Questões de Concurso Comentadas para idcap

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Q4057152 Áudio e Vídeo
O planejamento de filmagem exige a utilização de ferramentas gráficas que permitam visualizar a demanda de elenco ao longo do cronograma. Ao elaborar o documento que cruza os dias de filmagem com a presença dos atores, identificando dias de trabalho, viagem e folga, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4057151 Áudio e Vídeo
A física da luz é fundamental para o diretor de fotografia calcular a exposição e a distribuição da iluminação no set. Ao aplicar a Lei do Quadrado Inverso para ajustar a intensidade de uma fonte de luz pontual em relação à distância do objeto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4057150 Áudio e Vídeo
A captação de som direto exige procedimentos técnicos para garantir a continuidade e a qualidade na pós-produção. Sobre os elementos técnicos de gravação no set, analise as afirmativas a seguir:
I.O "Room Tone" (Som de Sala) é a gravação do silêncio ambiente do local de filmagem, essencial para cobrir cortes nos diálogos e manter a continuidade auditiva.
II.O som direto deve ser gravado sempre com a máxima reverberação possível para dispensar o uso de softwares de processamento de áudio na mixagem.
III.O "Wild Track" refere-se a gravações de áudio realizadas no set sem sincronismo com a imagem, como falas adicionais, efeitos sonoros ou ruídos específicos da locação.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4057149 Áudio e Vídeo
Na construção de roteiros, existem dispositivos narrativos que servem para impulsionar a trama, mesmo que o objeto em si careça de importância intrínseca para a audiência. Considerando a estrutura dramática clássica, analise as afirmativas a seguir:
I.O MacGuffin é um termo popularizado por Alfred Hitchcock para designar um objeto, documento ou segredo que motiva os personagens, mas que não possui relevância real para o espectador.
II.A jornada do herói, ou monomito, é uma estrutura narrativa rígida que proíbe o uso de arquétipos como o mentor ou o guardião do limiar em roteiros de ficção científica.
III.O Deus ex machina é uma solução narrativa considerada, em muitos casos, uma falha de roteiro, onde um problema insolúvel é resolvido abruptamente pela intervenção de um evento inesperado.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4057148 Áudio e Vídeo
Na edição de diálogos, o montador utiliza técnicas para suavizar a transição entre planos e tornar a conversa mais natural. Ao realizar um corte onde o áudio da próxima cena ou fala começa antes que a imagem correspondente apareça na tela, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4057147 Áudio e Vídeo
A teoria do cinema francês da década de 1920 buscou definir a especificidade da sétima arte através de conceitos que a diferenciassem do teatro e da literatura. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A fotogenia (photogénie) é um conceito que define a qualidade poética e estética de pessoas e objetos revelada exclusivamente através da reprodução cinematográfica.
(__)O conceito de "cinema puro" defendia a subordinação total da imagem à narrativa literária, priorizando adaptações de romances clássicos e o uso intenso de diálogos. 
(__)A teoria da montagem intelectual, proposta por Sergei Eisenstein, busca criar novos conceitos na mente do espectador através do choque dialético entre dois planos.
(__)O realismo ontológico da imagem cinematográfica, defendido por André Bazin, afirma que o cinema deve evitar planos-sequência para não confundir o espectador.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4057146 Áudio e Vídeo
No estudo da percepção do movimento no cinema, existe um fenômeno psicológico e fisiológico frequentemente confundido com a persistência retiniana, mas que é o verdadeiro responsável pela ilusão de movimento contínuo a partir de imagens estáticas. Ao analisar a capacidade do cérebro de preencher lacunas entre quadros apresentados em rápida sucessão, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4057093 Eletroeletrônica
Em um condicionador de sinal, um amplificador operacional em configuração inversora recebe um sensor ruidoso. Para reduzir ruído e estabilizar ganho, a equipe usa realimentação negativa com resistores precisos. Em regime linear ideal, o nó inversor tende a ficar em terra virtual, e o ganho é definido por _____________.

Qual alternativa abaixo preenche corretamente a lacuna acima?
Alternativas
Q4057088 Engenharia de Automação
Uma nova planta de celulose está implementando seu sistema de automação integrado. A equipe de engenharia precisa definir claramente as funções de cada elemento da arquitetura para especificar corretamente os equipamentos e sistemas.Complete as lacunas da Coluna 2 com os números correspondentes aos elementos da Coluna 1: 

Coluna 1 - Elementos do Sistema:
1.CLP (Controlador Lógico Programável).
2.IHM (Interface Homem-Máquina).
3.SCADA (Supervisory Control and Data Acquisition).
4.Rede Industrial (Fieldbus/Industrial Ethernet).

Coluna 2 - Funções Principais:
(__)Transporta dados entre dispositivos de campo, controladores e sistemas supervisórios através de protocolos padronizados.
(__)Executa lógica de controle em tempo real, processando entradas e acionando saídas em ciclos de scan determinísticos.
(__)Realiza supervisão centralizada, gerenciamento de alarmes, registro histórico de dados e geração de relatórios.
(__)Proporciona interface local para operação e visualização, permitindo interação direta do operador com a máquina ou processo.

A sequência correta de preenchimento das lacunas é:
Alternativas
Q4057085 Eletricidade

Um laboratório reclama de reinicializações de equipamentos sensíveis e falhas intermitentes em fontes chaveadas. Suspeita-se de eventos de qualidade de energia. Analise os itens abaixo:


I.Afundamentos de tensão (sags) curtos podem reiniciar Controladores Lógicos Programáveis − CLPs mesmo sem falta permanente.


II.Harmônicos de corrente gerados por cargas não lineares podem aumentar perdas em transformadores e aquecer o neutro.


III.Flicker é um fenômeno associado exclusivamente à frequência, sem relação com variações de tensão percebidas na iluminação.



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4056854 Literatura

A poesia organiza-se a partir de escolhas formais que afetam a disposição dos versos, a sonoridade do texto e a percepção rítmica da linguagem. Esses recursos contribuem para a construção estética do poema e variam conforme tradições literárias, estilos de época e projetos expressivos adotados pelos autores (CANDIDO, 2011).



Assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Q4056853 Literatura

Os sentidos construídos no texto literário resultam do uso particular da linguagem, que pode afastar-se do significado habitual das palavras para produzir efeitos expressivos, simbólicos e estéticos. Essa exploração dos sentidos é um dos elementos centrais da literariedade, permitindo múltiplas interpretações e leituras do texto (COMPAGNON, 2015).



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4056852 Literatura

Os gêneros literários organizam-se segundo diferentes modos de enunciação e de organização da linguagem, refletindo formas distintas de representação da experiência humana na literatura. Essa classificação considera a maneira como o texto se estrutura e como o discurso literário se apresenta ao leitor (COMPAGNON, 2015).



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4056851 Literatura

A cultura, a arte e a literatura constituem modos de produção simbólica por meio dos quais sociedades elaboram sentidos, valores e formas de interpretação da experiência humana. Essas manifestações se relacionam entre si, dialogam com contextos históricos específicos e assumem funções diversas na organização da vida social (EAGLETON, 2016).



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4056850 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A tecnologia pode fazer cérebro funcionar melhor?



Lembrar de compromissos ou listar informações importantes é um desafio comum. Para isso, muitas pessoas recorrem a estratégias de treino mental, os chamados métodos de "software", voltados ao aprimoramento cognitivo. A pergunta que surge é se também seria possível recorrer ao "hardware", isto é, a dispositivos capazes de estimular diretamente o cérebro por meio de impulsos elétricos.


Até o momento, essas tecnologias são desenvolvidas para restaurar funções cerebrais comprometidas por doenças neurológicas. Um exemplo é a estimulação cerebral profunda, técnica utilizada há anos no tratamento de transtornos de movimento, como o mal de Parkinson, especialmente quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas.


No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A redução desse mensageiro químico provoca tremores, rigidez e lentidão motora. A doença é progressiva e não tem cura. A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos instalado sob a pele, geralmente na região do peito. O dispositivo funciona como um tipo de marca-passo cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.


Apesar dos benefícios, essa técnica não funciona da mesma forma para todos. As redes de neurônios são extremamente complexas e ainda não totalmente compreendidas. Além dos sintomas motores, pessoas com Parkinson apresentam depressão, ansiedade, problemas de memória, distúrbios do sono e perda de motivação. Há indícios de que a estimulação também possa aliviar alguns desses quadros, mas as pesquisas ainda são insuficientes para conclusões definitivas.


Cada cérebro responde de maneira distinta. Por isso, a calibragem dos eletrodos — envolvendo frequência, intensidade e forma dos pulsos — precisa ser personalizada. Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente.


Ainda não está claro se a estimulação cerebral melhora funções como a memória em pessoas sem doenças neurológicas. A memória está associada principalmente ao hipocampo, região responsável por transformar experiências em registros de curto e longo prazo. Pesquisas experimentais identificaram padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória, o que levou ao desenvolvimento inicial de dispositivos destinados a restaurar essa função quando ela está prejudicada.


Esses dispositivos, ainda em fase experimental, exigem a implantação de eletrodos conectados a sistemas externos capazes de enviar e receber sinais cerebrais. Em testes com pacientes que já apresentavam comprometimentos neurológicos, observou-se melhora significativa na retenção de informações por períodos limitados.


No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer. No entanto, permanece a dúvida sobre a possibilidade de aprimorar o cérebro além do funcionamento considerado normal. Além das limitações científicas, há questões éticas relevantes, especialmente porque a memória está profundamente ligada à identidade humana. Alterá-la de forma inadequada representa um risco que exige cautela e reflexão.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77k868dpe2o.adaptado.

No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos.



Assinale a alternativa que contenha apenas adjetivos retirados do texto.

Alternativas
Q4056849 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A tecnologia pode fazer cérebro funcionar melhor?



Lembrar de compromissos ou listar informações importantes é um desafio comum. Para isso, muitas pessoas recorrem a estratégias de treino mental, os chamados métodos de "software", voltados ao aprimoramento cognitivo. A pergunta que surge é se também seria possível recorrer ao "hardware", isto é, a dispositivos capazes de estimular diretamente o cérebro por meio de impulsos elétricos.


Até o momento, essas tecnologias são desenvolvidas para restaurar funções cerebrais comprometidas por doenças neurológicas. Um exemplo é a estimulação cerebral profunda, técnica utilizada há anos no tratamento de transtornos de movimento, como o mal de Parkinson, especialmente quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas.


No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A redução desse mensageiro químico provoca tremores, rigidez e lentidão motora. A doença é progressiva e não tem cura. A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos instalado sob a pele, geralmente na região do peito. O dispositivo funciona como um tipo de marca-passo cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.


Apesar dos benefícios, essa técnica não funciona da mesma forma para todos. As redes de neurônios são extremamente complexas e ainda não totalmente compreendidas. Além dos sintomas motores, pessoas com Parkinson apresentam depressão, ansiedade, problemas de memória, distúrbios do sono e perda de motivação. Há indícios de que a estimulação também possa aliviar alguns desses quadros, mas as pesquisas ainda são insuficientes para conclusões definitivas.


Cada cérebro responde de maneira distinta. Por isso, a calibragem dos eletrodos — envolvendo frequência, intensidade e forma dos pulsos — precisa ser personalizada. Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente.


Ainda não está claro se a estimulação cerebral melhora funções como a memória em pessoas sem doenças neurológicas. A memória está associada principalmente ao hipocampo, região responsável por transformar experiências em registros de curto e longo prazo. Pesquisas experimentais identificaram padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória, o que levou ao desenvolvimento inicial de dispositivos destinados a restaurar essa função quando ela está prejudicada.


Esses dispositivos, ainda em fase experimental, exigem a implantação de eletrodos conectados a sistemas externos capazes de enviar e receber sinais cerebrais. Em testes com pacientes que já apresentavam comprometimentos neurológicos, observou-se melhora significativa na retenção de informações por períodos limitados.


No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer. No entanto, permanece a dúvida sobre a possibilidade de aprimorar o cérebro além do funcionamento considerado normal. Além das limitações científicas, há questões éticas relevantes, especialmente porque a memória está profundamente ligada à identidade humana. Alterá-la de forma inadequada representa um risco que exige cautela e reflexão.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77k868dpe2o.adaptado.

No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer.



Em relação ao sinal indicativo de crase, é correto afirmar que, nesta frase: 

Alternativas
Q4056848 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A tecnologia pode fazer cérebro funcionar melhor?



Lembrar de compromissos ou listar informações importantes é um desafio comum. Para isso, muitas pessoas recorrem a estratégias de treino mental, os chamados métodos de "software", voltados ao aprimoramento cognitivo. A pergunta que surge é se também seria possível recorrer ao "hardware", isto é, a dispositivos capazes de estimular diretamente o cérebro por meio de impulsos elétricos.


Até o momento, essas tecnologias são desenvolvidas para restaurar funções cerebrais comprometidas por doenças neurológicas. Um exemplo é a estimulação cerebral profunda, técnica utilizada há anos no tratamento de transtornos de movimento, como o mal de Parkinson, especialmente quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas.


No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A redução desse mensageiro químico provoca tremores, rigidez e lentidão motora. A doença é progressiva e não tem cura. A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos instalado sob a pele, geralmente na região do peito. O dispositivo funciona como um tipo de marca-passo cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.


Apesar dos benefícios, essa técnica não funciona da mesma forma para todos. As redes de neurônios são extremamente complexas e ainda não totalmente compreendidas. Além dos sintomas motores, pessoas com Parkinson apresentam depressão, ansiedade, problemas de memória, distúrbios do sono e perda de motivação. Há indícios de que a estimulação também possa aliviar alguns desses quadros, mas as pesquisas ainda são insuficientes para conclusões definitivas.


Cada cérebro responde de maneira distinta. Por isso, a calibragem dos eletrodos — envolvendo frequência, intensidade e forma dos pulsos — precisa ser personalizada. Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente.


Ainda não está claro se a estimulação cerebral melhora funções como a memória em pessoas sem doenças neurológicas. A memória está associada principalmente ao hipocampo, região responsável por transformar experiências em registros de curto e longo prazo. Pesquisas experimentais identificaram padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória, o que levou ao desenvolvimento inicial de dispositivos destinados a restaurar essa função quando ela está prejudicada.


Esses dispositivos, ainda em fase experimental, exigem a implantação de eletrodos conectados a sistemas externos capazes de enviar e receber sinais cerebrais. Em testes com pacientes que já apresentavam comprometimentos neurológicos, observou-se melhora significativa na retenção de informações por períodos limitados.


No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer. No entanto, permanece a dúvida sobre a possibilidade de aprimorar o cérebro além do funcionamento considerado normal. Além das limitações científicas, há questões éticas relevantes, especialmente porque a memória está profundamente ligada à identidade humana. Alterá-la de forma inadequada representa um risco que exige cautela e reflexão.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77k868dpe2o.adaptado.

Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, "que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente".



Assinale a alternativa correta em relação à oração destacada na frase.

Alternativas
Q4056847 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A tecnologia pode fazer cérebro funcionar melhor?



Lembrar de compromissos ou listar informações importantes é um desafio comum. Para isso, muitas pessoas recorrem a estratégias de treino mental, os chamados métodos de "software", voltados ao aprimoramento cognitivo. A pergunta que surge é se também seria possível recorrer ao "hardware", isto é, a dispositivos capazes de estimular diretamente o cérebro por meio de impulsos elétricos.


Até o momento, essas tecnologias são desenvolvidas para restaurar funções cerebrais comprometidas por doenças neurológicas. Um exemplo é a estimulação cerebral profunda, técnica utilizada há anos no tratamento de transtornos de movimento, como o mal de Parkinson, especialmente quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas.


No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A redução desse mensageiro químico provoca tremores, rigidez e lentidão motora. A doença é progressiva e não tem cura. A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos instalado sob a pele, geralmente na região do peito. O dispositivo funciona como um tipo de marca-passo cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.


Apesar dos benefícios, essa técnica não funciona da mesma forma para todos. As redes de neurônios são extremamente complexas e ainda não totalmente compreendidas. Além dos sintomas motores, pessoas com Parkinson apresentam depressão, ansiedade, problemas de memória, distúrbios do sono e perda de motivação. Há indícios de que a estimulação também possa aliviar alguns desses quadros, mas as pesquisas ainda são insuficientes para conclusões definitivas.


Cada cérebro responde de maneira distinta. Por isso, a calibragem dos eletrodos — envolvendo frequência, intensidade e forma dos pulsos — precisa ser personalizada. Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente.


Ainda não está claro se a estimulação cerebral melhora funções como a memória em pessoas sem doenças neurológicas. A memória está associada principalmente ao hipocampo, região responsável por transformar experiências em registros de curto e longo prazo. Pesquisas experimentais identificaram padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória, o que levou ao desenvolvimento inicial de dispositivos destinados a restaurar essa função quando ela está prejudicada.


Esses dispositivos, ainda em fase experimental, exigem a implantação de eletrodos conectados a sistemas externos capazes de enviar e receber sinais cerebrais. Em testes com pacientes que já apresentavam comprometimentos neurológicos, observou-se melhora significativa na retenção de informações por períodos limitados.


No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer. No entanto, permanece a dúvida sobre a possibilidade de aprimorar o cérebro além do funcionamento considerado normal. Além das limitações científicas, há questões éticas relevantes, especialmente porque a memória está profundamente ligada à identidade humana. Alterá-la de forma inadequada representa um risco que exige cautela e reflexão.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77k868dpe2o.adaptado.

No texto apresentado, diferentes modos de organização do discurso articulam-se para explicar um tema científico ao leitor, combinando informação, explicação e avaliação de possibilidades e limites do uso da tecnologia sobre o funcionamento do cérebro.



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4056846 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A tecnologia pode fazer cérebro funcionar melhor?



Lembrar de compromissos ou listar informações importantes é um desafio comum. Para isso, muitas pessoas recorrem a estratégias de treino mental, os chamados métodos de "software", voltados ao aprimoramento cognitivo. A pergunta que surge é se também seria possível recorrer ao "hardware", isto é, a dispositivos capazes de estimular diretamente o cérebro por meio de impulsos elétricos.


Até o momento, essas tecnologias são desenvolvidas para restaurar funções cerebrais comprometidas por doenças neurológicas. Um exemplo é a estimulação cerebral profunda, técnica utilizada há anos no tratamento de transtornos de movimento, como o mal de Parkinson, especialmente quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas.


No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A redução desse mensageiro químico provoca tremores, rigidez e lentidão motora. A doença é progressiva e não tem cura. A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos instalado sob a pele, geralmente na região do peito. O dispositivo funciona como um tipo de marca-passo cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.


Apesar dos benefícios, essa técnica não funciona da mesma forma para todos. As redes de neurônios são extremamente complexas e ainda não totalmente compreendidas. Além dos sintomas motores, pessoas com Parkinson apresentam depressão, ansiedade, problemas de memória, distúrbios do sono e perda de motivação. Há indícios de que a estimulação também possa aliviar alguns desses quadros, mas as pesquisas ainda são insuficientes para conclusões definitivas.


Cada cérebro responde de maneira distinta. Por isso, a calibragem dos eletrodos — envolvendo frequência, intensidade e forma dos pulsos — precisa ser personalizada. Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente.


Ainda não está claro se a estimulação cerebral melhora funções como a memória em pessoas sem doenças neurológicas. A memória está associada principalmente ao hipocampo, região responsável por transformar experiências em registros de curto e longo prazo. Pesquisas experimentais identificaram padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória, o que levou ao desenvolvimento inicial de dispositivos destinados a restaurar essa função quando ela está prejudicada.


Esses dispositivos, ainda em fase experimental, exigem a implantação de eletrodos conectados a sistemas externos capazes de enviar e receber sinais cerebrais. Em testes com pacientes que já apresentavam comprometimentos neurológicos, observou-se melhora significativa na retenção de informações por períodos limitados.


No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer. No entanto, permanece a dúvida sobre a possibilidade de aprimorar o cérebro além do funcionamento considerado normal. Além das limitações científicas, há questões éticas relevantes, especialmente porque a memória está profundamente ligada à identidade humana. Alterá-la de forma inadequada representa um risco que exige cautela e reflexão.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77k868dpe2o.adaptado.

Pesquisas experimentais "identificaram" padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória.



O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no: 

Alternativas
Q4056845 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



A tecnologia pode fazer cérebro funcionar melhor?



Lembrar de compromissos ou listar informações importantes é um desafio comum. Para isso, muitas pessoas recorrem a estratégias de treino mental, os chamados métodos de "software", voltados ao aprimoramento cognitivo. A pergunta que surge é se também seria possível recorrer ao "hardware", isto é, a dispositivos capazes de estimular diretamente o cérebro por meio de impulsos elétricos.


Até o momento, essas tecnologias são desenvolvidas para restaurar funções cerebrais comprometidas por doenças neurológicas. Um exemplo é a estimulação cerebral profunda, técnica utilizada há anos no tratamento de transtornos de movimento, como o mal de Parkinson, especialmente quando os medicamentos deixam de controlar os sintomas.


No Parkinson, ocorre a morte de células produtoras de dopamina, substância essencial para a comunicação entre áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos. A redução desse mensageiro químico provoca tremores, rigidez e lentidão motora. A doença é progressiva e não tem cura. A estimulação cerebral profunda envolve a implantação cirúrgica de eletrodos em regiões específicas do cérebro, conectados a um gerador de impulsos instalado sob a pele, geralmente na região do peito. O dispositivo funciona como um tipo de marca-passo cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.


Apesar dos benefícios, essa técnica não funciona da mesma forma para todos. As redes de neurônios são extremamente complexas e ainda não totalmente compreendidas. Além dos sintomas motores, pessoas com Parkinson apresentam depressão, ansiedade, problemas de memória, distúrbios do sono e perda de motivação. Há indícios de que a estimulação também possa aliviar alguns desses quadros, mas as pesquisas ainda são insuficientes para conclusões definitivas.


Cada cérebro responde de maneira distinta. Por isso, a calibragem dos eletrodos — envolvendo frequência, intensidade e forma dos pulsos — precisa ser personalizada. Tradicionalmente feita por tentativa e erro, essa etapa vem sendo aprimorada com o uso de inteligência artificial, que auxilia na escolha dos parâmetros mais adequados para cada paciente.


Ainda não está claro se a estimulação cerebral melhora funções como a memória em pessoas sem doenças neurológicas. A memória está associada principalmente ao hipocampo, região responsável por transformar experiências em registros de curto e longo prazo. Pesquisas experimentais identificaram padrões elétricos específicos ligados ao funcionamento adequado ou falho da memória, o que levou ao desenvolvimento inicial de dispositivos destinados a restaurar essa função quando ela está prejudicada.


Esses dispositivos, ainda em fase experimental, exigem a implantação de eletrodos conectados a sistemas externos capazes de enviar e receber sinais cerebrais. Em testes com pacientes que já apresentavam comprometimentos neurológicos, observou-se melhora significativa na retenção de informações por períodos limitados.


No futuro, tais tecnologias poderão beneficiar pessoas com doenças associadas à perda de memória, como o Alzheimer. No entanto, permanece a dúvida sobre a possibilidade de aprimorar o cérebro além do funcionamento considerado normal. Além das limitações científicas, há questões éticas relevantes, especialmente porque a memória está profundamente ligada à identidade humana. Alterá-la de forma inadequada representa um risco que exige cautela e reflexão.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c77k868dpe2o.adaptado.

O dispositivo funciona como um tipo de "marca-passo" cerebral, ajudando a restabelecer padrões mais adequados de sinalização neural.



O vocábulo destacado é constituído pelo processo de formação de palavras denominado: 

Alternativas
Respostas
921: A
922: C
923: A
924: D
925: B
926: A
927: C
928: C
929: B
930: A
931: B
932: B
933: C
934: B
935: C
936: A
937: C
938: A
939: A
940: D