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Sobre os diversos usos de tecnologias e fontes para o conhecimento histórico, a exemplo da imagem de Luís XIV, responda a alternativa correta:
I – Peter Burke utilizou uma gravura anônima para representar a fabricação do rei Luís XIV, mesmo consciente que não demonstrava a verdadeira imagem do personagem real, de acordo com o ensino e aprendizagem da História;
II – Peter Burke identificou que a imagem do rei Luís XIV já era fabricada em vida, o qual utilizava gravuras, pinturas, esculturas na perspectiva de engrandecer sua autoridade pública, revelando o grande poder das fontes imagéticas para o conhecimento histórico;
III - Conforme as práticas da cultura visual e material, o uso de imagens como fontes
redimensionou a construção do conhecimento histórico.
LANDER, Edgardo. “Ciências Sociais: saberes coloniais e eurocêntricos". LANDER, Edgardo (org). A colonialidade do Saber eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales – CLASCO, 2005, p. 38.
Os Estudos Culturais e Pós-Coloniais trouxeram algumas alterações no campo da História, entre as quais:
I – Redefiniram o trabalho do historiador nas interpretações, possibilitando novas narrativas a partir de sujeitos subalternos;
II – Entre as alterações pontuais, as narrativas subalternas tornaram-se norteadoras da escrita histórica;
III – Possibilitaram a emergência de múltiplos relatos históricos, ampliando as interpretações eurocêntricas e modernidade;
IV – A emergência de novas epistemes, que descolonizam o pensamento, pois o fim do colonialismo não representou a conclusão da colonialidade.
“Os negros escravizados procuraram sempre que puderam resistir à opressão a eles imposta no interior dos complexos mundos da escravidão. Buscavam nas diversas formas de enfrentamento (...) conquistar aquilo que concebiam como liberdade” (GOMES, Flávio dos Santos. “Em torno dos bumerangues: outras histórias de mocambos na Amazônia colonial” IN: Revista USP: São Paulo (28), Dez-Fev. 1995, p. 41).
Com base nos debates historiográficos sobre os mundos da escravidão e a resistência escrava é possível assinalar que:
“A propaganda do Estado Novo, no entanto, elaborava um discurso em que o migrante estaria protegido pela ação governamental. Mais do que migrantes, seriam soldados na batalha da produção. E além de soldados, teriam a chance de refazer suas vidas numa região para a qual se antevia um futuro promissor” (GUILLEN, Isabel C. Martins “A batalha da Borracha: política e migração nordestina para a Amazônia durante o Estado Novo” IN: Revista de Sociologia e Política. N.9, 1997, p. 98)
Sobre a temática é correto afirmar que:
“Lembrar o passado e escrever sobre ele não mais parecem as atividades inocentes que outrora se julgava que fossem. Nem as memórias nem as histórias parecem ser mais objetivas. Nos dois casos, os historiadores aprendem a levar em conta a seleção consciente ou inconsciente, a interpretação e a distorção.” (BURKE, Peter. História como memória social. IN: Variedades de história cultural. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000, p. 70)
Com base no texto e os debates historiográficos sobre a relação entre História e Memória destaca-se INCORRETO afirmar que:
“A destruição do passado – ou melhor, dos mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal às das gerações passadas – é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem. Por isso os historiadores, cujo ofício é lembrar o que os outros esquecem, tornam-se mais importantes do que nunca no fim do segundo milênio.” (HOBSBAWM, E. A Era dos extremos.O breve século XX. 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.13).
Com base nas questões suscitadas pelo texto acima é correto afirmar que:
“Por seus motivos, seus métodos, suas fontes, a história do presente não difere em nada da história do século XIX” (SIRINELLI, J, “Ideologia, tempo e história” IN: CHAUVEAU, A., TÉTART, P. Questões para a história do presente. Bauru, SP: EDUSC, 1999, p. 11.
Nos debates historiográficos sobre a História do Presente cabe afirmar que:
“Na Antiguidade clássica, muito ao contrário, a história recente era o foco central da preocupação dos historiadores. Para Heródoto e Tucídides, a história era um repositório de exemplos que deveriam ser preservados, e o trabalho do historiador era expor os fatos recentes atestados por testemunhos diretos. Não havia, portanto, nenhuma interdição ao estudo dos fatos recentes, e as testemunhas oculares eram fontes privilegiadas para a pesquisa” (FERREIRA, Marieta de Moraes. História do tempo presente: desafios. Petrópolis: Cultura Vozes, 2000, p. 17)
Com base no texto é INCORRETO afirmar que:
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
...a Constituição de 1988 [...] é a expressão legitima da vontade do povo brasileiro. Deu ênfase à proteção dos direitos individuais, enfatizou os direitos trabalhistas, criou novos instrumentos de proteção e garantia dos direitos individuais e coletivos. De forma geral constitui, sem dúvida, um largo passo na busca de uma sociedade livre, preocupada com a erradicação da miséria, com a diminuição das diferenças entre as classes sociais, com a fome e o analfabetismo, com as garantias reais aos que produzem e acima de tudo com a justiça social, principal anseio dos Estados modernos.
(In: SANTOS, Marcos Fonntes. Disponível em: http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/1007/Direito-Constitucional)
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
...a Constituição de 1988 [...] é a expressão legitima da vontade do povo brasileiro. Deu ênfase à proteção dos direitos individuais, enfatizou os direitos trabalhistas, criou novos instrumentos de proteção e garantia dos direitos individuais e coletivos. De forma geral constitui, sem dúvida, um largo passo na busca de uma sociedade livre, preocupada com a erradicação da miséria, com a diminuição das diferenças entre as classes sociais, com a fome e o analfabetismo, com as garantias reais aos que produzem e acima de tudo com a justiça social, principal anseio dos Estados modernos.
(In: SANTOS, Marcos Fonntes. Disponível em: http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/1007/Direito-Constitucional)
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Quando essa mobilização começou a ocorrer – mais em decorrência da pressão operária do que da direção do BOC – tornou-se explícita a contradição entre capital e trabalho.
Quanto aos tão decantados acontecimentos de outubro de 1930, com seu desfile de personagens (Vargas, Antônio Carlos, Osvaldo Aranha, Lindolfo Collor), que a memória dos vencedores consagrou como revolução – nesses a classe operária não estava mais presente.
Na realidade, as novas autoridades, sob a liderança de Vargas, nada mais fizeram do que aperfeiçoar os mecanismos de controle sobre o movimento operário.
(TRONCA, Ítalo. Revolucão de 1930 − a dominação oculta. São Paulo: Brasiliense, 1986, p.91-92)
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Quando essa mobilização começou a ocorrer – mais em decorrência da pressão operária do que da direção do BOC – tornou-se explícita a contradição entre capital e trabalho.
Quanto aos tão decantados acontecimentos de outubro de 1930, com seu desfile de personagens (Vargas, Antônio Carlos, Osvaldo Aranha, Lindolfo Collor), que a memória dos vencedores consagrou como revolução – nesses a classe operária não estava mais presente.
Na realidade, as novas autoridades, sob a liderança de Vargas, nada mais fizeram do que aperfeiçoar os mecanismos de controle sobre o movimento operário.
(TRONCA, Ítalo. Revolucão de 1930 − a dominação oculta. São Paulo: Brasiliense, 1986, p.91-92)
Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Quando essa mobilização começou a ocorrer – mais em decorrência da pressão operária do que da direção do BOC – tornou-se explícita a contradição entre capital e trabalho.
Quanto aos tão decantados acontecimentos de outubro de 1930, com seu desfile de personagens (Vargas, Antônio Carlos, Osvaldo Aranha, Lindolfo Collor), que a memória dos vencedores consagrou como revolução – nesses a classe operária não estava mais presente.
Na realidade, as novas autoridades, sob a liderança de Vargas, nada mais fizeram do que aperfeiçoar os mecanismos de controle sobre o movimento operário.
(TRONCA, Ítalo. Revolucão de 1930 − a dominação oculta. São Paulo: Brasiliense, 1986, p.91-92)