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Sobre história
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Em 1964, o movimento pelas então denominadas reformas de base (reforma agrária, urbana, educacional etc.) foi vitorioso e derrotou o governo militar brasileiro, redemocratizando o país e dando início à elaboração de uma nova constituição democrática.
A política de industrialização no Brasil caracterizou-se pela presença do Estado como ente regulador, limitando-se a incentivar os agentes econômicos privados, especialmente estrangeiros, para que pudessem desenvolver os setores vinculados à industria de base, como siderurgia, petróleo e mineração.
Em 1945, foram formados os grandes partidos nacionais no Brasil, cujas principais legendas eram: a UDN (União Democrática Nacional), de oposição a Getúlio Vargas; o PSD (Partido Social-Democrático), articulado em todos os estados pela ação das interventorias, e o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro), formado por aliados de Getúlio que agregavam o voto operário no país por meio de mobilização do Ministério do Trabalho; além do PCB (Partido Comunista do Brasil), de efêmera legalidade.
Raymundo Faoro, em seu clássico Os Donos do Poder (1958), descreve a formação da elite política e econômica do Brasil a partir do conceito de paternalismo, que se perpetua na constante concessão de direitos, e não de deveres, aos cidadãos brasileiros pelas sucessivas constituições, impedindo o surgimento de uma sociedade efetivamente autônoma no país.
A característica essencial da política econômica da chamada Era Vargas consiste na internalização dos centros de decisão econômica por meio do processo de industrialização por substituição de importações.
Por que a economia capitalista não funcionou entre as guerras? A situação nos EUA é parte essencial de qualquer resposta a essa pergunta. Pois, se era possível responsabilizar, ao menos parcialmente, as perturbações da Europa na guerra e no pós-guerra, ou pelo menos nos países beligerantes da Europa, pelos problemas econômicos ali ocorridos, os EUA tinham estado muito distantes do conflito, embora por um curto e decisivo período tivessem se envolvido nele. Assim, longe de perturbar sua economia, a Primeira Guerra Mundial, como a Segunda, beneficiou-os espetacularmente. Em 1913, os EUA já se haviam tornado a maior economia do mundo, arcando com mais de um terço da produção industrial mundial. Além disso, a guerra não apenas reforçou sua posição como maior produtor do mundo, como os transformou no maior credor do mundo. Em suma, não há explicação para a crise econômica mundial sem os EUA.
Isso não pretende subestimar as raízes exclusivamente européias do problema, em grande parte, de origem política.
Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 101-2 (com adaptações).
Assinale a opção correta com relação às idéias do texto.
Em Faire de l’ histoire, a história nova foi definida pelo aparecimento de novos problemas, de novos métodos que renovaram domínios tradicionais da história e, principalmente, talvez, pelo aparecimento, no campo da história, de novos objetos, em geral, reservados, até então, à antropologia.
Le Goff. A História nova. São Paulo: Martins Fontes, 1990, p. 44 (com adaptações).
À luz da interlocução da história nova com as outras disciplinas, assinale a opção correta
Considerando as informações acima e os aspectos significativos da História do Brasil, julgue o item.
O centro-oeste foi a primeira área do território brasileiro a ser ocupada pelos colonizadores.
São características do universo do trabalho escravo na África pré-colonial, EXCETO: