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Havendo se elevado esta cidade à alta hierarquia de ser hoje Corte do Brasil [...] não pode nem deve continuar a conservar antigos costumes que apenas podiam tolerar-se, quando era reputada com uma Colônia e que desde muito tempo não sofrem em povoações cultas e de perfeita civilização [...] testemunhos da antiga Condição de Conquista e Colônia, concorrendo para estabelecer a sua Corte e fazê-la mais notável aos olhos das Nações Estrangeiras. (ANRJ – cód.323, v.1. fl. 88-88v.)
(MEIRELLES, 2015.)
O excerto se refere a um edital da intendência da polícia que já enunciava claramente a posição adquirida pela cidade como capital do Império Português, agora com sede nos trópicos. Essas e outras mudanças, relativas especificamente ao cotidiano da cidade, mostram, em parte, a preocupação de que:
A latinidade sempre foi uma construção híbrida, em que concluiu as contribuições dos países Mediterrâneo da Europa, o Índio Americano e o Migrações Africanas. Atualmente, essas fusões são aspectos constitutivos da América Latina que são ampliados em interação com o Anglo devido à volumosa presença de migrantes e produtos culturais latinos nos Estados Unidos. No caso do Brasil, embora também tenha a diversidade como um elemento fundante em suas culturas, o nacionalismo das décadas de 1930 e 1940 procurou construir uma identidade unificadora na qual pouco se percebia as diferenças dos elementos constituintes da nação.
(LUCAS, 2000.)
No Brasil, de uma certa forma, em alguns momentos, houve a cristalização de algumas visões que hoje chegam a fazer parte do imaginário ou do histórico nacional como, por exemplo:
O primeiro traço a destacar-se, no estudo do caso brasileiro, é o da origem colonial. É preciso distinguir, ainda, no amplo quadro da origem colonial (que abrange todos os continentes, salvo a Europa) que, no caso do Brasil, trata-se antes de mais nada, de uma “civilização” transplantada. Os elementos destinados à empresa de “colonização”, isto é, de ocupação produtiva – no caso do Brasil – provém do exterior, são para aqui transplantados, tanto os senhores – os que exploram o trabalho alheio – como os trabalhadores – os escravos.
(SODRÉ, 1994, p. 04.)
Destarte, a colonização exploradora e expropriativa nestas terras brasileiras deixaram como legado, em relação especificamente à formação da sociedade brasileira:
“Mas, afinal, para que serve a história?” Essa pergunta, tantas vezes ouvida, lida e escrita por muitos de nós, não encerra nenhum enigma, ou mistério, mas remete-nos para uma, mais do que necessária, explicação. Muitos confundem história com cronologia, outros deambulam à volta do tempo e do passado e poucos se concentram na sua verdadeira dimensão social e humana. Sim, porque a verdadeira essência da ciência histórica é o social e o humano, interligados, evidentemente.
(Disponível em: https://www.cefopna.edu.pt/revista/. Acesso em: agosto de 2024.)
A história é uma ciência social que estuda as ações humanas ao longo do tempo e no espaço, sendo considerada um conhecimento humano. A afirmação da história como fundamentada em um método que expresse uma verdade e fiabilidade científica são importantes. A esse respeito:
Texto I
Projeto de Lei que restringe o uso de celulares em salas de aula é debatido na Alesp
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo promoveu um debate sobre a restrição do uso de celulares e outros dispositivos eletrônicos nas escolas, tema proposto pelo Projeto de Lei nº 293/2024. Participaram da discussão médicos pediatras, profissionais da educação e alunos que abordaram sobre os benefícios em ambiente escolar.
(Disponível em: https://www.al.sp.gov.br. Acesso em: agosto de 2024. Adaptado.)
Texto II
Para Moura (2010), mobile learning ou m-learning refere-se ao uso de dispositivos móveis, particularmente o celular (smartphone), dentro e fora da sala de aula, com propósitos de aprendizagem. É possível reconhecer nas tecnologias móveis o potencial para atividades de aprendizagem, permitindo gerar conhecimento em contextos autênticos que promova aprendizagem colaborativa, como processo eminentemente social, garantido a interação entre participantes e além de um currículo formal.
(Moura, 2010.)
Os textos anteriores, embora de certa forma mencionem elementos semelhantes, tratam de situações divergentes. Em relação a essa e outras mídias, no que tange à aprendizagem da história e em outras áreas, percebe-se que:
O ensino de história é um fenômeno social, e não somente um fenômeno da educação formal. É integrado por todos os esforços por estabelecer sentidos para o tempo experienciado pela coletividade. Pode ser encarado como um processo de constituição de identidade que é uma constante antropológica.
(HELLER, Agnes, 1993.)
Dessa forma, faz-se necessário entender que o “ensino de história” deve ser visto como:
O karatê é uma arte marcial japonesa que se destaca em competições por suas duas principais modalidades: kata e kumite. Ambas as modalidades possuem regras específicas e desempenham papéis importantes na prática competitiva do karatê. Marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Kata é uma modalidade de combate livre, onde os competidores lutam entre si.
( ) Kumite envolve uma luta entre dois praticantes que se enfrentam em tempo real.
( ) No kata, os competidores são avaliados pela execução precisa e a perfeição técnica dos movimentos.
A sequência está correta em
As danças folclóricas são expressões culturais que refletem as tradições e os valores de um povo, transmitidas ao longo de gerações. Essas danças variam conforme a região e são uma importante parte do patrimônio cultural de diferentes comunidades. Sobre as danças folclóricas, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A catira é uma dança folclórica brasileira que combina palmas e batidas de pés, sendo típica da região Centro-Oeste do Brasil.
( ) O bumba-meu-boi é uma dança típica do Rio Grande do Sul, conhecida por representar a luta entre um vaqueiro e um boi.
( ) O maracatu tem origem afro-brasileira e é tradicionalmente associado às festividades do Carnaval em Pernambuco.
( ) O frevo é uma dança folclórica que nasceu em São Paulo e é caracterizada por movimentos suaves e lentos.
A sequência está correta em
Como resultado da demanda por um ensino articulado com o desenvolvimento das mudanças tecnológicas e visando à formação de trabalhadores com alta qualificação para manutenção e inovação do padrão tecnológico de produção vigente, tem-se a elaboração de documentos curriculares nacionais, mantendo clara a intenção de maior estreitamento das relações entre o nível médio, o trabalho e o emprego. E, é nesse cenário que emergem os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. (Brasil, 1999).
(COSTA, H. H. C. A disciplina geografia e os Parâmetros Curriculares Nacionais: uma abordagem das políticas de currículo para o ensino médio.
Disponível em: http://www.observatoriogeograficoamericalatina.org.mx/ Acesso em: setembro de 2024.)
A partir da leitura do texto, sobre os PCNs é INCORRETO afirmar que:
Em todo o mundo, as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) estão sendo incorporadas gradativamente ao cotidiano das escolas. Os alunos modernos não possuem mais a mesma cabeça de antes, vivem e se articulam o tempo todo entre o mundo real e o virtual. Esse novo indivíduo social possui novas particularidades e conveniências, manipulam várias informações ao mesmo tempo, por celular possuem acesso a todas as pessoas, por GPS a todos os lugares e pela internet a todo saber.
(ROCHA, 2015, pág. 25.)
Com base no fragmento do texto e, a respeito da relação entre ensino de Geografia e Novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TDICs), assinale a afirmativa correta.
A ação do professor em sua prática didática e pedagógica pressupõe o domínio de saberes e competências que interagem com os conteúdos formais, fatores que devem ser contextualizados na sala de aula e os informais, que compõem os aspectos culturais e sociais próprios de cada indivíduo. Nessa perspectiva, é papel do docente propiciar situações de aprendizagem que não se limitem em reproduzir os conteúdos previamente definidos nos livros didáticos e, sim, proporcionar ao estudante circunstâncias que colaborem para o seu desenvolvimento humano, social, cultural, científico e tecnológico, para que este tenha condições de enfrentar os desafios do cotidiano. Entre os componentes curriculares trabalhados na educação básica, a geografia proporciona ao educando o contato e a construção de saberes necessários para assimilar as exigências do mundo contemporâneo, auxiliando a entender as relações humanas e os fenômenos sociais que ocorrem no espaço. Considerando essa demanda, o docente deve estar atento para os seguintes aspectos: o quê ensinar; para quem irá ensinar; e como irá ensinar.
(PEREIRA, E. C. de M. et.al. 2023, págs. 8-9.)
Com base no fragmento do texto e em relação aos procedimentos didático-pedagógicos em geografia na atualidade, assinale a afirmativa INCORRETA.
Leia o fragmento de texto a seguir.
O papel particular dos mapas, como imagens ligadas a contextos históricos precisos, quase não se sobressai do discurso geográfico no qual eles estão inseridos. Os mapas serão considerados como parte integrante da família mais abrangente das imagens carregadas de um juízo de valor, deixando de ser percebidos essencialmente como levantamentos inertes de paisagens morfológicas ou como reflexos passivos do mundo dos objetos. Eles são considerados imagens que contribuem para o diálogo num mundo socialmente construído. Nós distinguimos assim a leitura dos mapas dos cânones da crítica cartográfica tradicional e de seu rosário de oposições binárias entre mapas “verdadeiros e falsos”, “exatos e inexatos”, “objetivos e subjetivos”, “literais e simbólicos”, baseados na “integridade científica”, ou marcados por uma “deformação ideológica”. Os mapas nunca são imagens isentas de juízo de valor e, salvo no sentido euclidiano mais estrito, eles não são por eles mesmos nem verdadeiros nem falsos. Pela seletividade de seu conteúdo e por seus símbolos e estilos de representação, os mapas são um meio de imaginar, articular e estruturar o mundo dos homens.
(Disponível em: http://confins.revues.org/ Acesso em: setembro de 2024.)
Nesse fragmento de texto, o historiador da cartografia Brian Harley destaca que os mapas correspondem a: