Questões de Concurso
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Num congresso que celebra o valor da palavra, o tema da minha intervenção é o modo como critérios hoje dominantes desvalorizam palavra e pensamento em nome do lucro fácil e imediato. Falo de razões comerciais que se fecham a outras culturas, outras línguas, outras lógicas. A palavra de hoje é cada vez mais aquela que se despiu da dimensão poética e que não carrega nenhuma utopia sobre um mundo diferente. O que fez a espécie humana sobreviver não foi apenas a inteligência, mas a nossa capacidade de produzir diversidade. Essa diversidade está sendo negada nos dias de hoje por um sistema que escolhe apenas por razões de lucro e facilidade de sucesso. Os africanos voltaram a ser os “outros”, os que vendem pouco e os que compram ainda menos. Os autores africanos que não escrevem em inglês (e em especial os que escrevem em língua portuguesa) moram na periferia da periferia, lá onde a palavra tem de lutar para não ser silêncio.
COUTO. Mia. E se Obama fosse africano? e outras intervenções. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p. 13.
Uma das maneiras de retomar palavras e expressões já empregadas em um texto é utilizando pronomes. Assinale a
alternativa que indica corretamente a possível substituição ou retomada para o excerto lido.
Desde 2002, quando ficou conhecido com o filme Madame Satã, Lázaro Ramos costuma ser chamado de "um dos melhores atores de sua geração". Mas já faz tempo que ele é mais do que isso. Astro da série de TV Mister Brau, ele também apresenta o programa de entrevistas Espelho, no Canal Brasil, e é diretor teatral – em junho, lotou o Theatro São Pedro, em Porto Alegre, com O Topo da Montanha, espetáculo no qual vive Martin Luther King. Depois de publicar três livros infantis, ele lançou o primeiro voltado para o público adulto: Na Minha Pele, em que compartilha reflexões, entre outros temas, sobre racismo. O livro, que está no topo das listas de mais vendidos do país, é um dos temas desta entrevista.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/noticia/2017/08/. Acesso em: 12/8/17.
A apresentação de um entrevistado, pelo suporte de publicação, objetivos e público leitor, obedece a algumas características de elaboração textual, identificadas corretamente na alternativa:
Leia o excerto da apresentação de uma reportagem, reproduzido a seguir.
Afinal, por que (1) é que o Brasil nunca deixa de ser pobre?
Spoiler: porque(2) o único caminho para enriquecer é diluir a concentração de poder político-econômico. E o que fazemos é justamente o contrário.
Mais de 40 milhões de brasileiros moram em residências sem acesso a água potável, mesmo estando no país com as maiores reservas de água doce do mundo. Em um terço dos 1.444 municípios do semi árido nordestino, mais de 10% das crianças sofre de desnutrição – no país que mais produz proteína animal no planeta.
Mergulhando um pouco mais na história brasileira, não é difícil perceber que riquezas naturais e qualidade de vida para a população não são necessariamente coisas que andam lado a lado. Nosso imenso potencial tem feito justamente o contrário, nos ajudando a empacar em uma nada agradável 80ª posição mundial quando o assunto é a riqueza produzida por cada cidadão. Não faz sentido. Lendo a próxima página, no entanto, você vai entender os porquês(3).
Disponível em: <https://super.abril.com.br/sociedade/afinal-por-que-e-que-o-brasil-nunca-deixa-de-ser-pobre/>. Acesso em: 10/9/17.
Algumas palavras podem ser pronunciadas da mesma maneira, mas sua grafia e significado são diferentes. É o que acontece com “por que”, conforme se pode ver no excerto lido. A respeito das diferentes possibilidades de emprego de “por que”, assinale a análise CORRETA.
O trecho da coluna semanal de Contardo Calligaris reproduzido a seguir é referência para a próxima questão.
Domingo, 10 de setembro, em Porto Alegre, o Santander Cultural encerrou a exposição "Queermuseu". O banco se apavorou diante das ameaças de boicote por clientes indignados com algumas das obras expostas – as quais ofenderiam a moral e instigariam pensamentos e atos impuros.
Uma parte, ao menos, dos protestos veio de pessoas que se declaram "liberais". Mamma mia. Liberal é quem defende, antes de mais nada, a liberdade do indivíduo (limitada apenas pelo Código Penal). Um liberal que não gostasse das obras expostas visitaria outra exposição. Ponto. Pretender boicotar o banco se a exposição não for fechada, essa é a conduta de grupos confessionais ou totalitários (fascistas ou comunistas).
Folha de S. Paulo, 15/09/17. (excerto).
Ao afirmar que a conduta descrita no texto é tanto de grupos fascistas quanto comunistas, o autor
Leia o texto a seguir para responder às questões.
Há uma epidemia de notícias falsas e elas estão tendo mais influência do que nunca. Se antes os boatos e as meias-verdades se restringiam a veículos sensacionalistas, hoje eles dominam a internet e podem influenciar até eleições presidenciais, como a de Donald Trump, nos Estados Unidos. Nascidos em sites especializados em criar os factoides, eles chegam ao público pelas redes sociais. “Fofocas e rumores fazem parte da história. O que mudou é a forma como são difundidos, misturados aos fatos verdadeiros ou descontextualizados”, esclarece Angela Pimenta, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Jornalismo (Projor).
Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/4879/e-tudo-mentira-ou-quase-tudo>
Leia o texto a seguir para responder às questões.
Há uma epidemia de notícias falsas e elas estão tendo mais influência do que nunca. Se antes os boatos e as meias-verdades se restringiam a veículos sensacionalistas, hoje eles dominam a internet e podem influenciar até eleições presidenciais, como a de Donald Trump, nos Estados Unidos. Nascidos em sites especializados em criar os factoides, eles chegam ao público pelas redes sociais. “Fofocas e rumores fazem parte da história. O que mudou é a forma como são difundidos, misturados aos fatos verdadeiros ou descontextualizados”, esclarece Angela Pimenta, presidente do Instituto de Desenvolvimento do Jornalismo (Projor).
Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/4879/e-tudo-mentira-ou-quase-tudo>
Leia o texto para responder às questões.
Em algum desvão esquecido do meu computador, (1) reencontro uma pergunta que me fez, _____ tempos, a talentosa Haydée Porto, caríssima amiga, figura imprescindível do nosso teatro: “Uma conhecida me criticou bastante por causa de uma palavra que usei: ‘janta’. Na verdade, nunca tinha me dado conta disso. Nós estamos errados ao falar assim? Como ficamos com a nossa ‘janta’?”.
Ficamos muito bem. “Janta” é um substantivo formado por derivação regressiva do verbo “jantar”, criado _____ semelhança de dezenas de outros que extraímos de verbos (chamados, por isso mesmo, de deverbais): por exemplo, “suplicar” deu “súplica”, “alcançar” deu “alcance”, “baixar” deu “baixa” e “almoçar” deu “almoço”. Por que, então, “jantar” não poderia dar “janta”? Na fronteira com os países do Prata, já ouvi muita gente dizer “suba” (“Vou comprar o carro antes da suba do dólar”), como substantivo para “subir”. Eu estranho essa “suba” (que Houaiss registra como variante do Rio Grande do Sul), assim como alguém deve ter estranhado _____ nossa “janta” ― assim como nós, (2) os brasileiros, (2) não estamos habituados ao termo “apanha”, (3) muito usado em Portugal (“No Alentejo, a apanha da azeitona começa em outubro”). E daí? É natural que, de uma região para outra, haja preferências distintas em tudo ― na maneira de fazer churrasco, (4) na música que toca no rádio e, mais do que em todas as demais áreas reunidas, nos vocábulos que empregamos.
Disponível em: <http://sualingua.com.br/2015/10/10/janta/>
Observe as vírgulas numeradas entre parênteses no texto. Faça a correspondência entre elas e a razão pela qual foram usadas.
(1) ( ) Enumerar termos de mesma função sintática.
(2) ( ) Marcar oração adjetiva explicativa reduzida.
(3) ( ) Deslocar o adjunto adverbial.
(4) ( ) Isolar o aposto explicativo.
A ordem de preenchimento CORRETA dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia o texto para responder às questões.
Em algum desvão esquecido do meu computador, (1) reencontro uma pergunta que me fez, _____ tempos, a talentosa Haydée Porto, caríssima amiga, figura imprescindível do nosso teatro: “Uma conhecida me criticou bastante por causa de uma palavra que usei: ‘janta’. Na verdade, nunca tinha me dado conta disso. Nós estamos errados ao falar assim? Como ficamos com a nossa ‘janta’?”.
Ficamos muito bem. “Janta” é um substantivo formado por derivação regressiva do verbo “jantar”, criado _____ semelhança de dezenas de outros que extraímos de verbos (chamados, por isso mesmo, de deverbais): por exemplo, “suplicar” deu “súplica”, “alcançar” deu “alcance”, “baixar” deu “baixa” e “almoçar” deu “almoço”. Por que, então, “jantar” não poderia dar “janta”? Na fronteira com os países do Prata, já ouvi muita gente dizer “suba” (“Vou comprar o carro antes da suba do dólar”), como substantivo para “subir”. Eu estranho essa “suba” (que Houaiss registra como variante do Rio Grande do Sul), assim como alguém deve ter estranhado _____ nossa “janta” ― assim como nós, (2) os brasileiros, (2) não estamos habituados ao termo “apanha”, (3) muito usado em Portugal (“No Alentejo, a apanha da azeitona começa em outubro”). E daí? É natural que, de uma região para outra, haja preferências distintas em tudo ― na maneira de fazer churrasco, (4) na música que toca no rádio e, mais do que em todas as demais áreas reunidas, nos vocábulos que empregamos.
Disponível em: <http://sualingua.com.br/2015/10/10/janta/>
I. A essência do Coaching é transmitir o conhecimento e a sabedoria, sem que haja a necessidade de o coach ser mais velho ou mais experiente que o coachee.
II. Ao coach é requerido que tenha conhecimento e seja especializado nos assuntos que serão tratados como objeto de desenvolvimento com o coachee.
III. No coaching, o acesso a memórias feridas acontece quando elas delimitam o potencial que precisa ser liberado e ocorre em situações pontuais, com exercícios predefinidos.
É CORRETO apenas o que se afirma em
A Petrobras anunciou, em fevereiro de 2016, que estava adotando uma nova estrutura organizacional e um novo modelo de gestão e governança da companhia. A nova estrutura seria uma resposta da empresa a atual realidade do setor de óleo e gás, que tem levado à organização a priorizar as atividades mais rentáveis para torna-la mais competitiva. Com a mudança, estima-se a redução de custos em R$ 1,8 bilhão por ano e a redução de 30% no número de funções gerenciais em áreas não operacionais. A companhia possui cerca de 7,5 mil funções gerenciais aprovadas, das quais 5,3 mil estão em áreas não operacionais. O plano prevê reduções da alta administração até as gerências mais operacionais.
Disponível em: http://www.opetroleo.com.br/petrobras-apresenta-novo-modelo-de-gestao/. Acesso em: 01/02/2016.
Processos de revisão de estruturas organizacionais, como os que ocorreram com a Petrobras, são muito comuns e visam
a adequar as decisões de agrupamento de atividades, serviços e coordenações para promover maior eficiência,
reduzir gastos e aumentar a autonomia de unidades de negócio que estão associadas a exigências de mercado diferentes.
São vários os modelos que podem ser adotados ou combinados entre si para atenderem aos objetivos organizacionais.
No caso da Petrobras, ela combinou dois deles, o divisional e o funcional. São características das estruturas
divisionais típicas:
“O governo federal concluiu nesta quinta-feira (29) a reforma administrativa, compromisso assumido pelo presidente Michel Temer no início de seu mandato, superando em 10% a meta estipulada em junho de 2016 de redução de 4.201 cargos em comissão e funções de confiança e 100 Gratificações Temporárias de Atividade em Escola de Governo (GAEG). Com a publicação do Decreto nº 8.947/2016, o total de cargos e funções extintos chegará a 4.689, com economia anual estimada de R$ 240 milhões. “Fizemos uma ampla reforma administrativa. Pela primeira vez na história, os cortes de funções e cargos comissionados alcançaram um universo tão abrangente de órgãos e entidades do Executivo Federal. Enxugamos a máquina pública, estamos valorizando os servidores públicos e promovendo a eficiência da gestão pública”, ressaltou o ministro. A reforma contemplou também a redução de ministérios. Houve diminuição de 30% no total de ministérios, desde o início de 2015 – de 39 para 26.”
Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Notícias. Governo federal conclui reforma administrativa e supera meta de redução de funções e cargos comissionados. Disponível em: http://www.planejamento.gov.br/noticias/governo-federal-conclui-reforma-administrativa-e-supera-metade-reducao-de-funcoes-e-cargos-comissionados. Acesso em setembro/2017.
Ao longo das décadas, desde o governo Vargas, o país tem passado por diversas reformas administrativas visando ora
burocratizar e ora desburocratizar a gestão, ampliar a eficiência e eliminar as ações patrimonialistas e clientelistas no
Estado. Nesses movimentos, a luta pela desburocratização talvez tenha sido a maior justificativa para a ampliação de
cargos comissionados e de ampliação de estruturas de gestão, destinadas à descentralização. Embora muitos de seus
objetivos sejam comuns, o enfoque de cada uma delas se deu sobre um aspecto que representasse maior impacto administrativo, econômico e social na ocasião. Se na reforma atual a principal preocupação está na redução dos gastos
com pessoal, eliminando cargos comissionados e concentrando em concursados e terceirizados, no Programa Nacional
de Desburocratização do final da década de 1970, a principal preocupação era
A Gestão de Processos de Negócio ou Business Process Management - BPM é uma forma de visualizar as operações da organização, que ultrapassa a visão ortodoxa das estruturas funcionais, compreendendo todo o trabalho executado para entregar o resultado (produto ou serviço) do processo, independentemente das áreas funcionais envolvidas. O conceito de negócio, na gestão de processos, refere-se a pessoas que interagem para executar um conjunto de atividades que entregam valor para alguém e produzem retorno às partes interessadas. O termo negócio abrange todos os tipos de organizações com ou sem fins lucrativos, públicas ou privadas, de qualquer porte. Essa visão divide o processo em subprocesso e atividades. As atividades são decompostas em tarefas e em cenários de realização da tarefa com seus respectivos passos. Gerenciamento de Processos de Negócio (BPM) integra estratégias e objetivos de uma organização com expectativas e necessidades, utilizando a visão de processos ponta a ponta.
Abaixo são apresentados alguns tópicos vinculados à Gestão de Processos de Negócio, a saber: FASE - Modelagem de Processos (AS IS); FASE - Análise do Processo; FASE - Desenhar TO BE; FASE – Transformação.
Realize com atenção a leitura dos aspectos apresentados, avalie a que “FASE” se refere e assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
__________________: Esse é o momento para analisar todas as informações levantadas a fim de identificar, além de oportunidades de melhorias, desconexões do processo que afetam seu desempenho e os objetivos do negócio. __________________: Desenvolver planos específicos direcionados pelas análises e ideias de melhorias, que permitam o acompanhamento e controle de ações para promover as mudanças definidas, transformando o processo em seu estado atual em processo no estado futuro. __________________: Nessa fase, serão redesenhados todos os processos previamente mapeados, implementando melhorias. Os processos devem ser submetidos a sete categorias de desperdício do Lean. Conceitos e técnicas do Lean são utilizados nesse momento para apoiar as ações de melhoria e mudança com foco na redução de desperdícios. Sistema de gestão estratégica com Balanced Score Card: A implementação de um sistema de gestão baseado em indicadores, se caracteriza pelas etapas de plano de ação e no acompanhamento, com o início das ações para coletar métricas e calcular e monitorar os indicadores do processo. __________________: Nesse momento, são levantados os processos em seu estado atual utilizando Notação de BPM para gerenciamento de processos de negócio. O foco dessa fase é reproduzir os processos em diagramas descritivos que expressem seu estado atual e possibilitem a análise de oportunidade de melhorias.
Identifique a alternativa que contém o conjunto de operadores respectivos a cada lacuna.
A onda do momento em termos de departamentalização das empresas é a organização em rede. As articulações setoriais, locais ou até mesmo internacionais têm se revelado importante trunfo para as organizações crescerem ou enfrentarem desafios competitivos ou de desenvolvimento de negócio que antes eram impossibilitados ou menos alcançáveis, dependendo do porte ou capacidade financeira da organização. Nessa modelagem, os departamentos não são mais internos, mas representados em outras organizações parceiras com competências complementares e que se dispõem a dividir os ganhos em troca do compartilhamento de recursos, da redução de riscos e de ampliação das chances de sucesso.
Considerando isso, no setor público, uma possibilidade de uso dessa nova forma de departamentalização e gestão que
apresenta os interesses e vantagens citados seria