Questões de Concurso
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Em tubulações industriais é comum ocorrerem falhas que podem ser rupturas, fissuras ou mesmo vazamentos. Estas falhas podem ser decorrentes de: deficiência no projeto; imperfeição do material; erros em processamento do material; erros de montagem; anormalidades em serviço; manutenção inadequada ou imprópria; fatores não intencionais ou inadvertidos. A partir dessas considerações, os tipos de falhas em tubulações industriais podem ser classificados em
I. Físicas.
II. Químicas.
III. Mecânicas.
IV. Congêneres.
V. Metalográficas.
Está correto o que consta APENAS de
Sabe-se que a ocorrência da cavitação em bombas é prejudicial ao sistema hidráulico, pois tal fenômeno pode interferir na lubrificação e destruir as superfícies dos metais. Daí a importância do profissional conhecer o assunto, a fim de promover a correta manutenção. Considere:
I. durante a cavitação ocorre também uma diminuição na taxa de fluxo da bomba e a pressão do sistema pode se desequilibrar.
II. a tubulação de sucção da bomba não contribui com o aumento da cavitação.
III. óleo de alta viscosidade contribui para a ocorrência de cavitação.
IV. conexão de entrada da bomba muito alta em relação ao nível de óleo no reservatório não pode contribuir para a ocorrência de cavitação.
Está correto o que consta APENAS de
Sobre manutenção e substituição de rolamentos, considere:
I. A montagem de rolamentos pode ser realizada pelos métodos mecânico, hidráulico ou térmico.
II. Para montagem de um rolamento em um eixo com interferência, deve-se aquecer o rolamento acima de 500 °C para que o anel interno dilate.
III. Óleos minerais são adequados para lubrificar rolamentos que trabalhem a elevadas rotações ou temperaturas.
Está correto o que consta de
Sobre lubrificação em mancais de deslizamento, considere:
I. O emprego de lubrificantes tem como objetivo reduzir o atrito e o desgaste do mancal.
II. A contribuição dos lubrificantes para reduzir o aquecimento das peças é desprezível.
III. São utilizados óleos minerais, óleos orgânicos e óleos sintéticos.
Está correto o que consta de
Considere os quesitos abaixo:
I. Consistência.
II. Densidade.
III. Ponto de gota.
IV. Ponto de fulgor.
V. Ponto de névoa.
VI. Resistência à água.
São considerados quesitos para a escolha de um agente de lubrificação, APENAS:
Sobre manutenção de compressores de êmbolo, considere:
I. Devem ser verificados periodicamente o nível de óleo lubrificante, as condições do filtro de ar e drenagem do condensado.
II. Óleo lubrificante com viscosidade acima do especificado pode provocar aquecimento anormal do compressor.
III. Deve ser realizado teste hidrostático no reservatório de ar de acordo com a NR 13.
IV. A tensão incorreta das correias e o desalinhamento das polias podem gerar vibrações e danos aos rolamentos e mancais.
Está correto o que consta de
De cedo, aprendi a subir ladeira e a pegar bonde andando. Posso dizer, com humildade orgulhosa, que tive morros e bondes no meu tempo de menino.
Nossa pobreza não era envergonhada. Ainda não fora substituída pela miséria nos morros pobres, como o da Geada. Que tinha esse nome a propósito: lá pelos altos do Jaguaré, quando fazia muito frio, no morro costumava gear. Tínhamos um par de sapatos para o domingo. Só. A semana tocada de tamancos ou de pés no chão.
Não há lembrança que me chegue sem os gostos. Será difícil esquecer, lá no morro, o gosto de fel de chá para os rins, chá de carqueja empurrado goela abaixo pelas mãos de minha bisavó Júlia. Havia pobreza, marcada. Mas se o chá de carqueja me descia brabo pela goela, como me é difícil esquecer o gosto bom do leite quente na caneca esmaltada estirada, amorosamente, também no morro da Geada, pelas mãos de minha avó Nair.
A miséria não substituíra a pobreza. E lá no morro da Geada, além do futebol e do jogo de malha, a gente criava de um tudo. Havia galinha, cabrito, porco, marreco, passarinho, e a natureza criava rolinha, corruíra, papa-capim, andorinha, quanto. Tudo ali nos Jaguarés, no morro da Geada, sem água encanada, com luz só recente, sem televisão, sem aparelho de som e sem inflação.
Nenhum de nós sabia dizer a palavra solidariedade. Mas, na casa do tio Otacílio, criavam-se até filhos dos outros, e estou certo que o nosso coração era simples, espichado e melhor. Não desandávamos a reclamar da vida, não nos hostilizávamos feito possessos, tocávamos a pé pra baixo e pra cima e, quando um se encontrava com o outro, a gente não dizia: “Oi!”. A gente se saudava, largo e profundo: − Ô, batuta*!
*batuta: amigo, camarada.
(Texto adaptado. João Antônio. Meus tempos de menino. In: WERNEK, Humberto (org.). Boa companhia: crônicas. São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 141-143)
De cedo, aprendi a subir ladeira e a pegar bonde andando. Posso dizer, com humildade orgulhosa, que tive morros e bondes no meu tempo de menino.
Nossa pobreza não era envergonhada. Ainda não fora substituída pela miséria nos morros pobres, como o da Geada. Que tinha esse nome a propósito: lá pelos altos do Jaguaré, quando fazia muito frio, no morro costumava gear. Tínhamos um par de sapatos para o domingo. Só. A semana tocada de tamancos ou de pés no chão.
Não há lembrança que me chegue sem os gostos. Será difícil esquecer, lá no morro, o gosto de fel de chá para os rins, chá de carqueja empurrado goela abaixo pelas mãos de minha bisavó Júlia. Havia pobreza, marcada. Mas se o chá de carqueja me descia brabo pela goela, como me é difícil esquecer o gosto bom do leite quente na caneca esmaltada estirada, amorosamente, também no morro da Geada, pelas mãos de minha avó Nair.
A miséria não substituíra a pobreza. E lá no morro da Geada, além do futebol e do jogo de malha, a gente criava de um tudo. Havia galinha, cabrito, porco, marreco, passarinho, e a natureza criava rolinha, corruíra, papa-capim, andorinha, quanto. Tudo ali nos Jaguarés, no morro da Geada, sem água encanada, com luz só recente, sem televisão, sem aparelho de som e sem inflação.
Nenhum de nós sabia dizer a palavra solidariedade. Mas, na casa do tio Otacílio, criavam-se até filhos dos outros, e estou certo que o nosso coração era simples, espichado e melhor. Não desandávamos a reclamar da vida, não nos hostilizávamos feito possessos, tocávamos a pé pra baixo e pra cima e, quando um se encontrava com o outro, a gente não dizia: “Oi!”. A gente se saudava, largo e profundo: − Ô, batuta*!
*batuta: amigo, camarada.
(Texto adaptado. João Antônio. Meus tempos de menino. In: WERNEK, Humberto (org.). Boa companhia: crônicas. São Paulo, Companhia das Letras, 2005, p. 141-143)