Foram encontradas 26.195 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Os fitoterápicos e os medicamentos homeopáticos compõem a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename 2022), fazendo parte de qual componente da assistência farmacêutica?
Conforme a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename 2022), o Ministério da Saúde disponibiliza o medicamento oseltamivir em cápsulas. Diante da indisponibilidade da formulação líquida do medicamento para crianças menores de 1 ano, é necessário orientar a diluição do medicamento, que pode ser feita diluindo o conteúdo da cápsula de 75mg em 7,5mL de água filtrada ou fervida. Considerando que uma criança com peso de 10kg deverá tomar 30mg de oseltamivir a cada 12 horas por 5 dias, qual deverá ser o volume dessa diluição a ser oferecido à criança em cada administração?
M. A. C. 54 anos, sexo feminino, residente em Itiquira, foi diagnosticada há três anos com hipertensão arterial sistêmica e passou a fazer tratamento em um Programa de Saúde da Família (PSF) da cidade. Recentemente, ela foi diagnosticada, também, com dislipidemia e diabetes melitus tipo II. Ao dispensar os medicamentos da paciente, o farmacêutico do PSF observou que, embora dispensasse sempre quantidades suficientes para 30 dias, algumas vezes a paciente se recusava a levar todos, alegando que ainda possuía comprimidos em casa, sobras da dispensação anterior. De acordo com os conceitos de serviços farmacêuticos apresentados no documento Serviços farmacêuticos diretamente destinados ao paciente, à família e à comunidade: contextualização e arcabouço conceitual (Conselho Federal de Farmácia, 2016), qual serviço farmacêutico poderia ser ofertado à essa paciente com o objetivo de melhorar sua adesão à farmacoterapia?
A Resolução nº 727/2022, que disciplina a prática da telefarmácia no país, a define como sendo
Leia o texto a seguir.
Em todo o mundo, 91% dos 1,5 bilhão de hectares de terras cultiváveis estão sob monoculturas de trigo, arroz, milho, algodão e soja. Realidade parecida caracteriza a agricultura no estado de Mato Grosso, em que, entre 2019 e 2020, em um total de 17 milhões de hectares de cultivo, 98% era de cana-de-açúcar, algodão, milho, soja e 2% de feijão e arroz (CONAB, 2021).
Fonte: CABRAL, C.; CAETANO, E. Territorialização do modo de produção camponês: produção associada, agroecológica e de saberes na comunidade tradicional São Manoel do Pari, Mato Grosso, Brasil. Élisée, v. 11, n. 02, 2022, p. 10.
O que se prejudica com a forma de produção agrícola apresentada no texto?
Leia o verso a seguir.
Planície Central
A planície separa e também junta
os espaços do tempo na pergunta.
Ao longo do Araguaia o peixe-boto
não sabe distinguir nenhum nem outro.
Suas margens se espraiam, lado a lado,
para abraçar as siglas no cerrado.
Fonte: TELLES, G. M. Planície Central. Revista da Academia matogrossense de letras, Mato Grosso, Ano 98, 2019, p. 207.
Qual estado fronteiriço com o Mato Grosso é representado no verso?
Leia o texto a seguir.
A capital de Mato Grosso sempre gozou da fama de ser uma cidade culta. Tal assertiva passou a constituir, para todos que a conhecem, um axioma indiscutível. O grande escritor Monteiro Lobato, ao visitá-la, em 1936, escreveu: “A elite de Cuiabá é muito fina. Cuida bastante da educação. Abundam homens de linda cultura, até filosófica”. Esse fato, quase estranho numa cidade que vivia isolada pelas distancias do resto do Brasil e do mundo, deve ter uma explicação.
Fonte: POVOAS, L. Cultura matogrossense. Revista da Academia matogrossense de letras, Mato Grosso, Ano 98, 2019, p. 81.
O que justificaria a explicação mencionada no texto?
Sobre a edição de planilha eletrônica, considere uma planilha editada em software livre ou comercial (como LibreOffice Calc e MS Excel). A célula C3 possui uma data que corresponde ao dia da semana 'segunda-feira'. Sejam duas outras células distintas, cujos conteúdos são as fórmulas "=DIA.DA.SEMANA(C3)" e "=DIA.DA.SEMANA(C3;2)" (as aspas não fazem parte das fórmulas), ao executá-las os resultados obtidos são, respectivamente,
Leia o Texto I, a seguir para responder às questões de 01 a 08.
Texto I
A espiritualidade das pedras
Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.
Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]
A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.
Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]
Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]
O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.
A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).
Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo.
A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.
Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.
Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.
PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013.
A palavra “isso” em “É o tal ‘eu’ que faz isso” retoma especificamente o evento de