Questões de Concurso Para fiocruz

Foram encontradas 4.268 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3345277 Saúde Pública
O Programa das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) publicou um relatório intitulado Dangerous Inequalities, traduzido para o português como “Desigualdades Perigosas”. Nessa publicação, fica evidente que as desigualdades de gênero, o racismo e até mesmo a lacuna de tratamento para crianças têm impactado profundamente a meta de acabar com a pandemia de AIDS até 2030. Analise os itens abaixo, considerando as desigualdades/ iniquidades:
I. O mundo não será capaz de acabar com a AIDS enquanto continuar reforçando o patriarcado. A única forma eficaz de acabar com a AIDS, alcançar as metas de desenvolvimento sustentável e garantir saúde, direitos e prosperidade compartilhada passa por uma abordagem feminista.
II. O estigma, a discriminação e a criminalização de populações-chave representam uma barreira para o seu acesso aos serviços de HIV. No Brasil, o impacto do racismo estrutural indica uma tendência pela qual as pessoas negras são particularmente afetadas pela pandemia de HIV, embora o país seja um exemplo na resposta ao HIV, com a possibilidade de acesso às ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento pelo SUS.
III. As desigualdades seguem impactando negativamente e gerando barreiras que impedem o acesso aos serviços de pessoas em vulnerabilidade. E as desigualdades se cruzam. Reconhecer a interseção de desigualdades é um elemento chave para uma abordagem integral da resposta ao HIV.
IV. O UNAIDS defende que uma atenção especial às juventudes, levando em conta os diferentes ambientes urbanos, rurais e periféricos, além das comunidades quilombolas e indígenas. A instituição defende que devem existir mais ações de educação e comunicação sobre infecções sexualmente transmissíveis (IST) e sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e AIDS específicas para as juventudes, com ênfase para jovens em condições de maior vulnerabilidade.
É correto afirmar que: 
Alternativas
Q3345276 Psicologia
Em países com histórico e tradição colonial como o Brasil, os marcadores sociais das diferenças têm profunda ancoragem na demarcação racial, sobre a qual agem as dinâmicas e os processos político-sociais fundados no racismo estrutural [...]. Olhar a pandemia sob a luz das desigualdades raciais impõe-nos pensar não apenas os números que as revelam, que sim, são importantes, mas fundamentalmente sobre a trama, historicamente tecida, que lhe confere estrutura, dinâmicas e práticas narrativas. (OLIVEIRA et al., 2020).
Observe as afirmativas abaixo, em relação às intrínsecas relações entre a COVID-19 e o quesito raça/cor, e avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F)
I. A pandemia evidenciou a gravidade das condições sócio-históricas de desigualdades, manutenção das assimetrias e privilégios raciais do Brasil, intensificando efeitos nocivos à saúde da população negra. Estudos apontaram que a população negra sofreu mais severamente os impactos da pandemia, incluindo morte. Essa constatação remete a uma das dimensões da necropolítica: há corpos classificados como descartáveis e supérfluo.
II. A COVID-19, em seu espraiamento global de caráter pandêmico, não apenas expôs as desigualdades, como reatualizou e reificou as demarcações coloniais de base racial, que são fundantes do mundo moderno, tendo na delimitação Norte/Sul, sob o ponto de vista geográfico e sociológico, uma de suas principais ancoragens.
III. No Brasil, “importado” pelas classes média e alta, o vírus ajudou a construção de um discurso reverberado pela imprensa de que a COVID-19 seria uma doença que atinge a todos, cujas consequências são igualmente sentidas. Uma doença “democrática”. Tão democrática que atingiu todas as regiões do país e diversas populações igualmente, tornando-os todos vulneráveis à contaminação, à infecção e a morte.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
Alternativas
Q3345275 Saúde Pública
As doenças infecciosas e parasitárias têm grande importância para a saúde pública por estarem diretamente associadas à pobreza e a condições de vida inadequadas. No Brasil, apesar do declínio da morbimortalidade desde a década de 1960, essas doenças persistem. (SOUZA et al., 2020) Sobre as principais doenças infeciosas crônicas no Brasil, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3345274 Psicologia
O artigo 11 da Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos, trata do princípio de não discriminação e não estigmatização. Sobre estigma, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q3345273 Psicologia
Desde a descrição dos primeiros casos de aids, no início da década de 1980, os avanços no conhecimento, na prevenção e no tratamento da doença foram significativos. A Lei n. 9.313/96, decretou a distribuição gratuita de medicação para o tratamento da aids, assim como surgiram política públicas voltadas para novos casos da infecção e controle da epidemia, acarretando redução da morbimortalidade e das internações pelo HIV, o que elevou a expectativa de vida das pessoas infectadas. Leia as afirmativas abaixo:
I. terapia antirretroviral (TARV) revolucionou o curso da doença, transformando a infecção pelo HIV de potencialmente fatal para doença crônica passível de tratamento. A TARV é o tratamento padrão para pacientes com HIV/aids. Contudo, requer taxas de adesão da ordem de 80%-90% para ser efetiva.
II. A adesão é um fenômeno multidimensional, que engloba o sistema e a equipe de saúde, fatores relacionados ao paciente, além de variáveis relacionadas ao tratamento, à doença, a aspectos culturais e socioeconômicas. Dentre os fatores psicossociais que têm sido associados a não adesão à TARV, pode-se citar a ausência de suporte social e a presença de transtornos mentais.
III. Embora se possa dizer que avanços tecnológicos e biomédicos foram alcançados em relação à epidemia de HIV/aids, no Brasil, o estigma e a discriminação estão entre as principais barreiras para o acesso a serviços de prevenção e testagem para o HIV.
Das afirmativas acima:
Alternativas
Q3345272 Psicologia
A família, estrutura constituída como um todo organizado, sofre mudanças importantes e impacto emocional relevante, durante a hospitalização de um de seus membros. As angústias, medos, sofrimentos e dúvidas aí estarão presentes, assim como as incertezas do tratamento e prognóstico. O contato com a equipe de saúde se torna relevante e o trabalho da Psicologia Hospitalar tem fundamental papel junto a este grupo (LUSTOSA, 2007). Assim, como o paciente, a família também se depara com dificuldades no enfrentamento da situação de adoecimento/ hospitalização de um de seus membros.
I. Falta de informações adequadas sobre o estado do paciente: nem sempre a equipe de saúde sabe o que informar à família sobre o estado do paciente, ou mesmo tem disponibilidade interna e/ou externa para tal.
II. A família se vê frente a desafios na hora de eleger quem acompanhará em sua estada no hospital. A maioria dos hospitais tem horários de visita que não são sempre compatíveis com a vida dos membros da família que tem seus empregos, afazeres, tarefas, etc.
III. Responsabilidade frente a decisões difíceis: não raro, a família se vê frente a exigências de tomadas de decisões angustiantes (amputações, medicamentos, procedimentos invasivos, internação em CTI etc), enfrentando situações com intenso nível de ansiedade e dúvidas.
Sobre as dificuldades que as famílias podem encontrar, pode-se dizer que:
Alternativas
Q3345271 Psicologia
No Brasil, o hospital como cenário de atuação de psicólogos relacionados à assistência e práticas em saúde é ainda recente, principalmente quando compararmos com o tempo de regulamentação da profissão. A implementação deste novo campo profissional, denominado Psicologia Hospitalar, suscitou a utilização de recursos técnicos e metodológicos de diversas áreas do saber psicológico. (SCHNEIDER; MOREIRA, 2017). Leia as afirmativas abaixo e avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F).
I. A inserção obrigatória do psicólogo na equipe de saúde atuante nas UTIs é recente. Ele é chamado de intensivista, e algumas de suas funções junto ao paciente consistem em: a) assistência psicológica, atentando a fatores que podem influenciar sua estabilidade emocional; e, b) a avaliação da adaptação do paciente à hospitalização, considerando seu estado psíquico e sua compreensão do diagnóstico, além de suas reações emocionais diante da doença.
II. O psicólogo de UTI não atua junto à família acolhendo, orientando e informando as rotinas da UTI a seus familiares e visitantes, mas sim junto à equipe multiprofissional. Sua tarefa é apenas atender a solicitações dos profissionais da equipe, promover a adesão e compreensão do tratamento por parte dos envolvidos no processo de hospitalização.
III. A atuação do psicólogo na UTI deve se ater apenas ao suporte psicoterapêutico que o paciente necessita em virtude da possibilidade de apresentar uma série de transtornos/distúrbios psicológicos, relacionados ou não ao processo do adoecimento e da internação na UTI.
IV. Na UTI, onde a iminência da morte está sempre presente, as interferências emocionais da hospitalização no paciente e seus familiares tornam-se ainda mais extremadas podendo configurar um luto antecipatório. O atendimento psicológico pode ajudar o familiar a lidar com questões não resolvidas com a pessoa que está morrendo, a identificar e expressar sentimentos.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que: 
Alternativas
Q3345270 Psicologia
Desenvolver habilidades para coordenar grupos é requisito importante do trabalho desenvolvido por psicólogos, especialmente quando vinculados a instituições de saúde pública. O dispositivo “grupo” pode ser pensado como ferramenta possível de ser empregada para facilitar transformações e fomentar potenciais encontros humanos. Leia as afirmativas abaixo sobre grupos operativos:
I. Todo grupo operativo é terapêutico, mas nem todo grupo terapêutico é operativo. O grupo operativo é um instrumento de trabalho, um método de investigação e cumpre, além disto, uma função terapêutica.
II. Grupo operativo é um conjunto restrito de pessoas, que, ligadas por constante de tempo e espaço e articuladas por sua mútua representação interna, propõe-se, de forma explícita ou implícita, a uma tarefa que constitui a sua finalidade, interatuando através de complexos mecanismos de assunção e de adjudicação de papéis.
III. O papel de coordenador no grupo operativo é de coopensor, aquele que pensa junto com o grupo ao mesmo tempo que integra o pensamento grupal, facilitando a dinâmica de comunicação grupal.
IV. A técnica de grupo operativo propõe a presença e intervenção de um coordenador, que nem indaga nem problematiza, as falas dos integrantes, e de um observador que, posteriormente, analisa com o coordenador os pontos emergentes, o movimento do grupo em torno da tarefa e os papéis desempenhados pelos integrantes.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:
Alternativas
Q3345269 Psicologia
Para se trabalhar em uma instituição, faz-se importante conhecer alguns conceitos básicos da análise institucional, tais como análise da demanda e de implicação, oferta, analisador, equipamentos, dentre outros. A partir disso, pode-se afirmar, EXCETO, que:
Alternativas
Q3345268 Psicologia
“O Movimento Institucionalista é um conjunto heterogêneo, heterológico e polimorfo de orientações, entre as quais é possível encontrar-se pelo menos uma característica comum: sua aspiração a deflagrar, apoiar e aperfeiçoar os processos autoanalíticos e autogestivos dos coletivos sociais” (BAREMBLITT, 1992, p.11). Em uma perspectiva institucionalista, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3345267 Saúde Pública
O termo Cuidados Paliativos (CP), foi definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como uma abordagem que visa promover a melhora da qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias que encaram dificuldades em virtude de doenças que ameaçam a vida, por meio da prevenção e do alívio do sofrimento, através de técnicas que promovam a identificação precoce, avaliação de excelência e tratamento da dor, e dos problemas advindos de aspectos espirituais, psicossociais e físicos (WHO, 2018). A Resolução no. 41, de 31 de outubro de 2018, dispõe sobre as diretrizes para a organização dos CP, à luz dos cuidados continuados integrados, no âmbito Sistema Único de Saúde (SUS). Sobre os Cuidados Paliativos, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3345266 Psicologia
O luto é uma reação natural e esperada ao rompimento de um vínculo, é um processo de elaboração de uma perda significativa, que não se aplica apenas a casos de morte, mas também a outras situações. Sobre o luto e o trabalho de luto, NÃO podemos afirmar que:
Alternativas
Q3345265 Psicologia
O suicídio [...] é uma manifestação humana, uma forma de lidar com o sofrimento, uma saída para livrar-se da dor de existir. Por essa razão, considero o suicídio uma carta na manga, isto é, aquilo de que o sujeito pode dispor quando a vida lhe parecer insuportável. (CFP, 2013). Sobre o comportamento suicida, sua clínica e os desafios para a Psicologia, NÃO é correto afirmar que:
Alternativas
Q3345264 Psicologia
O comportamento suicida é um grave problema de saúde pública e está relacionado a múltiplas causas. É um fenômeno complexo, que pode variar desde a ideia de retirar a própria vida, que pode ser comunicada por meios verbais e não verbais, até o planejamento do ato, a tentativa e, no pior dos casos, a morte. Ele coloca uma série de desafios para a Psicologia, segundo afirma o CFP, em uma publicação de 2013.
Observe as afirmativas a seguir, em relação ao comportamento suicida.
I. É um tema de extrema importância devido a seu impacto social, seja em termos numéricos, seja em relação a familiares, amigos ou conhecidos das pessoas que fazem uma tentativa ou ameaçam se matar.
II. É um fenômeno complexo e difícil de ser abordado, porque, no mundo ocidental, a morte, por si só, já é um tema difícil de ser trabalhado nos diversos espaços sociais.
III. Falar de um comportamento relacionado à morte vai na contramão da ciência, pois a ciência emprega grandes esforços para alongar o tempo de vida das pessoas. A pessoa que comete o suicídio vai de encontro a essa ideia.
É correto afirmar que:
Alternativas
Q3345263 Psicologia
Os ambulatórios públicos brasileiros diferem em dois aspectos fundamentais da conjectura prevista por Freud em Linhas de Progresso na Terapia Psicanalítica (1919). Eles são constituídos por equipes interdisciplinares (não somente por analistas), e marcados pelo discurso médico, tendem a preferir psicoterapias que apostam na capacidade do sujeito em se instrumentalizar com os conselhos do terapeuta para vencer suas dificuldades e angústias de modo a responder de maneira adequada ao tratamento de sua patologia.
Observe as afirmativas a seguir, em relação psicanálise e aos psicanalistas nos ambulatórios públicos.
I. A psicanálise não está no ambulatório para negar os avançados tratamentos das mais diversas patologias, mas para escutar os sujeitos que portam tais patologias.
II. O psicanalista faz de sua diferença uma especificidade e não uma especialidade.
III. Trabalha-se sobre o que resta das demandas, das outras modalidades de tratamento, do que ficou sem resposta. Esta é a diferença que diz respeito ao psicanalista.
As afirmativas I, II e III são respectivamente:
Alternativas
Q3345262 Psicologia
A atuação do psicanalista vem se tornando hoje tão relevante na saúde pública quanto na clínica privada, e se distribui em todos os níveis de assistência do Sistema Único de Saúde (SUS): na primária, junto aos postos de saúde e no Programa de Saúde da Família, na secundária, através das policlínicas e ambulatórios, e na terciária, nos complexos hospitalares. (VITOR; AGUIAR, 2011, p. 41).
Sobre o trabalho e os desafios do psicanalista no hospital, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3345261 Psicologia
Sobre a presença de psicanalistas em instituições de saúde e nas equipes, podemos afirmar, EXCETO, que:
Alternativas
Q3345260 Psicologia
Pandemia, aumento crescente de internações hospitalares tanto de casos de média quanto de alta complexidade. Para as/os psicólogos(as), recomendava-se que estivessem envolvidos na proposição de estratégias de cuidado a pacientes, familiares e profissionais de saúde. Foram ações priorizadas no atendimento de psicólogas/os a pacientes com COVID-19, EXCETO:
Alternativas
Q3345259 Psicologia
“O fato é que seja lá onde estiver situado, o lugar do psicanalista não é um lugar confortável, principalmente quando o contexto que o domina é a ordem médica. Mas o analista no hospital encontra com questões práticas que podem transformar-se, se não forem bem fundamentadas teoricamente, em verdadeiros obstáculos para a sua atuação, e desta forma inviabilizar o seu trabalho, fazendo desaparecer o seu lugar.” (MORETTO, 2001, p. 98). Em relação ao trabalho analítico no contexto hospitalar, coloque verdadeiro (V) ou falso (F) nas afirmativas abaixo.
I. Transferência na instituição hospitalar: Certamente, o maior obstáculo para a atuação analítica no hospital. Isso porque é sabido que a transferência do paciente ou é com a instituição ou é com o médico, e não com o analista, que comumente é visto como intruso.
II. O setting no hospital é um impeditivo ao trabalho analítico. Isso porque setting exige padronização poltrona-divã, e não psicanalistas à beira de leitos.
III. Demanda de análise: Impossível de ser criada no contexto hospitalar, pois nele o analista se oferece escancaradamente aos pacientes, como lugar e escuta, constrangendo-os.
As afirmativas I, II e III são respectivamente: 
Alternativas
Q3345258 Psicologia
O livro de Jean Clavreul, intitulado A Ordem Médica: poder e impotência do discurso médico, é conhecido por muitas/os psicólogas/os que se dedicam tanto à psicanálise quando à Psicologia Hospitalar. Em seu livro o autor dedica um capítulo a (NÃO) relação médico-doente.
I. O que ordena a relação médico-doente não é o distanciamento do médico em relação ao seu doente, mas sim a relação intersubjetiva que se dá.
II. O médico não fala e não intervém senão enquanto representante do discurso médico, pois, deve se apagar diante da objetividade científica da qual é o garante.
III. O médico como pessoa, aquele que pertencente a um corpo médico, é quem medica o doente.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que: 
Alternativas
Respostas
81: A
82: A
83: B
84: A
85: B
86: E
87: D
88: D
89: E
90: D
91: C
92: C
93: B
94: E
95: A
96: C
97: D
98: E
99: E
100: B