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I. O chamado modelo piramidal, que na década de 1970 norteou as diretrizes políticas para a Educação Física, passou na década seguinte a ser contestado, pois o Brasil não se tornou uma potência olímpica, tampouco ampliou significativamente o número de praticantes de atividades físicas.
II. Em sintonia com a vertente mais tecnicista, esportivista e biologicista, surgem novas abordagens crítico-progressistas na Educação Física escolar a partir do final da década de 1970.
III. As abordagens que tiveram maior impacto a partir de meados da década de 1970 são comumente denominadas de psicomotora, construtivista e desenvolvimentista.
IV. As abordagens críticas passaram a questionar o caráter alienante da Educação Física na escola, propondo um modelo de adaptação às contradições e injustiças sociais.
V. A Educação Física passou a ser entendida como uma área de conhecimento que trata da atividade física.
( ) Na inclusão escolar, nem todos os alunos com deficiência cabem nas turmas de ensino regular, pois há uma seleção prévia dos que estão aptos à inserção.
( ) A segregação institucional tratava do atendimento às pessoas com deficiência em instituições especializadas, já que estas eram mantidas à margem da sociedade.
( ) A integração escolar teve a normalização como princípio norteador e trata-se de uma concepção de inserção parcial, porque o sistema prevê serviços educacionais segregados.
( ) As escolas inclusivas propõem um modo de organização do sistema educacional que considera as necessidades de todos os alunos e que é estruturado em função dessas necessidades.
( ) A escola capitalista encarna objetivos (funções sociais) que adquire do contorno da sociedade na qual está inserida e encarrega aos procedimentos de avaliação, em sentido amplo, a tarefa de garantir a consecução de tais funções.
( ) A educação tem duas funções principais numa sociedade capitalista: 1) a produção das qualificações necessárias ao funcionamento da economia; e 2) a elevação cultural das massas para uma inserção política interessada.
( ) As transformações socioeconômicas de interesse dos países centrais, as quais atingem os países periféricos do capitalismo, têm sérias repercussões para a educação. O projeto orientador dessas transformações destaca especialmente a questão da qualidade e da avaliação do ensino e da escola.
( ) No paradigma decimológico clássico, definem-se critérios com fins classificatórios e seletivos, reforçando-se a função seletiva, disciplinadora e meritocrática da avaliação, o que consolida a legitimação do fracasso, a discriminação, a evasão e expulsão dos alunos oriundos, sobretudo, da classe trabalhadora.
( ) As práticas avaliativas produtivo-criativas e reiterativas buscam imprimir à avaliação uma perspectiva de busca constante da identificação de conflitos no processo ensino-aprendizagem, bem como da superação desses conflitos por meio tanto do esforço crítico e criativo coletivo dos alunos como das orientações dos professores.
Coluna 1
I. Esporte de precisão
II. Esporte de invasão ou territorial
III. Esporte de combate
IV. Esporte técnico-combinatório
Coluna 2
( ) ginástica rítmica
( ) bocha paralímpica
( ) judô
( ) futebol de cego
( ) esgrima
( ) basquetebol
I. A Educação Física é o componente curricular que tematiza as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social.
II. As práticas corporais são entendidas como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos, produzidas por diversos grupos sociais no decorrer da história.
III. O movimento humano está sempre inserido no âmbito da cultura e não se limita a um deslocamento espaço-temporal de um segmento corporal ou do corpo todo.
IV. Nas aulas de Educação Física, as práticas corporais devem ser abordadas como fenômeno natural, dinâmico, diversificado, unidimensional, singular e contraditório.
V. É possível assegurar aos alunos a (re)construção de um conjunto de conhecimentos que permitam ampliar sua consciência a respeito de seus movimentos e dos recursos para o cuidado de si e dos outros, bem como desenvolver autonomia para apropriação e utilização da cultura corporal de movimento.
VI. Há três elementos fundamentais comuns às práticas corporais: habilidade motora, organização externa e produto cultural.
I. O esporte apresenta uma linguagem simples e regras de fácil compreensão. Adapta-se bem às características da comunicação de massa e à indústria do entretenimento.
II. Os resultados do esporte de alto rendimento são anunciados imediatamente após seu encerramento, e a imprevisibilidade de tais resultados gera tensão emocional.
III. O esporte oferece à população uma possibilidade de se identificar com um coletivo, como, por exemplo, a categoria de nação, que apresenta forte conotação política.
IV. O esporte permite ao espectador uma compensação para o mundo do trabalho.
V. As nações medem economicamente sua eficácia por meio da medida do rendimento econômico dos atletas.
VI. O atleta vencedor é eleito como representante nacional. Sucessos esportivos geram prestígio nacional.
VII.O nacionalismo torna-se a base de legitimação do esporte de alto rendimento.
( ) A oficialização de aulas mistas na Educação Física foi um fator legal significativo nos anos 1990, que possibilitou impulsionar a produção do campo acadêmico sobre Educação Física e gênero. Nesse sentido, a composição das turmas mistas garante o término de hierarquizações e desigualdades de gênero.
( ) A atribuição dos papéis masculinos desde a socialização primária, como, por exemplo, jogar bola na rua, soltar pipa, escalar muros e outras atividades que envolvem riscos e desafios, mostram que as aptidões motoras são parte do processo biológico/natural do ser humano.
( ) O termo gênero se constitui num conjunto de significados culturalmente construído sobre um corpo sexuado, sendo o resultado causal do sexo e aparentemente fixo quanto a este, pois os sujeitos e seus corpos são elementos passivos num processo de moldagem de papéis de gênero.
( ) A incorporação da pedagogia queer tem sido sugerida no currículo escolar de Educação Física. Essa teoria permite pensar a ambiguidade, fluidez e multiplicidade das identidades para além da lógica binária e da heterossexualidade compulsória.
( ) São alguns dos elementos necessários para engendrar um modelo coeducativo na escola: o reconhecimento das discriminações de gênero e das potencialidades dos indivíduos independentemente do sexo; a igualdade de condições para desenvolver aptidões físicas e intelectuais sem distinção de gênero; e a transformação dos estereótipos sexistas.
I. É necessário considerar que o ensino de movimentos se concentra sobre a criança/o adolescente que “se-movimenta” e não sobre os movimentos da criança/do adolescente.
II. O desenvolvimento do saber humano enquanto capacidade de “saber-sentir”, “saber-pensar” e “saber-agir” se separa do desenvolvimento da subjetividade.
III. A reificação ou o controle da subjetividade pelo processo de civilizar a criança acontece quando esta, para tornar-se adulta, precisa perder a fascinação pelo mundo natural.
IV. Na escola, os conteúdos teóricos e práticos ministrados de modo repetitivo e mecânico nas disciplinas promovem a retirada de significados individuais, próprios das realizações humanas.
( ) Para desenvolver com os alunos metas emancipatórias, considera-se condição primordial promover a capacidade de ser crítico.
( ) A criança, quando consegue inserir-se no mundo social, cultural e linguístico de seu meio, começa a gerar o seu eu autônomo.
( ) A linguagem e o movimento humano, como diálogo com o mundo, são as poucas possibilidades que ainda nos restam para uma melhor compreensão de quem somos.
( ) A criança recebe do mundo adulto, antes de poder se questionar quem ela é, todas as referências para a construção da sua subjetividade.
( ) O ensino de brincadeiras, jogos e esportes orientados pela cópia irrefletida desses conteúdos pode implicar a formação de crianças e adolescentes com incapacidade de autoconhecimento de suas reais possibilidades e condições.
I. É utilizado um modelo de classificação baseado na lógica interna, tendo como referência critérios de cooperação, interação com o adversário, desempenho motor e objetivos táticos da ação.
II. As categorias apresentadas são: esportes de marca; de precisão; técnico-combinatórios; de rede/quadra dividida ou de parede de rebote; de campo e de taco; de invasão ou territorial; e de combate.
III. Essa classificação privilegia as ações motoras intrínsecas, reunindo esportes que apresentam exigências motrizes semelhantes no desenvolvimento de suas práticas.
IV. É baseada na significação cultural, ou seja, é dependente do sujeito ou do contexto dos grupos culturais que participam.
I. Essa perspectiva busca, por meio de intervenções pedagógicas, valorizar os conhecimentos de populações historicamente silenciadas, que produziram predominantemente as manifestações da cultura corporal de movimento que identificam o povo brasileiro.
II. Essa perspectiva é realizada por meio de um ensino voltado à eliminação das desigualdades cotidianas, sendo, portanto, uma perspectiva transformadora, pautada na possibilidade de diálogo. É um movimento contra as fronteiras e para além delas, que transforma a educação na prática da liberdade.
III. Essa perspectiva trata de um modo de gerenciar as relações de gênero na escola, de maneira a questionar e reconstruir as ideias sobre o feminino e sobre o masculino. É um conjunto de medidas educacionais para a igual valorização do que se pode perceber como múltiplos masculinos e femininos, buscando até mesmo a desconstrução do binarismo entre esses elementos.
IV. Essa perspectiva enfatiza a identidade afro-brasileira, não só na questão das raízes (africanidade), mas, principalmente, no processo histórico que desenvolve o enfrentamento e a resistência afrobrasileira. Por esse motivo, envolve a incorporação dos saberes identitários, políticos e estéticos/corpóreos.
( ) Tanto as teorias da construção do conhecimento como as teorias da aprendizagem, com raras exceções, são desencarnadas – é o intelecto que aprende.
( ) Hoje é interessante perceber um movimento no sentido de recuperar a dignidade do corpo no que diz respeito aos processos de aprendizagem.
( ) Para as teorias crítico-superadora e crítico-emancipatória, as formas culturais dominantes do movimentar-se humano reproduzem os valores e princípios da sociedade capitalista.
( ) Até o advento das ciências do esporte nos anos 1970, o teorizar no campo da Educação Física era sobretudo de perspectiva dialógica, isto é, voltado para a intervenção ginástica sobre o corpo.
( ) A dimensão que a cultura corporal ou de movimento assume na vida do cidadão atualmente é tão significativa que a escola é chamada não a reproduzi-la simplesmente, mas a permitir que o indivíduo se aproprie dela criticamente.
I. Tem como referência a obra Metodologia do Ensino de Educação Física, do Coletivo de Autores, que considera a cultura corporal o objeto de estudo da Educação Física.
II. O conhecimento da cultura corporal deve ser apresentado ao aluno considerando o desenvolvimento da noção de plasticidade.
III. Os autores formuladores do conceito de cultura corporal buscam, com ele, sistematizar uma proposta superadora do modelo hegemônico da aptidão física na Educação Física escolar.
IV. Seus referenciais teóricos são encontrados no materialismo histórico-dialético, na pedagogia histórico-crítica e na psicologia histórico-cultural.
V. Sua proposição se orienta pela perspectiva omnilateral de formação humana.