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Q4019291 Saúde Pública
A notificação compulsória de determinados agravos é essencial para a geração de dados que orientem as políticas de saúde pública no âmbito da saúde mental. Analise as afirmativas a seguir:
I.A tentativa de suicídio é um agravo de notificação compulsória imediata para as autoridades de saúde, visando a articulação da rede de cuidado e o monitoramento oportuno do caso.
II.A violência doméstica e sexual contra crianças, adolescentes, mulheres e idosos deve ser notificada pelos profissionais de saúde em casos confirmados ou com suspeita clínica.
III.O uso recreativo de cafeína por adultos saudáveis em doses baixas é considerado um agravo de notificação compulsória grave, exigindo o isolamento respiratório do usuário na unidade.
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4019290 Saúde Pública
O Projeto Terapêutico Singular é uma ferramenta de gestão do cuidado que envolve a pactuação de metas e ações entre a equipe, o usuário e sua rede de suporte. Analise as afirmativas a seguir:
I.O Projeto Terapêutico Singular é indicado para casos complexos em saúde mental, permitindo a integração de intervenções medicamentosas, sociais e ocupacionais no território.
II.A elaboração do Projeto Terapêutico Singular deve ser realizada de forma participativa, garantindo que os desejos e a autonomia do usuário sejam respeitados na definição das prioridades.
III.O Projeto Terapêutico Singular é um documento estático que não admite revisões periódicas, devendo o usuário cumprir as metas estabelecidas na primeira semana de acompanhamento.
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4019289 Psicologia
A reabilitação psicossocial objetiva a produção de autonomia e a retomada da cidadania por pessoas com transtornos mentais graves e persistentes. Analise as afirmativas a seguir:
I.As estratégias de inserção social incluem a participação em oficinas terapêuticas, projetos de geração de renda e o acesso a atividades culturais e esportivas integradas à cidade.
II.A reabilitação psicossocial baseia-se na administração de altas doses de sedativos para manter o usuário em estado de sono profundo durante grande parte do período diurno.
III.O acompanhamento em saúde mental deve visar a desinstitucionalização de pacientes egressos de longas internações, promovendo o seu retorno à família e à rede de suporte.
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4019288 Psiquiatria
A integralidade do cuidado em saúde mental exige que o Médico Clínico realize ações que perpassam diversos níveis de intervenção, desde a prevenção até a manutenção da saúde. No que concerne à promoção da saúde mental, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4019287 Medicina
A função de coordenadora do cuidado da Atenção Primária exige que o Médico Clínico monitore o fluxo do paciente pelos diversos níveis de complexidade do sistema. No que se refere à regulação e continuidade assistencial em saúde mental, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4019286 Saúde Pública
A integração das ações de saúde mental no cotidiano das unidades básicas de saúde busca ampliar o acesso e a resolutividade dos casos de sofrimento psíquico leve e moderado. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A Estratégia Saúde da Família é a porta de entrada para o cuidado em saúde mental, realizando o manejo inicial dos transtornos mentais comuns.
(__)A inserção da saúde mental na Atenção Básica exige que os profissionais da equipe sejam capacitados para a realização de psicoterapia profunda e prescrição de antipsicóticos.
(__)O acompanhamento compartilhado entre o Médico Clínico e as equipes de referência em saúde mental permite a redução do estigma e a manutenção do vínculo do paciente.
(__)As ações de saúde mental na atenção primária são voltadas aos pacientes que apresentam risco de autoagressão, evitando-se a abordagem de queixas somáticas relacionadas ao estresse.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4019285 Saúde Pública
O apoio matricial é uma metodologia de trabalho que objetiva assegurar retaguarda especializada e suporte técnico-pedagógico às equipes de saúde da família. Acerca dessa estratégia de integração, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O apoio matricial em saúde mental permite a construção conjunta de projetos terapêuticos, onde o especialista contribui com seu saber sem que a equipe da Atenção Básica perca a responsabilidade.
(__)As reuniões de matriciamento devem ser utilizadas para a passagem de burocracia administrativa e agendamento de consultas com psiquiatras no setor privado de saúde.
(__)O compartilhamento de saberes no matriciamento visa aumentar a capacidade da equipe de saúde da família de lidar com situações complexas, como crises psicóticas.
(__)O apoio matricial dispensa o contato direto do especialista com o usuário, estabelecendo que a orientação deve ser transmitida via ofício para manter a hierarquia do sistema.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4019284 Psiquiatria
A adoção de protocolos baseados em evidências visa padronizar o cuidado e garantir a segurança nas intervenções farmacológicas e psicossociais. Analise as afirmativas a seguir:
I.As diretrizes terapêuticas para o tratamento da depressão na Atenção Primária recomendam a associação de suporte psicossocial e, quando indicado, uso de antidepressivos com monitoramento.
II.O protocolo de manejo do alcoolismo deve incluir a triagem para sinais de abstinência e a articulação com grupos de mútua ajuda e centros de atenção psicossocial especializados. 
III.O uso de neurolépticos em doses elevadas é o tratamento de primeira escolha para os casos de insônia primária em recém-nascidos prematuros, evitando-se o uso de medidas de higiene.
Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4019283 Psiquiatria
Os Transtornos Mentais Comuns, caracterizados por sintomas de ansiedade, depressão e queixas somáticas, representam uma parcela significativa da demanda espontânea na Atenção Básica. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O diagnóstico de transtornos mentais comuns fundamenta-se na presença de sintomas inespecíficos, como insônia, fadiga e irritabilidade, que prejudicam o funcionamento diário do indivíduo.
(__)O uso de questionários de triagem, como o Self-Reporting Questionnaire-20, auxilia o Médico Clínico na identificação de usuários com probabilidade de sofrimento psíquico na comunidade.
(__)O tratamento dos transtornos mentais comuns deve ser iniciado com o uso de eletrochoques em ambiente ambulatorial, evitando-se o uso de terapias de fala ou acolhimento.
(__)A medicalização excessiva de sintomas relacionados a problemas sociais deve ser evitada, priorizando-se a escuta e a articulação com recursos territoriais de apoio.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4019282 Saúde Pública
O equilíbrio entre o atendimento agendado para grupos específicos e o acolhimento das queixas imediatas é um desafio da gestão do trabalho na Atenção Básica. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O atendimento à demanda espontânea em saúde mental exige uma escuta sensível para identificar urgências subjetivas que podem evoluir para crises agudas.
(__)As ações programáticas, como o grupo de saúde mental para gestantes, visam prevenir o desenvolvimento de depressão pós-parto por meio do suporte mútuo e orientações.
(__)O Médico Clínico deve restringir seu atendimento à demanda espontânea aos pacientes que apresentam traumatismos físicos, evitando a escuta de queixas subjetivas de angústia.
(__)A organização da agenda da equipe de saúde deve permitir tempos flexíveis para o acolhimento de usuários que buscam a unidade por sofrimento mental sem agendamento prévio.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4019281 Saúde Pública
O planejamento das ações de saúde mental deve considerar as particularidades do perfil epidemiológico local e a disponibilidade de recursos na rede. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O planejamento ascendente permite que as demandas identificadas pelas equipes de saúde e pela comunidade orientem a alocação de recursos em saúde mental pelo gestor local.
(__)A organização do fluxo de atendimento deve buscar a continuidade do cuidado entre a atenção básica e o CAPS, visando reduzir a fragmentação da assistência e o abandono.
(__)O planejamento estratégico em saúde mental deve ser realizado pelo governo federal sem a participação local, evitando-se a adaptação das ações às realidades culturais de cada município.
(__)A definição de protocolos locais de acolhimento e manejo de crises psicóticas na unidade básica de saúde auxilia na organização do trabalho e na segurança do usuário e equipe.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4019280 Psiquiatria
O monitoramento sistemático das ações permite avaliar se os objetivos terapêuticos e gerenciais estão sendo atingidos na rede de atenção territorial. No que concerne ao acompanhamento dos resultados clínicos para monitoramento das ações em saúde mental, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4019279 Saúde Pública
A integração entre o controle social e a gestão municipal garante que as políticas de saúde mental respondam às necessidades reais da população local. No que tange ao papel do Médico Clínico nesse processo, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4019278 Gestão de Saúde e Administração Hospitalar
A utilização de indicadores permite mensurar a efetividade das ações e orientar os processos de educação permanente da equipe de saúde. No que se refere à avaliação de desempenho em saúde mental, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4019274 Raciocínio Lógico
Uma agência de fiscalização vai formar um código de acesso com 4 algarismos distintos escolhidos entre 1, 2, 3, 4, 5 e 6. Um analista elaborou quatro afirmações sobre esse processo para validar o sistema. Examine as assertivas abaixo e responda ao que se pede.

I.O número total de códigos possíveis é 350.
II.A quantidade de códigos que começam por número par é 180.
III.O total de códigos que terminam em 5 é 60.
IV.A quantidade de códigos em que os algarismos 1 e 2 aparecem adjacentes, nessa ordem, é 36.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4019273 Matemática
Na seleção interna de uma fundação pública, a nota final de Helena resulta de duas etapas: prova objetiva com peso 3 e prova discursiva com peso 2. Helena obteve 78 pontos na objetiva e 90 pontos na discursiva. Um servidor também calculou a média aritmética simples dessas duas notas para fins comparativos. Qual é a sequência correta sobre os valores obtidos a partir desses dados? Analise as assertivas e classifique como verdadeira (V) ou falsa (F).

(__)A média aritmética simples das duas notas é 84.
(__)A média ponderada das duas etapas é 82,8.
(__)A diferença entre a média simples e a média ponderada é 1,0.
(__)Se a prova discursiva tivesse peso 3, a média ponderada passaria a ser 84.

A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:   
Alternativas
Q4019272 Português
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.
Considerando os sentidos produzidos pelos termos no contexto do período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4019271 Português
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma.
Em relação às relações sintáticas e semânticas presentes no período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4019270 Português
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
O texto apresenta uma explicação sobre reações humanas diante de opiniões divergentes, articulando conceitos e exemplos por meio de retomadas referenciais e conexões entre frases que garantem a continuidade temática.
Considere o trecho do texto-base:
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.
De acordo com o trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4019269 Português
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta


Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.

A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.

Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.

Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.

Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.

Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.

Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.

Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.

Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.

Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.

A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.

Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.

Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.

Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.

Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões.


Assinale a alternativa CORRETA que contenha apenas termos adjetivos. 

Alternativas
Respostas
521: C
522: A
523: D
524: C
525: C
526: C
527: B
528: B
529: C
530: D
531: B
532: C
533: D
534: D
535: D
536: C
537: D
538: B
539: A
540: C