Questões de Concurso
Comentadas para iv - ufg
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Leia o caso a seguir.
Mulher de 26 anos de idade com antecedente de diabetes mellitus do tipo 1, em uso de insulina NPH 20 unidades SC cedo, deu entrada em unidade de pronto atendimento com relato de disúria, polaciúria e febre não aferida há 5 dias. Evoluiu há 2 dias com poliúria e polidipsia. Há 1 dia com dor abdominal, vômitos e queda do estado geral. Ao exame físico, apresentava-se apática e algo confusa, porém obedecendo comandos simples, pupilas isofotorreagentes, desidratada 2+/4+, corada, anictérica, acianótica, hálito cetônico. Pressão arterial 90x60 mmHg. Frequência cardíaca de 100 bpm. Frequência respiratória de 30ipm. Aparelho Respiratório: respiração de Kussmaul, murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos adventícios. Aparelho Cardiovascular: bulhas rítmicas normofonéticas em 2 tempos, sem sopros. Abdome flácido, doloroso, com ruídos hidroaéreos presentes, descompressão brusca negativa. Membros com pulsos simétricos e sem edema. Não foram observados déficits sensitivos ou motores lateralizados. SpO2 92%. Glicemia capilar: 450mg/dl. Exames complementares solicitados evidenciaram: sódio 132meq/l, potássio 3,0 meq/l, cloreto: 95 mEq/L, corpos cetônicos 4+/4+ na urina, gasometria arterial: pH 7,22, pO2: 90mmHg, pCO2: 22 mmHg, bicarbonato: 15mEq/L.
A conduta imediatamente indicada neste cenário é a
Paciente do sexo feminino, 62 anos, diabética e hipertensa de longa data, portadora de “alteração de funcionamento renal” há 2 anos, sem seguimento clínico regular, procura atendimento ambulatorial com queixa de piora de edema de membros inferiores há 3 meses. Nega náuseas, vômitos ou hiporexia. Faz uso de metformina 850mg 1x/dia, glipizida 5mg 1x/dia e hidroclorotiazida 25mg/dia. Antecedente de “problema nos olhos em função do diabetes”. Ao exame: frequência cardíaca 60bpm, pressão arterial 150x90mmHg, edema de membros inferiores 2+/4+. Traz exames realizados há 1 semana: uréia 100mg/dl; creatinina 3,2 mg/dL; sódio 131mEq/L; potássio 5,8mEq/L; cálcio total 8,2mg/dL; fósforo 5,2mg/dL; hemoglobina 9,3g/dL; colesterol total = 237 mg/dl; HDL = 35 mg/dl; LDL = 156 mg/dl; Triglicérides = 232 mg/dl; hemoglobina glicada 9,0%; gasometria venosa com pH = 7,2; bicarbonato = 16 mmol/L; ferritina = 40 ng/ml; saturação de ferro = 14%; 25 hidroxivitamina D = 17 ng/ml (valor de referência: 30 a 100); hormônio paratiroidiano (PTH) = 330 pg/ml (valor de referência: 16 a 87); EAS (urina tipo 1)= densidade 1020, pH = 6,0, proteínas 2+/4+, leucócitos 6000/mm3, hemácias 2000/mm3; proteinúria de 24 horas = 2,8 g/24 horas.
Qual conduta é apropriada nesse momento?
Paciente do sexo feminino, 45 anos, com queixa de dor lombar à direita acompanhada de calafrios há mais ou menos 12 horas. Vinha apresentando disúria, urgência miccional e “urina escura” há 3 dias. Ao exame: paciente alerta, orientada, obedecendo comandos. Temperatura axilar 37,8 graus Celsius, frequência cardíaca de 118bpm, pressão arterial 110x50mmHg, tempo de enchimento capilar lentificado, frequência respiratória de 25ipm. SpO2 95% em ar ambiente. Glicemia capilar: 170mg/dL. Exames colhidos evidenciaram: gasometria (pH: 7,32; pO2: 70mmHg; pCO2: 30mmHg; Bic: 15mEq/L), Sódio: 140mEq/L, Cloro: 100mEq/L e lactato: 10mmol/L. EAS com leucocitúria > 1.000.000, hematúria > 1.000.000.
Qual é a conduta apropriada?
Paciente do sexo masculino, 66 anos, com história de tosse matinal e dispneia aos moderados esforços há vários anos. Ele associava esses sintomas ao tabagismo e nunca procurou atendimento médico. Há 6 dias vem apresentando piora da dispneia, acompanhado de aumento do volume da expectoração, que também parece mais espessa. Fuma 2 maços de cigarro/dia, desde os 30 anos de idade. Além disso, é hipertenso e faz uso irregular de Losartam 50mg/dia, prescrito em unidade primária de saúde. Ao exame: paciente com abertura ocular a estímulos verbais, algo confuso, porém obedecendo comandos simples. Frequência respiratória de 26ipm, tórax com aumento do diâmetro antero posterior, uso evidente de musculatura acessória, redução de expansibilidade bilateralmente, murmúrio vesicular reduzido globalmente e sibilos difusos. Saturação periférica de oxigênio de 86%. Frequência cardíaca de 100bpm, pressão arterial de 140x90mmHg, bulhas hipofonéticas, sem sopros. Abdome plano, indolor, sem visceromegalias, extremidades bem perfundidas e sem edemas. Exames colhidos evidenciaram os seguintes resultados: pH 7,29 pO2 58mmHg pCO2 65mmHg Bic 30mEq/L. Sódio 140mEq/L; Potássio 4,8mEq/L; Cloro 100mEq/L.
Nesse caso específico, as intervenções terapêuticas indicadas são
Em 2023, Bariani Ortencio completa 100 anos de idade. No fulgor da adolescência, aos 15 anos, entregava seu coração, definitivamente, à mãe Goiânia. Fato duplamente curioso: sua chegada coincidiu com uma partida de futebol – Atlético Goianiense versus Anápolis – à qual enfronhou-se todo para assistir. Mas... cadê o goleiro do Atlético?! O menino Bariani, no auge da ousadia, não se fez de suplicado e, logo, prontificou-se a desempenhar tal função. Ah! o juiz?! Nada menos que Venerando de Freitas Borges, prefeito da capital. O resultado do jogo: 1x0 para o goianiense. É certo, Bariani fez bonito, pois tornou-se goleiro titular do rubro-negro, time também dos irmãos Mendonça Teles – Gilberto e o saudoso José, que, por um bom tempo, jogaram no Dragão.
SELMA, Lêda. Discurso em homenagem aos 99 anos de Bariani Ortêncio. Disponível em: <https://encurtador.com.br/ikyzU>. Acesso em: 10 jul. 2023. [Adaptado].
O evento do texto evidencia qual aspecto cultural da fundação de Goiânia?
A “cachaça” de meu avô
A cachaça de meu avô eram carros de bois. Que paixão besta! [...].
Até hoje; meu avô vai chispado no Ford do filho, mas vê um carro de bois, manda parar e desce. – “Como vai, meu capitão?” Os carreiros todos o conhecem... E passa o resto do dia falando em carro, falando em bois, falando em coisa antiga que já ninguém conhece.
ÉLIS, Bernardo. A “cachaça” de meu avô. In: ÉLIS, B. Primeira Chuva. Goiânia: Editora IFG, 2021, p. 46.
O contraste geracional do texto é motivado através
No meio de serranias e colinas, Vila Boa se instala em muitas ladeiras, com ruas irregulares e curvas apertadas (estreitadas — quem sabe — pela cordialidade que une seus habitantes). Bastante sugestivas são as casas coladas umas às outras, em paredes-meias separando as residências. Mas isto é estilo de uma época. Os moradores nunca se aborrecem ou se preocupam com que o vizinho tome conhecimento da intimidade de seus lares — ele é o mesmo que ali vive há vinte ou mais anos — amigo das horas boas e más.
LACERDA, Regina. Vila Boa: história e folclore. 2ª ed. Goiânia: Oriente, 1977, p. 36. [Adaptado].
Essa forma de habitação retrata que tipo de sociabilidade?