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Q3893759 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
[...] uma série de eventos que "culminariam" em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente "levassem" à morte dessas células.
Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:
Alternativas
Q3893758 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
"O herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas quanto naquelas" que não apresentaram a doença durante a vida que morreram com Alzheimer.
A expressão destacada trata-se de uma oração: 
Alternativas
Q3893757 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
Até então, "havia" um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.
O verbo destacado, nesta frase, comporta-se como um verbo:
Alternativas
Q3893756 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Assinale a alternativa correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3893755 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3893754 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora "emérita" da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido [...].
Considerando o contexto e o uso do termo destacado na frase, assinale a alternativa que apresenta o sinônimo mais apropriado e semanticamente equivalente a "emérita", conforme empregado no trecho.
Alternativas
Q3893753 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.

Nos anos 1990, o time de Itzhaki fez outra descoberta relevante.


Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:

Alternativas
Q3893752 Português
Seriam vírus os gatilhos da demência?

Entre as décadas de 1980 e 90, a professora Ruth Itzhaki, professora emérita da Divisão de Neurociências da Universidade de Manchester, no Reino Unido, fez os primeiros trabalhos que detectaram o material genético do herpes simples tipo 1 — um vírus extremamente comum, que afeta ao redor de 70% da população — no cérebro humano.

"Nós já sabíamos que esse vírus pode causar uma encefalite, uma inflamação do sistema nervoso, um quadro bem raro, mas muito grave", descreve ela.

"Começamos a especular, então, se a reativação do herpes ao longo da vida não poderia desencadear uma série de eventos que culminariam em danos às células do sistema nervoso, que eventualmente levassem à morte dessas células."

Esses trabalhos pioneiros foram os primeiros a encontrar agentes infecciosos no cérebro. Até então, havia um consenso de que o sistema nervoso central era uma região protegida da ação dos vírus.

Algo que chamou a atenção dos pesquisadores à época era que o herpes marcava presença tanto na cabeça de pessoas diagnosticadas que morreram com Alzheimer quanto naquelas que não apresentaram a doença durante a vida.

Segundo os pesquisadores, deveriam existir alguns outros fatores, como a genética, que pudessem explicar por que alguns indivíduos infectados desenvolviam a demência e outros não.

Nos anos 1990, o time liderado por Itzhaki fez outra descoberta relevante: eles observaram em cobaias de laboratório que o herpes simples costuma se concentrar em regiões do cérebro que apresentam uma grande deposição da beta-amiloide.

Isso gerou uma nova teoria: será que essa proteína é produzida pelo sistema nervoso como uma defesa, com o objetivo de capturar o vírus e inativá-lo?

Sabe-se que essas moléculas têm um aspecto grudento e poderiam agarrar o patógeno para dificultar a sua replicação antes que uma resposta imune mais elaborada fosse iniciada.

A grande questão aqui é que o herpes tem aquela característica de ficar escondido e se reativar de tempos em tempos ao longo da vida.

No cérebro, isso causaria uma inflamação repetida e geraria a fabricação da beta-amiloide com uma certa frequência.

Com o passar do tempo, o que antes funcionava como um mecanismo de proteção se transforma em um problema: o acúmulo da proteína faz mal aos próprios neurônios e, eventualmente, provoca suas mortes.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqx4zx5nvqxo.adaptado.
O texto relata estudos pioneiros conduzidos pela professora Ruth Itzhaki, que identificaram a presença do vírus do herpes simples tipo 1 no cérebro humano.
Com base nas informações científicas e hipóteses levantadas no texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3893506 Inglês
O léxico da Língua Inglesa é vasto e expande-se continuamente através de diversos processos de formação de palavras (word-formation processes). Os mais comuns incluem a afixação (prefixação e sufixação), a composição (compounding) e a conversão (conversion), onde uma palavra muda de classe gramatical sem alteração na forma. Compreender esses mecanismos auxilia o aluno a inferir significados e a expandir seu vocabulário de forma autônoma.

Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.A sufixação ocorre quando um morfema é adicionado ao final de uma palavra, podendo alterar sua classe gramatical (e.g., "teach" (verbo) -> "teacher" (substantivo); "happy" (adjetivo) -> "happiness" (substantivo)). 
II.A composição (*compounding*) é o processo de unir duas ou mais palavras existentes para criar uma nova palavra com um novo significado (e.g., "black" + "board" - > "blackboard"; "post" + "office" -> "post office").
III.A conversão (*conversion* ou *zero-derivation*) é o processo onde uma palavra muda sua classe gramatical sem a adição de qualquer afixo (e.g., o substantivo "water" torna-se o verbo "to water"; o substantivo "email" torna-se o verbo "to email").

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3893505 Inglês
No ensino de Língua Inglesa, o desenvolvimento da habilidade de leitura (reading) é crucial e envolve a aplicação consciente de diferentes estratégias para otimizar a compreensão. Duas das técnicas mais fundamentais são o *skimming* (leitura rápida para compreensão geral) e o *scanning* (leitura para busca de informações específicas). Embora ambas envolvam uma leitura não linear, seus objetivos e execuções são distintos e devem ser ensinados explicitamente aos alunos para que lidem com gêneros variados, desde notícias até infográficos. Assinale a alternativa que define corretamente a aplicação dessas estratégias.
Alternativas
Q3893504 Inglês
A voz passiva (Passive Voice) é uma estrutura gramatical em Língua Inglesa usada para mudar o foco da sentença. Enquanto a voz ativa enfatiza quem pratica a ação (agente), a voz passiva enfatiza quem recebe a ação (paciente) ou a própria ação, muitas vezes omitindo o agente. A sua formação correta exige o uso do verbo "to be" no tempo verbal adequado, seguido do particípio passado do verbo principal.

Acerca das regras e usos da voz passiva, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Na transformação da ativa ("The company hired new employees.") para a passiva ("New employees were hired by the company."), o objeto da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva.
(__)A voz passiva só pode ser formada com verbos transitivos (que pedem objeto); verbos intransitivos (como *arrive* ou *sleep*) não podem ser usados na voz passiva. 
(__)Para formar a voz passiva no *Present Perfect* (e.g., "The manager has seen the report"), a estrutura correta é "The report has been seen by the manager".
(__)O agente da passiva (introduzido por "by") é frequentemente omitido, especialmente quando o agente é desconhecido, óbvio ou irrelevante para a informação principal.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3893503 Inglês
Os pronomes são elementos essenciais da coesão textual em Língua Inglesa, substituindo substantivos e frases nominais. Entre os diversos tipos, destacam-se os pronomes reflexivos (e.g., *myself*, *themselves*), usados quando o sujeito e o objeto da ação são a mesma pessoa, e os pronomes recíprocos (e.g., *each other*, *one another*), usados para indicar uma ação mútua entre dois ou mais sujeitos.

Acerca do uso desses pronomes, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Na sentença "The students are teaching *themselves*", o uso de *themselves* indica que os alunos estão aprendendo sozinhos, sem ajuda externa (uso enfático ou reflexivo).
(__)Na sentença "The students are teaching *each other*", o uso de *each other* indica que o Aluno A ensina o Aluno B, e o Aluno B ensina o Aluno A (ação recíproca).
(__)O pronome "it" é usado exclusivamente para se referir a objetos inanimados, nunca podendo ser usado para falar sobre tempo (weather) ou horas (time).
(__)Os pronomes *each other* e *themselves* são completamente intercambiáveis em todos os contextos, possuindo o mesmo significado.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3893502 Inglês
O ensino de Língua Inglesa tradicionalmente divide o aprendizado nas quatro habilidades: *reading* (ler), *listening* (ouvir), *speaking* (falar) e *writing* (escrever). Abordagens pedagógicas contemporâneas, no entanto, argumentam que essas habilidades raramente são usadas de forma isolada na vida real. Por exemplo, uma conversa (falar) envolve ouvir, e responder a um e-mail (escrever) envolve ler. Por isso, defende-se uma integração dessas habilidades no planejamento das aulas. Assinale a alternativa que melhor justifica a importância da Abordagem Integrada (*Integrated Skills Approach*).
Alternativas
Q3893501 Inglês
O *Present Perfect* (e.g., *I have studied*) é um tempo verbal em inglês que conecta o passado ao presente, sendo um ponto de grande dificuldade para falantes de português, que tendem a usar o passado simples. O *Present Perfect* é usado para descrever ações que começaram no passado e continuam até o presente (especialmente com *for* e *since*), ações que ocorreram em um tempo não especificado no passado mas que têm relevância presente, ou experiências de vida.

Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.O *Present Perfect* é usado com "since" para indicar o ponto de início da ação (e.g., *She has lived here since 2010*) e com "for" para indicar a duração da ação (e.g., *She has lived here for ten years*).
II.A estrutura "I *have visited* Paris" (Present Perfect) é usada para relatar uma experiência de vida, sem especificar quando ocorreu, enquanto "I *visited* Paris last year" (*Simple Past*) é usada para uma ação em tempo determinado no passado.
III.O *Present Perfect* e o *Simple Past* são totalmente intercambiáveis, podendo "I have seen the movie" ser usado no lugar de "I saw the movie yesterday" sem qualquer alteração de sentido.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3893500 Inglês
Os falsos cognatos (*false friends*) representam um desafio significativo para falantes de português aprendendo inglês, pois são palavras com grafia ou pronúncia semelhantes nas duas línguas, mas com significados total ou parcialmente diferentes. A familiaridade aparente dessas palavras pode levar a interpretações equivocadas de textos e a erros de comunicação. A conscientização e o estudo ativo desses termos são essenciais no processo de aquisição lexical.

Acerca do tema dos falsos cognatos entre o inglês e o português, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O verbo "pretend" em inglês significa "fingir" ou "simular", não possuindo o mesmo significado do verbo "pretender" (ter a intenção de) em português.
(__)A palavra "actually" em inglês é um sinônimo exato da palavra "atualmente" em português, ambas se referindo ao tempo presente.
(__)A palavra "library" em inglês refere-se a um local onde se compram livros, sendo o cognato exato de "livraria" em português.
(__)O adjetivo "sensible" em inglês é usado para descrever uma pessoa "sensível" ou emotiva, assim como em português.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3893499 Inglês
A coesão textual é a propriedade que confere ligação e harmonia entre os elementos de um texto, sendo fundamental para a compreensão leitora e a produção escrita. Na Língua Inglesa, essa coesão é frequentemente estabelecida pelo uso de conectivos (*linking words* ou *conjunctions*), que explicitam as relações lógicas entre as ideias, como adição, contraste, causa ou consequência. O domínio desses conectivos é essencial para a proficiência na língua. Assinale a alternativa que correlaciona corretamente os conectivos às suas funções lógicas.
Alternativas
Q3893498 Inglês
A correta utilização dos graus comparativo e superlativo dos adjetivos é fundamental para estabelecer relações de comparação e ênfase em Língua Inglesa. As regras de formação variam dependendo do número de sílabas do adjetivo, de sua terminação e da existência de formas irregulares, o que frequentemente gera dúvidas nos aprendizes brasileiros. Compreender essa estrutura é vital para a produção textual e oral precisa.

Assim, analise as afirmativas a seguir: 

I.Adjetivos curtos (geralmente uma sílaba) formam o comparativo de superioridade com a adição de "-er" (e.g., *taller*) e o superlativo com "-est" (e.g., *tallest*), enquanto adjetivos longos (geralmente duas ou mais sílabas) utilizam "more" e "the most" (e.g., *more beautiful*, *the most beautiful*).
II.Existem formas irregulares que não seguem as regras padrão, como "good" (cujo comparativo é *better* e superlativo é *the best*) e "bad" (cujo comparativo é *worse* e superlativo é *the worst*).
III.Todos os adjetivos de duas sílabas, sem exceção, devem obrigatoriamente usar "more" e "the most", seguindo a mesma regra dos adjetivos longos.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3893497 Pedagogia
No contexto da formação de Professores de Educação Básica, a articulação entre a Didática e as Metodologias de Ensino é crucial para garantir a eficácia do processo de aprendizagem. Enquanto a Didática oferece os fundamentos sobre como ensinar, considerando os objetivos, conteúdos e alunos, as metodologias aplicam-se às especificidades de cada componente curricular. Considerando a relação entre Didática e Metodologia do Ensino no âmbito da prática pedagógica, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3893496 Inglês
O inglês, como língua global, apresenta uma vasta variação linguística. Não existe apenas um "inglês", mas múltiplos "World Englishes" (como o britânico, o americano, o indiano, etc.). Além das variações geográficas, surgem variações contextuais, como o *Netspeak* (ou *internetês*), a linguagem adaptada para a comunicação digital (chats, redes sociais), caracterizada pela economia linguística, uso de abreviações, emojis e informalidade.

Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.O conceito de Inglês como Língua Global (ou Língua Franca) reconhece que o inglês é usado por falantes não nativos para comunicação internacional, e que a pedagogia deve focar na inteligibilidade mútua, em vez de na imitação de um único modelo nativo (e.g., britânico  americano).
II.O *Netspeak* é caracterizado por recursos como abreviações (e.g., "brb" para *be right back*), uso de *emoticons* ou *emojis* para transmitir tom emocional, e uma tendência à informalidade e economia de digitação, aproximando-se de características da linguagem oral.
III.O ensino de Língua Inglesa no Brasil, segundo a BNCC, deve ignorar a variação linguística e o *Netspeak*, focando exclusivamente na gramática normativa do Inglês Britânico padrão.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3893495 Pedagogia
O planejamento docente é um processo essencial para a prática pedagógica, servindo como um guia que articula os objetivos de aprendizagem, os conteúdos, as metodologias e os processos avaliativos. No ensino de Língua Inglesa, esse planejamento deve ser dinâmico e considerar as especificidades da turma, adaptando-se às necessidades e ao progresso dos alunos. Um planejamento eficaz não é um documento rígido, mas um roteiro flexível.

Acerca dos elementos e da dinâmica do planejamento docente, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Um planejamento docente eficaz para o ensino de Língua Inglesa deve articular os objetivos (o que o aluno deve aprender), os conteúdos (o saber), as estratégias (como ensinar) e a avaliação (como verificar a aprendizagem), mantendo a coerência com a proposta pedagógica da escola.
(__)O planejamento deve ser considerado um produto final e imutável; uma vez definido no início do ano letivo, o professor deve segui-lo rigorosamente para garantir a cobertura total do conteúdo, independentemente das dificuldades apresentadas pelos alunos.
(__)A avaliação formativa não deve ser incluída no planejamento diário, pois ela é um instrumento aplicado apenas ao final do bimestre (avaliação somativa) para atribuição de notas e classificação dos alunos.
(__)A seleção de materiais didáticos deve basear-se unicamente na complexidade gramatical do texto, desconsiderando o interesse, a faixa etária dos alunos e a autenticidade do material, pois o foco deve ser o desafio linguístico.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Respostas
6841: C
6842: X
6843: B
6844: E
6845: C
6846: E
6847: C
6848: E
6849: D
6850: A
6851: D
6852: C
6853: B
6854: A
6855: D
6856: A
6857: C
6858: D
6859: B
6860: B