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Leia o texto a seguir.
Durante a revisão de um relatório institucional, o revisor analisa a tabela a seguir, acompanhada de um parágrafo explicativo:
Tabela – Execução orçamentária por unidade administrativa
(2024)

Conforme demonstrado na tabela, a Unidade A teve dotação inicial de R$ 500.000 e executou R$ 480.000; a Unidade B contou com dotação de R$ 300.000 e executou R$ 295.000; e a Unidade C recebeu R$ 200.000, com execução de R$ 180.000.
O que foi realizado no texto explicativo que demanda intervenção do revisor?
Leia o trecho a seguir.
Após deliberação preliminar, a proposta foi reapresentada com ajustes, mantendo-se o escopo original e observadas as orientações técnicas consignadas na tramitação anterior.
Da leitura desse trecho, infere-se que
Leia o texto a seguir.
Durante a revisão de um relatório institucional, o revisor deparase com as seguintes referências bibliográficas, apresentadas de forma não uniforme ao longo do documento:
I. Silva, João. Introdução ao Direito Público. Rio de Janeiro – Atlas, 2021.
II. SILVA, J. Introdução ao direito público. Rio de Janeiro: Editora Atlas, 2021.
III. SILVA João. Introdução ao Direito Público. RJ: Atlas.
À luz das normas da ABNT (NBR 6023) e dos princípios de normalização bibliográfica, a intervenção tecnicamente adequada para assegurar a padronização do conjunto das referências consiste em
Leia o trecho a seguir.
Solicitamos a gentileza de informar, com a maior brevidade possível, se há previsão para a conclusão da análise, a fim de que possamos adotar as providências necessárias.
Considerando as características da redação oficial, a norma-padrão da língua portuguesa e os princípios da redação institucional no âmbito da administração pública em um contexto de que a comunicação interna entre unidades administrativas se caracteriza pela objetividade, pela impessoalidade e pela economia linguística, a revisão do trecho implica uma intervenção linguística que
Leia o trecho a seguir.
A comissão manifestou-se favorável ao arquivamento do processo, o que não ocorreu em razão de decisão posterior do Plenário.
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, a coerência lógico-semântica do período e os princípios da redação institucional, a correção do trecho mencionado exige uma intervenção linguística que
Leia o texto a seguir.
No contexto da comunicação interna da Câmara, um servidor redige o seguinte e-mail institucional:
Assunto: Encaminhamento de documentação
Prezado Senhor,
Conforme solicitado, encaminho em anexo os documentos referentes ao processo nº 4.215/2025.
Fico no aguardo de orientações adicionais.
Atenciosamente,
João Silva
Departamento Técnico
Considerando as características do gênero e-mail institucional, a norma-padrão da língua portuguesa e os princípios de clareza, formalidade e adequação comunicativa, a avaliação correta do texto quanto à sua construção linguística é a de que, no texto,
Leia o texto a seguir.
Durante a revisão de um relatório legislativo, o revisor analisa o seguinte parágrafo:
“Após análise técnica, a matéria foi apreciada em caráter conclusivo pela comissão competente, nos termos do regimento interno, em razão do parecer favorável, o processo seguiu para as providências regimentais cabíveis.”
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, os princípios da redação administrativa e os critérios de clareza sintático-semântica, a intervenção linguística necessária ou recomendável em eventual processo de revisão é a
Leia o trecho a seguir.
Encaminho, para conhecimento, cópia do relatório final aprovado em sessão plenária.
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa e os princípios da redação oficial, a intervenção linguística necessária ou recomendável em eventual processo de revisão é
Leia o texto a seguir.
A linguagem se transforma com o uso, disse o editor, mas esse uso não autoriza qualquer transformação.
Considerando registro formal, coesão estilística e intervenção mínima, o revisor deve
Leia o texto a seguir.
Em reunião, o redator encerrou o debate com uma certeza inabalável:
“A Terra é redonda, portanto o argumento fecha aqui.”
O silêncio foi imediato — não por concordância, mas por constrangimento.
Considerando a coesão argumentativa e o efeito retórico, a correta intervenção para o período entre aspas seria
Leia o Texto 6 para responder à questão.
Texto 6
Herbarium
Todas as manhãs eu pegava o cesto e me embrenhava no bosque, tremendo inteira de paixão quando descobria alguma folha rara. Era medrosa mas arriscava pés e mãos por entre espinhos, formigueiros e buracos de bichos (tatu? cobra?) procurando a folha mais difícil, aquela que ele examinaria demoradamente: a escolhida ia para o álbum de capa preta. Mais tarde, faria parte do herbário, tinha em casa um herbário com quase duas mil espécies de plantas. "Você já viu um herbário" - ele quis saber. Herbarium, ensinou-me logo no primeiro dia em que chegou ao sítio. Fiquei repetindo a palavra, herbarium. Herbarium. Disse ainda que gostar de botânica era gostar de latim, quase todo o reino vegetal tinha denominação latina. Eu detestava latim mas fui correndo desencavar a gramática cor de tijolo escondida na última prateleira da estante, decorei a frase que achei mais fácil e na primeira oportunidade apontei para a formiga saúva subindo na parede: formica bestiola est. Ele ficou me olhando. A formiga é um inseto, apressei-me em traduzir. Então ele riu a risada mais gostosa de toda a temporada. Fiquei rindo também, confundida mas contente: ao menos achava alguma graça em mim.
Um vago primo botânico convalescendo de uma vaga doença. Que doença era essa que o fazia cambalear, esverdeado e úmido quando subia rapidamente a escada ou quando andava mais tempo pela casa?
(...)
Chegou ao sítio com suas largas calças de flanela cinza e grosso suéter de lã tecida em trança, era inverno. E era noite. Minha mãe tinha queimado incenso (era sexta-feira) e preparou o Quarto do Corcunda, corria na família a história de um corcunda que se perdeu no bosque e minha bisavó instalou-o naquele quarto que era o mais quente da casa, não podia haver melhor lugar para um corcunda perdido ou para um primo convalescente.
TELLES, Lygia Fagundes. Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles.
Seleção de Eduardo Portella. São Paulo: Global, 1984. p. 40 – 42.
Leia o trecho a seguir.
Fiquei repetindo a palavra, herbarium. Herbarium. Herbarium Disse ainda que gostar de botânica era gostar de latim, quase todo o reino vegetal tinha denominação latina. Eu detestava latim mas fui correndo desencavar a gramática cor de tijolo escondida na última prateleira da estante, decorei a frase que achei mais fácil e na primeira oportunidade apontei para a formiga saúva subindo na parede.
Do ponto de vista da coerência temporal e do aspecto verbal, a revisão adequada para o referido trecho seria
Leia o Texto 6 para responder à questão.
Texto 6
Herbarium
Todas as manhãs eu pegava o cesto e me embrenhava no bosque, tremendo inteira de paixão quando descobria alguma folha rara. Era medrosa mas arriscava pés e mãos por entre espinhos, formigueiros e buracos de bichos (tatu? cobra?) procurando a folha mais difícil, aquela que ele examinaria demoradamente: a escolhida ia para o álbum de capa preta. Mais tarde, faria parte do herbário, tinha em casa um herbário com quase duas mil espécies de plantas. "Você já viu um herbário" - ele quis saber. Herbarium, ensinou-me logo no primeiro dia em que chegou ao sítio. Fiquei repetindo a palavra, herbarium. Herbarium. Disse ainda que gostar de botânica era gostar de latim, quase todo o reino vegetal tinha denominação latina. Eu detestava latim mas fui correndo desencavar a gramática cor de tijolo escondida na última prateleira da estante, decorei a frase que achei mais fácil e na primeira oportunidade apontei para a formiga saúva subindo na parede: formica bestiola est. Ele ficou me olhando. A formiga é um inseto, apressei-me em traduzir. Então ele riu a risada mais gostosa de toda a temporada. Fiquei rindo também, confundida mas contente: ao menos achava alguma graça em mim.
Um vago primo botânico convalescendo de uma vaga doença. Que doença era essa que o fazia cambalear, esverdeado e úmido quando subia rapidamente a escada ou quando andava mais tempo pela casa?
(...)
Chegou ao sítio com suas largas calças de flanela cinza e grosso suéter de lã tecida em trança, era inverno. E era noite. Minha mãe tinha queimado incenso (era sexta-feira) e preparou o Quarto do Corcunda, corria na família a história de um corcunda que se perdeu no bosque e minha bisavó instalou-o naquele quarto que era o mais quente da casa, não podia haver melhor lugar para um corcunda perdido ou para um primo convalescente.
TELLES, Lygia Fagundes. Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles.
Seleção de Eduardo Portella. São Paulo: Global, 1984. p. 40 – 42.
Leia o Texto 6 para responder à questão.
Texto 6
Herbarium
Todas as manhãs eu pegava o cesto e me embrenhava no bosque, tremendo inteira de paixão quando descobria alguma folha rara. Era medrosa mas arriscava pés e mãos por entre espinhos, formigueiros e buracos de bichos (tatu? cobra?) procurando a folha mais difícil, aquela que ele examinaria demoradamente: a escolhida ia para o álbum de capa preta. Mais tarde, faria parte do herbário, tinha em casa um herbário com quase duas mil espécies de plantas. "Você já viu um herbário" - ele quis saber. Herbarium, ensinou-me logo no primeiro dia em que chegou ao sítio. Fiquei repetindo a palavra, herbarium. Herbarium. Disse ainda que gostar de botânica era gostar de latim, quase todo o reino vegetal tinha denominação latina. Eu detestava latim mas fui correndo desencavar a gramática cor de tijolo escondida na última prateleira da estante, decorei a frase que achei mais fácil e na primeira oportunidade apontei para a formiga saúva subindo na parede: formica bestiola est. Ele ficou me olhando. A formiga é um inseto, apressei-me em traduzir. Então ele riu a risada mais gostosa de toda a temporada. Fiquei rindo também, confundida mas contente: ao menos achava alguma graça em mim.
Um vago primo botânico convalescendo de uma vaga doença. Que doença era essa que o fazia cambalear, esverdeado e úmido quando subia rapidamente a escada ou quando andava mais tempo pela casa?
(...)
Chegou ao sítio com suas largas calças de flanela cinza e grosso suéter de lã tecida em trança, era inverno. E era noite. Minha mãe tinha queimado incenso (era sexta-feira) e preparou o Quarto do Corcunda, corria na família a história de um corcunda que se perdeu no bosque e minha bisavó instalou-o naquele quarto que era o mais quente da casa, não podia haver melhor lugar para um corcunda perdido ou para um primo convalescente.
TELLES, Lygia Fagundes. Os melhores contos de Lygia Fagundes Telles.
Seleção de Eduardo Portella. São Paulo: Global, 1984. p. 40 – 42.
Leia o Texto 5 para responder à questão.
Texto 5
Modinhas imperiais: um mistifório pandêmico
Sandor Buys
Pandemia foi a palavra – tão em voga hoje em dia – que Mário de Andrade usou para falar da distribuição ampla e febril da modinha no Brasil imperial. Antes de apressadamente corrigir o pesquisador pelo uso desta palavra, visto que pandemia tem caráter global e, portanto, epidemia seria mais correto, prefiro imaginar que o autor usou conscientemente a palavra e queria ressaltar para os leitores que via o Brasil cultural como um vasto mundo.
Já para caracterizar a heterogeneidade da modinha, Mário escolheu a pouco usada palavra mistifório. Um “mistifório de elementos desconexos”, mas que tinha por unidade a doçura. Um sentimentalismo açucarado demais e já obsoleto quando aquele ramalhete de modinhas imperiais foi publicado. No prefácio, Mário de Andrade apresenta o primeiro estudo musicológico deste gênero musical.
Aprender sobre modinhas com Mário de Andrade é poético. Seguir nestes estudos com Mozart de Araújo é continuar com poesia. Muito me atraem os discos gravados no Brasil nas duas primeiras décadas do século XX, onde está fossilizado em gravações o sentimentalismo do século anterior, que, com florescimento de um Brasil republicano e em processo de modernização, vai se desfazendo como açúcar na água. Mas que ainda se deixa notar no tempero doce e lírico da canção brasileira do século XXI.
Mas o assunto não tem fim e é preciso fazer um corte abrupto, pois não são de bom tom os textos longos nestas redes sociais. Então vou apenas citar duas frases para finalizar. Primeira Frase: Mário de Andrade falando sobre a transformação da palavra “moda” em “modinha”: “É geito [sic] luso-brasileiro acarinhar tudo com diminutivos. Frase derradeira: Mário de Andrade falando sobre seu prefácio das Modinhas Imperiais para Mozart Araújo: “Leia com… atenção… há nas entrelinhas muita interrogação que só um acaso ou algum arquivo ou algum baú velho poderão desvendar ou esclarecer… há um silêncio de três séculos na nossa história musical”.
Disponível em: https://sandorbuys.wordpress.com/2020/07/14/modinhas-
imperiais-um-mistiforio-pandemico/. Acesso em: 8 jan. 2026. [Adaptado].