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Sobre história
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(http://hypescience.com/as-14-mais-impressionantes-casas-em-arvores/) O artista Frans Krajcberg, nascido na Polônia e naturalizado brasileiro, reside em Nova Viçosa, sul da Bahia, desde 1972. Sua casa construída sobre um tronco de árvore de 2,60 m de diâmetro
Os últimos anos da União Soviética foram uma catástrofe em câmara lenta. A queda dos satélites europeus em 1989 e a relutante aceitação por Moscou da reunificação alemã demonstraram o colapso da União Soviética como potência internacional, mais ainda como superpotência. Sua absoluta incapacidade para desempenhar qualquer papel na crise do golfo Pérsico de 1990-1 simplesmente acentuou isso. Em termos internacionais, a URSS era como um país abrangentemente derrotado – só que sem guerra. (Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991, 1995)
O excerto refere-se a um fenômeno histórico cujo resultado mais imediato foi

Marcha da Família com Deus pela Liberdade (WH3. http://goo.gl/PJ8CUo)

Manifestação pelas Diretas Já (Uol. http://goo.gl/50dukw)
Pode-se dizer que, entre os dois movimentos referidos acima, há um diálogo à distância e que a comparação de suas imagens revela algumas diferenças entre eles:
Pau de Arara Luiz Gonzaga
Quando eu vim do sertão, seu moço, do meu Bodocó* A malota era um saco e o cadeado era um nó Só trazia a coragem e a cara Viajando num pau de arara Eu penei, mas aqui cheguei (bis) Trouxe um triângulo, no matolão Trouxe um gonguê, no matolão Trouxe um zabumba dentro do matolão Xote, maracatu e baião Tudo isso eu trouxe no meu matolão
* Região do interior de Pernambuco. (https://www.letras.mus.br/luiz-gonzaga/261217/)
A música de autoria de Guio de Moraes e Luiz Gonzaga, de 1952, exprime um movimento social de grande duração na história do Brasil. Exprime, igualmente, alguns aspectos desse fenômeno social, marcado
1934. Os Integralistas estão em estado de graça: suas fileiras se engrossam em todas as partes do Brasil, onde seus núcleos conseguem apoio dos fascistas italianos e alemães, das autoridades policiais, dos banqueiros e grandes fazendeiros e de intelectuais. Ante a deterioração da economia brasileira que a queima de café não consegue sustar, Getúlio Vargas fica a observar a ascensão, pouco comum nos hábitos políticos brasileiros, do movimento integralista. Apesar da parafernália de “leis sociais” adotadas para conquistar o apoio do povo contra os tradicionais donos do poder que não aceitam o seu programa de centralização contrário à estrutura “federativa” do país, Getúlio está disposto a considerar a possibilidade de valer-se dos Integralistas para governar com mais tranquilidade. (Fúlvio Abramo. A revoada dos galinhas verdes, 2014. Adaptado)
O autor, militante de organizações de esquerda, participou da conjuntura política brasileira dos anos 30 do século passado. O excerto refere-se à situação histórica do país, naquele momento, caracterizada pela
“No segundo quartel do século XIX, a burguesia __________, particularmente aquela dos países centros da dupla revolução, já dispunha de elementos suficientes para afirmar que a força física de uma nação interfere em sua prosperidade. Já havia, naquele momento, o entendimento por parte dos proprietários dos meios de produção de que o vigor físico dos trabalhadores era essencial para o avanço __________.”
Leia o texto abaixo.
Em 2004, foi divulgada a queima de documentos supostamente produzidos por órgãos de segurança nacional da Ditadura Militar no Brasil. As exibições das reportagens coincidiram com a definição dos prazos, pelo Presidente da República, para a abertura dos arquivos da Ditadura. Ficou estabelecido um período de até 30 anos – renovável por mais 30 – para que a sociedade tenha acesso aos arquivos ultrassecretos. Ao mesmo tempo, uma Medida Provisória criou a Comissão de Averiguação e Análise de Informações Sigilosas, com poder para barrar a divulgação desses documentos, caso entenda que isso seja "imprescindível à segurança da sociedade e do Estado".
Disponível em: http://professor.bio.br/historia/provas_vestibular.asp?origem=Uel&curpage=19. Acesso em: 03 abr.. 2016.
Analise as proposições abaixo.
I. O controle da memória pelos setores dominantes, silenciando ou evidenciando determinados eventos ou documentos históricos, serve como estratégia de preservação de poder na sociedade.
II. Atos de eliminação de documentos isentam o Estado republicano brasileiro da responsabilidade pela mutilação da memória nacional.
III. Medidas tomadas com o intuito de evitar julgamentos precipitados que levem à perseguição, gerando um estado de ameaça constante, inviabilizando a democratização do país.
IV. No Brasil, a queima de documentos é uma prática recorrente para ocultar o passado e apagar a memória concebida pelos diferentes grupos sociais.
São corretas as proposições:
Leia o texto abaixo.
Podem me prender
Podem me bater
Podem até deixar-me sem comer
Que eu não mudo de opinião
Daqui do morro
Eu não saio, não.
Disponível em:<https://www.letras.mus.br/ze-keti/197278/>- Acesso em: 03 abr. 2016. Fragmento.
Os versos acima são da música “Opinião”, escrita por Zé Kéti, contestando a Ditadura
Militar, instaurada no dia 1º de abril de 1964, através de um golpe militar que derrubou o
então presidente do Brasil, João Goulart. Esse período foi marcado
Leia o texto abaixo.
O período compreendido entre 1968 e 1973 é conhecido como a fase do “milagre” quando, sob o regime militar, o crescimento da economia brasileira apresentou uma extraordinária aceleração, com ampliação média de 11% ao ano. O nosso “milagre” foi abalado [...]. Mesmo assim, o país ainda manteve bons níveis de aceleração econômico-industrial até o final dos anos 70, numa fase conhecida como o “pós-milagre”. Esse crescimento esteve relacionado com os grandes investimentos em infraestrutura do regime militar e o duro controle sobre as manifestações dos trabalhadores, que garantiu a mão de obra barata e, juntos levavam à atração de novos investimentos.
Disponível em:<http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_simulado/revisao/revisao02/er030002.pdf> . Acesso em: 20 abr. 2012. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento.
Com base nesse texto, constata-se que o fator externo que contribuiu para acelerar a crise
do “milagre brasileiro” foi
Leia o texto abaixo.
Em 1932, o estado de São Paulo se mobiliza contra Vargas, no episódio que entrou para a História do Brasil como a Revolução Constitucionalista. Nessa revolução, milhares de pessoas de todas as classes sociais doaram pratarias, joias e alianças para ajudar financeiramente o movimento. Todo o estado, unido, trabalhou com garra para a vitória da causa paulista.

Nesse contexto, podemos explicar a Revolução Constitucionalista de 1932 como
Leia o texto abaixo.
“[…] O pavor inspirava cada gesto. Era gente querendo embarcar à força, eram senhoras distintas afogando-se nas águas do Tejo, era o povo apupando os que se retiravam. Diz-se mesmo que a única pessoa disposta a resistir era Dona Maria I, a demente rainha-mãe, que respirava o ar das ruas após 16 anos de reclusão: ‘Não corram tanto! Vão pensar que estamos fugindo!’, gritava do coche que a conduzia, célere […]”.
In: Biografia da Biblioteca Nacional, disponível em http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_obrasgerais/drg1229521.pdf. Acesso em 08/04/2016.
Sobre os desdobramentos da chegada da Família Real portuguesa no Brasil:
I. D. João e parte de sua comitiva aportaram à Bahia em janeiro de 1808. Em fevereiro, embarcaram para o Rio de Janeiro, onde foram recebidos em março de 1808 com efusiva festa. No entanto, não demorou muito para que surgissem hostilidades entre moradores do Rio de Janeiro e os membros da comitiva recém-chegada. Da mesma forma, foi imenso e crescente o descontentamento da burguesia lusitana.
II. Aproveitando a abertura dos portos, os privilégios alfandegários e as dificuldades da conjuntura europeia (que fechava mercados tradicionais à Inglaterra), os comerciantes ingleses inundaram os mercados brasileiros com inúmeros artigos.
III. Foi um processo de britanização sistemática de nossa economia. Em grande medida, o Brasil deixou a condição de colônia em 1808. Todavia, no plano político-administrativo, a condição colonial só foi extinta em 1815, com a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves.
Das informações acima, são corretas:
Leia o texto abaixo.
Com a capitulação dos holandeses em 1654, os negros palmarinos continuaram a desafiar o poder colonial. Nos anos de 1670, duas expedições contra Palmares não cantaram vitória: a de 1675, chefiada pelo capitão Manoel Lopes Galvão, e a de 1677, comandada pelo capitão Fernão Carrilho, que pensou ter derrotado os negros, quando na verdade apenas pôs as mãos em alguns palmarinos, entre eles os parentes do chefe Ganga-Zumba.
Palmares entre sangue e fogo desde 1602, Flavio José Gomes Cabral.
Disponível em: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/flavio-jose-gomes-cabral). Acesso em 11/04/2016.
Analise as proposições abaixo.
I. Nos quilombos (geralmente localizados em lugares de difícil acesso), os escravos viviam em liberdade, produziam seus alimentos, fabricavam roupas, móveis e instrumentos de trabalho, cultivavam também as crenças, as tradições e os costumes africanos. O adultério, o roubo e o homicídio eram punidos com a pena de morte.
II. Os quilombos estavam espalhados em todo o território colonial, porém, a falta de registros impede que estudiosos descubram mais detalhes sobre eles. Mesmo assim, ainda encontramos comunidades remanescentes de antigos quilombos no interior do Brasil.
III. O mais famoso de todos os quilombos chamava-se Palmares e ficava em Alagoas. Esse quilombo possuía aproximadamente 20 ou 30 mil habitantes. Dentre os seus líderes destacava-se Zumbi.
IV. Durante o século XVII, vários governos (portugueses e holandeses) quiseram destruir o quilombo dos Palmares. Foram várias tentativas, em 80 anos de conflito, mas Palmares resistia bravamente e chegou a derrotar cerca de 30 expedições enviadas.
São verdadeiras as proposições:
Leia o texto abaixo.
Ao longo do século XX, propostas socialistas alcançaram o poder político, realizando transformações de alcance variado. Em certo momento, a alternativa socialista parecia invencível, destinada à vitória universal. Não foi o que aconteceu. Ao contrário: o socialismo, embora ainda vivo, está moribundo. Pode-se considerá-lo uma perspectiva, uma experiência aberta para o futuro da humanidade? Preso no passado ou aberto ao futuro? Após sua ascensão e queda, o socialismo enfrenta o desafio de continuar como alternativa real para a humanidade.
Disponível em: http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/preso-no-passado-ou-aberto-ao-futuro. Acesso em 11/04/2016
O Socialismo Científico, formulado por Marx e Engels, no século XIX, em linhas gerais
propunha
Leia o texto abaixo.
“O mundo em que vivemos hoje é radicalmente diferente do que era no início ou mesmo no meio deste século [século XX]. E continua a mudar. Hoje, a preservação de qualquer tipo de sociedade ‘fechada’ é impossível”.
Discurso proferido por Mikhail Gorbachev, em 1988, em reunião da ONU. In: Aquino et al, p. 342.
Podemos definir os fatos políticos e sociais, ocorridos na segunda metade da década de
1980, na antiga URSS, como
Leia o texto abaixo.
A Revolução começou como uma tentativa de recapturar o Estado. Captura essa empreendida pela aristocracia e pelos parlaments, e não fosse pelo desprezo à profunda crise socioeconômica que suas exigências acarretavam e por ter subestimado a força do Terceiro Poder, a nobreza poderia ter alcançado seus objetivos. Mas, a Revolução não foi realizada por um grupo organizado ou por um partido e nem chegou a apresentar líderes que conduzissem as massas rumo à revolução. Um grupo foi responsável por dar a unidade efetiva ao movimento revolucionário. A “burguesia”. Suas exigências foram norteadoras da famosa Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, de 1789. A característica marcante desse documento é ser contra a sociedade hierárquica e de privilégios da nobreza, mas não um manifesto a favor de uma sociedade democrática e igualitária. O burguês liberal clássico não era democrata, mas sim um devoto do constitucionalismo, de um Estado secular, com liberdades civis e garantias para a empresa privada, e de um governo de contribuintes e proprietários.
HOBSBAWM, Eric J. A Revolução Francesa. Rio de janeiro: Paz e Terra, 1996.
O processo revolucionário francês, que culminou com a queda da monarquia em 1789,
apresentou grupos com interesses políticos heterogêneos, como os jacobinos e os
girondinos. Apontamos como alternativa para a melhor caraterização social e política dos
girondinos:
Leia o texto abaixo.
“Perdi o recorte com a frase, motivo pelo qual posso estar chamando o autor errado. Mas tenho quase certeza de que foi o historiador norte-americano Arthur Schlesinger quem cunhou a seguinte: “Não é porque Marx estava errado que Adam Smith está absolutamente certo” [...].
ROSSI, Cláudio. Folha de São Paulo, 1995. Fragmento.
Nesse texto, o articulista do jornal “Folha de São Paulo”, Cláudio Rossi, faz referência a dois
ideários que representaram a conjuntura mundial no final dos anos 1980, respectivamente,
Sancionada pelo então presidente Fernando Collor de Mello, a Lei Rouanet