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Sobre história
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Quem foi Fernão Dias, que dará nome a nova estação no metrô de São Paulo
A estação que antes iria se chamar Paulo Freire será rebatizada em homenagem ao bandeirante, associado a exploração predatória no Sudeste e à escravização de indígenas [...] Nascido em 1608, Fernão Dias Pais Leme era descendente direto dos primeiros imigrantes europeus de São Vicente, o que lhe fez dono de fazendas gigantescas na região que, hoje, compõe o território da capital paulista. Um dos nomes de maior destaque nas missões de exploração do interior do país atrás de recursos minerais, ele chegou a ser considerado o homem mais rico da província.
Fernão Dias participou da famosa bandeira ao sul do Brasil, comandada por Antônio Raposo Tavares em 1638. Nela, passou pelos atuais estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte do Uruguai, onde acabou com as reduções jesuíticas e submeteu milhares de indígenas à escravidão.
Disponível em https://revistagalileu.globo.com/sociedade/historia/noticia/2023/03/quemfoi-fernao-dias-que-dara-nome-a-nova-estacao-no-metro-de-sao-paulo.ghtml. Adaptado.
A homenagem apontada na reportagem do Texto XII atesta
I.
Vai buscar quem mora longe… vai mostrar esta saudade Sonho meu Com a sua liberdade Sonho meu No meu céu a estrela guia se perdeu E a madrugada fria só me traz melancolia, Sonho meu”
Sonho meu - Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara.
II. Amigos presos, amigos sumindo assim Pra nunca mais Nas recordações retratos de um mal em si Melhor é deixar pra trás Não, não chore mais… observando hipócritas Disfarçados rondando ao redor”.
Não chores mais – Gilberto Gil.
As músicas expostas no Texto VIII foram lançadas em 1979, ano marcado pela reabertura política pós-ditadura militar e seus desdobramentos. Suas letras fazem referências a esse contexto histórico. Os trechos em que podem ser percebidas referências mais claras à ditadura e à anistia política são, respectivamente,
Personalidades Negras – Luísa Mahin
Nascida em Costa Mina, na África, no início do século XIX, Luísa Mahin foi trazida para o Brasil como escrava. Da nação africana Nagô, Luísa esteve envolvida na articulação de todas as revoltas e levantes de escravos que sacudiram a então Província da Bahia nas primeiras décadas do século XIX.
Quituteira de profissão, de seu tabuleiro eram distribuídas as mensagens em árabe, através dos meninos que pretensamente com ela adquiriam quitutes. Desse modo, esteve envolvida na Revolta dos Malês (1835) e na Sabinada (1837-1838). Caso o levante dos malês tivesse sido vitorioso, Luísa teria sido reconhecida como Rainha da Bahia.
Disponível em https://www.gov.br/palmares/ptbr/assuntos/noticias/personalidades-negras-2013-luisa-mahin. Adaptado.
A partir da descrição das experiências de Luiza Mahin na Bahia oitocentista e do estudo da realidade dos escravizados no Brasil imperial, por meio do exposto no Texto VII, podemos
A invenção chinesa que mais surpreendeu Marco Polo
[...] O veneziano Marco Polo se tornou um dos primeiros europeus a conhecer uma invenção que ainda é um dos fundamentos da economia moderna: o dinheiro de papel. Ele era feito de casca de amoreiras e continha um selo vermelho brilhante do imperador Kublai Khan, que estava no poder mongol durante as viagens do explorador. [...]
Cadê o ouro?
O explorador veneziano ficou mais fascinado com a genialidade do que com o sistema. Perguntava-se onde ficava o ouro que não estava circulando. A resposta? Sob rigoroso controle do imperador.
Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/geral-40850733. Adaptado.
A admiração do italiano Marco Polo com a invenção do governo de Kublai Khan, citada no Texto II, se justifica diante do contexto de
Disponível em https://www.folhape.com.br/colunistas/blogdafolha/senado-instalacomissao-dos-200-anos-da-confederacao-do-equador/41419/. Adaptado.
O movimento separatista popularizado como Confederação do Equador é um marco histórico ligado a ideias
Tenochtitlán, a cidade asteca construída sobre o lago
Tenochtitlán foi, provavelmente, uma das maiores cidades do mundo no século XVI. Estudos afirmam que havia na cidade entre 100 e 300 mil habitantes. Os conquistadores espanhóis ficaram maravilhados com a beleza e organização da cidade quando a viram pela primeira vez. Mas isso não impediu que Hernán Cortez conquistasse e destruísse a cidade em 1521, quando depois de uma aliança com os povos subjugados pelos astecas auxiliaram os espanhóis a conquistarem a capital Tenochtitlán. [...] a partir de 1521 a cidade foi reconstruída, sendo utilizadas nessa reconstrução as antigas pedras erguidas pelos astecas em seus templos e palácios. Onde ficava o templo do deus sol e da guerra, Huitzilopochtli, foi erguida a Catedral do México, materializando, dessa forma, a violenta imposição social e cultural europeia sobre esse não menos violento Império Asteca.
Disponível em https://mundoeducacao.uol.com.br/historia-america/tenochtitlancidade-asteca-construida-sobre-lago.htm. Adaptado.
No Texto I, o excerto que, mais objetivamente, aponta a apropriação material da cultura asteca pelos europeus na conquista da América é
Originária de Cametá, a dança expressa gratidão dos índios e escravos africanos por um milagre. Depois de um dia exaustivo de trabalho, os escravos eram liberados, sob fiscalização, para conseguir algo para comer. Certo dia foram à praia e encontraram grandes quantidades de siris que se deixavam apanhar facilmente. Em agradecimento, ensaiaram uma dança e deram o nome de Siriá, que narra o fato.
(Disponível: http://www. belem.pa.gov.br)
Em termos históricos, o texto indica a
A Amazônia ainda não encontrou sua vocação econômica. O café e o cacau, a madeira e a borracha, o boi a juta e a castanha têm sido momentos passageiros de riqueza; momentos que não trouxeram mais duradouras mudanças na infraestrutura socioeconômica. [...] Somente depois da Revolução é que vieram os tratores e o idealismo da engenharia militar, desvendando e aproximando a Amazônia. [...] O coração da Amazônia é O cenário para que se diga ao povo que a Revolução e este governo são essencialmente nacionalistas, entendido o nacionalismo como a afirmação do interesse nacional sobre quaisquer interesses e a prevalência das soluções brasileiras para os problemas do Brasil.
(APUD MIRANDA, Camila Barbosa Monção. Ditadura militar s Amazônia: as promessas desenvolvimentistas de um governo autoritário. Anais do XXTX Simpósio Nacional de História, Brasília (DF), 2017, p. 9. Disponível em: https:/!/snh2017 .anpuh.org)
A partir do trecho acima e considerando as ações do governo militar na Amazônia, o discurso
“A expansão interna teve como fundamento e legitimação o chamado Destino Manifesto. A doutrina do Destino Manifesto, segundo o historiador Héctor Bruit, foi inspirada no darwinismo social, de autoria do filósofo inglês H. Spencer. É a seleção natural no interior das relações sociais, isto é, a sobrevivência do mais capaz, do mais rico que engole pela competição os mais fracos. O fracasso é o sinônimo de inferioridade e, claro, o sucesso significa superioridade[…] O Destino Manifesto popularizou-se rapidamente, defendendo a expansão territorial americana como um processo ilimitado, que não deveria parar na Califórnia, mas dar a volta ao mundo.”
Koshiba, Luiz et al. Américas: uma introdução histórica. São Paulo: Atual, 1992.
O excerto faz menção ao Destino Manifesto, expressão criada pelo jornalista Jonh Louis O'Sullivan, em 1845. Essa expressão está diretamente relacionada à formação do território norte-americano e ao movimento conhecido como
(Eric Hobsbawm. A Era dos Impérios: 1875-1914, p. 88)
Entre os eventos intimamente relacionados ao processo histórico descrito, encontra-se
(Boris Fausto, História do Brasil, 2008. Adaptado)
É correto afirmar que a política acima apresentada tinha propósito de
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à História contemporânea, 2010)
A guerra de descolonização africana apresentada acima teve como país colonizador
(Marco Mondaini, Direitos Humanos, In Carla Bassanezi Pinsky (org.), Novos temas nas aulas de História, 2009)
Acerca da mudança intelectual discutida no trecho, é cor reto afirmar que