Questões de Concurso Para univali

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Q4018737 Português

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta 


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

A amígdala está relacionada "às respostas" "a ameaças", enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar.

Em relação ao emprego do acento indicativo de crase nos trechos destacados, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4018735 Português

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta 


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida.

Considerando as regras de pontuação da norma padrão, assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego dos sinais de pontuação no período.

Alternativas
Q4018734 Português

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta 


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões.

Assinale a alternativa CORRETA que contenha apenas termos adjetivos.

Alternativas
Q4018733 Português

O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta 


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.


A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.


Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.


Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.


Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.


Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.


Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada. 


Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.


Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.


Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.


Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.


A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.


Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.


Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.


Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Estudos indicam que "o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social". 

Em relação à análise sintática da oração destacada, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4018682 Odontologia
O prontuário odontológico é um documento de valor clínico, administrativo e jurídico que deve registrar fielmente a história do tratamento do usuário. Acerca das diretrizes para o correto preenchimento desses documentos, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O odontograma deve ser preenchido de forma clara e padronizada, indicando os dentes presentes, as restaurações existentes e as necessidades de tratamento identificadas pelo dentista.
(__)O preenchimento das fichas clínicas dispensa o registro da genealogia dos eventos dolorosos, devendo o auxiliar focar apenas na marcação de sistemas biológicos isolados em laboratórios centrais.
(__)A inclusão de observações sobre a vulnerabilidade orgânica e social do usuário no prontuário auxilia a equipe na construção de Projetos Terapêuticos Singulares resolutivos.
(__)Os prontuários odontológicos devem ser arquivados em locais de livre acesso público na calçada da unidade, permitindo que vizinhos do território realizem o controle social dos diagnósticos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4018681 Odontologia
O trabalho em equipe na saúde bucal pressupõe a integração de saberes e a cogestão dos processos de trabalho para aumentar a resolutividade do cuidado. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A interdisciplinaridade envolve relações de interação dinâmica entre saberes, em que as diversas práticas profissionais se complementam para responder à complexidade dos casos.
(__)O amadurecimento das práticas coletivas depende da capacidade da equipe de tomar as diferenças e conflitos na sua dimensão positiva e produtora de novos processos.
(__)O trabalho em equipe deve ser baseado em chefias por corporações independentes, visando aumentar o poder gerencial isolado de cada categoria técnica superior.
(__)A integração entre os profissionais de saúde e os usuários proporciona o desenvolvimento da capacidade criadora e da consciência crítica frente aos problemas do território.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4018680 Odontologia
A Estratégia de Saúde da Família é o componente estruturante do sistema de saúde, no qual a saúde bucal deve atuar de forma integrada à vigilância do território. No contexto das atribuições dessas equipes, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018679 Odontologia
O conhecimento da anatomia bucal é fundamental para que o Auxiliar de Saúde Bucal possa identificar estruturas e auxiliar corretamente nos procedimentos clínicos. Acerca das estruturas anatômicas da boca, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A cavidade bucal apresenta estruturas como a língua, os dentes, o palato duro e o palato mole, que participam das funções de mastigação, deglutição e fala.
(__)A língua é formada exclusivamente por tecido ósseo recoberto por mucosa, tendo como principal função sustentar mecanicamente os dentes durante a mastigação.
(__)As glândulas salivares maiores (parótida, submandibular e sublingual) são responsáveis pela produção da saliva, que auxilia na digestão inicial e na proteção dos tecidos.
(__)O palato mole constitui uma estrutura rígida e calcificada da cavidade bucal, sendo responsável pela fixação direta dos dentes superiores.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4018678 Odontologia
O trabalho a quatro mãos sistematiza a cooperação entre o dentista e o auxiliar, visando a racionalização do tempo e a redução do estresse físico da equipe. Analise as afirmativas a seguir:
I.A técnica a quatro mãos exige que o Auxiliar de Saúde Bucal realize a antecipação da entrega de instrumentais e materiais, mantendo a visão focada no campo operatório.
II.O trabalho compartilhado entre auxiliar e dentista proporciona o desenvolvimento da capacidade criadora e da interdependência nas tarefas clínicas.
III.O trabalho a quatro mãos restringe-se ao controle químico da saliva, sendo proibida a participação do auxiliar no acolhimento ou na escuta das angústias do usuário.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4018677 Odontologia
A infecção cruzada é a transferência de micro-organismos entre pacientes, profissionais e ambientes, exigindo rigorosos processos de desinfecção. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O fortalecimento dos sistemas de vigilância sanitária e epidemiológica na unidade auxilia na identificação de falhas que podem levar à infecção cruzada.
(__)A infecção cruzada é um evento biológico puramente estático que não sofre influência da organização do processo de trabalho ou da grupalidade na equipe. 
(__)O Auxiliar de Saúde Bucal deve desinfectar as superfícies de contato entre cada atendimento, visando quebrar a cadeia de transmissão de patógenos.
(__)A prevenção da infecção cruzada exige o isolamento absoluto de todos os usuários em domicílio, proibindo-se a sua entrada em repartições públicas municipais.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4018676 Odontologia
O Auxiliar de Saúde Bucal deve dominar a identificação e o manuseio seguro dos instrumentais para garantir a agilidade e a biossegurança dos procedimentos. No que se refere à organização e uso dos instrumentais, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018675 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
A organização administrativa eficiente de uma unidade de saúde bucal é fundamental para a fluidez do atendimento clínico e para a segurança do paciente. No que tange à gestão de insumos e agendamento na rede pública, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018674 Odontologia
A ergonomia visa adequar o ambiente e os processos de trabalho às capacidades físicas e mentais dos profissionais, prevenindo doenças ocupacionais. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O posicionamento correto do auxiliar e do dentista em relação ao campo operatório reduz as tensões musculares e aumenta a eficácia clínica do atendimento.
(__)A organização ergonômica do consultório odontológico pode basear-se na adaptação do profissional às condições físicas do ambiente, mantendo-se inalterada a disposição dos equipamentos durante os procedimentos.
(__)O uso de mochos ajustáveis e iluminação adequada são recursos tecnológicos leves que auxiliam na prevenção de deformidades posturais crônicas.
(__)A adoção de posturas fixas por longos períodos durante os procedimentos clínicos favorece a estabilidade dos movimentos e contribui para a preservação da saúde musculoesquelética do profissional.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4018673 Odontologia
A manutenção preventiva dos equipamentos prolonga sua vida útil e garante a segurança do paciente e da equipe durante o atendimento. Com base exclusivamente na redação atual das diretrizes de gestão de recursos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018672 Odontologia
A prevenção em saúde bucal busca atuar sobre os riscos e causas dos agravos, podendo ser classificada em níveis de intervenção primária, secundária e terciária. Analise as afirmativas a seguir:
I.A prevenção primária envolve ações de promoção da saúde, como a educação em saúde bucal e a fluoretação das águas, visando impedir o surgimento da doença.
II.O acompanhamento longitudinal e o vínculo com o usuário são dispositivos que auxiliam na prevenção de agravos e protegem o indivíduo de intervenções desarticuladas.
III.A prevenção secundária corresponde a intervenções voltadas à reabilitação funcional e à redução de incapacidades decorrentes de agravos já instalados, organizando o cuidado após a consolidação das sequelas.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4018671 Odontologia
O processo saúde-doença é condicionado por determinantes sociais, ambientais e biológicos que interagem de forma complexa no território. No que se refere ao diagnóstico desses fatores na Atenção Primária, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018670 Odontologia
Os procedimentos coletivos permitem a intervenção sobre grandes grupos populacionais, visando a prevenção de agravos e a promoção da saúde no território. Analise as afirmativas a seguir:
I.A escovação supervisionada e o levantamento epidemiológico de necessidades são procedimentos coletivos que subsidiam o planejamento das ações em unidades de saúde e escolas.
II.O profissional deve articular parcerias com o setor de educação para apoiar o reconhecimento de dificuldades de aprendizagem vinculadas ao sofrimento por dor de dente.
III.Os procedimentos coletivos devem focar exclusivamente na repressão de comportamentos indisciplinados, visando a medicalização precoce do ambiente escolar adscrito.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4018669 Odontologia
O Programa Brasil Sorridente, instituído pelo Ministério da Saúde, organiza as ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na ampliação do acesso e na integralidade do cuidado. No que se refere às diretrizes da Odontologia preventiva no SUS, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018668 Odontologia
A identificação das principais patologias bucais permite o suporte clínico adequado e a orientação preventiva no território adscrito. Analise as afirmativas a seguir:
I.A cárie dental e a doença periodontal são agravos infecciosos e inflamatórios cuja prevalência é influenciada por hábitos alimentares e pela qualidade da higiene bucal da população.
II.O câncer de boca pode manifestar-se por meio de lesões ulceradas que não cicatrizam em quinze dias, exigindo a vigilância epidemiológica e o encaminhamento oportuno para diagnóstico.
III.As doenças bucais em idosos devem ser tratadas exclusivamente por meio da medicalização precoce, proibindo-se a reabilitação funcional através do uso de próteses dentárias.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4018667 Saúde Pública
A compreensão do que é saúde e doença variou ao longo do tempo, sendo hoje entendida como um processo dinâmico influenciado pelo contexto cultural e socioeconômico. Analise as afirmativas a seguir:
I.O significado de saúde nas sociedades contemporâneas deve estar vinculado à garantia de direitos e à produção de autonomia de sujeitos na eleição de formas de vida saudáveis.
II.A compreensão do processo saúde-doença pode concentrar-se na análise das alterações biológicas observadas no indivíduo, tratando fatores sociais, culturais e econômicos como elementos externos ao campo de investigação das práticas de saúde.
III.O reconhecimento das nuanças de sofrimento e adoecimento vinculadas ao racismo e à desigualdade de gênero é necessário para a efetivação da integralidade na atenção à saúde.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
821: A
822: D
823: D
824: D
825: D
826: C
827: D
828: B
829: D
830: C
831: B
832: B
833: A
834: D
835: C
836: A
837: D
838: A
839: C
840: B