Foram encontradas 10.962 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3845524 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

O narrador afirma: "Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes". Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845523 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Moinho de Sonhos


A mulher e o menino iam montados no cavalo; o homem ia ao lado, a pé. Andavam sem rumo havia semanas, até que deram numa aldeia à beira de um rio, onde as oliveiras vicejavam.


Fizeram uma pausa e, como a gente ali era hospitaleira e a oferta de serviço abundante, resolveram ficar. O homem arranjou emprego num moinho próximo à aldeia. A mulher se juntou a outras que colhiam azeitonas em terras ao redor de um castelo. Levou consigo o menino que, no meio do caminho, achou um velho cabo de vassoura e fez dele o seu cavalo. Deu-lhe o nome de Rocinante.


Ao chegar aos olivais, o pequeno encontrou o filho de outra colhedeira − um garoto que se exibia com um escudo e uma espada de pau.


Os dois se observaram à distância. Cada um se manteve junto à sua mãe, sem saber como se libertar dela. Vigiavam-se. Era preciso coragem para se acercar. Mas meninos são assim: se há abismos, inventam pontes.


De súbito, estavam frente a frente. Puseram-se a conversar, embora um e outro continuassem na sua. Logo esse já sabia o nome daquele: o menino recém-chegado se chamava Alonso; o outro, Sancho.


Começaram a se misturar:


− Deixa eu brincar com seu cavalo? − pediu Sancho.


− Só se você me emprestar sua espada, respondeu Alonso.


Iam se entendendo, apesar de assustados com a felicidade da nova companhia.


Avançaram na entrega:


− Tá vendo aquele moinho gigante? − apontou Alonso. Meu pai sozinho é que faz ele girar.


− Seu pai deve ter braços enormes, disse Sancho.


− Tem! Mas nem precisava, respondeu Alonso. Ele move o moinho com um sopro.


Sancho achou graça. Também tinha uma proeza a contar:


− Tá vendo o castelo ali? − apontou. Meu pai disse que o dono tem tanta terra que o céu não dá para cobrir ela toda.


− E se a gente esticasse o céu como uma lona e cobrisse o que está faltando? − propôs Alonso.


− Seria legal, disse Sancho. Mas ia dar um trabalhão.


− Temos de crescer primeiro.


− Bom, enquanto a gente cresce, vamos pensar num jeito de subir até o céu! − disse Alonso. 


− Vamos! − concordou Sancho.


Sentaram-se na relva. O cavalo, a espada e o escudo entre os dois. Um sopro de vento passou por eles.


Já eram amigos: moviam juntos o mesmo sonho.



CARRASCOZA, João Anzanello. Moinho de sonhos. Histórias de Amor e Morte (blog), 21 mar. 2016. Disponível em: https://historiasdeamoremorte.wordpress.com/2016/03/21/moinho-de-s onhos-joao-anzanello-carrascoza/ . Acesso em: 31 dez. 2025.

O diálogo entre Alonso e Sancho mescla elementos da fantasia com traços da realidade. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845522 Segurança e Transporte
Manobras com máquinas/veículos exigem controle de pontos cegos, comunicação e procedimentos para evitar atropelamentos e colisões com estruturas. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3845521 Legislação de Trânsito
Quando a máquina/veículo precisa transitar em via pública, o operador deve observar regras e condições legais para circulação segura, inclusive quanto a equipamentos e conduta. Nesse contexto, analise as assertivas abaixo:

I.Antes de colocar o veículo em circulação, o condutor deve garantir que itens obrigatórios e condições essenciais estejam adequados.
II.Se a máquina estiver com equipamentos obrigatórios inoperantes, pode circular "só até a oficina", desde que em baixa velocidade.
III.O dever de dirigir com atenção e domínio do veículo se aplica em qualquer trecho, inclusive em deslocamentos curtos e rotas internas que tenham circulação de pessoas.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3845519 Legislação de Trânsito
Durante o deslocamento e a operação de máquinas em vias internas e, quando aplicável, em vias públicas, o operador deve agir com atenção e adotar verificações básicas antes de iniciar o trajeto, prevenindo falhas e acidentes. Considerando normas gerais de circulação e conduta e cuidados essenciais, analise as afirmativas e registre V, para Verdadeiras, e F, para Falsas:

(__)Antes de sair com o veículo/máquina, é dever do condutor verificar se os equipamentos obrigatórios estão presentes e em boas condições de funcionamento.
(__)Manter domínio do veículo/máquina e atenção constante é obrigatório, inclusive em deslocamentos curtos.
(__)Se o operador estiver atrasado, pode exceder o limite de velocidade "com segurança", desde que não haja pedestres por perto.
(__)Em qualquer situação, buzinar repetidamente é conduta recomendada para "garantir prioridade" ao atravessar cruzamentos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3845518 Gestão de Pessoas
Em uma equipe de operação, atrasos, retrabalho e quase-acidentes muitas vezes surgem de falhas de comunicação e postura. Um operador percebeu que um colega vem realizando manobras com pressa, sem avisar quem está próximo, e ainda reage com ironia quando alertado. Considerando boa convivência no ambiente de trabalho e segurança, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845517 Engenharia Ambiental e Sanitária
O operador de máquinas também contribui para reduzir impactos ambientais, especialmente por meio do controle de vazamentos, emissões, descarte correto e prevenção de contaminações. Com base em boas práticas e dever geral de proteção ambiental, analise as afirmativas abaixo e registre V, para Verdadeiras, e F, para Falsas:

(__)Derramar óleo/combustível no solo e "cobrir com areia" sem comunicar pode contaminar e agravar o impacto ambiental.
(__)Manter motor em marcha lenta por longos períodos sem necessidade aumenta emissões e consumo, devendo ser evitado quando possível.
(__)A lavagem de máquinas pode ser realizada em áreas com escoamento para bueiros ou galerias pluviais, ainda que haja presença de graxa ou detergentes, desde que a água siga para a rede de drenagem.
(__)Ruídos excessivos e fumaça preta persistente podem caracterizar poluição e exigem correção/manutenção.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845516 Segurança e Transporte
Durante a operação, alguns sinais e comportamentos do veículo/máquina indicam risco mecânico imediato. Reconhecê-los evita dano e acidente, especialmente em manobras e terrenos irregulares. Analise as afirmativas:

I.Vibração anormal ao frear pode indicar problema em componentes de freio/rodas e exige verificação antes de continuar.
II.Pressão de pneus abaixo do recomendado tende a aumentar instabilidade e desgaste, elevando risco em curvas e frenagens.
III.Vazamento visível de fluido hidráulico pode causar perda de força/controle em sistemas que dependem da hidráulica.
IV.Se o motor "falha" e perde potência em subida, a conduta mais segura é manter aceleração máxima até "passar o problema".

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3845515 Segurança e Saúde no Trabalho
Na operação de máquinas, o Equipamento de Proteção Individual (EPI) deve ser adequado ao risco e utilizado corretamente, pois reduz a chance de lesões por impacto, projeção de partículas, ruído e esmagamento. Nesse contexto, associe a Coluna 1 (EPI) à Coluna 2 (Risco/situação relacionada).

Coluna 1 − EPI

1.Capacete de segurança.
2.Protetor auditivo.
3.Óculos de proteção.
4.Luvas de segurança.
5.Calçado de segurança (botina).

Coluna 2 − Risco/situação

(__)Proteção do crânio contra impacto/queda de objetos durante movimentação e operação.
(__)Proteção contra ruído elevado contínuo (motores, marteletes, áreas de britagem etc.).
(__)Proteção contra partículas e respingos (poeira, cavacos, fluidos).
(__)Proteção das mãos contra abrasão/cortes e contato com superfícies ásperas ao manusear ferramentas/peças.
(__)Proteção dos pés contra esmagamento/perfuração e escorregamento em áreas de carga/manobra.

Assinale a alternativa que contém a associação CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845514 Legislação de Trânsito
Em uma rotina de deslocamentos com máquina/veículo entre pátio, acesso e áreas compartilhadas, o operador deve cumprir regras de sinalização e conduta para reduzir riscos. Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3845501 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô


Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.

Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo.

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado

VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.", as palavras "vô" e "já" apresentam acento gráfico. Considerando as regras de acentuação, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845432 Segurança e Saúde no Trabalho
Durante a leitura em área com caixas antigas, o leiturista encontra locais com mau cheiro e insetos. Ele precisa manter higiene e segurança, sem espalhar sujeira para outros locais e sem levar risco para casa. Ao mesmo tempo, não pode abandonar a rota sem justificativa. Analise as afirmativas abaixo e registre V, para verdadeiro, e F, para falso:

(__)Evitar contato direto com água suja e lavar as mãos após a rota reduz risco de contaminação.
(__)Usar luvas e calçado adequado ajuda a prevenir cortes e contato com materiais contaminantes.
(__)Se houver mau cheiro, a orientação correta é mexer com as mãos sem proteção para "terminar rápido".
(__)Registrar ponto com risco e comunicar ao responsável pode evitar que outros trabalhadores se exponham no mesmo local.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845431 Segurança e Saúde no Trabalho
Em uma rota, o leiturista precisa associar cada risco comum ao Equipamento de Proteção Individual mais adequado, mantendo a prevenção sem exageros e sem omissões. Ele sabe que cada situação exige foco diferente: trânsito, manuseio de tampa e piso irregular. Analise abaixo:

Coluna 1 (Risco)
1.Baixa visibilidade em via com tráfego.
2.Manuseio de tampas e pontos com sujeira.
3.Piso irregular e risco de escorregar.

Coluna 2 (Equipamento mais associado)

a.Colete refletivo.
b.Luvas.
c.Calçado fechado e resistente.

Após análise, correlacione a coluna 1 com a coluna 2 e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845430 Atendimento ao Público
Na rotina diária, o leiturista lida com dúvidas do usuário, limitações de acesso e necessidade de registrar ocorrências com clareza. O objetivo é evitar retrabalho, reduzir reclamações e apoiar as equipes responsáveis quando houver necessidade de retorno. Analise as afirmativas abaixo e registre V, para verdadeiro, e F, para falso:

(__)Registrar impedimentos e ocorrências com descrição objetiva é parte da função do leiturista.
(__)Alterar registros para "ajudar o morador" é aceitável se o morador estiver educado.
(__)Orientar o usuário sobre canais oficiais é adequado quando há reclamação ou solicitação.
(__)Manter postura profissional e respeitosa contribui para a segurança e continuidade da rota.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3845422 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô


Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.

Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo.

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado

VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
No trecho "− Agora não, minha riqueza.", a vírgula tem um papel específico na organização da frase. Considerando o uso da vírgula nesse contexto, analise  
Alternativas
Q3845421 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô


Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.

Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo.

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado

VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
A relação entre a neta e o avô é central na narrativa. Sobre esse vínculo afetivo, analise as afirmativas abaixo  
Alternativas
Q3845420 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô


Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.

Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo.

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado

VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
A estrutura narrativa do texto revela elementos do cotidiano e da afetividade familiar. Com base nessa observação, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3845418 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô


Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.

Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo.

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado

VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
O jogo "Pisei" criado pelo avô possui um valor simbólico na narrativa. Considerando esse aspecto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845416 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô


Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.

Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo.

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado

VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
O avô da narradora se diferencia de uma ideia comum. Nesse sentido, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3845414 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Casa de vô


Todo avô toma remédio, usa dentadura e tira soneca depois do almoço. O meu, não.

Não toma pílula nem xarope. E, à tarde, fica acordado, brincando comigo. Dentadura? Isso ele usa. Mas, de resto é diferente.

Minha avó também não é igual às outras. Enquanto toda avó borda e faz bolo de chocolate, ela só costura para fazer remendos nas roupas e só cozinha no final de semana. E quase nunca está em casa. De calça comprida (enquanto todas as avós do mundo usam saia), sai cedinho para trabalhar e nos deixa sozinhos.

Ao cair da tarde, na garagem vazia, enquanto o papagaio e os cachorros conversam misturando latidos, uivos e risadas, ele espalha alguns pedacinhos de papel pelo chão. É a brincadeira do Pisei.

− Hã? Como assim? − pergunto. Essa é nova.

Vovô explica sua invenção:

− Memorize onde estão os papéis. Feche os olhos e comece a caminhar. Tente pisar em cima deles. Pode ir perguntando "Pisei?" para facilitar. Ganha o jogo quem pisar em mais pedaços.

Eu começo.

− Pisei? − pergunto, dando o primeiro passo, apertando os olhos.

− Não! − Pisei? − insisto mais uma vez, depois de caminhar um tiquinho.

− Não! Ouço um barulho de chaves. Vovó chega do trabalho. Diz "Oi". Sei que é para mim, mas não posso abrir os olhos para responder. É quebra de regra.

− Tudo bem, vó? Quer brincar de Pisei? − convido.

− Agora não, minha riqueza. Vovó vai descansar.

Vovô continua a me guiar, já sentado na cadeira de praia, lendo o jornal. Não vi, mas escutei o barulho dela sendo armada e das folhas nas mãos dele.

Sigo.

− Pisei?

E nada.

Sinto meus pés tropeçarem em algo. Abro os olhos. Vovô, à minha frente, de braços abertos, pronto para um abraço de vitória.

− Mas eu não pisei em nenhum papelzinho, vô, digo, meio desanimada, mas, já engalfinhada e feliz, nos braços dele.

− O vento foi levando tudo para o cantinho do portão, ele explica, sorrindo.

− E por que o senhor não me avisou? A gente poderia ter colado os pedacinhos no chão e recomeçado...

− Porque eu queria que a brincadeira terminasse com você perto de mim.

Texto Adaptado

VICHESSI, Beatriz. Casa de vô. In: Nova Escola − Contos (Leitor Iniciante). São Paulo: Nova Escola, 2010. Disponível em: https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/CxpHhuwPTXCPgcx nC2mpdYvJzjcqsBFzQ8wyZPA2uYwXtGhQjwKKV7aDuKFz/contos-leit oriniciante.pdf . Acesso em: 31 dez. 2025.
A avó é apresentada com características diferentes das tradicionalmente atribuídas a avós. Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
1081: A
1082: C
1083: C
1084: B
1085: B
1086: C
1087: C
1088: B
1089: D
1090: C
1091: D
1092: E
1093: B
1094: A
1095: C
1096: D
1097: C
1098: E
1099: E
1100: E