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Q2257105 Português

TEXTO 3


        Durante muito tempo acreditou-se que, removidos uns tantos obstáculos, como a ignorância e os sistemas despóticos de governo, as conquistas do progresso seriam canalizadas no rumo imaginado pelos utopistas, porque a instrução, o saber e a técnica levariam necessariamente à felicidade coletiva. No entanto, mesmo onde estes obstáculos foram removidos, a barbárie continuou impávida entre os homens.


        Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização. Penso que o movimento pelos direitos humanos se entronca aí, pois somos a primeira era da história em que teoricamente é possível entrever uma solução para as grandes desarmonias que geram a injustiça contra a qual lutam os homens de boa vontade, para a busca, não mais do estado ideal sonhado pelos utopistas racionais que nos antecederam, mas do máximo viável de igualdade e justiça, em correlação com cada momento da história.


        Mas esta verificação desalentadora deve ser compensada por outra, mais otimista: nós sabemos que hoje existem os meios materiais necessários para nos aproximarmos desse estágio melhor, e que muito do que era simples utopia se tornou possibilidade real. Se as possibilidades existem, a luta ganha maior cabimento e se torna mais esperançosa, apesar de tudo o que o nosso tempo apresenta de negativo. Quem acredita nos direitos humanos procura transformar a possibilidade teórica em realidade, empenhando-se em fazer coincidir uma com a outra. Inversamente, um traço sinistro do nosso tempo é saber que é possível a solução de tantos problemas e no entanto não se empenhar nela.

Leia as afirmações:
I - Ao utilizara expressão máximo viável de hgualdade e justiça, em correlação com cada momento da história , o autor relativiza as metas que devem ser perseguidas.
II - O autor acredita que as condições do mundo atual, em que se tem a possibilidade de solução de muitos problemas, coincidem com o compromisso geral de transformação das circunstãncias negativas.
III - Para o autor, a esperança dos que lutam por justiça deriva da consciência de que a meta que se busca atingir está ao seu alcance, por meios que o próprio homem criou. De acordo com o texto, é correto apenas: 
Alternativas
Q2257104 Português

TEXTO 3


        Durante muito tempo acreditou-se que, removidos uns tantos obstáculos, como a ignorância e os sistemas despóticos de governo, as conquistas do progresso seriam canalizadas no rumo imaginado pelos utopistas, porque a instrução, o saber e a técnica levariam necessariamente à felicidade coletiva. No entanto, mesmo onde estes obstáculos foram removidos, a barbárie continuou impávida entre os homens.


        Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização. Penso que o movimento pelos direitos humanos se entronca aí, pois somos a primeira era da história em que teoricamente é possível entrever uma solução para as grandes desarmonias que geram a injustiça contra a qual lutam os homens de boa vontade, para a busca, não mais do estado ideal sonhado pelos utopistas racionais que nos antecederam, mas do máximo viável de igualdade e justiça, em correlação com cada momento da história.


        Mas esta verificação desalentadora deve ser compensada por outra, mais otimista: nós sabemos que hoje existem os meios materiais necessários para nos aproximarmos desse estágio melhor, e que muito do que era simples utopia se tornou possibilidade real. Se as possibilidades existem, a luta ganha maior cabimento e se torna mais esperançosa, apesar de tudo o que o nosso tempo apresenta de negativo. Quem acredita nos direitos humanos procura transformar a possibilidade teórica em realidade, empenhando-se em fazer coincidir uma com a outra. Inversamente, um traço sinistro do nosso tempo é saber que é possível a solução de tantos problemas e no entanto não se empenhar nela.

Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização.
NÃO comprova o que o autor afirma:
Alternativas
Q2257103 Português

TEXTO 3


        Durante muito tempo acreditou-se que, removidos uns tantos obstáculos, como a ignorância e os sistemas despóticos de governo, as conquistas do progresso seriam canalizadas no rumo imaginado pelos utopistas, porque a instrução, o saber e a técnica levariam necessariamente à felicidade coletiva. No entanto, mesmo onde estes obstáculos foram removidos, a barbárie continuou impávida entre os homens.


        Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização. Penso que o movimento pelos direitos humanos se entronca aí, pois somos a primeira era da história em que teoricamente é possível entrever uma solução para as grandes desarmonias que geram a injustiça contra a qual lutam os homens de boa vontade, para a busca, não mais do estado ideal sonhado pelos utopistas racionais que nos antecederam, mas do máximo viável de igualdade e justiça, em correlação com cada momento da história.


        Mas esta verificação desalentadora deve ser compensada por outra, mais otimista: nós sabemos que hoje existem os meios materiais necessários para nos aproximarmos desse estágio melhor, e que muito do que era simples utopia se tornou possibilidade real. Se as possibilidades existem, a luta ganha maior cabimento e se torna mais esperançosa, apesar de tudo o que o nosso tempo apresenta de negativo. Quem acredita nos direitos humanos procura transformar a possibilidade teórica em realidade, empenhando-se em fazer coincidir uma com a outra. Inversamente, um traço sinistro do nosso tempo é saber que é possível a solução de tantos problemas e no entanto não se empenhar nela.

De acordo com o autor, o movimento pelos direitos humanos
Alternativas
Q2257102 Português

TEXTO 3


        Durante muito tempo acreditou-se que, removidos uns tantos obstáculos, como a ignorância e os sistemas despóticos de governo, as conquistas do progresso seriam canalizadas no rumo imaginado pelos utopistas, porque a instrução, o saber e a técnica levariam necessariamente à felicidade coletiva. No entanto, mesmo onde estes obstáculos foram removidos, a barbárie continuou impávida entre os homens.


        Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização. Penso que o movimento pelos direitos humanos se entronca aí, pois somos a primeira era da história em que teoricamente é possível entrever uma solução para as grandes desarmonias que geram a injustiça contra a qual lutam os homens de boa vontade, para a busca, não mais do estado ideal sonhado pelos utopistas racionais que nos antecederam, mas do máximo viável de igualdade e justiça, em correlação com cada momento da história.


        Mas esta verificação desalentadora deve ser compensada por outra, mais otimista: nós sabemos que hoje existem os meios materiais necessários para nos aproximarmos desse estágio melhor, e que muito do que era simples utopia se tornou possibilidade real. Se as possibilidades existem, a luta ganha maior cabimento e se torna mais esperançosa, apesar de tudo o que o nosso tempo apresenta de negativo. Quem acredita nos direitos humanos procura transformar a possibilidade teórica em realidade, empenhando-se em fazer coincidir uma com a outra. Inversamente, um traço sinistro do nosso tempo é saber que é possível a solução de tantos problemas e no entanto não se empenhar nela.

A palavra que, no texto, NÃO foi usada com o sentido indicado é:
Alternativas
Q2257101 Português
Preencha as lacunas com as formas verbais adequadas.
1. Consta que ele __________ a capacidade de falar. 2. Ninguém se ___________ contra os insultos do orador. 3. O bibliotecário ___________ as estantes de bons livros. 
Alternativas
Q2257100 Português
Partindo dos sintagmas verbais, atribua valores contextuais a cada uma das proposições, considerando:
1 - Suposição. 2 - Realização. 3 - Volição.
( ) Creio que ele sabe mais falar do que ouvir.
( ) Acredito que, desta vez, ele fale menos.
( ) Desejo que ele ouça melhor as pessoas.
A seqüência correta é:
Alternativas
Q2257099 Português
Observe as estruturas:
1. "Não se ignora que ouvir é mais importante do que falar". 2. "Quanto mais se ouve mais há entendimento".
O "se" nas estruturas 1 e 2 denota, respectivamente,
Alternativas
Q2257097 Português
Marque V ou F, conforme seja verdadeira ou falsa a assertiva.
( ) Em "dissolve-se a nossa personalidade no grupo", o pronome "se" indetermina o sujeito da oração.
( ) O segmento destacado em "falando somos importantes, pois constituímos O CENTRO DAS ATENÇÕES GERAIS" pode se transformar em sujeito, caso a estrutura em que está inserido seja apassivada.
( ) A voz passiva correspondente a "não alcançando mais de 30%" é "sem serem alcançados mais de 30%".
Está correta a alternativa
Alternativas
Q2257096 Português
A concordância nominal se faz de forma inadequada, considerando a norma culta da língua:
Alternativas
Q2257095 Português
A estrutura passível de ajustes quanto à regência por estar em desacordo com a norma culta da língua é:
Alternativas
Q2257094 Português

O uso de " e nem " é gramaticalmente condenável pela norma culta da língua em:

Alternativas
Q2257093 Português
O termo destacado representa uma contingência gramatical em: 
Alternativas
Q2257092 Português
A regência verbal é gramaticalmente inaceitável em:
Alternativas
Q2257091 Português
I - ___________que se concebe como opressão opõe-se toda filosofia da linguagem.
II - O conceito para o termo língua é tão amplo quanto o são suas funções e variações. ___ _________estas imprime-se um caráter dinâmico; _________, sistêmico.
Os termos que preenchem adequadamente as lacunas são:
Alternativas
Q2257090 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; ( .. )
A respeito do fragmento:
I - Convivem duas vozes.
II - O vocativo indica a presença da função apelativa da linguagem.
III - Predomina a função referencial da lingüagem.
É correto afirmar: 
Alternativas
Q2257089 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

... lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:
À sombra do mundo errado murmuraste um protesto tímido. Mas virão outros.
Transpondo-se para discurso indireto o discurso direto acima, tem-se a forma correta: 
Alternativas
Q2257088 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

Analise o fragmento: "Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração ."


É variante aceita pela norma culta a seguinte versão: 

Alternativas
Q2257087 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

Considerado o contexto, o sentido de uma expressão do texto NÃO pode ser traduzido em: 
Alternativas
Q2257086 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

O autor cita versos de Carlos Drummond de Andrade para
Alternativas
Q2257085 Português

TEXTO 2


        Há quem diga que a maré de desempregos que está a assolar a maioria dos países é fenômeno de média duração, efeito de uma produção industrial que se informatiza e se globaliza cada vez mais. Com o tempo (prosseguem as mesmas vozes) tudo se ajusta: os trabalhadores se adaptam e se especializam, o mercado desbasta suas anomalias e as economias se tornam mais estáveis.


        Tal raciocínio - ainda que estivesse correto - não leva em conta a emergência das necessidades vitais dos trabalhadores, esses seres impacientes que teimam em se alimentar a cada dia, nunca se conformando ao ritmo e à lógica dos processos econômicos... Mas sequer está correto o raciocínio: a lógica da produção não se inclina para o real equilíbrio de uma sociedade, e a prova disso é o mundo torto em que vivemos. Se a informatização e a globalização viessem para servir os homens, sobretudo os que verdadeiramente criam riquezas com seu trabalho, haveriam de respeitá-los a cada passo e de se adaptar, elas, às condições humanas, e não o contrário.


        Nos dias ultra-amargos da Segunda Guerra Mundial, lamentava o poeta Carlos Drummond de Andrade:


À sombra do mundo errado


murmuraste um protesto tímido.


Mas virão outros.


        Aquela guerra acabou, mas o "mundo errado" continua cada vez mais difícil de mudar, poeta; não o abalam nem mesmo as tantas e altas vozes da crescente multidão de excluídos. Os senhores do império planetário talvez se convençam da fragilidade da Iógica" do processo quando já não houver quem possa se interessar pela massa de tão miraculosa produção.

No segundo parágrafo do texto, o autor
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Respostas
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304: A
305: D
306: A
307: E
308: D
309: D
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