Questões de Concurso
Comentadas para fiocruz
Foram encontradas 3.545 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
I. O mundo não será capaz de acabar com a AIDS enquanto continuar reforçando o patriarcado. A única forma eficaz de acabar com a AIDS, alcançar as metas de desenvolvimento sustentável e garantir saúde, direitos e prosperidade compartilhada passa por uma abordagem feminista.
II. O estigma, a discriminação e a criminalização de populações-chave representam uma barreira para o seu acesso aos serviços de HIV. No Brasil, o impacto do racismo estrutural indica uma tendência pela qual as pessoas negras são particularmente afetadas pela pandemia de HIV, embora o país seja um exemplo na resposta ao HIV, com a possibilidade de acesso às ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento pelo SUS.
III. As desigualdades seguem impactando negativamente e gerando barreiras que impedem o acesso aos serviços de pessoas em vulnerabilidade. E as desigualdades se cruzam. Reconhecer a interseção de desigualdades é um elemento chave para uma abordagem integral da resposta ao HIV.
IV. O UNAIDS defende que uma atenção especial às juventudes, levando em conta os diferentes ambientes urbanos, rurais e periféricos, além das comunidades quilombolas e indígenas. A instituição defende que devem existir mais ações de educação e comunicação sobre infecções sexualmente transmissíveis (IST) e sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV e AIDS específicas para as juventudes, com ênfase para jovens em condições de maior vulnerabilidade.
É correto afirmar que:
Observe as afirmativas abaixo, em relação às intrínsecas relações entre a COVID-19 e o quesito raça/cor, e avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F)
I. A pandemia evidenciou a gravidade das condições sócio-históricas de desigualdades, manutenção das assimetrias e privilégios raciais do Brasil, intensificando efeitos nocivos à saúde da população negra. Estudos apontaram que a população negra sofreu mais severamente os impactos da pandemia, incluindo morte. Essa constatação remete a uma das dimensões da necropolítica: há corpos classificados como descartáveis e supérfluo.
II. A COVID-19, em seu espraiamento global de caráter pandêmico, não apenas expôs as desigualdades, como reatualizou e reificou as demarcações coloniais de base racial, que são fundantes do mundo moderno, tendo na delimitação Norte/Sul, sob o ponto de vista geográfico e sociológico, uma de suas principais ancoragens.
III. No Brasil, “importado” pelas classes média e alta, o vírus ajudou a construção de um discurso reverberado pela imprensa de que a COVID-19 seria uma doença que atinge a todos, cujas consequências são igualmente sentidas. Uma doença “democrática”. Tão democrática que atingiu todas as regiões do país e diversas populações igualmente, tornando-os todos vulneráveis à contaminação, à infecção e a morte.
Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que: