Questões de Concurso Para if sul rio-grandense

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Q993771 Português

                                Consciência do consumo no ambiente digital

Hora dedicada à navegação é hora que deixou de ser aproveitada com algo que nos alimenta

                                                                                                                                   Hélio Mattar


      Recente pesquisa da HootSuite, em parceira com a We Are Social, aponta o Brasil como o terceiro país que mais usa a internet ao longo do dia. Em média, cada brasileiro chega a ficar, diariamente, mais de 9 horas online. Considerando apenas o uso de celulares, passa, por dia, mais de quatro horas conectado e, desse total, cerca de 3 horas e meia são gastas nas redes sociais. Ficamos atrás apenas dos tailandeses e dos filipinos.

      A internet empodera as pessoas de várias formas, seja pelo mar de informações que oferece, permitindo que estejamos sempre antenados, em contato com as tendências mundiais e nos conectando a pessoas em qualquer lugar do mundo, seja pela praticidade e facilidade com que permite a busca de soluções rápidas para necessidades específicas.

      Ao mesmo tempo, também nos permite retomar contato com pessoas que fizeram parte de nossas vidas no passado ou ter a chance de encontrar novos amigos com interesses em comum. Além disso, facilita o desenvolvimento de novas habilidades ou a busca de emprego, partes de uma lista de benefícios bastante extensa.

      Essa dedicação enorme de tempo, recurso tão precioso quanto incerto em sua disponibilidade pela vida, deve nos levar a uma autoavaliação: será que estamos usufruindo desse bem de forma consciente? E esse consumo em ambientes digitais nos leva a um consumo de produtos impensado e excessivo?

      Muitas vezes, ao acessar a internet em busca de um assunto específico, somos rapidamente direcionados para outros que nos distanciam de nosso foco inicial em questão de segundos. Perder o foco pode ser uma armadilha que, sem percebermos, nos leva a dedicar horas e horas de nosso tempo, deixando de valorizar ou priorizar outras atividades importantes em nossa rotina.

      Basta fazer a conta: tomando as 24 horas de um dia, supondo que dormimos por 8, trabalhamos ou estudamos por mais 8, e considerando o tempo gasto nas refeições, no banho e no deslocamento de casa ao trabalho, restam de 4 a 6 horas para nossas relações pessoais, com amigos ou familiares. Nesse sentido, é essencial levar em conta o que é realmente importante em nossas vidas quando pensamos no tempo dedicado ao ambiente digital.

      Assim, enquanto as pessoas gastam seu tempo em feeds de redes sociais ou em portais de notícias e informação, são simultaneamente provocadas, em uma frequência crescente, pelo aparecimento de anúncios de diversas marcas e produtos. Se nos meios de comunicação tradicional já éramos provocados de tempos em tempos pela publicidade, agora esse “de tempos em tempos” tornou-se ainda mais frequente, dependendo da política incorporada pela rede social ou pelo portal específico.

      Em recente pesquisa (https://iabbrasil.com.br/pesquisa-bcg-a-jornada-rumo-a-maturidade-digital-no-brasil/) do Boston Consulting Group (BCG), foi observado que os consumidores brasileiros são muito receptivos ao marketing digital, principalmente quanto a temas de seu interesse. A pesquisa afirma que: “Diferente do que muitos podem imaginar, o consumidor brasileiro tende a clicar em anúncios pagos, principalmente se forem temas que o interessam (…) 56% deles se declaram inclinados a clicar em algum anúncio digital quando o veem, número que pode chegar a mais de 75% quando os anúncios são de seu interesse. Inclusive, 84% desses consumidores não utiliza ad blockers de forma sistemática. Além disso, cerca de 65% dos consumidores indicaram que comprariam mais se recebessem abordagem mais personalizada, e mais de 60% disseram que mudariam a opção de compra por outra marca, em troca de experiência mais personalizada”.

      Esse comportamento vem sendo, com razão, amplamente utilizado pelas empresas em suas estratégias de publicidade. Segundo dados divulgados em 2017 pela Social Media Trends, 92,1% das empresas estão presentes nas redes sociais e, de acordo com estudo da Ironpaper, 93% das decisões de compra são influenciadas pelas mídias sociais. Adicionalmente, a pesquisa E-commerce Trends de 2017 aponta que as lojas virtuais que publicam em blogs alcançam 3 vezes mais visitas e 2,5 vezes mais clientes do que as que não investem nas estratégias de conteúdo.

      Além disso, é sabido que as estratégias de publicidade consideram cuidadosamente as informações fornecidas pelas pessoas sobre assuntos que as interessam, permitindo um direcionamento da comunicação que chega até elas. O consumo digital, portanto, nos torna mais passíveis de receber ofertas direcionadas especificamente aos nossos interesses e implica em uma maior probabilidade de incentivar comportamentos típicos de compras excessivas, que nos levam, como o Akatu gosta de apontar, a “comprar produtos ou serviços que não precisamos, muitas vezes com o dinheiro que não temos e, em muitos casos, para impressionar quem nem conhecemos direito”.

      Nesse sentido, o tempo gasto no ambiente digital contribui para todos os impactos negativos dos comportamentos de compras excessivas sobre as pessoas, a sociedade e o meio ambiente. Sobre as pessoas, pela tensão derivada da pressão para consumir. Sobre a sociedade, pela inadimplência provocada pelas compras impensadas e pelo crédito tomado sem o cuidado necessário. E sobre o meio ambiente, pelos impactos das cadeias de produção que intensificam os impactos em várias áreas, entre elas sobre o aquecimento global em função do volume crescente de transporte de produtos.

      Na compra de produtos em excesso, não nos damos conta de que, além do possível endividamento, estamos dedicando nosso tempo à leitura de anúncios, às compras em si – com todas as consequências em termos de tempo dedicado ao pagamento e acompanhamento do envio –, à conferência do débito e ao pagamento, tempo este que poderia ser dedicado ao nosso próprio desenvolvimento, à nossa própria satisfação e alegria, por meio do contato com familiares e amigos, da leitura de livros, da apreciação da arte e do aperfeiçoamento do espírito.

      Isso não implica em dizer que o e-commerce, é algo ruim. Em muitas ocasiões, as compras virtuais podem ser uma boa alternativa por viabilizar o acesso a uma maior gama de produtos e serviços, possibilitar uma compra mais adequada, poupando tempo e até mesmo dinheiro por facilitar também a comparação de preços. Porém, o que não se pode deixar de lado é a reflexão a respeito do porquê comprar, compreendendo a real necessidade de determinado produto ou serviço, de qual a melhor forma de adquiri-lo e dos impactos de tal compra sobre nós mesmos, a sociedade e o meio ambiente.

      O objetivo deste artigo, portanto, é trazer à consciência dos leitores o fenômeno relativamente recente do consumo de tempo no ambiente digital e dos seus possíveis impactos, ainda pouco percebidos, mas que devem ser ponderados frente à preciosidade desse recurso tão perecível e disponível em apenas um tanto de nossas vidas. A cada hora desperdiçada em algo que não tem importância, uma hora deixou de ser aproveitada com algo que nos alimenta e nos apoia como humanos. Vale refletir a respeito!

Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helio-mattar/2018/10/consciencia-do-consumo-no-ambiente-digital.shtml>  Acesso em: 04 nov. 2018. (Texto adaptado).

No 12º e 13° parágrafos, o autor
Alternativas
Q993770 Português

                                Consciência do consumo no ambiente digital

Hora dedicada à navegação é hora que deixou de ser aproveitada com algo que nos alimenta

                                                                                                                                   Hélio Mattar


      Recente pesquisa da HootSuite, em parceira com a We Are Social, aponta o Brasil como o terceiro país que mais usa a internet ao longo do dia. Em média, cada brasileiro chega a ficar, diariamente, mais de 9 horas online. Considerando apenas o uso de celulares, passa, por dia, mais de quatro horas conectado e, desse total, cerca de 3 horas e meia são gastas nas redes sociais. Ficamos atrás apenas dos tailandeses e dos filipinos.

      A internet empodera as pessoas de várias formas, seja pelo mar de informações que oferece, permitindo que estejamos sempre antenados, em contato com as tendências mundiais e nos conectando a pessoas em qualquer lugar do mundo, seja pela praticidade e facilidade com que permite a busca de soluções rápidas para necessidades específicas.

      Ao mesmo tempo, também nos permite retomar contato com pessoas que fizeram parte de nossas vidas no passado ou ter a chance de encontrar novos amigos com interesses em comum. Além disso, facilita o desenvolvimento de novas habilidades ou a busca de emprego, partes de uma lista de benefícios bastante extensa.

      Essa dedicação enorme de tempo, recurso tão precioso quanto incerto em sua disponibilidade pela vida, deve nos levar a uma autoavaliação: será que estamos usufruindo desse bem de forma consciente? E esse consumo em ambientes digitais nos leva a um consumo de produtos impensado e excessivo?

      Muitas vezes, ao acessar a internet em busca de um assunto específico, somos rapidamente direcionados para outros que nos distanciam de nosso foco inicial em questão de segundos. Perder o foco pode ser uma armadilha que, sem percebermos, nos leva a dedicar horas e horas de nosso tempo, deixando de valorizar ou priorizar outras atividades importantes em nossa rotina.

      Basta fazer a conta: tomando as 24 horas de um dia, supondo que dormimos por 8, trabalhamos ou estudamos por mais 8, e considerando o tempo gasto nas refeições, no banho e no deslocamento de casa ao trabalho, restam de 4 a 6 horas para nossas relações pessoais, com amigos ou familiares. Nesse sentido, é essencial levar em conta o que é realmente importante em nossas vidas quando pensamos no tempo dedicado ao ambiente digital.

      Assim, enquanto as pessoas gastam seu tempo em feeds de redes sociais ou em portais de notícias e informação, são simultaneamente provocadas, em uma frequência crescente, pelo aparecimento de anúncios de diversas marcas e produtos. Se nos meios de comunicação tradicional já éramos provocados de tempos em tempos pela publicidade, agora esse “de tempos em tempos” tornou-se ainda mais frequente, dependendo da política incorporada pela rede social ou pelo portal específico.

      Em recente pesquisa (https://iabbrasil.com.br/pesquisa-bcg-a-jornada-rumo-a-maturidade-digital-no-brasil/) do Boston Consulting Group (BCG), foi observado que os consumidores brasileiros são muito receptivos ao marketing digital, principalmente quanto a temas de seu interesse. A pesquisa afirma que: “Diferente do que muitos podem imaginar, o consumidor brasileiro tende a clicar em anúncios pagos, principalmente se forem temas que o interessam (…) 56% deles se declaram inclinados a clicar em algum anúncio digital quando o veem, número que pode chegar a mais de 75% quando os anúncios são de seu interesse. Inclusive, 84% desses consumidores não utiliza ad blockers de forma sistemática. Além disso, cerca de 65% dos consumidores indicaram que comprariam mais se recebessem abordagem mais personalizada, e mais de 60% disseram que mudariam a opção de compra por outra marca, em troca de experiência mais personalizada”.

      Esse comportamento vem sendo, com razão, amplamente utilizado pelas empresas em suas estratégias de publicidade. Segundo dados divulgados em 2017 pela Social Media Trends, 92,1% das empresas estão presentes nas redes sociais e, de acordo com estudo da Ironpaper, 93% das decisões de compra são influenciadas pelas mídias sociais. Adicionalmente, a pesquisa E-commerce Trends de 2017 aponta que as lojas virtuais que publicam em blogs alcançam 3 vezes mais visitas e 2,5 vezes mais clientes do que as que não investem nas estratégias de conteúdo.

      Além disso, é sabido que as estratégias de publicidade consideram cuidadosamente as informações fornecidas pelas pessoas sobre assuntos que as interessam, permitindo um direcionamento da comunicação que chega até elas. O consumo digital, portanto, nos torna mais passíveis de receber ofertas direcionadas especificamente aos nossos interesses e implica em uma maior probabilidade de incentivar comportamentos típicos de compras excessivas, que nos levam, como o Akatu gosta de apontar, a “comprar produtos ou serviços que não precisamos, muitas vezes com o dinheiro que não temos e, em muitos casos, para impressionar quem nem conhecemos direito”.

      Nesse sentido, o tempo gasto no ambiente digital contribui para todos os impactos negativos dos comportamentos de compras excessivas sobre as pessoas, a sociedade e o meio ambiente. Sobre as pessoas, pela tensão derivada da pressão para consumir. Sobre a sociedade, pela inadimplência provocada pelas compras impensadas e pelo crédito tomado sem o cuidado necessário. E sobre o meio ambiente, pelos impactos das cadeias de produção que intensificam os impactos em várias áreas, entre elas sobre o aquecimento global em função do volume crescente de transporte de produtos.

      Na compra de produtos em excesso, não nos damos conta de que, além do possível endividamento, estamos dedicando nosso tempo à leitura de anúncios, às compras em si – com todas as consequências em termos de tempo dedicado ao pagamento e acompanhamento do envio –, à conferência do débito e ao pagamento, tempo este que poderia ser dedicado ao nosso próprio desenvolvimento, à nossa própria satisfação e alegria, por meio do contato com familiares e amigos, da leitura de livros, da apreciação da arte e do aperfeiçoamento do espírito.

      Isso não implica em dizer que o e-commerce, é algo ruim. Em muitas ocasiões, as compras virtuais podem ser uma boa alternativa por viabilizar o acesso a uma maior gama de produtos e serviços, possibilitar uma compra mais adequada, poupando tempo e até mesmo dinheiro por facilitar também a comparação de preços. Porém, o que não se pode deixar de lado é a reflexão a respeito do porquê comprar, compreendendo a real necessidade de determinado produto ou serviço, de qual a melhor forma de adquiri-lo e dos impactos de tal compra sobre nós mesmos, a sociedade e o meio ambiente.

      O objetivo deste artigo, portanto, é trazer à consciência dos leitores o fenômeno relativamente recente do consumo de tempo no ambiente digital e dos seus possíveis impactos, ainda pouco percebidos, mas que devem ser ponderados frente à preciosidade desse recurso tão perecível e disponível em apenas um tanto de nossas vidas. A cada hora desperdiçada em algo que não tem importância, uma hora deixou de ser aproveitada com algo que nos alimenta e nos apoia como humanos. Vale refletir a respeito!

Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helio-mattar/2018/10/consciencia-do-consumo-no-ambiente-digital.shtml>  Acesso em: 04 nov. 2018. (Texto adaptado).

De acordo com o texto, a relação entre o tempo gasto na internet e o consumo compulsivo dá-se de forma
Alternativas
Q993769 Português

                                Consciência do consumo no ambiente digital

Hora dedicada à navegação é hora que deixou de ser aproveitada com algo que nos alimenta

                                                                                                                                   Hélio Mattar


      Recente pesquisa da HootSuite, em parceira com a We Are Social, aponta o Brasil como o terceiro país que mais usa a internet ao longo do dia. Em média, cada brasileiro chega a ficar, diariamente, mais de 9 horas online. Considerando apenas o uso de celulares, passa, por dia, mais de quatro horas conectado e, desse total, cerca de 3 horas e meia são gastas nas redes sociais. Ficamos atrás apenas dos tailandeses e dos filipinos.

      A internet empodera as pessoas de várias formas, seja pelo mar de informações que oferece, permitindo que estejamos sempre antenados, em contato com as tendências mundiais e nos conectando a pessoas em qualquer lugar do mundo, seja pela praticidade e facilidade com que permite a busca de soluções rápidas para necessidades específicas.

      Ao mesmo tempo, também nos permite retomar contato com pessoas que fizeram parte de nossas vidas no passado ou ter a chance de encontrar novos amigos com interesses em comum. Além disso, facilita o desenvolvimento de novas habilidades ou a busca de emprego, partes de uma lista de benefícios bastante extensa.

      Essa dedicação enorme de tempo, recurso tão precioso quanto incerto em sua disponibilidade pela vida, deve nos levar a uma autoavaliação: será que estamos usufruindo desse bem de forma consciente? E esse consumo em ambientes digitais nos leva a um consumo de produtos impensado e excessivo?

      Muitas vezes, ao acessar a internet em busca de um assunto específico, somos rapidamente direcionados para outros que nos distanciam de nosso foco inicial em questão de segundos. Perder o foco pode ser uma armadilha que, sem percebermos, nos leva a dedicar horas e horas de nosso tempo, deixando de valorizar ou priorizar outras atividades importantes em nossa rotina.

      Basta fazer a conta: tomando as 24 horas de um dia, supondo que dormimos por 8, trabalhamos ou estudamos por mais 8, e considerando o tempo gasto nas refeições, no banho e no deslocamento de casa ao trabalho, restam de 4 a 6 horas para nossas relações pessoais, com amigos ou familiares. Nesse sentido, é essencial levar em conta o que é realmente importante em nossas vidas quando pensamos no tempo dedicado ao ambiente digital.

      Assim, enquanto as pessoas gastam seu tempo em feeds de redes sociais ou em portais de notícias e informação, são simultaneamente provocadas, em uma frequência crescente, pelo aparecimento de anúncios de diversas marcas e produtos. Se nos meios de comunicação tradicional já éramos provocados de tempos em tempos pela publicidade, agora esse “de tempos em tempos” tornou-se ainda mais frequente, dependendo da política incorporada pela rede social ou pelo portal específico.

      Em recente pesquisa (https://iabbrasil.com.br/pesquisa-bcg-a-jornada-rumo-a-maturidade-digital-no-brasil/) do Boston Consulting Group (BCG), foi observado que os consumidores brasileiros são muito receptivos ao marketing digital, principalmente quanto a temas de seu interesse. A pesquisa afirma que: “Diferente do que muitos podem imaginar, o consumidor brasileiro tende a clicar em anúncios pagos, principalmente se forem temas que o interessam (…) 56% deles se declaram inclinados a clicar em algum anúncio digital quando o veem, número que pode chegar a mais de 75% quando os anúncios são de seu interesse. Inclusive, 84% desses consumidores não utiliza ad blockers de forma sistemática. Além disso, cerca de 65% dos consumidores indicaram que comprariam mais se recebessem abordagem mais personalizada, e mais de 60% disseram que mudariam a opção de compra por outra marca, em troca de experiência mais personalizada”.

      Esse comportamento vem sendo, com razão, amplamente utilizado pelas empresas em suas estratégias de publicidade. Segundo dados divulgados em 2017 pela Social Media Trends, 92,1% das empresas estão presentes nas redes sociais e, de acordo com estudo da Ironpaper, 93% das decisões de compra são influenciadas pelas mídias sociais. Adicionalmente, a pesquisa E-commerce Trends de 2017 aponta que as lojas virtuais que publicam em blogs alcançam 3 vezes mais visitas e 2,5 vezes mais clientes do que as que não investem nas estratégias de conteúdo.

      Além disso, é sabido que as estratégias de publicidade consideram cuidadosamente as informações fornecidas pelas pessoas sobre assuntos que as interessam, permitindo um direcionamento da comunicação que chega até elas. O consumo digital, portanto, nos torna mais passíveis de receber ofertas direcionadas especificamente aos nossos interesses e implica em uma maior probabilidade de incentivar comportamentos típicos de compras excessivas, que nos levam, como o Akatu gosta de apontar, a “comprar produtos ou serviços que não precisamos, muitas vezes com o dinheiro que não temos e, em muitos casos, para impressionar quem nem conhecemos direito”.

      Nesse sentido, o tempo gasto no ambiente digital contribui para todos os impactos negativos dos comportamentos de compras excessivas sobre as pessoas, a sociedade e o meio ambiente. Sobre as pessoas, pela tensão derivada da pressão para consumir. Sobre a sociedade, pela inadimplência provocada pelas compras impensadas e pelo crédito tomado sem o cuidado necessário. E sobre o meio ambiente, pelos impactos das cadeias de produção que intensificam os impactos em várias áreas, entre elas sobre o aquecimento global em função do volume crescente de transporte de produtos.

      Na compra de produtos em excesso, não nos damos conta de que, além do possível endividamento, estamos dedicando nosso tempo à leitura de anúncios, às compras em si – com todas as consequências em termos de tempo dedicado ao pagamento e acompanhamento do envio –, à conferência do débito e ao pagamento, tempo este que poderia ser dedicado ao nosso próprio desenvolvimento, à nossa própria satisfação e alegria, por meio do contato com familiares e amigos, da leitura de livros, da apreciação da arte e do aperfeiçoamento do espírito.

      Isso não implica em dizer que o e-commerce, é algo ruim. Em muitas ocasiões, as compras virtuais podem ser uma boa alternativa por viabilizar o acesso a uma maior gama de produtos e serviços, possibilitar uma compra mais adequada, poupando tempo e até mesmo dinheiro por facilitar também a comparação de preços. Porém, o que não se pode deixar de lado é a reflexão a respeito do porquê comprar, compreendendo a real necessidade de determinado produto ou serviço, de qual a melhor forma de adquiri-lo e dos impactos de tal compra sobre nós mesmos, a sociedade e o meio ambiente.

      O objetivo deste artigo, portanto, é trazer à consciência dos leitores o fenômeno relativamente recente do consumo de tempo no ambiente digital e dos seus possíveis impactos, ainda pouco percebidos, mas que devem ser ponderados frente à preciosidade desse recurso tão perecível e disponível em apenas um tanto de nossas vidas. A cada hora desperdiçada em algo que não tem importância, uma hora deixou de ser aproveitada com algo que nos alimenta e nos apoia como humanos. Vale refletir a respeito!

Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/colunas/helio-mattar/2018/10/consciencia-do-consumo-no-ambiente-digital.shtml>  Acesso em: 04 nov. 2018. (Texto adaptado).

Sobre o texto, são feitas algumas afirmações. Marque (V), para as verdadeiras, e (F), para as falsas.


( ) A internet empodera os usuários pelo fato de facilitar a vida destes em todas as suas demandas.

( ) A internet, quando acessada, conduz automaticamente os usuários a outros interesses diferentes daquele que motivou sua utilização.

( ) A navegação em rede estreitou o contato dos consumidores com as estratégias de marketing.

( ) Os consumidores brasileiros geralmente não apresentam resiliência em relação ao marketing digital.

( ) O fato de chegarem ao consumidor anúncios de seu interesse indica que esse direcionamento é feito por meio da análise de informações fornecidas pelos internautas.


A sequência correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q2081745 Engenharia Elétrica
Relativo aos circuitos de potência conhecidos como cicloconversores, avalie as sentenças a seguir, marcando (V) para Verdadeiro, ou (F) para Falso:
( ) No controle por ciclo integral, a tensão sobre a carga pode ser controlada por meio da variação no ângulo de disparo dos tiristores, dentro de cada semiciclo da tensão de entrada. ( ) O cicloconversor controla a tensão sobre a carga, produzindo uma frequência em geral mais baixa do que a frequência na entrada. ( ) Um cicloconversor do tipo trifásico para monofásico, construído por meio de SCRs, e que permita o controle completo do ângulo de disparo, necessita de um total de seis SCRs para ser construído. ( ) O método de controle de fase de um cicloconversor produz pouco ruído elétrico.
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2081744 Engenharia Elétrica
Relativo aos circuitos de potência conhecidos como inversores, avalie as sentenças a seguir, marcando (V) para Verdadeiro, ou (F) para Falso:
( ) A configuração de chaves eletrônicas, conhecida como ponte H, é muito utilizada em circuitos inversores. ( ) Na modulação por PWM, a largura do pulso se mantém constante, enquanto o período de chaveamento varia. ( ) Na modulação PFM a largura do pulso varia, enquanto o período de chaveamento se mantém constante. ( ) A modulação PWM é o método mais utilizado para controlar a tensão de saída de um inversor.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2081743 Engenharia Elétrica
Em relação ao conversor chopper marque (V) para Verdadeiro, ou (F) para Falso:
( ) Um conversor chopper do tipo buck produz na saída uma tensão maior do que a presente em sua entrada. ( ) Um conversor chopper do tipo boost produz na saída uma tensão menor do que a presente em sua entrada. ( ) Em um conversor chopper do tipo buck, dizemos que esse está em modo de corrente contínua na carga quando a corrente no indutor do circuito nunca chega a zero. ( ) Um conversor chopper do tipo buck-boost é bastante versátil, por permitir que a tensão em sua saída se torne menor, igual ou maior do que a tensão na entrada.
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2081742 Engenharia Elétrica
O retificador monofásico do circuito a seguir está ligado a uma carga resistiva de 6 Ω. 
Imagem associada para resolução da questão



Sendo a tensão eficaz no secundário do transformador de 24 V, e considerando o diodo ideal, a tensão média no resistor R1 é de: 
Alternativas
Q2081741 Engenharia Elétrica
Sobre as características dos dispositivos utilizados em eletrônica de potência, avalie as sentenças abaixo, marcando (V) para Verdadeiro, ou (F) para Falso:
( ) A corrente elétrica mínima que precisa circular no SCR para manter o estado de condução denomina-se corrente de sustentação. ( ) A única maneira de um dispositivo do tipo DIAC passar para o estado de ligado é excedendo sua tensão de disparo. ( ) Um retificador controlado de silício (SCR) pode passar do estado de condução para bloqueio através da aplicação de um pulso de corrente negativo no seu terminal de porta. ( ) Tempo de recuperação reverso é definido como o intervalo de tempo que leva para a corrente reversa em um diodo ir para zero, quando o diodo passa do estado de bloqueio para o estado de condução.
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2081740 Engenharia Elétrica
Relativo aos conversores analógico para digital (A/D) e digital para analógico (D/A), avalie as sentenças abaixo, marcando (V) para Verdadeiro, ou (F) para Falso:
( ) O processo de conversão de um sinal analógico em digital divide-se nas etapas de amostragem, ponderação, quantificação e codificação. ( ) O conversor analógico para digital (A/D) com comparadores apresenta alta velocidade de conversão. ( ) Um conversor digital para analógico (D/A) é denominado monotônico se sua saída sempre aumenta, na medida em que a entrada binária é incrementada de um valor qualquer para o próximo. ( ) Em um conversor digital para analógico (D/A), a tensão de referência determina a tensão de fim de escala na saída do conversor.
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q2081739 Engenharia Elétrica
Em relação aos sensores usados em instrumentação, avalie as sentenças abaixo, marcando (V) para Verdadeiro, ou (F) para Falso:
( ) Um encoder óptico, que apresente duas saídas em quadratura, tem como vantagem sua alta resolução e como desvantagem não permitir determinar o sentido de rotação. ( ) O tacogerador é uma alternativa ao uso de encoder óptico para a medida de posição angular. ( ) Sensores de efeito Hall podem ser usados para medição de corrente contínua. ( ) Um sensor de temperatura do tipo NTC apresenta como vantagem o fato de sua resistência variar de forma proporcional à variação da temperatura medida.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2081738 Engenharia Elétrica
Dentre os dispositivos listados a seguir, o único que NÃO é usado para medir temperatura é:
Alternativas
Q2081737 Engenharia Elétrica
Considere os amplificadores operacionais do circuito abaixo como ideais. O valor da tensão de saída VSAIDA é: 
Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q2081736 Engenharia Elétrica
O circuito a representado na figura ao lado aciona a lâmpada quando a chave S1 estiver na posição “LIGA” e desliga a lâmpada quando a chave S1 estiver na posição “DESLIGA”. Considere a lâmpada de 12V e 24W de potência, o transistor com ganho βCC = 100, a tensão de condução direta da junção entre base e emissor do transistor VBE = 0,7 V e a tensão de saturação entre coletor e emissor do transistor VCESAT = 0V.
O maior valor do resistor R1 que pode ser usado, para o correto funcionamento do circuito, é: 
Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q2081735 Engenharia Elétrica
No circuito representado na figura ao lado, considere a tensão de polarização direta do LED de 1,8 V e a tensão de polarização direta dos diodos D1 e D2 de 0,7 V. Qual é o valor de tensão da fonte V1 que irá produzir uma corrente elétrica de 10 mA no LED? 
Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q2081734 Engenharia Elétrica
Em relação à energia armazenada em indutores e capacitores, avalie as sentenças abaixo, marcando (V), para Verdadeiro ou (F), para Falso:
( ) A energia armazenada em um indutor é diretamente proporcional à corrente elétrica que circula por ele. ( ) Quando dois indutores quaisquer estão magneticamente acoplados, ocorre o fenômeno da indutância mútua. ( ) Indutores ligados em paralelo apresentam indutância equivalente menor do que as indutâncias individuais de cada indutor. ( ) Em um capacitor, ocorre uma corrente elétrica, de intensidade proporcional à taxa de variação da tensão em seus terminais, que é denominada corrente de fuga.
A sequência correta, de cima para baixo, é 
Alternativas
Q2081733 Engenharia Elétrica

Observe o circuito abaixo.


Imagem associada para resolução da questão



Em regime permanente, as energias armazenadas no indutor L1 e nos capacitores C1 e C2 são, respectivamente: 

Alternativas
Q2081732 Engenharia Elétrica
Uma bateria de automóvel está descarregada, apresentando uma tensão medida em seus terminais de 10,8 V e uma resistência interna de 0,3 Ω. Essa bateria precisa ser carregada por uma fonte de tensão de 16 V.
Para que a corrente de carga não exceda 5 A, a resistência do resistor, que deverá ser ligada em série com a fonte e que irá limitar a corrente a esse valor, será de
Alternativas
Q2081731 Engenharia Elétrica
No circuito representado na figura abaixo, um transformador rebaixador de tensão, de 127V / 12V + 12V, é alimentado pela rede elétrica de 127 V / 60 Hz e possui um rendimento de 85%.
Imagem associada para resolução da questão



A corrente sobre o fusível é de 
Alternativas
Q2081730 Engenharia Elétrica
No circuito da figura ao lado, a resistência do resistor R1, que produz uma queda de tensão de 2V, é
Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q2081729 Engenharia Elétrica
No circuito da figura ao lado, a queda de tensão sobre os resistores R1 e R2 é, respectivamente,
Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Respostas
1921: C
1922: A
1923: B
1924: C
1925: D
1926: B
1927: D
1928: A
1929: A
1930: B
1931: D
1932: D
1933: C
1934: B
1935: C
1936: A
1937: C
1938: A
1939: C
1940: A