve ser pressionado vigorosamente por, pelo menos, 5 minutos. 

Alternativas
Q3471807 Biomedicina - Análises Clínicas

No que se refere ao uso de fixadores e conservadores em amostras para diagnóstico parasitológico, julgue o item seguinte. 


Entre as soluções fixadoras mais utilizadas na rotina laboratorial para diagnóstico parasitológico estão a solução tamponada de formalina a 10% e a solução SAF (acetato de sódio, ácido acético e formaldeído), que promovem boa preservação morfológica dos parasitas. 

Alternativas
Q3471805 Biomedicina - Análises Clínicas

No que se refere ao uso de fixadores e conservadores em amostras para diagnóstico parasitológico, julgue o item seguinte. 


A técnica de coloração de Ziehl-Neelsen, usada para a pesquisa de oocistos de coccídeos intestinais (Cryptosporidium parvum, Isospora belli e Cyclospora cayetanensis), requer amostras frescas e não pode ser realizada em fezes conservadas.

Alternativas
Q3471804 Biomedicina - Análises Clínicas

No que se refere ao uso de fixadores e conservadores em amostras para diagnóstico parasitológico, julgue o item seguinte. 


Os conservadores mais utilizados em parasitologia são o formol a 10%, o álcool polivinílico, a solução de mertiolato, iodo e formaldeído, e a solução de acetato de sódio, ácido acético e formaldeído. 

Alternativas
Q3471802 Biomedicina - Análises Clínicas

A respeito das técnicas laboratoriais utilizadas no diagnóstico de protozooses e helmintíases intestinais, julgue o item subsequente. 


A técnica de Hoffman não requer centrífuga e é o método parasito-lógico mais utilizado nos serviços de saúde devido ao seu amplo espectro e melhor observação dos parasitos ou dos seus ovos/larvas, o que facilita a identificação das espécies, bem como devido ao seu baixo custo e à facilidade de execução.

Alternativas
Q3471801 Biomedicina - Análises Clínicas

A respeito das técnicas laboratoriais utilizadas no diagnóstico de protozooses e helmintíases intestinais, julgue o item subsequente. 


A técnica de Kato-Katz é a mais recomendada pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde do Brasil para inquéritos coproscópicos em áreas endêmicas, pois ela possibilita a pesquisa de ovos de helmintos, especialmente Schistosoma mansoni, e a estimativa de carga parasitária. 

Alternativas
Q3471799 Biomedicina - Análises Clínicas

A respeito das técnicas laboratoriais utilizadas no diagnóstico de protozooses e helmintíases intestinais, julgue o item subsequente. 


A técnica de Hoffman, Pons e Janer (método de sedimentação espontânea) é ideal para a detecção de larvas vivas de Strongyloides stercoralis, devido à preservação da motilidade.

Alternativas
Q3471797 Técnicas em Laboratório

Julgue o item que se segue, relativo à microscopia e técnicas de semeadura em microbiologia. 


A semeadura para cultivo qualitativo pode ser feita com o próprio swab (do meio de transporte) ou com amostra do material removida com alça (estéril) flambada e semeada, de forma a se obter um gradiente decrescente de concentração do inóculo que permita o isolamento de todas as colônias diferentes. 

Alternativas
Respostas
8241: B
8242: C
8243: A
8244: C
8245: C
8246: E
8247: C
8248: C
8249: E
8250: E
8251: C
8252: E
8253: C
8254: C
8255: E
8256: C
8257: C
8258: C
8259: E
8260: C